17 maio 2012

Respeito.

Esses dias tenho me aproximado de diversos temas, pessoas, estudos, coisas que estão mexendo com a minha sensibilidade. E de repente me veio claro, que a qualidade mais importante que uma pessoa pode ter com relação a outra é o respeito. Repeitar-se para começar. E assim ter um padrão nítido do que seja respeito para com o outro. Esse poderia ser um "mandamento"- respeitar ao proximo como a si mesmo". Da mesma forma que o amor, só conseguimos respeitar o tanto que respeitamos a nós mesmos. Digo respeitar no sentido amplo da palavra- compreender o outro como um semelhante mas não uma cópia idêntica a nossa pessoa, e que, por ter sua singularidade, pensa, sente e reage de forma diferente da nossa. Respeito me lembra Anne Frank, a quem tenho muito respeito. A menina de treze anos que deixou um diário conhecido mundialmente por sua beleza, coragem e pela maturidade de sua dona, capaz de uma compreensão muito profunda quanto ao ser humano, ao mesmo tempo em que, criança, sonhava e brincava, escrevia e se apaixonava. Tudo dentro de um confinamento, um esconderijo para tentar fugir da insanidade nazista. Dá para ver por aí que a alma não tem prisão de concreto. É de outro nível o aprisionamento do espírito de cada um. Anne conhecia o que chamava de "caminho reto": pensar, falar e fazer coerentemente". Coisa difícil, mas nem tanto, quando vamos evoluindo no respeito próprio. E quero chegar lá. Quem dizia a mesma coisa sobre o mesmo "caminho reto" era o Mestre Gabriel, de uma religião xamanica. Interessante, como pessoas de épocas e realidades diferentes chegam a uma mesma equação. É para pensar a respeito. E praticar o respeito. Não o medo, o temor, a subserviência. Mas a elegância até no sentir, com relação a nós mesmos e aos outros. Declaro aberta a temporada de evolução ao nosso mútuo respeito. Não que esteja nos faltando. Mas por que, quanto mais melhor. Bjos para vocês.

Foto de Anne Frank encontrada na busca do Google. Dia 12 de junho seria seu aniversário.

11 comentários:

  1. ah, eu já ando sensível demais, ando fugindo de quem aumenta essa sensibilidade. beijos, pedrita

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  2. Respeito, como você disse, é derivado do amor, amor próprio gera respeito próprio, amar o seu próximo, mesmo que diferente, é respeitá-lo. Um abraço!

    ps.: Depois que meu filho nasceu está cada vez mais difícil blogar e visitar os amigos. Aqui na empresa "liberaram" o acesso para postagem e comentários do blogger esta semana!

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  3. Sabe que sempre repito isto para mim mesma:
    "A melhor coisa, sentimento que posso ter para dividir, é o respeito"
    Se respeito o outro é porque me espeito também.

    :)
    Anny.

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  4. obrigada camille pela preocupação. conversamos depois. beijos, pedrita

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  5. Agora vc falou tudo, Cam...
    O que tá faltando por aí é respeito ao próximo.
    Gente que se acha dona da verdade e quer aos gritos modificar o outro.
    Eu amo tanto as diferenças, saber da opinião do outro, compartilhar, conversar, aprender, discutir, mas tentar modificar o outro, isso nunca!

    Perfeito o texto!
    Beijos

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  6. Voltei....

    Ainda não li esse livro... fiquei mais curiosa ainda com o seu texto.

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  7. OI Camille,

    Meu filho está com 01 ano e 04 meses, ele está começando a andar e já está querendo mesmo é correr!
    Se vc tiver uma conta no facebook me procure: Paulo Outi, eu terei imenso prazer em adicioná-la como amiga. Abraço!

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  8. Você sabia que fizeram um museu pra Anne Frank na Alemanha? Li esses dias a notícia.
    Big Beijos

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    Respostas
    1. Isso ai Lulu.
      Bjao querida.

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  9. Pois é. Quando digo que tem de compreender, respeitar (e compreender a si mesmo é meio caminho andado para respeitar o próximo), dizem que faço é diplomacia. Se bobear ainda me acusa.m de demagogia, quando não de falsa. Tem horas que dá vontade mesmo de mandar todo mundo se matar, tipo "então vai que eu tô te vendo!", mas passa.

    Bj,

    Michelle

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  10. A alma não tem prisão de concreto, mas os homens tem o pessimo habito de quererem controlar o mundo. No caso desta corajosa menina que pudemos ver o que estava vivenciando, a dolorosa realidade da época, que de alguma maneira sempre se repete, quando os direitos humanos são ignorados.

    A falta de respeito pelo semelhante que gera tanto transtorno neste mundo cada vez mais frio.

    beijos

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