27 setembro 2012

Quais são mesmo os seus sonhos de maternidade?

    Sobre o post (texto)  anterior, falavamos das  diversas esperas,   para uma maternidade acontecer.  Mas o fato é, que o bebê  pode chegar , seja pela  cegonha que for: reprodução assistida, adoção, gestação natural ,  e a maternagem não acontecer. Ou seja,  a mãe e o pai não terem a capacidade de acolher a criança,  seja ela "sangue do seu sangue" ou não.  Estão aí , notícias de jornal dramáticas mostrando o quanto o ser humano anda afastado do que seriam seus instintos mais básicos,  como reprodução e preservação da espécie.
 
Por que? Essa é outra questão. Que vai desde o adoecimento social até ao que se chama de pulsão de morte.

Mas falando simplesmente em vida, complexamente em vida, entusiasticamente em vida, nem sempre mãe e pai acolhem seus filhos da maneira que poderiam, que sonhariamos, ou que deveriam para que  aquele bebê  indefeso sobreviva bem e comece a formar uma identidade saudável, capaz de diferenciar seu eu dos outros eus. E ir passando por todas as etapas de desenvolvimento.

Por que?  Muitas vezes esses pais não tiveram a devida maternagem, não foram acolhidos com carinho,  não tiveram um olhar de mãe ( do cuidador que seja) para lhes dar um contorno. Para lhes trazer segurança.  Por isso, eu dizia no texto anterior ,  quer ter um  filho?  Prepare-se então. 


                 Acolher no ninho é acolher no ninho e não procurar semelhanças para decidir o amor.

E preparar-se não é simplesmente ir ao médico fazer pré-natal. Ou arrumar um quarto para receber o bebê,  ou entrar em uma espera de adoção, ou tomar uma super carga de hormonios numa reprodução assistida. 

Preparar-se é  antes de tudo olhar para si.  Perguntar-se: quero mesmo?  E conhecer-se o melhor que for  possível, o melhor que der. Seja através  de terpia,  psicanálise. Toda e qualquer coisa benéfica que leve você a uma autoreflexão.

Outro dia me perguntaram se escrever é " terapeutico". Sim, pode ser.  Qualquer coisa que faça seu insconsciente emergir,  ou até menos que isso,  que promova um diálogo de você consigo mesma(o) é muito bom,  ajuda a pensar,  pode ser esclarecedor.

Esse estado de inconsciência que faz com que as pessoas decidam coisas,  vivam coisas, sem prestar atenção ao que estão fazendo é o que estraga tudo.  Desde o sabor de um de comida gostosa , que deixará de  ser apreciado,  um filme ou  um livro interessantes que não acrescentarão nada além da perda de tempo,  se não houver a sua atenção.  Até  situaçoes bem  mais complexas como, namorar ou não e a quem, casar  ou não e com quem.  Ter um filho ou não ter um filho.

Então, quem é você ? ´Pare, pense e comece a dicernir as suas coisas:  quais são mesmo os  seus sonhos  mais queridos?  Suas prioridades?  O  que move você?   Onde está o seu desejo?
A patir daí comece a pensar  em tudo mais,  em todos os seus quereres,  na  relevância deles,  na  autenticidade deles.

 As vezes queremos alguma coisa por que alguém nos disse que era importante , chique,  normal,  obrigatório,  de bom tom, moderno  ou se la o que mais.  E ao acatar esse querer o que acontecerá?  Você estará vivendo,  realizando,  ou simplesmente desejando o desejo de outro.  E o teu? Coincide?

                       Lamber a cria é lamber a cria. E não comprar presente por não estar presente.

Enfim, voltemos ao assunto filhos, mães,  pais, família.
Dizem que o animal é um ser "irracional". Não usa a razão.  Só a emoção,o instinto. Seja como for,  são tremendamente capazes de acolher outros filhotes, do jeito que for. É a galinha que choca o ovo da ema,  a leoa que adota o cachorrinho. São muitos os exemplos.  E o bichinho?  Abriu os olhinhos, o animal que estiver na frente, ele segue,  seja igual, parecido ou completamente diferente.  Feito os bebezinhos, sem a menor consciencia de nada, muito menos de si,  acatam como verdade o que for apresentado.  Por isso ter ou não ter,  a escolha é sua. 

Agora ao ter,  a responsabilidade  é  TOTALMENTE sua,  por muito tempo,  e sem nenhuma desculpa para apaziguar qualquer descaso. Estamos entendidos?  Que bom.  Sabia que podia contar com você para fazermos um mundo melhor. Vamos nessa? Salta um mundo melhor para todos nós. Tou dentro.

( Fotos encontradas em FB deamigos, desconheço a autoria.  Se for sua,coloco os créditos ou retiro as fotos. Por enquanto estão emprestadas por uma boa causa)

4 comentários:

  1. Camille, apareça. Tem Facebook? vi seu link lá... bjs saudades.

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  2. Entao linka la no meu .Bjos

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  3. A gestação começa muito antes dos nove meses ou para as mães que não podem gerar um filho, esse tempo pode ser bastante longo. Um tempo para se preparar psicologicamente, por que o amor se aprende - ao contrário do que a maioria diz, penso que começamos a amar um filho quando olhamos a carinha dele a primeira vez, independente se estava ou não na nossa barriga. Tal qual os animais. Algumas mães não aprendem a gostar ou amam a si mesmas ou valorizam outras pessoas que não elas. Uma mãe pode renegar sua barriga e quando o filho nasce, não quer desgrudar dele. São tantas histórias de amor e desamor... beijus,

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    1. É mesmo amiga,sao historias singulares, de amor, desamor,descobertasmuito especiais com relaçao a maternidade e a paternidade. O que é preciso deixar claro é que não necessariamente uma gestaçao na barriga será a melhor, em termos ideais. A melhor relaçao -embora nao haja aqui um ranking - é a da familia, ou mae e filhos que conseguirem estabelece-la, tendo essa prole vindo da cegonha que for.Como voce disse, ama-se um filho a partir do momento que se olha nos olhos e ali começa uma relaçao de almas.Bjos e boa noite!!!

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