20 outubro 2014

Mulheres Também Gostam de Contar-entrevista no Youtube.


PARA ASSISTIR, COPIE E COLE ESTE LINK:

http://youtu.be/OrFvk3W73kk

E assim você conhecerá um pouco mais o conteúdo do livro Mulheres Também Gostam de Contar- Confissões de Amores à Toda Prova, com 14 crônicas de mulheres maravilhosas, bem sucedidas profissionalmente, apaixonantes, sinceras, com idades de 28 a 64 anos,e muitas historias de amor, que com certeza emocionam, criam identificação e cumplicidade em quem lê.  Prestigie. Bjos. P H.

12 outubro 2014

Menina Sabor Cajú.


Minha mãe tinha um sítio em Saquarema,  litoral do Estado do Rio. Coisa mais linda aquele lugar. Eu me sentia bem ali, mais viva, vibrante, conectada com a natureza. Aos 15 anos, as vezes ia para lá sozinha, sentava  à noite em silêncio na varanda e ficava olhando a lua. Ou colocava  uma música no gravador, e ouvia  por horas, na paz.
                                                    praia e igreja de Saquarema

Não havia telefone na casa e minha mãe só ficava sabendo que estava tudo bem, por que não recebia noticias ruins. Confiava. E eu merecia. Ia para lá só para pensar na vida. Curtir.  E era muita coisa boa.

O fundo do terreno dava para a  esplendorosa lagoa de Saquarema. E até aquele cheiro de limo quente do sol,  me fazia feliz. Ah estou aqui, que bom. O pomar, meio terra, meio areia,  era  de cajueiros, limoeiros e pés de babosa.  E o perfume do caju era absolutamente predominante. Eu aproveitava de tudo:passava babosa no cabelo, dizem que fortalece. Aos 15 anos tudo fortalece não é?  Bebia suco de caju e limonada o dia todo.

Aos 18 comecei a namorar um músico. Ah, eu e os músicos. Era um prazer verdadeiro,um orgulho de namorada,  ouvir esse menino tocar violão com seu grupo de chorinho.  Nos encontramos  pela primeira vez no vestibular para musicoterapia.  E  verdade verdadeira, ele me deu uma cola.  Eu arranhava no violão e gostava muito de cantar. Aliás a diretora do curso, dizia que a voz é nosso maior instrumento. Concordo. E isso me fazia sentir uma igual, ali no meio de virtuosos pianistas e violonistas. Mas o fato é que no dia da prova, eu não tinha a menor ideia de como escrever um ditado,  primeiro melódico  e depois, de ritmo.  Aceitei a ajuda. E valeu muito. Aprendi coisas tão especiais naquele ano de curso, que trago comigo até hoje.  Repertório importante para todo terapeuta, uma passagem pela musicoterapia.  Nem preciso dizer o quanto o tom, o ritmo, a modulação daquilo que se fala, tantas vezes conta mais do que as palavras ditas. Ou no mínimo,  fazem com elas um belo conjunto para entendimento de quem se escuta....

Passou esse momento do vestibular e estávamos  de férias. Um dia fui com uns amigos  na casa de um músico, iam ensaiar juntos. Era a casa desse menino. E nos conhecemos um pouco mais.  Como eu ia só para escutar, me agarrei num livro que encontrei ali: “Sombra de Reis Barbudos” ,  que fala da opressão, de um jeito surrealista, simbólico.Vão  crescendo uns muros entre as pessoas. Até que aprendem a voar. Liberdade. É  tudo que uma adolescente sonhadora pode querer. Amo esse autor, José J. Veiga.  Um dos nossos grandes nomes nas Letras, quem dera tivessem mais respeito e  mais reconhecimento, por suas obras incrivelmente fortes e belas. Mas já estou fugindo do assunto  que quero contar. A minha cara: voar.

Dias depois, o músico que também tinha bons livros, me convidou para um show da Rita Lee. Lá fui eu, toda linda. Ali ganhei o livro, com dedicatória, que guardo até hoje por todos os motivos. E também  um beijo. Que se transformou em muitos mais.O  menino se tornou  meu companheiro nas idas a Saquarema. Íamos sempre. Lembro de uma vez, ele, sua prima,  e uma amiga do colégio. Quanta diversão, alegria, e muito  caju, limonada e  provavelmente a babosa. Muita entrada na lagoa, muita praia,  muita noite de lua.

O tempo passou e rápido mudamos de rumo. Fui para outra faculdade. E nunca mais nos vimos.
Há uns  quatro anos atrás, reencontrei essa figura no Facebook, lugar de achados e perdidos, de antigas amizades. Realmente, para mim, o maior  valor dessa rede social.  Ah que alegria, que festa, quanta conversa , quanta recordação.  E uma das frases mais bonitas que já  me disseram: “Para mim você tem cheiro de cajú.” Me contou que sempre que via e sentia o aroma da fruta, lembrava de mim. 

                                                             caju, fruta deliciosa

Tem muitos jeitos da gente ser lembrada na vida de alguém. Mas esse tão singelo, tão especial, me fez sentir um personagem dos livros de Jorge Amado. Como éramos lindos, cheios de riqueza e potência para o mundo que ainda iriamos viver.

Obrigada por me dizer isso,  menino do violão. Aquele tempo foi bonito e gostoso demais Você é uma parte  importante da minha história.  E mesmo com todas as recicladas que a vida nos obriga a dar, talvez ainda guarde em mim,  um  tanto daquela menina praiana com cheiro de caju. Tomara.   


imagens:praia e igreja de Saquarema , encontrada no Google

foto de cajus:CONSEPA.

Ontem doei um exemplar de  "Mulheres Também Gostam de Contar" para uma biblioteca. E minutos depois uma moça veio falar comigo: ela é leitora das nossas páginas de FB: "Mulheres Também Gostam de Contar"  e "Mulheres Sem Prazo de Validade". Fiquei muito honrada, por ela querer me conhecer. Bacana Lilian. Quem escreve gosta de ser lido. E de preferência, que gostem da leitura.
Adorei.


01 outubro 2014

Restaurante Japones na Al Campinas, SP em obras e cheio de baratas.

  Hoje estive almoçando em um restaurante que gosto muito, sempre teve os peixes muito fresquinhos, as receitas fiéis ao cardápio, a limpeza do local impecável,  e os funcionários simpáticos. Isso fideliza. Já passei inclusive por uma situação de assalto coletivo no restaurante.Uma situação bem difícil, que por alguma sorte ou sei la, não saiu na mídia, e continuei fiel ao lugar. São muitos e muitos anos de fidelidade.

  Mas, agora estão em obras. E ao invés de fecharem as portas, continuaram trabalhando. Ao entrar, não  percebemos que a obra estava acontecendo,  de primeira. Estava sim  um cheiro de gordura muito além do suportável. O que imaginei fosse alguma fritura de mal jeito e que já ia passar. Olha só como levo fé nesse estabelecimento. Mas, enquanto minha filha esperava a sobremesa, começamos a ver baratas. Primeiro uma, e depois, ao perceber em volta, havia diversas. Levantamos, pagamos a conta e fomos embora. Chocadas.
  Sei muito bem o quanto é difícil manter um restaurante de comida fresca, quanta perda há. Sei também das taxas extorsivas. Das leis trabalhistas que muitas vezes são cruéis com os patrões,por que funcionários abusam de seus direitos e nem entendem o quanto custa caro para um restaurante, mante-los. Mas sei também que mais difícil ainda é manter a clientela, fiel e satisfeita.
  Por isso, antes de perder todos os seus fiéis clientes ( hoje o restaurante que vivia lotado , estava praticamente vazio)  fechem as portas, terminem a obra, e abram com a honestidade que sempre caracterizou seus serviços. É mais honrado. E nesse caso,literalmente, limpo, higiênico. Era o caso de chamar a saúde pública. Prefiro discretamente, chamar a atenção de vocês. Se fizerem varredura na internet, vão saber com quem estou falando. Apesar de serem três ou quatro, os restaurantes japoneses nessa alameda,vocês estão bem cientes do que estão fazendo. Só não perceberam que :muito pior do que fechar por alguns dias, é o prejuízo de  fechar por perder a credibilidade e a clientela,Vamos lá pessoal, coragem. Arquem com o ônus, para terem o bônus. Meio obvio não é? Então.