12 novembro 2016

Não pode. Você é uma Mulher Casada Agora..

   Acabo de ler que alguma celebridade brasileira proibiu sua esposa, outra celebridade brasileira de desfilar na Sapucaí com um argumento: "você é casada agora."  E fico pensando no que isso significa, tanto para ela, quanto para ele.
 
A moça pode estar feliz, apaixonada, se sentindo eleita pelo marido e também o elegeu, casaram.. Ela toda linda, ele o macho alpha...Macho alpha? Não sei,não conheço o moço. Mas o amado é quase sempre, ou sempre, considerado "O" Alpha. Ok. Legal. E ele a proibiu de desfilar... Ah que fofo! Ele tem ciuminho,...

Será que é isso, e isso será que é bom? Talvez na cabeça desse marido, ela "casada agora" não precisa se exibir para outros machos, alpha ou não, na busca de um par. Ela ja tem um par. Mas será que a moça desfilava apenas com esse intuito? Atrair olhares de outros? Ser cobiçada e finalmente, fisgar alguém?   E será mesmo que esse era o único motivo? Quem sabe,  desfilar na Sapucai,  faça parte do seu jeito de ser?  Do repertorio das coisas que gosta de  fazer e sentir? Aquela adrenalina que quem já foi descreve, aquela explosão de cores, os ritmos, a fidelidade à escola. São tantas variáveis. E a alegria de estar ali? Só de assistir já gostei bastante. Desfilar deve ser ainda melhor. Quem desfilou sabe.

 E se a moça vai  para atrair olhares de outros  e fisgar um homem ( epa, agora você é casada.....) Será que se fosse esse o motivo, ela teria justo agora esse interesse em desfilar? . O que quero dizer é :a moça pode gostar de desfilar, independente de ser casada ou não. E sendo bem estrita:isso provavelmente não influneciará na sua escolha e nem no compromisso com esse  marido.Também não será sequestrada na Sapucaí por causa de sua irresistivel beleza. Calma. É só um desfile.  Imagino que ela seja uma mulher com vontade própria e não uma estátua,  estática e exposta a qualquer aventureiro que lance mão...
 
Me lembro que no seculo passado, meu tio proibiu minha tia de usar miniblusa, veja bem. Biquini na praia era possível. Miniblusa na rua,inaceitável. Ela aceitou. O tempo passou,, talvez aquele tesão inicial, que aceita tudo sem pensar, também tenha passado. O fato é que minha tia se tornou- até bem mais tarde do que o convencional- uma pessoa importante em sua profissão. Muito mais dona de seu nariz, mais ciente de si, com mais chão para pisar que a avenida tal. Ainda amando e amada por seu marido. Passou a usar a tal da miniblusa quando foi moda de novo. E ninguém se impôs ou falou mais nada sobre isso.



  Imagem:boneca Barbie encontrada no google

08 novembro 2016

QUANDO AQUI ERA MAIS LINDO, A GENTE ERA PURA ALEGRIA:-)

Achei os textos do meu blog Camélia do Uol. textos de 2004. Estou super feliz de ser reapresentada a mim mesma, que era tão diferente, mais alegre, mais inocente, e mais sofredora por outro lado.  Foi um tempo bem lindo , de grande comunicação e aqui era só alegria. Acho que vou lembrar de cada pessoa que fez parte desse tempo, como esses poetas, músicos de bar, lembram de seus amigos das serestas, das bebedeiras e de muita união em nossas conversas. Muita compreensão. Coisa linda que aconteceu na internet, sem jamais termos visto a cara um do outro. Estou alegrissima, principalmente por que achei a poesia que o João Paulo fez para mim, na verdade, nao para mim mas para Camélia de Pedra, que faz parte de mim. E eu até hoje troco o nome desse menino: você é João Paulo ou João Pedro mininu?  Eu sei que o blog era do John Paul, ainda assim fico na duvida. Mas a certeza é de que você é um querido nosso aqui. Vamos a poesia do nosso companheiro de blog, John Paul.

A POESIA QUE O JOHN PAUL FEZ PARA A CAMÉLIA DE PEDRA. OBRIGADA AMIGO, AMEI. BEIJOS, CAM 


Vejo uma camélia
Que brotou sobre uma pedra
Fenômeno incrível
Que nunca vi parecido

Porém, a pedra
Que aparece no meu caminho
Devo chutá-la ao longe
Cuidado com a flor sensível!

Sendo assim, procuro ser feliz
A cada minuto que passa
Cada minuto poderá ser o último
Carpe Diem, hoje eu declaro.

E assim vou vivendo
E aprendendo
Ela pode ser uma camélia
Mas é forte - como uma pedra.

- Para Cam(élia de Pedra)... By John Paul -


Escrito por Cam às 00h17

Domingo , 13 de Junho de 2004
Domingo , 13 de Junho de 2004


GUARDEI NOS ARQUIVOS COMO COPIEI DA POSTAGEM. YESSSS. E ACHEI. FINALMENTE. QUE BOM!!!! 

29 outubro 2016

Compartilhando o post do blog twice x thirty: história de Joice, amiga querida. Com um LINDO filhote depois dos 45 anos: David.

sábado, 29 de outubro de 2016

Aos 47 do Segundo Tempo / A los 47 del Segundo Tiempo / Late, But Still in Time

"Oi, prazer, o meu nome é Joice, tenho 45 anos e quero ter um filho”. 

A forma nada convencional da minha amiga, atriz, diretora e professora de teatro, Joice Niskier, se apresentar a quem é hoje seu marido, Javier Pared, e pai do seu filho de dois anos e meio, David,  pode não ter acontecido exatamente assim, mas traduz a objetividade com que lidamos com o que somos e desejamos a partir dos ‘enta’ .  

Joice, David e Javier 
Aos 45 e sua inerente consciência de que a idade pode ser uma barreira para despertar o interesse no sexo oposto – homens em geral preferem mulheres mais jovens –, e de que não há mais tempo para disperdiçar, Joice não pestanejou, ao anexar sua idade ao nome, quase como um sobrenome, quando, no primeiro encontro, durante o encerramento de um retiro espiritual no Uruguai (*)se apresentou ao hoje marido. Assim, como, dias depois, não titubeou em compartilhar com ele, na primeira troca de e-mails, seu desejo de ser mãe (eles viviam em países diferentes e durante meses se relacionaram à distância)

Desejo de ser mãe aos 45 anos (!) Desejo que, se não pudesse materializar por meios naturais, poderia  tornar real através da reprodução in vitro. Porém, desde que existisse um pai. Um pai presente, amoroso, disposto e disponível para o/a filho(a), independente de constituir com ela, Joice, um núcleo familiar. 

“Eu sei, pela minha experiência de filha, o que é ter um pai forte, presente, amoroso e participante. Por isso, não conseguia pensar na possibilidade de ter um filho (a) sem dar isso a ele(a)” – conta ela, refletindo sobre os motivos por que a produção independente lhe parecia impossível, por mais que admirasse/admire e apoiásse/ apóie as mulheres que buscam a materninade como mães-solteiras. 

Mas voltando ao primeiro encontro e às primeiras conversas de Joice e Javier. A abordagem sem  ‘mi-mi-mis’ , que ela adotou, assumindo de cara o que considerava como vulnerabilidade – ser uma mulher de 45 anos -- para ele, soou como senha, password,  para a possibilidade de voltar a compartilhar a vida com alguém. Poder ter uma companheira,  depois de um casamento desfeito, que gerou quatro filhos dos quais ele não abria mão de estar perto,  e de uma relação estável, porém, instável, com um parceira quase quinze anos mais jovem. Aos 41 anos, ele já tinha se convencido: queria uma mulher mais madura – uma mulher de 45 anos. 

E foi dessa conjunção de desejos, temores, sonhos, afetos, urgências, e, por que não, astros, que nasceu o amor. O amor que concebeu David. Que o concebeu, milagrosamente (?), sem o uso de tubos de ensaio, em parto natural,  sem qualquer síndrome, graças a Deus (ou aos deuses!) e amamentado exclusivamente no peito até os seis meses, por essa mãe que, então, tinha 47 anos. David, nascido com 3Kg300gr e 48 centímetros, em abril de 2014, e embalado desde sempre por pai e mãe. David, nome que em hebraico significa amado, querido, e que, independente de religiões, é 
Joice à espera de David
dono da estrela de seis pontas, que deveríamos seguir para não nos perdermos de nós mesmos, porque a junção de dois triângulos neutraliza maniqueísmos: encontra o ponto de equilíbrio entre o bem e o mal;  acha o fiel da balança entre o que é físico e o que é espíritual. 

David, esse menino de dois anos e meio, que gosta de regar plantas, andar de avião e  cresce bilíngue, por conta de ter pai argentino – seria estrela ou estrella, aquela que pertence ao seu homônimo na história de Israel? –;  que conta com a paciência de pais maduros  e que confirma, a cada dia, a vocação para a maternidade que sua mãe descobriu, ainda na infância, quando, aos oito anos, dedicou suas férias aos cuidados com um dos gêmeos recém-nascidos, filho da caseira da casa de veraneio.  

“A lembrança daquele primeiro encantamento me acompanhou a vida toda” – diz Joice.

Encantamento que a alimentou e fortaleceu na busca de um pai para o/a filho(a) que, sabia, um dia teria. Emoção mágica que transborda através das histórias de antes e depois de David, que a uniu a Javier, apesar do que, à primeira vista, poderia ser lido como impossibilidade.  Histórias de mil e muitas noites – e também de centenas de milhares de dias, nem sempre fáceis, que antecederam  esse encontro e que foram compartilhadas, por ambas as partes, com muitos queridos amigos.

Momentos que, no que toca a parte da Joice, nos fizeram cúmplices durante muito tempo e que possibilitaram o nosso reencontro, mesmo com as distâncias que a vida impôs. O reencontro que permitiu que voltássemos a trabalhar juntas, que retomássemos nossas conversas como se as tivéssemos interrompido no dia anterior e que me impulsiona a celebrá-lo, contando, hoje, essa história de maternidade tardia, mas desejada a vida inteira. Eu, que nunca senti vontade de ter filhos, que nunca fui chegada a crianças, mas que me sinto cativada por essa narrativa pontuada por tanto afeto e por esse menino, David, ainda que só o conheça por fotografias e pelos relatos amorosos de sua mãe.

Sei que muitos dos meus amigos, ao lerem este post, pensarão consigo: ‘Talvez seja por isso; trata-se de um afeto remoto”

Eles me conhecem bem, há muito tempo e, provavelmente, tem razão. Porém, a própria história da Joice e do Javi ensina que o que começa como um relacionamento à distância pode, sim, crescer, se fortalecer, enraizar-se e frutificar.
Então, David, acredite: a condição de remoto não torna meu afeto menos sincero. Fica aqui, registrado neste post, com o beijo da sua tia Vera.

(*) Website do retiro no Uruguai: www.isha.com
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Se você gostou deste post, por favor, o compartilhe com sua rede de relacionamentos, clicando em um dos botões que aparecem no rodapé das traduções abaixo. Por ter um personagem argentino, excepcionalmente, este post traz uma versão em espanhol. Obrigada, Javier, pela ajuda para fazer meu portunhol soar como espanhol. 
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“Hola, que tal?, me llamo Joice, tengo 45 años y quiero tener un hijo”. 

La manera poco convencional que mi amiga, actriz, directora y maestra de teatro, Joice Niskier, hizo su introducción a quien hoy es su pareja, Javier Pared, y padre de su hijo, que tiene dos años y seis meses, David, puede no haber pasado exactamente asi, pero traduce la objectividad con la cual manejamos lo que somos y deseamos después de los ‘enta’.

A los 45, con la consciencia de que la edad puede ser un obstaculo para despertar el interes del sexo opuesto – en general, hombres prefieren mujeres más jóvenes --, y de que tenemos que ahorrar tiempo, Joice no dudó en anexar la edad a su nombre, casi como se fuera su apellido, cuando hizo su introducción a quien hoy es su marido, durante el cierre de un retiro espiritual, en Uruguay *.  Asi como, algunos dias más tarde, ella tampoco dudó en compartir con él su voluntad de tener un bebe, en su primer cambio de e-mails (ellos vivian en paises distintos y durante muchos meses tuviron un relacionamento remoto). 

La voluntad de tener un bebe a los 45 años(!) ,voluntad qui si ella no pudiera tornar realidad por los medios naturales, podria hacerlo través de la reproducción in vitro. Siempre que hubiera un padre. Un padre presente, amoroso, dispuesto y disponible para su hijo. Independientemente de formar una familia con ella, Joice. 

“Yo sé, por mi experiencia de hija, lo que és tener un padre fuerte, presente, amoroso y participante. Por eso, yo no lograba pensar en tener un hijo(a) sin darle lo mismo”—ella cuenta, justificando  por que no podria enfrentar una ‘producción independiente’, por * más que admire y apoye las mujeres que hacen esta opción.

Volviendo a las primeras conversaciones de Joice y Javier. La manera directa como ella presentó lo que pensaba ser su grande vulnerabilidad – ser una mujer de 45 años – para él sonó como una contraseña, un password, para la posibilidad de volver a compartir la vida con álguien. La posibilidad de tener una compañera, despues de terminar un matrimonio, que generara cuatro niños de los cuales no queria separarse, y de un relacionamiento estable y a la vez inestable, con una pareja casi quince años más joven. A los 41 años, Javi ya estava convencido: queria una mujer más madura —una mujer de 45 años. 

Padre presente, amoroso, dispuesto y disponible
Y fue de esa conjunción de deseos, temores, sueños, afectos, urgencias y astros (por que no?) que nació el amor. El amor que generó a * David. Que lo generó milagrosamente (?), sin procesos de fertilización, en un parto natural, sin ninguna enfermedad, gracias a Diós (o a los dioses!) y hasta los seis meses exclusivamente amamantado por esta madre que, en la ocasión, cumplia 47 años.  David, nacido con 3,300 kilos y 48 centimetros, en abril de 2014 y abrazado desde siempre por su padre y su madre. David, nombre que en hebraico significa querido, amado, y que, independientemente de la religión, es el dueño de la estrella de seis puntas, que habremos de seguir para no  perdernos de nosotros mismos, porque la unión de los dós triangulos neutraliza los maniqueismos: encuentra el punto de equilibrio entre el bien y el mal; entre lo que es fisico y lo que es espiritual. 

David, este niño que cumple dos años y seis meses, a quien le gusta regar plantas y viajar en avión, que crece bilingue por tener padre argentino -seria estrela o estrella aquella que pertenece a su homonimo en la historia de Israel? --, que cuenta con la paciencia de padre y madre maduros y que todos los dias confirma la vocación para la maternidad que su mamá descubrió aún en la infancia, cuando a los ocho años, pasó sus vacaciones cuidando de uno de los bebes de la casera de su casa de veraneo. 

‘El recuerdo del aquél encantamiento siguió conmigo por toda mi vida”. 

Encantamiento que la alimentó y fortaleció en la búsqueda de un padre para el hijo/ la hija que, sabia, un dia tendria. La emoción magica que transborda de las historias desde antes y después de David, que la unió a Javier, a pesar de lo que, a la primera vista, podria ser leido como una imposibilidad. Historias de mil y muchas noches – y también de centenas y miles de dias, ni siempre faciles, que antecedieron su encuentro y que fueron compartidas, por las dos partes, con muchos amigos. 

Momentos que, en lo que toca a Joice, nos hicieron cómplices durante muchisimo tiempo y que posibilitaron nuestro reencuentro, independiente de las distancias impuestas por la vida. El reencuentro que permitió que volvieramos a trabajar juntas, que retomaramos nuestras conversaciones desde el punto en que las dejamos y que me motiva a celebrarlo, contando hoy esta historia de maternidad tardia, pero deseada por toda la vida. Yo, que nunca quise tener hijos, que no me gustan mucho los niños, pero que fui cautivada por esta narrativa y por este chico, David, auúnque solamente lo conozca por fotos y por las historias amorosas que su mamá cuenta. 

Yo sé que muchos de mis amigos, cuando lean este post, pensarán: “A Vera le gusta este niño porque esta lejos. Se trata de un afecto a distancia”.

Bueno,… Ellos me conocen bien y hace mucho tiempo; probablemente tienen razón. Pero la propia historia de Joice y Javi prueba que lo que empieza como un relacionamiento a distancia puede, si, crecer, fortalecerse, enraizarse y frutificar.
Entonces, David, creéme: la condición de a distancia no hace mi afecto menos sincero. Lo dejo registrado aqui, en este post, con un beso de tu tia Vera.

(*) Website del retiro en Uruguay: www.isha.com
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Se a ti te gustastes  este post,  por favor,  compartelo con tu red de relacionamiento,  haciendo un click en un de los botones que ustedes van a ver abajo de la traducción para el ingles
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“Hi, nice to meet you. My name is Joice , I am 45 years old and want to have a baby”. 

The non-conventional way my friend, the actress, theatre director and professor, Joice Niskier, used to introduce herself to Javier Pared,  the guy she married afterwards and had a child with -- Davjd, two years old and a half – may have not happened exactly like this, but expresses the objective way we handle whom we are and what we wish after the forties. 

So,  Joice did not think twice in attaching her age to her name, when she first met Javi, in the closing session of a spiritual spa in Uruguay (*). She was aware that being 45 could be a roadblock, since men usually prefer younger women, and she knew she did not have time to waste.  That was also the reason why she did not blink in sharing her wish of having a baby, when they first exchanged e-mails (they lived in different countries and had a remote relationship during many months).

At 45 she wished to be a mom (!). A wish that if she could not make happen through natural means, she could make real with the help of in vitro reproduction. But she needed a father for the child. A present and loving father who not necessarily needed to form a family with her, Joice. 

“From my experience as a daughter, I have ever known what is to have a strong, loving and available daddy. Therefore, I could not consider having a child without giving it to her/him “—she says, explaining why being a single-mother was not an option, although she supports and admires women who makes that choice. 

The maternity gift lived every day
Back to Joice and Javier’s first meeting and conversations. The direct approach she took, telling him in advance what she considered a vulnerable aspect – being a woman of 45 – sounded to him as a sign. A kind of password to make him consider the possibility of sharing his life with someone again. The chance to have a partner, after ending a marriage who gave him four children  he wanted to keep close and after an unsuccessful experience with a woman fifteen years younger than him. In his mind -- Javi, at the time with 41 --  he needed someone more mature: a 45 year-old woman.

Their relationship started from the combination of these wishes, fears, dreams, urgencies, affections and, why not, stars conjunction. It quickly got strong and became love. The love that conceived David through a natural conception,  delivered him through natural childbirth without any syndrome, for God’s sake ! (or would those be goddesses?) and breast-fed  by his mother, who, at the time, was 47. David,  who was born with 3.3 Kilograms and 48 cm, in April 2014, and has been lullabied by his parents., since his very first second. David, the name that in Hebraic means wished, loved,  and that regardless  of any religion is the six-point star owner. The star we all should follow to keep close with whom we are, since the intersection of the two triangles brings the balance between what is good and what is bed; between what is material and what is spiritual. 

David, who now is two years old and a half, enjoys watering plants and travelling by plane, who grows up bi-lingual, because his dad is Argentinean – should what is owned by his homonym in the history of Israel be called star or estrella? -- , who counts on his mature parents ‘patience and every day confirms his mom’s vocation to be a mother. A gift she discovered when she was eight years old and spent her vacations taking care of one of the kids of her summer house housekeeper.

“The memory of that first delight stayed with me my whole life”—Joice says. 

The enchantment that fed and strengthened her while she looked for the father of the child she knew she would have one day. The magic emotion that emanates from the stories that happened before and after David. The feeling that brought her and Javi together, although at first sigh, as a couple,  they could be seen as an impossibility. One thousand and many night and day stories – some not easy – that happened before they met and were shared by both of them with their dear friends. 

From Joice’s side, many of those moments made us ‘partners in crime’ for many years and were the foundation of what allowed us to hang out again after a while without news from each other. The foundation that allowed us to work together again and restarted our conversations from the point where it had stopped, as the break had never happened. The foundation that makes me celebrate our friendship today, telling this story of late and whole life desired maternity.  Me, who have never wanted to have kids, who have never been very fond of children,  but feel charmed by this loving narrative and  boy, David, even though I have never met him,; I only know him from the pictures and  stories shared by his mother. 

I know that many  of my friends will think when they read this post: “Maybe that’s the reason: it is a remote affection”. 

They have known me well and for a long time now. So, they probably are right. However Joice and Javi’s story tell us that what starts as a remote relationship can grow, get strong, create roots and, yes, fructifies. 
So, David, believe me: its remote condition does not make my affection less sincere. I want to make it clear here, with this post and with a kiss from your aunt Vera. 

(*) Website of the spiritual spa in Uruguay: www.isha.com