21 agosto 2013

"Nunca fomos um. Sempre fomos dois e por isso nos preferimos." ( Antes da Meia Noite)

 Conhecer bem uma pessoa é como se aprofundar em um idioma. Há sempre muito mais a aprender.
A língua que se fala é viva, dinâmica, cheia de novos empregos para palavras antigas, e cheia de novas palavras. Novo jeito de dizer as coisas. Contém toda a poesia que ainda não foi escrita. Feito aquela história do pedaço de mármore que guarda a escultura que ainda não foi concebida, descoberta. Assim é o idioma, e um ser humano diante do outro.
 Acabei de assistir, Antes da Meia Noite com aquele casal dos filmes anteriores: a francesa e o americano. Preguiça de olhar os nomes que não sei de cor. Gosto muito do trabalho dos dois. Ele especialmente em Gattaca, grande filme, que ja comentei por aqui.antes.
 O filme se passa na Grécia. Um ambiente romântico, para falar de relações, nosso assunto predileto- nós seres humanos em geral. Bom filme, quem nunca foi casado que atire a primeira pedra. Quem não viveu aqueles conflitos, quem não travou aquelas batalhas verbais.Quem não teve uma mulher tagarela sem limites, ou um homem que não quisesse discutir a relação? Ah bom para assistir quando se chega em casa e relaxar. Assistir fazendo esteira, quando se quer correr. Aliás o que diriam os gregos antigos, os fenomenólogos alemães diante de uma esteira que não sai do lugar? Mas anda, os músculos se movem, ganha-se condicionamento, No mesmo lugar,. Tem movimento é verdade. Mas no mesmo lugar. Enfim, como um casamento tem movimento, mas sempre com o mesmo par. Isso é sono. Cansaço. Tanta coisa para contar. E me calo. Boa noite. Bom dia. Bom por do sol.
                                            Quanto tempo você aguentaria viver com alguém
                                                       é uma das questões do filme.



foto de divulgação do filme encontrada no Google.

12 comentários:

  1. Oi, Camille...

    Uma boa pergunta. Quanto tempo? Antigamente viviam a vida toda, pois se acostumavam. Mas hoje... tudo tão descartável, tão imediatista, tão sem paciência pra nada. O novo sempre é mais interessante do que o reciclar, o recomeçar de novo.
    Eu admiro quem passa a vida inteira com uma única pessoa e vive bem, com respeito, amor, mas gosto dessa liberdade de hoje, de poder viver por livre e espontânea vontade e fazer escolhas.
    Cada um é cada um.
    Acho que antes a vida a dois era uma esteira e hoje é uma maratona.

    Beijos...
    Uma maravilhosa semana pra vc!

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    1. Antigamente a vida era mais curta. A vida toda era uns 40 juntos. No maximo. Rarissimo alguem fazer "bodas de ouro". Agora nao é mais assim. A vida toda ou é sorte ou camisa de força. Se tiver bom, que bom. Se não tiver as pessoas podem ate ficar amigas e procurar outra vida para viver. Concordo com voce Clara, admiraçao e tb liberdade. Bjos

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  2. Ainda não vi esse filme, parece bem bacana.
    Big Beijos
    Lulu on the sky

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    1. Ah, se ja conheço voce um pouco Lulu, vai gostar sim. Pode assistir. Bjao

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  3. Gostei da analogia. É verdade, as relações exigem algum esforço por conhecer o outro e não deixar escapar a própria individualidade. Como o outro e nós mesmo estamos em constante mudança, a relação requer ajustes contínuos, por isso estar nela exige vontade. Boa vontade. Numa sociedade em que cada um olha cada vez mais para o próprio umbigo, relacionar-se com alguém afetivamente é um desafio.

    Tanto pra dizer e você se cala... Está cansada, amiga? Mas o texto ficou muito bom, imagina se decidisse falar pra valer! Como naqueles textos seus em que faço mil viagens, a caixa de comentários nem cabe o tanto de coisa bacana que tenho vontade de conversar contigo.

    Respira fundo, você dá conta.

    Bjão

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    1. Ah Michelle, você é uma fã muito generosa dos meus textos. Pois eu gosto muito dos teus comentarios. E concordo com eles. É preciso sim, vontade e boa vontade. E o texto do filme nao é burro não. Mas tb não é nenhuma obra prima. É menos imbecil que a maioria. Tem alguns belos momentos, de conversas entre esse par. A critica sentou o sarrafo. Claro, falar é facil. Vai fazer, valente!!! Estou exausta Michelle, meus dias andam com muito trabalho, estudo e acontecimentos complexos. Ja não posso ficar falando tudo que bem entender no blog, uma vez que Camille foi ligada o nome aos bois. Mas... voce sabe... BJOS

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  4. Eu vi o filme. Gostei. Mas acho que gostei mais pelos filmes anteriores e do ator e da atriz do que o filme em si próprio.
    Bom domingo!

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    1. Gostei muito dos anteriores, especialmente o primeiro. O segundo lembro bem. O primeiro precisaria ver de novo, é uma ideia.
      Voltou de viagem? Quero saber as novidades.
      Boa semana querida.
      Bjos

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  5. Oi, Cam!!
    Quanto tempo conseguiria viver com alguém? Essa é a pergunta que não se faz, afinal, ninguém sabe a resposta se não 'conviver' (viver junto), mas existem casais que vivem juntos mas não convivem. Até acho que para o casamento ser duradouro é preciso um certo mistério e glamour. Não precisamos dizer tudo e muito menos sermos relaxados demais.
    Eu quase dormi nos dois primeiros filmes, mas fui persistente, até porque queria saber o final :) Já esse terceiro, me disseram que a mulher fala demais... Taí uma coisa errada nos casamentos - fala-se demais, reclamam-se demais, como se a parceria fosse para encher o saco. Acho um porre discutir relação e penso que antes do casamento é preciso colocar na mesa o que se espera desse casamento, pois saberemos de antemão se o que esperamos desse casamento compactua com os anseios do outro.
    Eu acredito na união duradoura. Acabei de vir de um blogue (Sexta-feira) que a Elvira completou 46 anos de casamento. O companheirismo tem que existir, pois sem ele, as crises financeiras, sexuais, emocionais, etc.. não serão superadas. As crises sempre existirão em nossa vida, mesmo que solteiras - as crises são individuais - no entanto, saber que temos alguém com quem dividir o peso delas torna a vida menos assombrosa.
    Boa semana!!

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    1. Figuraça voce Luma. Claro que só vivendo. Mas tem gente que consegue imaginar que nao passaria nem X anos com ninguem. O fato é o que filme chega a esse nivel de questão, por que a avó de não sei quem. O fato é que hoje vive-se muito tempo, muitas vidas. E ai viver 50, 60, 70 anos com alguém se torna assunto em debate. Sem tornar o filme chato. Acho que esse talvez seja o mais interessante, pensando bem; Bjos querida, bom final de semana!!!

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  6. Querida Camille,

    Não assisti o filme, mas fiquei interessada, vou alugar no proximo fds.

    Quando a conhecer alguem, penso que podemos viver uma vida inteira e não conhecer totalmente. Sempre haverá algo, mesmo que seja puro.

    Beijos

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    1. Concordo com voce, inclusive acredito que podemos mesmo viver a vida toda, todinha e vamos morrer sem conhecer tudo de alguem ou nde nós mesmos. Quanto ao filme, acho que é dos teus, você vai gostar. Aluga sim. Você entende desses assuntos do coração. Vide suas lindas poesias. Bjos flor.
      Cam

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