24 novembro 2010

The. Social. Network: once upon a time, the Facebook.




Assisti um novo filme muito interessante e ao mesmo tempo muito chato: a história da rede social Facebook.






Por que é chato? Traça em pormenores, o retrato de uma fração da célula mater do mundo capitalista. Pouca ação, o que é bom, no sentido do filme americano típico: carros correndo, pessoas transando ou matando e som alto. E ao mesmo tempo, muita ação cerebral obcessiva. Quer dizer, detalhes do que compõe a competição virtual. Ambição de garotos prodígio diante de um novo jeito de ganhar o mundo, de forma tão rápida quanto um click. Pioneirismo em uma nova fronteira, mas em um terreno que com lentes de aumento fica tedioso: falar dos bastidores da internet, é mais ou menos como tentar descrever o maquinário de um relógio.

Quem gosta dessa tecnologia vai contar minúcias de cada engrenagem, acreditando ser este, um drama universal. É. Não. É. Não. É... Caso você queira tirar a teima, procure ler a história do Facebook em um terreno raso, como a Wikpédia- a enciplopédia livre, mas ainda enciclopédia- aquela coisa que reúne muitos assuntos, de preferencia todos. Que prentensão. Diz um tintin de cada um, mas mesmo sendo só um pouquinho, a leitura da historia do FB é cansativa, por que agrupa um monte de informaçõeszinhas para falar de um megasucesso.
"Você não faz 500 milhoes de amigos sem fazer alguns inimigos" (FB)
Qual o fato principal? Perguntaria um publicitário. Eu diria , para tentar resumir, que em 2004 um estudande de Havard alucinado por blogs e outros modos de comunicação na rede, vivendo nesse ambiente universitário onde a ambição quanto a um futuro promissor e uma carreira de sucesso quanto mais rápida melhor, ( além de uma vida sexual beeeem ativa) é a meta máxima, resolve criar um produto virtual com a matéria prima que tem à mão e que não por coicidencia é também o motor desse mundo: gente. E forma por querer e tb quase por acidente, uma espécie de club privée, onde alguns happy few podem entrar e se comunicar.
Pela narrativa do filme, Mark Zuckerberg o estudante-genio , consegue seu objetivo a partir de uma brincadeira: coloca na rede fotos de diversas colegas lado ao lado, aos pares, com algumas opiniões sobre elas( algumas infames) e cria uma espécie de ranking : a mais bonita, a mais peituda, a mais gostosa, a mais ou menos, a mais e mais. Isso desperta o interesse tanto da ala feminina- como mulher é competitiva hein? Quanto da masculina: gatas! E assim que a notícia se espalha, esse pequeno site com essa pequena baboseira ganha uma quantidade espantosa de acessos em poucas horas.
E o "clube" começa a crescer como bola de neve rolando. O que no começo mescla o ambiente de Havard- eventos e festas reais- ao ambiente virtual, em menos de três meses se expande e atinge diversas outras universidades nos EUA, e mais e mais adesões. Em 2005, o Facebook é aberto aos estudantes secundaristas. Então o que temos aqui? Uma intensa formação de networking, amigos que chamam amigos , que chamam mais amigos para participar de um site na internet. O perfil desse público inicial é garotada que ainda não tem a seletividade do adulto. Gente que chama quantidade de qualidade e portanto pode ter um milhão de amigos. Por que amigo é qualquer coisa que se mexa e que tenha "cruzado" ali na esquina de repente. Ou seja, é a agilidade na velocidade, somada à superficiaidade. Um lance bem nescau: instantaneo, não precisa nem bater que se mistura. E quando se percebe é uma comunidade como o mar aberto. Um horizonte amplo, de movimentos infinitos para quem quiser se aventurar. Anunciantes, investidores e gente de todo tipo, com todo gênero de vontade. Quem quer fazer amigos, ou fama, ou contatos de negócios, lazer, paquera, prostituição, promoção. Caiu na rede é peixe. Em um brinquedo que vale hoje alguns bilhões de dólares. Não encontrei uma resposta precisa desse valor, mas para ter uma idéia, em 2007 a Microsoft comprou meros 1.6% do FB por 240 milhoes de dólares.
Viciante, excitante e caro. E a média de idade hoje é de 35 anos.
Já reparou que o meu resumo se perdeu? Comecei a escrever dados sem conseguir dar uma dimensão do todo. Talvez por que o todo seja tão grande que não se consiga visualizar. Talvez por que o assunto seja virtual demais para ser falado no concreto. Talvez por que escrever sobre essa abstração seja mesmo uma chatice. Ou tão fascinante, que até uma pessoa com mais facilidade para olhar a floresta do que a árvore, como eu, caia na tentação de se prender ou se perder no turbilhão de dados referentes ao fenômeno. É isso. Um assombroso fenômeno. "Viciante" no dizer dos personagens do filme e da minha vida real. "Excitante". (Sabe-se que hoje 2/3 dos participantes já sairam da universidade, a média de idade é de 35 anos, cada um tem em média 120 "amigos").* Um aproximador de pessoas: network= rede de contatos. E no entanto, uma forma de encontrar sem tocar. Como aqueles enfermos sem anti-corpos, que conhecem o mundo através de uma bolha de proteção. Quem gostaria de viver assim? Expansão ou retração? Não sei. Vale a pena ver o filme? Depende. Se você gosta de coisas tão geniais quanto entediantes, be my guest e aceite a minha solicitação. Adicione. com. final (
Mark Z. num encontro com blogueiros quando esteve no Brasil. Foto retirada do site http://www.i9socialmedia.com que por sinal tem dados* muito interessantes sobre o FB, As outras formas são de divulgaçao do filme, busca do Google)

9 comentários:

  1. Cam, eu uso o facebook pra jogar farmville. Não sei se vou ver o filme.
    Big Beijos

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  2. Oi Camille;
    O teu resumão me satisfez. Não sou um aficionado do universo dos nerds.

    Beijo.

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  3. Oi Cam
    Entrei uma vez no facebook por insistência de uma amiga e vc acredita que agora recebo recados via e-mail e apago.
    Não quis mais saber nem do orkut. "Bandonei" rsrs
    Mas o filme talvez me interesse ver. Quisera eu poder ganhar tanto dinheiro com isso.

    Bjs no coração!

    Nilce

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  4. Genial sua visão sobre o FB.

    Dei boas gargalhadas com o lance do Nescau e com a definição de que amigo é "qualquer coisa que se mexa e que tenha 'cruzado' ali na esquina". Para quem já chegou na fase adulta, e pra isso não tem idade, ler isso é reconhecer uma piada inteligente.

    Vc é demais!

    Bj, saudade!

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  5. Olá, olha quem apareceu por aqui. Estive aproveitando a chuva e enquanto fazia isso percebi que repentinamente o mundo ficou tão chato que é quase impossível ser feliz hoje em dia.
    Eu acho que essa tal onda virtual é muito cansativa e tudo hoje gira em torno de uma velocidade exaustiva. Tenho facebook, mas passo por lá raras vezes. Não preciso daquilo, também não preciso de twitter e tantas oturas coisas. Acho que estou remando contra a maré, mas a visão que tenho daqui é muito agradável. rs
    Bacio e bom fim de semana

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  6. Gosto do FB, mas prefiro o Twitter, e não vou ver o filme porque meio mundo disse que é chato e a sua sinopse não podia ser melhor!
    Beijos minha amiga.

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  7. Para criar um enredo inventaram muitas histórias e a diversão é para os nerds, geeks e fisurados em internetês. Não tenho curiosidade pela vida desta pessoa e não uso muito a ferramenta. Praticamente todos os dias penso naquilo que suga o nosso tempo dentro da internet e o facebook e twitter são dois sugadores de tempo. Entre os dois, prefiro mil vezes o twitter, muito mais informação e menos futilidade! Acredito também que não devemos levar tudo muito à sério! :) Bom fim de semana! Beijus,

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  8. Com certeza que nao devemos levar nada dessas coisas muito a serio.
    A vida, real, concreta, palpavel é muito mais importante que tudo isso. E o tempo é a unica coisa que a gente gasta e nao pode ser restituida.
    Sabem onde estou amigas? Adivinhem... Hehehehehehh. Ate isso estou tentando nao levar tao a serio no sentido de "carma". Alguma hora Deus vai me ajudar com essa historia aqui e os caminhos vao se abrir, uma soluçao boa vai surgir!
    Beijos e bom final de semana para voces tb!]

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  9. Só uso o fB para lancar mais meus posts e fotos. Fora isso, me abstenho , até, de trocar idéias por lá por que,dependendo de quem e com quem vc está covnersando, a coisa toma uma dimensao territorial..
    nao gsotod e Twitter e acho que ESTAMOS SATURADOS DE TANS REDES SOCIAIS...

    AINDA ACHO MELHOR LER...BLOGS E AFINS...MAS, O FILME NAO VOU VER..nAO SOU ADEPTA...NAO FAZ MEU ESTILO.
    E nao perco tempo com redes sociais...Brevemente, algo vai acotnecer que , creio até de blog vou cair fora..:Ando cansada dessa vida virtual.
    dias felizes

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