11 março 2016

Quem assistiu a série "Black Mirror"? Não viu? Então assista.

Assisti quase toda a que tinha disponível  no NetFlix.  Um mix de tecnologia com fenômenos de massa.Manipulação das massas de forma radical. Por aquilo que pensávamos, tornaria a comunicação mais singular,one to one,  do que a televisão ampla e geral. Que nada, é  a internet tomando conta da vida. A informação como redução de possibilidades, massacrante, acachapante. Ninguém mais pensa, as pessoas são  levadas pelos ditames do social. O grande Outro aqui é um" big brother" do quinto dos infernos.


Talvez o mais chocante dos capítulos (  independentes, mas coerentes no todo)  seja o primeiro, o do ministro que se vê obrigado a pagar o resgate da "princesa" do facebook, através de um valor inusitado: sua própria honra, seu corpo, sua humilhação pública. Para soltarem a princesa sequestrada pedem( quem pede?Não importa quem, todos os "espectadores" desse circo que a vida se tornou  exigem que ele cumpra o pedido de resgate) e transe com uma porca,sim com uma porca, transmitido na Inglaterra, em cadeia nacional. Qual o sentido disso?  Nenhum. Mas é uma série que mostra o ser humano entre a indiferença total ao seu semelhante ao ódio  gratuito e  mais do que exacerbado.


Ha também uma caça as bruxas.Um moralismo sórdido, que rejeita qualquer diferença. E um sentimento de culpa também é sublinhado..  E as punições mais horrorosas a todo tipo de crime e não crime. O homem é meio  sociopata. A outra metade é um mero acessório a serviço da tecnologia.  Uns gatos pingados sentem. Medo e  culpa, principalmente. Amor? É puro reflexo no espelho.  Interessante, assustador. Estética futurista predizendo mesmo o que ha de vir por ai. Assim como todo o resto.  Socorro.


Imagens de divulgação da série encontradas no Google.  Vou assistir as próximas temporadas. Muito criativo, bem idealizado, coerente toda a proposta e assustadora.

09 março 2016

Corujinha, corujinho: o futuro de seus filhos depende do sentimento de vocês. Olhem só a família do menino Di Caprio.

   Outro dia estava lendo um texto tão lindo, sobre  crianças que logo após o nascimento tiveram que ser alimentadas por sondas. Não passaram pelo aleitamento materno por questões  extremas de saúde e  mesmo assim não tiveram sequelas emocionais, por que foram alimentadas por palavras, histórias, olhares, investimento de afeto.

Lembrei disso, que aliás não me sái mesmo da cabeça, vendo esta foto de Leonardo di Caprio publicada no Facebook. Ele pequenininho com seus pais sorrindo contentes e o carregando como é preciso: "sua majestade", seu meniniinho. Quem é a pessoa mais importante da casa? O bebê, . A criança pequena. É  quem precisa de todos os cuidados para não só sobreviver,mas também se constituir como um -eu- saudavelmente. Assim é o ser humano. Até crescer e ter autonomia.

Achei interessante para não dizer bizarro, que, o que  mais tem chamado a atenção na fotografia, são os pelos debaixo do braço da  mãe de Leonardo. Nos anos 70 as pessoas eram menos escravizadas por um padrão rígido de estética. Ufa! O mundo "civilizado", me parece cada vez mais próximo  dos livros de Adous Huxley, com os quais eu viajava no tempo e no espaço na minha infância/ adolescência. Sempre uma ideia de futuro alarmante, cheia de rigidez, preconceito e desumanidade.

O fato de ao invés de prestarem a atenção ao que  importa: uma família alegre e apaixonada por seu filhinho,  os leitores se fixarem nos pelos do braço da mãe,  me lembra "O Macaco e a Essência" de Huxley. Quando as pessoas são feitas em laboratório e o homem que nasceu de uma gravidez normal é rechaçado pela comunidade como uma aberração. Meio assim, essa reação tão depilada do essencial com relação a tal foto do menino que cresceu e finalmente ganhou seu Oscar.

Lamento pelas faces perdidas nesse momento de mundo. Sem critério, sem direção ou caminho. Com suas opiniões pequenas, teleguiadas e medrosas. Mas deixa isso pra lá.

Vamos nós aqui focar nessa família que soube empoderar o seu rebento, com amor, carinho, admiração. E pensar no texto lindo de MC Laznik. Mesmo que você não tenha leite nas mamas para oferecer ou seu bebê não possa receber, amamente o seu filho com algo tipo A de Amor. Boas palavras, que ele pode não entender cada uma delas, mas perceberá o sentido do prazer que você sente diante dele. A felicidade de recebe-lo de braços abertos. É isso.
                                          Leonardo di Caprio e seus pais. Foto retirada do Yahoo.
                                          Que deu como referencia o Facebook History in Pictures.


Desejo muitas felicidades as mamães, papais e seus bebês. É dessa interação saudável que depende o futuro deles, mais do que qualquer outra coisa. Desejo muitas felicidades a Tami G. que teve seu primeiro bebê hoje . Que alegria!

23 fevereiro 2016

É "em pedaços" ou " ralado", Gomes da Costa?

Abri uma lata de "atum em pedaços" da Gomes da Costa para colocar numa salada. Não era em pedaços, mas esmigalhado, como outras marcas especificam como "ralado". Não serviu para a finalidade. Mas o atum estava bom. Sugiro então a Gomes da Costa que seja mais precisa ao rotular as especificaçoes de seu produto. É melhor para o consumidor e para a marca.