23 outubro 2016

O Amanhã Pode Custar Caro. Tempo a perder ou tempo a ganhar?

    Hoje abrindo o email do yahoo , leio uma declaração da Debora Bloch : "envelhecer é uma m.". Não li ainda  o conteúdo.   Mas está aqui  (http://www.folhape.com.br/robertajungmann/acontece/acontece/2016/) Imagino o sentido da coisa: ter menos versatilidade na oferta de papéis na televisão , no cinema e na vida.. -quem assistiu Bete Balanço, viu Debora Bloch no auge de sua jovialidade, uma lindeza. E depois dezenas de personagens vividos  como sempre, esplendorosamente. .


                                                Debora Block em Bete Balanço. E continua linda
                                                     hoje.  Excelente atriz.

Só aqui confabulando, assisti "Nise" faz pouco tempo, e Glória Pires não parece sofrer com os horrores do tempo. Está acima disso. Como nossa futura Fernanda Montenegro.  Ah é?

Quer dizer que só pode ter uma Fernanda Montenegro? E esse lugar ja é de Gloria Pires? Essa "imortalidade", ou estar acima das questões da idade é realmente um dom de Glória Pires. Que aliás não faz mais o papel da "filha" nas tramas. Mas, sem traumas, todos os bons personagens que aparecerem. Transcende o corpo ( e continua linda) para incorporar personagens. Ela como Dra Nise , é a Dra Nise, .Bom para nós que podemos usufurir de uma história de vida de outra. Através dessa.
                                   Gloria Pires em Nise, (e o ator,tambem maravilhoso,  tenho que encontrar seu nome)
 Só um a parte, que faz parte: assista Nise. A Dra Nise da Silveira foi uma das grandes defensoras da loucura como um estado de cosnciência que pertence a todos nós. Que louco não é menos gente, não tem que ser maltratado. Que o louco  é criativo e precisa criar , produzir, para aplacar suas angustias, e viver, como eu e você. Louco é o ser humano, demonstrando ou não. Dando vez para a manifestação da própria loucura ou não. Então é um filme que fala sobre nós, seres humanos.Imperdível.

Voltando a velhice da Débora Bloch, da Glória Pires, da Fernanda Montenegro e nossa,  Transcendida ou sofrida por nós, penso  no filme "In Time" ou "O Preço do Amanhã" ( tem outro filme com essa tradução não tem?)  com  Justin Timberlake,  Olivia Wilde e Amanda Seyfried, Ali após os 25 anos ninguém envelhece, não me lembro por que. Mas a linda Olivia é a mãe de Justin. E os dois lutam desesperados para conseguir comprar algum tempo a mais para essa mulher que está com os minutos contados.  Os dois são muito jovens, Mas para um deles, o tempo está acabando. A questão não é a aparência dela.  Mas o real. A morte vem ai.


                                         Olivia Wilde e Justin Timberlake em In Time
Nós vivemos uma angústia que não clareia se a questão é a morte ou o semblante. Pareço jovem, mas sou velha. Pareço velha e sou jovem.  O que é pior?  Não é muito uma escolha.  Viver no sertão brasileiro, e aos 30 aparentar 80, quem quer? E apenas com essa pergunta triste a gente chega a nossa realidade Brasil, que tanto difere dos outros países do ocidente. Onde a quantidade de Gloria Pires e Fernandas Montenegros é maior. A mulher tem direito a envelhecer, sem ser cobrada. Pode fazer o papel de mãe, sem a preocupação de que os papéis de "filha" morreram para ela. Sem minissaia, biquini fio dental, muito botox, quem sabe um pouquinho. Implante de cabelos. Plasticas.  Isso tudo na "vida real", como os espectadores chamam o dia a dia dos artistas. Mas não precisa ser atriz para o que estou dizendo. E se quiser pode usar, só não tem a obrigação, o "faz de conta que.."

A mulher e o homem valem mais pelo que são lá no "velho" mundo. Pessoas, com deveres, mas com direitos. De continuarem vivendo, agora de preferência com mais maturidade. Sem amargura, embora algumas articulações possam doer.  Mas com respeito próprio. Autoconhecimento, que,  quem sabe,  uma boa análise proporcionou ao longo da temporada de vivente nessa Terra. Com filhos e netos, como um brinde a mais na felicidade possível. Mas quem não os teve,, que possa continuar pensando no que vai fazer de seu futuro, como uma perspectiva boa. E o presente, como um presente. Sim, a maturidade traz esse valor aos minutos que se vão.  Nem sempre a sabedoria em como usá-los. Por que as vezes,  a neurose impede....
                                      
Em todo caso, vivamos o presente como um presente, Sem a angústia  tenebrosa de ver escrito no braço, como um relógio, os minutos se extinguindo. Feito no filme. Com o charme de Justin e a beleza de Samanta. Por que esses continuam, sempre revitalizados em sua nova versão. Depende de nós. E viva a Glória Pires. Que transcende o tempo, para a nossa  glória. Nessa perspetiva -viver  o que tem para ser vivido-excelente professora. Como alias, Cronos ou Saturno, deuses da mitologia. Tempo a ganhar ou tempo a perder?  Só vamos saber, vivendo.


Todas as imagens de publicidade de filmes, encontradas no Google.

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