22 junho 2010

A Virgem da Medalha Milagrosa

Muito glamouroso dizer que se morou em NY, Londres e por ai vai, como é o meu caso. Mas, nos bastidores da vida, ninguém sabe o que é o que para cada um.
Hoje me adaptaria muito bem em diversos lugares. Não amo de paixão o inverno com neve, hei de confessar, adoro uma praia como toda carioca, mas moro aqui em São Paulo e vou muito bem obrigada.
Nem sempre foi assim no quesito adaptação. E quando cheguei a NY, lugar que eu já conhecia amplamente antes ir. Que eu gostava muito e ainda gosto, a coisa apertou. Por que não era para passear, era para morar. Eu tinha abandonado coisas preciosas: meus amigos, minha casa, minha empresa que construí com tanto zelo. Para me colocar em uma situação de dependência a principio e principalmente, cheguei num começo de inverno, que ia ser o pior dos últimos anos.
Lembro bem do primeiro dia de neve: eu falava com a Frida, minha amiga, ao telefone e começou a nevar. Eu comecei a chorar. -Li ali no blog da Laura que "sem lágrimas não haveria alma, seu arco-íris". Mas não foi muito arco-iris aquilo não. Aqueles floquinhos tão lindinhos me anunciavam que eu ia passar o mesmo frio brabo que passei quando morei em Londres, e não achei nada bonito. Embora adore tudo isso quando vou passear. Até o olhar da gente muda, quando é para fixar raízes. É muito diferente.
Tudo isso é para contar que, foi assim que conheci Nossa Senhora, a Virgem da Medalha Milagrosa. Uma outra amiga( o que seria de mim sem meus amigos?) muito querida , a Maria Clara, novayorquina de longa data, começou a me levar a missa e me deu a medalhinha. Disse que eu podia pedir o que eu quisesse, qualquer coisa e Nossa Senhora sempre me atenderia. Todas as Graças poderiam ser alcançadas. E podem.
Foi assim que minha vida em Nova York foi regida e guiada por Nossa Senhora das Graças. Todas as besteiras, medos, frustrações, conquistas, tudo, tudo, era a Virgem da Medalha Milagrosa que me consolava, me dava a mão e me fazia seguir em frente. Até quando não aguentei mais, bati na lona e quis voltar. Já me bastava a prova. Eu venci, mas minhas outras prioridades falaram mais alto. E fui com Maria Clara para a Igreja durante nove dias, fizemos uma novena, para que eu me esclarecesse se era isso mesmo que eu deveria fazer, voltar para o Brasil. Voltei e fui muito feliz com essa volta.
Já vi acontecerem alguns milagres graças a Nossa Senhora, a Virgem da Medalha Milagrosa. E por isso hoje, escrevo sobre ela. Por que gosto dela e preciso de um conselho, uma luz, uma direção, um sinal, que sei que essa Santa tão linda pode me dar. E assim peço, mais essa Graça. E agradeço por todas.
Beijos para todos e obrigada pela força,
Cam

6 comentários:

  1. Amém!

    Nossa Senhora da Medalha Milagrosa...elas nos ama sabia?

    bjs
    http://bit.ly/88zXQz

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  2. Camille meu bem:
    Fé é algo que não se contesta, não se ensina, é algo expontâneo. Ou é, ou não é.
    Tenho também muita fé, e já senti ajuda em situações inacreditáveis, que nem cabem aqui.
    Gostei de saber que em situações difíceis vc se apega à alguma coisa.
    Faça isso, hoje, com fé. Você vai ter a resposta, tenho certeza.
    Estou aqui também pedindo por vc.
    Beijos.
    Aguardo o resultado.

    PS: Respondi seu email.

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  3. Cam! Muito bom saber q vc tem sua fé! Confie q vc receberá a LUZ q tanto precisa neste momento.
    Fico aqui torcendo por vc.
    Bjs

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  4. Espero que você consiga. Pelo visto, fé é que não falta.

    Colei meus olhos na tela do computador na expressão de pura concordância quando você disse que "até o olhar da gente muda, quando é para fixar raízes". Nossa, nem sei o que dizer! O glamour vai todo para um buraco. Para encarar a pátria dos outros, ou você aprende a ter uma visão mais prática da experiência e faz continhas abstratas diariamente para calcular os prós e os contras, ou você volta para casa caladinha.

    É claro que não estou falando da sua história Cam, que apesar de não conhecer de perto, suponho qual seja e respeito ao máximo. E que bom que sua fé a ajudou a tomar decisões importantes. O ponto de vista sobre a pátria alheia é só uma percepção que tive depois das inúmeras histórias que conheci.

    Bjs,
    Michelle

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  5. Eu sempre achei interessante a fé do ser humano. Se acredita é possível. Eu sempre acreditei muito mas não em deuses, santos, medalhas. Acredito na vida e na arte de viver, no mais para mim é apenas ilusão.
    Não prego o que penso e sinto e tão pouco questiono o que acreditam as outras pessoas, não tenho esse direito, claro que não.
    Mas é impressionante como as pessoas se sentem no direito de criticar a fé alheia. Ontem mesmo veio uma mulher aqui em casa pregar sua fé e sua crença e eu agradeci mas disse que tenho outro pensamento e ela me perguntou se eu era atéia. Me incomodou muito. E se fosse? Qual o problema? Fiquei quieta, mas ela insistiu dizendo que eu deveria conhecer o salvador. Contei até dez, subi as escadas e a ignorei.
    Não entendo isso, juro que não.
    Enfim, que a sua fé seja seu guia sempre. Bacio

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  6. Queridos Amigos, sabe por que tem tanto comentario sem resposta? Por que antigamente meu blog não tinha espaço para responder. Ai quando foi criado, havia anos de comentarios. Um beijo para todas vocês. Com fé na vida.
    Cam

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