28 outubro 2014

Para mulheres românticas. E para as que não são também. Com essa sugestão dupla, quem sabe, se tornarão..

  Falou dupla? Você já pensa em par, namorado, amor. E viaja... Pois eu proponho uma viagem, uma gostosa reflexão de vasto olhar, sem sair de casa: Toscana. Esse é o lugar.  Em dois filmes que assisti de novo. Ah agora estou entendendo por que as pessoas são capazes do que eu julgava impossível:assistir mais de uma vez  um filme, quem sabe como eu, em épocas bem distintas. Fazer uma releitura, chorar em novas cenas. achar quem era velho, novinho em folha, encontrar novos sentidos.
   Assisti e recomendo: "Sob o Sol da Toscana" e "Cartas para Julieta".
                                                 Diane Lane em "Sob o Sol da Toscana"

   O primeiro é mais antigo, apesar de atemporal.  Um filme  que veio para ficar. "Sob o Sol na Toscana"conta um momento  da vida de uma escritora, que se sustenta com a sua escrita- viva os EUA, um país de muitos leitores- que está passando por um divórcio dolorosíssimo. Ela mesma diz: o divórcio é cruel, por que não mata como um tiro, é aos poucos, todos os dias". Ela se enfia em um flat para "divorciados" e daquela toca felizmente sai por que recebe de uma amiga que vai ter um bebê vindo de surpresa, uma passagem para a Itália. É ali que tudo começa a mudar: Toscana. Vale a pena baixar, comprar no jornaleiro, pegar na casa de vídeo, Corra atrás que é imperdível. Mesmo de novo.
                                                      a famosa foto: "O Beijo em Times Square"

 "Cartas Para Julieta"começa em NY, em plena Times Square, quando bela protagonista, quase jornalista e quase "detetive de fatos"  encontra o marinheiro da famosa foto do beijo, no pós-guerra. Sophie vai se casar com um chef de cozinha atarefado em abrir seu próprio restaurante. Mas antes de mais nada, os dois fazem uma viagem que o noivo chama de "pré-lua de mel", para Verona, terra de Julieta. Ali estão os maiores fornecedores do rapaz e a namorada, sozinha, vai buscar os pontos românticos da cidade. Encontra a "casa de Julieta", ponto turístico, onde dezenas de mulheres diariamente, deixam penduradas suas cartas, endereçadas a Julieta, com pedidos de conselhos para resolver os entreveros com seus "Romeus". De Vêneto, tudo vai parar na Toscana. Numa história representada por um grande elenco, cheia de reviravoltas e surpresas. Uma delas,  que eu já adianto: nasce uma escritora. E muito talentosa.  Uma beleza de enredo,em alguns cenários de sonho.
                                                Amanda Seyfried em "Cartas para Julieta"
   Assistir esses dois filmes, é equivalente a um banho de espuma, uma camisola nova, um perfume maravilhoso, um livro cheio de intimidade em que você se reconheça, um novo corte de cabelo. Um vestido especial que realce o quanto  é linda. Coisas gostosas que as mulheres, pelo menos as românticas,  tanto curtem e nem sempre se permitem. Tire um tempinho e assista. Pela primeira vez, ou mais uma vez. Certos prazeres merecem ser repetidos, com graça sempre renovada.
                                              Casa de Julieta em Verona, Na região de Vêneto.

                                           A região da Toscana, uma das mais lindas da Itália.
                                                        Com suas 10 províncias
                                                    e muitas histórias apaixonadas.


Se você gosta de histórias assim, leia "Mulheres Também Gostam de Contar- Confissões de Amores a Toda Prova"- Editora Scortecci. Também cheia de cenários lindos, mulheres especiais e romances que valem a  pena viver.







fotos: Diane Lane em Sob o Sol na Toscana, O Beijo em Times Square, Amanda Seyfried em Cartas Para Julieta, Casa de Julieta em Verona, e a região da Toscana, encontradas no Google.

26 outubro 2014

O Passado. Sobre o que é reversível ou irreversível nas relações.

     Acabo de assistir "O Passado", de Asghar Farhadi, o mesmo realizador de "A Separação".  Uma questão que retorna: são diversas as separações em seu novo filme. E a aparente possibilidade de revertê-las. Não é preciso conhecer a vida desse diretor, para imaginar que esse é um tema que o faz questionar e questionar-se. E por isso retoma.
 
     Uma mulher  francesa, com duas filhas de um primeiro casamento, casa-se novamente com um homem iraniano. Aliás, o tanto que se frisa o fato dele ser iraniano é alguma coisa que para mim ficou meio no ar. Se fosse francês, dava na mesma? Talvez.
 
   O filme começa com esse homem chegando do Irã. Percebemos então que aquele casamento não deu certo, e ele está voltando a França para se divorciar. Também se vê que ele ainda gosta da mulher e tem uma relação bem paternal com suas filhas.
   
    A mulher pediu o divórcio por que quer se casar com um novo amor, igualmente cheio de passado.Esse homem ainda é casado e com uma mulher que está em coma. Aparentemente tentou suicídio por causa de uma depressão. Nenhum outro motivo a mais além da enfermidade.  Mas logo no começo do filme e todo o tempo é questionado se  poderá ou não voltar do coma,porque apareceram uns arranhões em sua barriga, que ela mesma pode ter feito. E portanto,estar mais consciente do que os médicos conseguem perceber através dos exames.
 
     Essa possibilidade de vida,morte ou coma, é a temática que permeia todo o filme.
 
    O iraniano deixa sua terra natal, e volta  a França depois de quatro anos de separação, para um divórcio,  que poderia ter sido resolvido por procuração. Mas ele vai, provavelmente em busca de alguma vida que tenha restado ali. A distância não é um impedimento. Dá para ir do Irã à França, em busca de um amor dado como perdido. E de fato, durante toda a trama, não sabemos se aquela história vai reatar ou não. Parece próximo disso. Trata a ex-mulher com muito respeito e carinho. Cuida das filhas dela como se fossem suas. Conserta coisas na casa como se ainda morasse ali. E até consegue transmitir segurança ao garotinho,  filho do novo namorado. O menino cuja mãe está em coma.
 
    Mas a mulher, a francesa que agora está com  o pai do quase orfão,  parece que não quer mais o ex. E já está grávida do namorado com quem quer se casar, quando sua mulher provavelmente morrer. A gravidez está no início, e de certa forma é questionada - é reversível ou não? Ela diz:"eu poderia ter tirado". Alguém pergunta: de quanto tempo? Um pouco mais que dois meses, ela responde. Ainda é tempo?...

   Com a gravidez do outro ou sem, o marido iraniano parece disposto a assumir a todos. Mas isso é suficiente? A mulher francesa não parece gostar tanto assim do seu namorado, mas isso importaria na vontade de uma volta com o iraniano? Ela percebe que seu namorado ainda é muito ligado na mulher que está em coma.  E seu namorado, também observa o quanto ela se transtorna com a presença do marido iraniano.Tudo pode se reverter se for o caso.Será?


 
  Dá para matar sem deixar vestígio quem passou por nós? Um bom distanciamento é possível , sim. Lembranças quase amareladas, quem não as tem  e até deixa de te-las, a menos que sejam por algum motivo invocadas?
 
   Mas ali trata-se de sentimentos ainda vivos,  mas sufocados, , que não conseguem chegar a superfície, por que cada um dos personagens, ao seu modo, está disposto a cortar laços com o passado. E paralisam sem perceber. Seguir em frente  é possível. Desde que,  conteúdos possam emergir, para serem depurados, curados, ou extirpados por esclarecimento, dor, ódio, amizade,  pratos limpos.

    Nada disso parece acontecer. As coisas simplesmente vão se passando e por cima. E viram passado sem ter passado. O que não acontece só no filme. Quantas histórias, relações familiares, de casal, ou de outro tipo que simplesmente parecem estar  sem possibilidade de comunicação, ação,ou mudança? Vivas e ao mesmo tempo, mortas. Em coma.
 
    O filme termina de um jeito interessante: o marido da mulher em coma, buscando ali na cena, no quarto do hospital, estimular os sentidos da mulher, para que ela reaja. Ou para que, depois de suas tentativas, e sem reação nenhuma,  ele consiga declara-la para si, como morta e ponto final.
 
   Pensamentos, sentimentos, memórias, soterrados,  são matéria para a psicanálise. Mas podemos dar uma mãozinha a nós mesmos, des- anestesiando, para variar. Sentir um pouco de dor não faz mal a ninguém. Sinal de vida. Já o excesso, pode levar a morte. Cada um que encontre o equilíbrio. Mas que encontre realmente. Para que a vida que passa tão rápido, seja melhor aproveitada .No mínimo, saia mais de casa, ande no parque,  cuide-se. E olhe para si,  procurando também entender o que acontece de fato em seus encontros, suas relações e seus finais felizes ou infelizes. Por que alguma coisa sempre se rompe? Ou precisa ser rompida e ao invés disso, você adia sem misericórdia? Mexeu com você? Então pense nisso.

. E quando amanhecer- por que hoje já é amanhã, 3.52h- lembre-se de votar bem. O resultado das eleições, aliás, costumam ser  irreversíveis, pelo menos, até as próximas. Olhe para o passado e vote em um futuro promissor.

Para tudo o mais, fora a morte, pode haver alguma solução inovadora. Sejamos mais criativos, pois.

20 outubro 2014

Mulheres Também Gostam de Contar-entrevista no Youtube.


PARA ASSISTIR, COPIE E COLE ESTE LINK:

http://youtu.be/OrFvk3W73kk

E assim você conhecerá um pouco mais o conteúdo do livro Mulheres Também Gostam de Contar- Confissões de Amores à Toda Prova, com 14 crônicas de mulheres maravilhosas, bem sucedidas profissionalmente, apaixonantes, sinceras, com idades de 28 a 64 anos,e muitas historias de amor, que com certeza emocionam, criam identificação e cumplicidade em quem lê.  Prestigie. Bjos. P H.