03 agosto 2016

TOUCH . Não sei se é autismo, asperger, mas toca em alguns pontos bem interessantes, que valem uma reflexão:o que é ser humano?

     Escrever a noite e com sono tem dessas coisas:você quer contar um causo mas não se aguenta em pé para procurar os detalhes.  Então olha só:quero falar da série "Touch", que não foi traduzido o título, ficou esse mesmo.
    Na sinopse diz que trata-se de um menino "autista" que desvenda uma quantidade de situações complicadas, com operações matemáticas. Realmente ele desvenda.
    Mas não sei se é autista, ou asperger ou apenas um menino em busca de si mesmo, como aliás são os meninos autistas ou com asperger. Não sei. Por que não o conheço pessoalmente. É um personagem. Tem algumas características de autismo "clássico": não fala, não tem boa interação com os outros humanos. E algumas caracteristicas de Asperger:é muito inteligente, acima da média, capaz de lidar com números de um jeito ultra sofisticado. Interessante não é? Números não tem sentimentos, dizem. Por isso essas crianças se apegam aos grandes cálculos.
    No entanto essa série mostra que o menino em questão, que como o falante dono da narrativa, diz coisas lindas, conexões espetaculares  que ele faz, mostrando que os números ligam pessoas. Que os números possuem uma linguagem. Para quem sabe ler e falar sobre eles. Isso é uma porta sensacional. É o reverso da moeda. Números tem sentimentos.  E mostram a poesia da vida. Poesia essa, escondida naquilo que só parece operação matemática.
  Ocultos sentimentos, como parecem ser os das crianças autistas que não falam. E ainda, das que vem a falar de uma maneira mecânica. Por que quando começam a falar por que conseguiram passar por operaçoes psiquicas que lhes abre caminho para a linguagem do mundo, da cultura, do discurso em circulação, ai nos damos conta que têm sentimentos mesmo. E que provavelmente são muito mais sensíveis que a média dos seres humanos. Por isso se fecham. Quando não suportam o excesso de estímulos, ou de expectativas em cima deles.
   Seja la como for, o menino da série é uma graça,a menina é linda e Keith Southerland está muito bem como o pai que não faz outra coisa a não ser empoderar o seu pimpolho e ir atras de tudo aquilo que ele acredita. Seria sensacional se todos os pais pudessem ser assim...
    Essa novela levanta uma lebre bem interessante:será que estamos interpretando tudo errado? Será que essa crianças nao falam por que "nunca viram o por que da fala", como em alguma hora um deles diz?  Será que por tras daquele silêncio há uma profunda e detalhada observação do mundo e dos seres humanos? Em parte, acredito que sim.
   Assista, você vai gostar. Se tem interesse por um mix de ficção científica com corações  de mães e pais buscando respostas para entender os seus filhotes.  Vale seu tempinho diante do computador ou da TV. Não precisa ser a série toda, que contém uma miscelanea de coisas. Mas alguns capítulos já dão o gosto do que ali está contido.  85432907 ... o que é isso? Não tenho ideia. Mas hei de decifrar.

Pai e filho desvendando o grande mistério de ser pai e de ser filho. ( foto de divulgaçao encontrada no Google)

2 comentários:

  1. Camille, ando por fora de séries. Mas esse Touch parece interessante.
    Big Beijos

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  2. Oi Lulu, hoje que vi teu comentário. É, eu não assisto televisão. Eu vejo filmes e as vezes séries. Tou por dentro, hehehe. Essa é interessante. Mas se voce for tentar uma, acho que vai gostar do Black Mirror. O absoluto poder midiatico sobre as pessoas. Tem mais a tua cara.... Internet! Bjao.

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