Ontem pelo menos três meninas choravam copiosamente na platéia de Les Miserables, toda vez que Anne Hathaway entrava em cena: minha filha, sua amiga Giovana e eu:-) Ela é o máximo e está dando tudo de si, talvez nem tudo ( sempre mostra mais e mais) no musical transformado , agora, em filme. Que linda voz, atuação brilhante. Triste, daquelas que dá um frio por dentro, mas a gente torce e ainda consegue sonhar. Por que tem um Q de beleza. Não é a miséria total, aquela que espanta os olhos. Mas a possível de assimilar, aquela que preserva a dignidade heróica, e é representada por Anne Hathaway. ( alíás, tema para outro post: brasileiro não gosta de ver miséria em anúncios, nem pessoas degradadas por drogas... e para mudar é preciso encarar...)
Anne como Fantine em Les Miserables.
O filme merece todos os aplausos, para começar- o elenco todo. Quem fez esse casting merece todas as honrarias, e pelo que acabei de conferir, ganhou o Globo de Ouro. Por que foi dessa mistura de diferentes talentos, que se compôs uma obra de arte. Para você ver- o ator mais histriônico dos últimos tempos está ali em destaque:Sacha Baron Cohen, da altura de seu talento, fazendo par com a baixinha e poderosa Helena Boham Carter. Junto com as atuações que vão de ponta a ponta: Hugh Jackman, o famoso Wolverine de X-Man, Russell Crowe e.... Anne Hathaway. Direção de Tom Hooper(o mesmo diretor de" O Discurso do Rei")
Depois de uma pequena aula sobre a Revolução Francesa, as meninas curtiram muito mais aquilo que foram assistir. É o mínimo que se pode fazer antes de um filme desse: fornecer informação. A França é um país lindo, que lutou muito para ser o que é. Nada chega sem esforço, sem ideal ou desejo. Ali, o povo continua a ser ainda hoje "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" no coração. Embora a gente saiba que o ser humano em geral é malandro, sem caráter, mau-humorado e sem educação. É bom crescer curtido em uma história linda e cheia de heróis, do que em outra qualquer. E minha vontade ali era que as duas mocinhas se inflassem ainda mais de ideais e sonhos positivos para um futuro, que vem sendo tecido com todo carinho, por mães e pais. E por elas mesmas. BenzaDeus.
Anne em O Diabo Veste Prada.
Anna Hathaway é filha de uma grande atriz de Teatro e de um advogado, gente que pelo visto teve zelo em sua educação. Sua esplendorosa atuação em Les Miserables é uma construção que vem de longe: foi a única adolescente aceita no programa de Teatro do The Barrow Group em NY NY. Sua linda voz, não precisou de dublagem: como membro do Coro de Honra da All- Eastern cantou em dois concertos no Carnegie Hall como primeiro soprano. Estudou no Paper Mill Playhouse de NJ e no programa de verão do Collaborative Arts Project,
parte dos programas da New York University. Começou a carreira na televisão e estreou em cinema nos "Diários da Princesa", contracenados com Julie Andrews, e vistos centenas de vezes pela minha princesa.
Anne em O Diário de uma Princesa.
Além de talento, sensibilidade e pais que investem na educação de seus filhos, para ser uma Anne Hathaway é preciso Q.I. emocional: enfrentar a concorrência e permanecer com firmeza de caráter, não deve ser moleza não. Menina bacana, atriz espetacular. Um ser humano para somar bonitamente à nossa humanidade. E verdade seja dita, para ser Anna Hathaway é preciso um país de oportunidades. O Brasil está longe disso. Mas quem sabe, um grande revirão possa apontar que o oportunismo só leva a pobreza em todos os sentidos. Crescimento é outra coisa. Moral e ética são necessários para ser uma nação com brilho verdadeiro. E se a verde Mata Atlântica ainda está aí, é sinal de que temos esperança. Divã nos políticos moçada. Ou uma passagem para a França para as nossas crianças. Que façamos à nossa moda, uma Revolução Francesa, para ver nossos filhos crescerem com chão firme e horizontes largos.
Anne em "Becoming Jane Austen" .
Me emociona a carreira dessa moça. Carisma, inteligência emocional, sensibilidade. Mas antes de tudo: educação e preparo para acolher as oportunidades, que hão de existir sempre. É o que desejo para as meninas, Anna Luiza e Giovana. E para todas as meninas do mundo.
(fotos de divulgação encontradas no Google)
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10 fevereiro 2013
05 fevereiro 2013
"O Substituto" filme com Adrian Brody aponta o quadro negro da Educação.
O que dizer de um filme,sobre escola , educação e educadores, que começa com essa citação:" E nunca me senti ao mesmo tempo tão profundamente disssociado de mim mesmo e tão presente no mundo” de Albert Camus..
Muita coisa para se dizer daquilo que se viu na tela: Adrian Brody, o mesmo que emprestou a pele para viver O Pianista, dessa vez ilustra no papel de um" professor substituto", aquele que entra para apagar incêndio na hora em que um professor da rede pública americana- joga a toalha. E faz essa tarefa por ideal: "para que os alunos não troquem de professor a cada semana. Para que estejam preparados para quando chegar o definitivo, o que vai ficar com a turma".
Essa é a segunda vez que assisto esse filme, que já foi traduzido com dois títulos: "A Indiferença" e " O Substituto". Os dois fazem sentido no contexto, mesmo que não necessáriamente descrevam o professor de Adrian. Substituir por um tempo, poderia ser sinal de indiferença: tanto faz estar aqui como ali. Mas nesse caso, o extrema sensibilidade do ator, no lugar de professor, aponta com muita firmeza e enorme tristeza, o adoecimento da instituição, quando pais, alunos e mestres vivem uma des-reunião, totalmente dissociados da realidade premente de comunidade assídua, para resolver os problemas que são de todos:
- como educar um adolescente, num amplo sentido? Só com a reunião de todos, se chega a um caminho. E reunião, que poderia se tornar uma união, em geral, não existe.
Então vemos a convocação de pais e nenhum comparecimento, professores apáticos diante de sua classe, sua escola e também de suas necessidades pessoais. E uma situação tão caótica, como se um armário onde tudo tivesse sido ali socado e empurrado para dar a ideia de que a sala está bem arrumada, de repente escancarasse por lotação de coisas não resolvidas, e toda aquela enorme bagunça desmoronasse de uma vez, sem ninguém com vontade ou forças para catar o que foi espalhado pelo chão.
Um Estado pedindo ordem, e ao mesmo tempo, sem oferecer nenhuma diretriz. Professores vivendo picuinhas, politicas internas e externas, se chocando. E pessoas, como em todo lugar disfuncional, falando e fazendo mal umas as outras, ao invés de assumir cada um sua parcela de responsabilidade e todos juntos se colocarem a reerguer os escombros.
Quantas realidades já vimos assim? Quantos professores impotentes diante da mais completa falta de horizonte, de autoestima, de ideais de seus alunos? É a cara do Brasil , é a cara do ensino público em qualquer sociedade em que o respeito à escola, a Educação, a formação de cidadãos não venha em primeiríssmo lugar. E o que vem em primeiríssimo lugar num mundo capitalista, quando é corrupto e desalentador? O futuro do adolescente é que não será.
Somente o presente, o imediatismo é o que conta. E aí como ficamos?
É preciso um grande movimento social de reunião, de convocação, de reorganização, diante de ideais educacionais, sem esperar que o governo proporcione. Mas que seja então convocado- o governo- a subsidiar aquilo que for definido por uma comunidade, essa grande comunidade de educadores que tem o Brasil. Da qual fazem parte professores, psicólogos, pedagogos, artistas, .pais, (e todos os cidadãos que aparentemente "não tem nada com" isso". Se "isso" é o nosso futuro. Estamos todos implicados.)
Para que o desejo e o amor de quem quer colocar a mão na massa, não fique apartado e só, impedido de executar. Como o personagem de Adrian, procurando fazer a sua parte, por ser um"sangue novo", um substituto, ainda não contaminado pelo ambiente desesperado. Pronto para sair fora e enfrentar uma nova escola. Mas e os que ficam?Que acordem, e mais uma vez e outra e mais outra. Convocando sem parar a população desinteressada, a participar.
Em NY , há anos atrás, participei de um projeto bastante interessante nas escolas públicas próximas ao meu emprego, a clínica. A meta ali, era dialogar com mães e pais, sobre drogas e a transmissão do vírus da AIDS entre os alunos adolescentes. A convocação era para pais, mães e filhos. Só compareciam as mães. Sempre. E poucas. Mas com as que estavam ali a cada nova tentativa, conseguimos, duas brasileiras, eu e uma amiga que tb trabalhava na cidade, mostrar que discutir, dialogar, conversar, era muito importante. Ouvir mães com filhos infectados, promover o debate. Eramos de fora, como o professor substituto. Sentíamos menos dor, do que quem estava ali todos os dias. Ao mesmo tempo, precisávamos de menos anestesia, e assim podíamos ver e comentar sobre aquela realidade. Apontar fragilidades obvias e tão difíceis de serem enxergadas, que dirá sanadas.
É isso, um pensamento leva a outro. E a ideia é : procure com todas as forças, não adoecer na a sua instituição adoecida. A cada gesto, a cada passo, seja você o remédio, o alento, o agente de mudança. Para isso , cuide-se.
Como? Dando aula em três escolas diferentes para sobreviver? Você poderá me perguntar. Não sei a resposta, mas quero compartilhar. Conte comigo nem que seja para dizer: parabéns mestre, estou acompanhando a sua luta, estou enxergando seu desespero, estou aqui e sou gente feito você, disposta a ouvi-lo. É só para o momento. Mas vou descobrir como fazer mais.
(imagens encontradas em busca no Google)
Muita coisa para se dizer daquilo que se viu na tela: Adrian Brody, o mesmo que emprestou a pele para viver O Pianista, dessa vez ilustra no papel de um" professor substituto", aquele que entra para apagar incêndio na hora em que um professor da rede pública americana- joga a toalha. E faz essa tarefa por ideal: "para que os alunos não troquem de professor a cada semana. Para que estejam preparados para quando chegar o definitivo, o que vai ficar com a turma".
Essa é a segunda vez que assisto esse filme, que já foi traduzido com dois títulos: "A Indiferença" e " O Substituto". Os dois fazem sentido no contexto, mesmo que não necessáriamente descrevam o professor de Adrian. Substituir por um tempo, poderia ser sinal de indiferença: tanto faz estar aqui como ali. Mas nesse caso, o extrema sensibilidade do ator, no lugar de professor, aponta com muita firmeza e enorme tristeza, o adoecimento da instituição, quando pais, alunos e mestres vivem uma des-reunião, totalmente dissociados da realidade premente de comunidade assídua, para resolver os problemas que são de todos:
- como educar um adolescente, num amplo sentido? Só com a reunião de todos, se chega a um caminho. E reunião, que poderia se tornar uma união, em geral, não existe.
Então vemos a convocação de pais e nenhum comparecimento, professores apáticos diante de sua classe, sua escola e também de suas necessidades pessoais. E uma situação tão caótica, como se um armário onde tudo tivesse sido ali socado e empurrado para dar a ideia de que a sala está bem arrumada, de repente escancarasse por lotação de coisas não resolvidas, e toda aquela enorme bagunça desmoronasse de uma vez, sem ninguém com vontade ou forças para catar o que foi espalhado pelo chão.
Um Estado pedindo ordem, e ao mesmo tempo, sem oferecer nenhuma diretriz. Professores vivendo picuinhas, politicas internas e externas, se chocando. E pessoas, como em todo lugar disfuncional, falando e fazendo mal umas as outras, ao invés de assumir cada um sua parcela de responsabilidade e todos juntos se colocarem a reerguer os escombros.
Quantas realidades já vimos assim? Quantos professores impotentes diante da mais completa falta de horizonte, de autoestima, de ideais de seus alunos? É a cara do Brasil , é a cara do ensino público em qualquer sociedade em que o respeito à escola, a Educação, a formação de cidadãos não venha em primeiríssmo lugar. E o que vem em primeiríssimo lugar num mundo capitalista, quando é corrupto e desalentador? O futuro do adolescente é que não será.
Somente o presente, o imediatismo é o que conta. E aí como ficamos?
É preciso um grande movimento social de reunião, de convocação, de reorganização, diante de ideais educacionais, sem esperar que o governo proporcione. Mas que seja então convocado- o governo- a subsidiar aquilo que for definido por uma comunidade, essa grande comunidade de educadores que tem o Brasil. Da qual fazem parte professores, psicólogos, pedagogos, artistas, .pais, (e todos os cidadãos que aparentemente "não tem nada com" isso". Se "isso" é o nosso futuro. Estamos todos implicados.)
Para que o desejo e o amor de quem quer colocar a mão na massa, não fique apartado e só, impedido de executar. Como o personagem de Adrian, procurando fazer a sua parte, por ser um"sangue novo", um substituto, ainda não contaminado pelo ambiente desesperado. Pronto para sair fora e enfrentar uma nova escola. Mas e os que ficam?Que acordem, e mais uma vez e outra e mais outra. Convocando sem parar a população desinteressada, a participar.
Em NY , há anos atrás, participei de um projeto bastante interessante nas escolas públicas próximas ao meu emprego, a clínica. A meta ali, era dialogar com mães e pais, sobre drogas e a transmissão do vírus da AIDS entre os alunos adolescentes. A convocação era para pais, mães e filhos. Só compareciam as mães. Sempre. E poucas. Mas com as que estavam ali a cada nova tentativa, conseguimos, duas brasileiras, eu e uma amiga que tb trabalhava na cidade, mostrar que discutir, dialogar, conversar, era muito importante. Ouvir mães com filhos infectados, promover o debate. Eramos de fora, como o professor substituto. Sentíamos menos dor, do que quem estava ali todos os dias. Ao mesmo tempo, precisávamos de menos anestesia, e assim podíamos ver e comentar sobre aquela realidade. Apontar fragilidades obvias e tão difíceis de serem enxergadas, que dirá sanadas.
É isso, um pensamento leva a outro. E a ideia é : procure com todas as forças, não adoecer na a sua instituição adoecida. A cada gesto, a cada passo, seja você o remédio, o alento, o agente de mudança. Para isso , cuide-se.
Como? Dando aula em três escolas diferentes para sobreviver? Você poderá me perguntar. Não sei a resposta, mas quero compartilhar. Conte comigo nem que seja para dizer: parabéns mestre, estou acompanhando a sua luta, estou enxergando seu desespero, estou aqui e sou gente feito você, disposta a ouvi-lo. É só para o momento. Mas vou descobrir como fazer mais.
(imagens encontradas em busca no Google)
25 janeiro 2013
UMA GARRAFA NO MAR DE GAZA- Filme.
Quando é
preciso partir por que
não é possível sonhar no lugar em que se está.
Para colocar em pouquíssimas palavras, a Faixa de Gaza, é um
território de 365 km, disputado
historicamente entre israelenses e palestinos. É uma faixa de terra que se localiza na costa
oriental do Mar Mediterrâneo e faz fronteira com o Egito. Dizer alguma coisa a mais é mexer em casa de
marimbondo. Melhor não levantar poeira daquele conflito ali especificamente, e abrir –se
a pensar no ser humano e suas ambiguidades, seus temores , sua busca de verdades, seu s amores, seus
desejos, seus sonhos , sua vontade de viver. Sua busca, de verdade.
Pois é disso que se trata no filme “Uma Garrafa no Mar de Gaza”, de Thierry Binisti. A história começa um pouco antes de 2008 quando os conflitos políticos tem um acirramento. Este é o cenário. Mas certamente, naquele enredo, os personagens são muito mais importantes do que o cenário.
Tal de Jerusalém: por que tudo é desse jeito?
Um jovem muito linda, Tal, recém chegada de Paris com sua família, instala-se em Jerusalém. E assim ganhamos um olhar de alguém que veio de fora, e que a tudo pode enxergar com surpresa, questionamento e busca de sentido.
Ela acaba de presenciar a explosão de um café, num atentado kamikase , onde, além de um palestino cheio de dinamite, morrem uma moça que se casaria no dia seguinte, e seu pai, israelenses. E Tal se pergunta: “como as pessoas agüentam viver assim? Tem gente que diz que atentado é como acidente. Se você estava ali na hora, foi um acidente”.
É com muita simplicidade, de quem olha e vê, que escreve uma carta aos palestinos, perguntando se não se sentem mal em cometer tais atos . Acrescenta seu endereço de e-mail e arruma um jeito da garrafa chegar ao mar, torcendo para que alguém de Gaza leia seu recado.
Pois é assim que o filme começa: rapazes encontrando a tal garrafa e a carta. Um deles, Naim, começa a se corresponder com a mocinha pela internet. Primeiro com muita desconfiança e ironia. E com o tempo, cedendo ao diálogo dessa garota tão franca e sem ranço algum. Ela apenas quer entender seu novo mundo cheio de ódio e violência e seus por quês. Sem julgamentos de um lado ou outro.
Naim de Gaza: quer ir além.
Aos poucos esse lindo e sensível garoto de Gaza, o “Gazaman” e essa linda mocinha de Jerusalém se tornam amigos de internet. As confidencias vão se aprofundando. Ela conta que é francesa e que chegou ha pouco tempo. Essa revelação: "Paris", traz a Naim, horizontes que nunca teve, sonhos. Porta de saída salvadora para quem se sente prisioneiro de uma realidade aparentemente sem perspectivas e sem solução. Assim, ele começa a se aprofundar no idioma Francês, e ir a França se torna sua g grande motivação. Em um ano está pronto para partir, com uma bolsa de estudos, para se tornar professor de Francês. E vai.
cartaz de divulgação do filme
Na estrada eles se cruzam brevemente, pois o carro de “Gazaman” não tem permissão de parar em território israelense. E como se os dois estivessem numa grande sintonia, frases são ditas pelas duas vozes:
“Nada é simples entre nós, o que não significa que seja
impossível” . “ Podemos tomar um café em
Paris e ficar em paz”. Paz mesmo, o ser humano nunca alcança, sempre disposto a
lutar consigo mesmo. Mas diante daquele estado permanente de tensão Jerusalém/Gaza, dá para entender
perfeitamente o que estão dizendo:
Viver, simplesmente, tomar um café e ficar de papo pro ar, sem preocupações com os destinos da humanidade, por alguns momentos. Esses momentos que nós aqui, privilegiados temos de sobra, mas gastamos com nossos conflitos internos. E tudo bem, faz parte. Enquanto pudermos sonhar, ter possibilidades de realização, nos sentirmos livres, está ok.
“Ate breve” é o que dizem. Como adolescentes comuns que estão começando a descobrir a vida. E ao mesmo tempo, já sabendo que o mundo é um lugar meio doido e destituído de um sentido que dê conta de uma guerra permanente, onde se morre num bar por acidente de bomba. E por outro lado, vive-se numa escassez de recursos tão grande, que as vezes é preciso partir, dizer adeus aos seus, pois já não é possível sonhar do lugar em que se está.
Que Tal e Naim possam se encontrar para um café e discutir as grandes filosofias do mundo, bem como a moda das ruas, a chuva que caiu agora mesmo, as primeiras flores da primavera , a última exposição do Pompidou, seus sentimentos sobre tudo e cada coisinha que seja.. Pois torço por todas as meninas Tal e todos os meninos Naim desse planeta, sejam eles da Faixa de Gaza , ou de qualquer outro lugar.
Um mundo novo há de vir por ai. Cuidemos dos nossos meninos.
(fotos e cartaz de divulgação do filme encontrados no Google. )
14 janeiro 2013
Os filmes novos que assisti por aí.
Faz tempo que deixei de ser a personal de filmes aqui da blogosfera... nem tanto tempo assim para ir ao cinema. Mas para não perder a vocação, vou contar em poucas linhas o que vi por ai:
- As Aventuras de Pi- um romance muito bonito, traduzido para a telona. Ou uma história real cheia de metáforas? Não sei. Mas dizem que são os efeitos especiais mais bonitos que já fizeram até hoje para o cinema em 3 D. Será? É lindo mesmo. Assisti 2 vezes com a minha filha.
Foto de divulgação do filme As Aventuras de Pi
-O Impossível - caso real de uma família inteira que sobrevive ao Tsunami. Cada um se agarra alguma coisa e em determinado momento se junta novamente, o que parece mesmo impossível.. Naomi Watts está ótima no filme. Mas é como aqueles de catástrofe que a gente via antigamente. Só que esse aconteceu de verdade. E a gente chora muito no filme.
Foto de divulgação de O Impossível.
-De Pernas Pro Ar 2- Filme não muito adequado para ver com uma meninas de 12 anos, mas fomos. É bem engraçado, se passa em parte em NY, as comédias brasileiras estão se especializando em se tornarem parecidas com as estrangeiras. Teorias à parte, Ingrid Guimarães está dando um show no filme. Tem uma outra atriz excelente, que faz a dona do spa ecológico ou algo assim. Assiste que vale o ingresso.
Foto de Divulgaçao de De Pernas para o Ar.
-A Negociação- com Richard Gere. Distrái, mas é igual a montes de filmes que já assistimos, se tirar da lista, não faz a mínima diferença.
Foto de divulgação de A Negociação.
- A Viagem, com Tom Hanks e Halle Berry. Esse assisti em casa. Ainda não foi para o cinema. No começo você pensa que não vai aguentar. Mas de repente se ve cativada pela linguagem do filme, começa a entender os personagens e a mensagem. Uma espécie de novo Avatar, no sentido de dizer que todos nós somos UM. E como somos. Foi concebido e produzido pelos mesmos diretores de Matrix. Gostei mais da mensagem do que de cada ator fazendo 5, ou 6 personagens. Dando um show a atriz coreana que ( acho que fez Lost), ela é a grande revelação do filme.
Cartaz de divulgação de A Viagem.
-As Palavras- esse também comprei o DVD, ainda não foi para o cinema que eu saiba. História de um escritor sem inspiração que acaba roubando o livro de um verdadeiro escritor. É interessante, por que o elenco é maravilhoso: Jeremy Irons e Bradley Cooper. É entretenimento, o filme tem ação. Mas o enredo é esse aí... Não amei de paixão.
Foto de divulgação de As Palavras.
Ainda tem uma porção para assistir. E acho que já vi mais e não estou me lembrando. Mas esses aí já dão para distrair por mais de uma semana....
- As Aventuras de Pi- um romance muito bonito, traduzido para a telona. Ou uma história real cheia de metáforas? Não sei. Mas dizem que são os efeitos especiais mais bonitos que já fizeram até hoje para o cinema em 3 D. Será? É lindo mesmo. Assisti 2 vezes com a minha filha.
Foto de divulgação do filme As Aventuras de Pi
-O Impossível - caso real de uma família inteira que sobrevive ao Tsunami. Cada um se agarra alguma coisa e em determinado momento se junta novamente, o que parece mesmo impossível.. Naomi Watts está ótima no filme. Mas é como aqueles de catástrofe que a gente via antigamente. Só que esse aconteceu de verdade. E a gente chora muito no filme.
Foto de divulgação de O Impossível.
-De Pernas Pro Ar 2- Filme não muito adequado para ver com uma meninas de 12 anos, mas fomos. É bem engraçado, se passa em parte em NY, as comédias brasileiras estão se especializando em se tornarem parecidas com as estrangeiras. Teorias à parte, Ingrid Guimarães está dando um show no filme. Tem uma outra atriz excelente, que faz a dona do spa ecológico ou algo assim. Assiste que vale o ingresso.
Foto de Divulgaçao de De Pernas para o Ar.
-A Negociação- com Richard Gere. Distrái, mas é igual a montes de filmes que já assistimos, se tirar da lista, não faz a mínima diferença.
Foto de divulgação de A Negociação.
- A Viagem, com Tom Hanks e Halle Berry. Esse assisti em casa. Ainda não foi para o cinema. No começo você pensa que não vai aguentar. Mas de repente se ve cativada pela linguagem do filme, começa a entender os personagens e a mensagem. Uma espécie de novo Avatar, no sentido de dizer que todos nós somos UM. E como somos. Foi concebido e produzido pelos mesmos diretores de Matrix. Gostei mais da mensagem do que de cada ator fazendo 5, ou 6 personagens. Dando um show a atriz coreana que ( acho que fez Lost), ela é a grande revelação do filme.
Cartaz de divulgação de A Viagem.
-As Palavras- esse também comprei o DVD, ainda não foi para o cinema que eu saiba. História de um escritor sem inspiração que acaba roubando o livro de um verdadeiro escritor. É interessante, por que o elenco é maravilhoso: Jeremy Irons e Bradley Cooper. É entretenimento, o filme tem ação. Mas o enredo é esse aí... Não amei de paixão.
Foto de divulgação de As Palavras.
Ainda tem uma porção para assistir. E acho que já vi mais e não estou me lembrando. Mas esses aí já dão para distrair por mais de uma semana....
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