07 agosto 2016

É a DADÁ, ZUZU! Duas Atletas da Vida se Encontram e Não se Reconhecem de Cara.

       Tenho duas amigas  de longuíssima data,  nascidas no Rio de Janeiro, e que quando crianças,  se viam de vez em quando em Petrópolis. Não chegavam a ser amigas uma da outra, mas se conheciam bem, por causa das relações familiares que as vezes nos colocam ao lado de pessoas que nem chegamos a perceber a proximidade. Só depois..
   
 Pois então, hoje passados tantos anos, as duas mudaram radicalmente de vida:  filhos criados, casados..  Zuzu mora na Europa,  Dadá, mora em Brasília, e por diversos motivos, trocou de nome.   E se Dadá  já era distante do nome de batismo, agora então não dá nenhuma pista de que trata-se da mesma pessoa.
   
Heis que resolvo "apresentá-las" no FB. Elas tem trabalhos lindos que se combinam, e poderiam quem sabe,  fazer uma parceria uma hora dessas. Sim, sou a maior "cupido" de todas as coisas:amizades, namoros, negócios, terapeutas, terapias. Por mais ciumenta que eu seja, sempre procuro generosamente, acho eu, unir os meus amigos. Então tá, clico ali no "sugerir amigos" de cada uma.  Dadá imediatamente reconhece Zuzu. Mas Zuzu não tem a mínima ideia de quem é aquela criatura, uma musicista de sucesso:  flautista, cantora e compositora, com diversos shows postados e um nome diferentão. Uma família linda. Filhas gêmeas, cantoras, filho mais novo,  violonista... Ok, Zuzu aceitou a amiga. Quem não ia querer uma promessa de amizade assim ? Ainda por cima, ambas são religiosas, de verdade. Tem aquela alegria de quem lê a Bíblia e entende os versículos em sua plenitude. Uau!

Mas depois de eu ter re-feito um "perfect match", Zuzu me escreve "in box": "quem é essa pessoa hein? Pelo sobrenome, só pode ser parente da "Tia" Anita"... Para deixar o suspense no ar respondo: ah é uma cantora tão talentosa... você vai gostar muito dela. Mas eu resisto? E antes que ela descubra, mesmo nesse momento em que todos os olhares estão voltados para os jogos olímpicos,  me rendo : é a Dadá, Zuzu!

Viu só? Além de um "novo contato de FB", você acaba de ganhar alguém que compartilha com você, de tempos  singelos no alto da serra. Coisas que nada nesse mundo,  desfaz. E olhando assim bem de longe, agora que tanta coisa  já é tão passado e a vontade de agarrar cada pedacinho da  memória, fica tão maior,  dá para imaginar o sentimento que há de brotar no coração de cada uma:  sempre foram amigas, íntimas ate. Por que tem em comum  um tesouro que ninguém substituiu: a vida vivida na infância, na adolescência, os primeiros passos no mundo adulto, onde todos os sonhos ainda estão sendo tecidos. Agora é reconhecer o que foi feito deles. Ah, elas capricharam na realização.  Então,  comemoração é apelido! Dá para fazer um festão. Felicidades moças. Hoje e sempre.. E beijinhos para essas meninas que ainda  habitam cada uma de vocês, Zuzu e Dadá.



Reconheço que forcei a mão no título, mas qual é o problema de dar uma paradinha nas comemorações do milagre Olímpico no Rio de Janeiro, para ler sobre amizades da infância? Elas são cariocas...

03 agosto 2016

TOUCH . Não sei se é autismo, asperger, mas toca em alguns pontos bem interessantes, que valem uma reflexão:o que é ser humano?

     Escrever a noite e com sono tem dessas coisas:você quer contar um causo mas não se aguenta em pé para procurar os detalhes.  Então olha só:quero falar da série "Touch", que não foi traduzido o título, ficou esse mesmo.
    Na sinopse diz que trata-se de um menino "autista" que desvenda uma quantidade de situações complicadas, com operações matemáticas. Realmente ele desvenda.
    Mas não sei se é autista, ou asperger ou apenas um menino em busca de si mesmo, como aliás são os meninos autistas ou com asperger. Não sei. Por que não o conheço pessoalmente. É um personagem. Tem algumas características de autismo "clássico": não fala, não tem boa interação com os outros humanos. E algumas caracteristicas de Asperger:é muito inteligente, acima da média, capaz de lidar com números de um jeito ultra sofisticado. Interessante não é? Números não tem sentimentos, dizem. Por isso essas crianças se apegam aos grandes cálculos.
    No entanto essa série mostra que o menino em questão, que como o falante dono da narrativa, diz coisas lindas, conexões espetaculares  que ele faz, mostrando que os números ligam pessoas. Que os números possuem uma linguagem. Para quem sabe ler e falar sobre eles. Isso é uma porta sensacional. É o reverso da moeda. Números tem sentimentos.  E mostram a poesia da vida. Poesia essa, escondida naquilo que só parece operação matemática.
  Ocultos sentimentos, como parecem ser os das crianças autistas que não falam. E ainda, das que vem a falar de uma maneira mecânica. Por que quando começam a falar por que conseguiram passar por operaçoes psiquicas que lhes abre caminho para a linguagem do mundo, da cultura, do discurso em circulação, ai nos damos conta que têm sentimentos mesmo. E que provavelmente são muito mais sensíveis que a média dos seres humanos. Por isso se fecham. Quando não suportam o excesso de estímulos, ou de expectativas em cima deles.
   Seja la como for, o menino da série é uma graça,a menina é linda e Keith Southerland está muito bem como o pai que não faz outra coisa a não ser empoderar o seu pimpolho e ir atras de tudo aquilo que ele acredita. Seria sensacional se todos os pais pudessem ser assim...
    Essa novela levanta uma lebre bem interessante:será que estamos interpretando tudo errado? Será que essa crianças nao falam por que "nunca viram o por que da fala", como em alguma hora um deles diz?  Será que por tras daquele silêncio há uma profunda e detalhada observação do mundo e dos seres humanos? Em parte, acredito que sim.
   Assista, você vai gostar. Se tem interesse por um mix de ficção científica com corações  de mães e pais buscando respostas para entender os seus filhotes.  Vale seu tempinho diante do computador ou da TV. Não precisa ser a série toda, que contém uma miscelanea de coisas. Mas alguns capítulos já dão o gosto do que ali está contido.  85432907 ... o que é isso? Não tenho ideia. Mas hei de decifrar.

Pai e filho desvendando o grande mistério de ser pai e de ser filho. ( foto de divulgaçao encontrada no Google)

23 julho 2016

Lendo o que ficou para trás, no blog, vejo que ainda está na frente, valendo. Amigos queridos de anos de leitura,bem vindos. Sempre.

  Queridos Blogueiros,

Essa é mais uma convocação.  De vez em quando resolvo ler o que vem nessa coluna da direita: o que as pessoas que vem de passagem estão lendo. E ai vou verificar o que escrevi há 10 anos, 6 anos, 6 meses. É muito bom.

Percebo que escrevia mais e melhor. Que concatenava as ideias com rapidez e facilidade. O hábito de escrever diariamente é delicioso e um grande professor da utilização da linguagem.

Lembro que já tivemos uma comunidade forte no UOL, Onde recebi uma poesia de um amigo querido, João Pedro( João Paulo?) Desculpe, sempre fiz essa confusão. Onde fizemos até votação para que cor deveria ser a parede do meu quarto.

Eram pessoas que nunca tinha visto, mas que participavam da minha vida, de uma forma inteira. Cada um de nós trocando idéias, carinho, atenção. Então o blog também é um excelente caminho de aprendizagem, uma ponte para quem tem ou está com alguma dificuldade de sociabilização.

Chamo vocês de volta:venham! Vamos voltar a escrever direito. Pela minha experiência e tentativas atuais, percebo que dependemos uns dos outros para manter isso aqui. Como escrevi uma vez, no começandinho do blog:se não quiséssemos ser lidos, escreveriamos um diário e não um texto público.

Mas também não queremos ser vigiados. Que se utilizem dos nossos blogs para saber da gente. O que existe para ser sabido ou fofocado da vida de alguém que escreve num blog? Nada. Isso aqui ô ô, é só alegria. O mínimo de informação pessoal. E se nem esse mínimo puder entrar, sob pena de uso indevido, é pressão indevida. É esmorecer o ânimo de alguém que busca saúde na comunicação. Não doença ou tristeza.

Então aqui está mais uma convoção, onde me incluo. O Alê já recomeçou seu blog e ainda não me tornei assídua na leitura. Vou lá. Venham cá.  Nosso veículo não está ultrapassado e nem o FB com oi e tchau pode nos vencer. Aqui não está apenas a sociabilização, mas a criatividade.  A troca isenta de caras e bocas.  Aqui onde nossas fotos particulares não aparecem, é que somos nós genuinamente. O que está dentro pode ir para fora. E nossa alma ser mostrada com alegria.

Abraços queridos blogueiros. E boas vindas!

(imagem guardada no meu arquivo sem referencia-encontrada algum dia no Google-Alice no País das Maravilhas-mas não sei de quem é a propriedade da imagem. Pego emprestada com admiração. Grata pelo empréstimo)