17 maio 2010

O Preço da Traição (filme). Ou, a paz não se compra, se faz.


Hoje eu estava mesmo com vontade de comentar sobre o filme "Chloé", no Brasil com o título de "O Preço da Traição" com Julianne Moore e Liam Neesen. Mas antes de chegar aqui, passei pelo blog da Luma e li sobre a PAZ. Assuntos opostos, que permeiam a vida de tanta gente. E percebi que também poderia falar sobre a paz e sobre a falta de paz que se vive ao depender do outro para atingir alguma coisa. O filme mostra um casal de uns 50 anos mais ou menos, com um filho jovem adulto, estudante. O marido é professor e um sedutor 24 horas por dia, daqueles que não pode ver uma mulher na rua, no restaurante, em qualquer parte, seja ela garçonete ou o que for, seja num pedido de um prato ou no pedido de uma informaçao, o sujeito tem que "flertar" na frente da esposa ou longe dela. Ela, uma médica, bonita, percebe claro, como toda esposa percebe essas coisas. E sua auto-estima vai descendo ladeira abaixo. Ela tenta conversar com o marido, mas ele nega suas atitudes e reações, o que torna tudo mais difícil, pois ao negar, o homem se fecha ao diálogo e ao que pode estar errado na relação dos dois. Tornando a vida de ambos a mais completa ausencia de paz. Pois não ha confiança entre aqueles que poderiam ser os melhores amigos. Trair não é apenas ter um caso extraconjugal. É ter e mentir diante das evidencias. É negar a quem pergunta desesperadamente pela verdade dos fatos, a chance de dizer sim ou não. De aceitar, de perdoar ou de desistir. É deixar alguém no limbo, numa permanente inquietação. A vida não é feita de paz. Certamente que não. O ser humano é profundamente contraditório. A paz fica como um objetivo a ser alcançado, como a felicidade. Aquela que se tem momentos, mas não a eterna plenitude. Isso parece não existir no mundo dos sentidos. Ainda assim me parece, niguém deseja ao eleger um parceiro para viver a vida, que essa vida se torne um verdadeiro inferno, cheio de dúvidas e mentiras cruéis dentro de casa, o pretenso refúgio que se pensou chamar de lar. Esse é o tema do filme. O desenrolar é menos importante, são componentes de um suspense: Julianne contrata Chloé para seduzir o marido dela e blá. blá, blá. Chloé é linda e louca. É a propria imagem do desenquilíbrio da relação daquele casal, que abre as portas para todo tipo de engano e de lástima. Bom, vale a pena ver pela discussão sobre esse assunto: a traição, o que isso significa, que peso tem. No mais, não tem muita coisa não. Para dizer que tem algo mais, são as cenas de Julianne babando de inveja ao ver casais se beijando apaixonados. E se perguntando, por que ela e o marido não? Hoje essa atriz parece ter uma intensidade muito maior do que quando ela tentava representar essa tal intensidade. Ela amadureceu. Liam Neesem nem tanto. É um homem bonito, de Lista de Schindler até o Preço da Traição, não muda muita coisa, mas enfeita a tela. A moça que faz a Chloé é a mesma que fez a filha de Meryl Streep em Mamma Mia. E está muito bem na parte que lhe coube. Mas sem dúvida nenhuma, apesar do papel-título, ela não é a protagonista do filme. A protagonista não é uma pessoa, mas a discussão que está implicita nas entrelinhas. Eu já vi esse filme na minha vida. Não quero um replay nunca mais. Fico feliz de ver casamentos felizes e bem sucedidos. E desejo aos amigos que assim vivem, uma felicidade eterna, aquela em que quero acreditar. Penso ainda que a escolha dos parceiros é muito importante. Pessoas com o mesmo objetivo, de construção de familia ou seja lá o que for, mas objetivos em comum, tem mais chances. Pessoas que provilegiam acima de tudo seus parceiros em detrimento de qualquer outra pessoa, parente ou não, mais ainda. Pessoas de bom carater são uma sorte. Enfim, se é loteria, como dizem, levem fé em suas apostas . E assistam o filminho, que dá um caldo. Um caldinho amargo, mas que não deixa de ser entretenimento.( imagem do site americano de divulgação do filme)

9 comentários:

  1. Camille,

    a paz na familia é essencial para todos. Até para quem dela nao esteja fazendo parte.
    O meu pai, dizem, teve casos extra-conjugais. Mas, nada que abalasse a paz de nossa familia.No entanto, eu nasci com um defeito no corpo, fruto da violência que ele utilizou com minha mae. Ela deixava isso bem claro
    E, uma terapeuta sueca me confessou que, grande parte de meus conflitos amorosos vem desse ato.
    Nunca tive grandes acessos ao meu pai. Nunca o amei a tal ponto dele ser referencia para mim. A referencia da minha vida sempre foi meu irmao mais velho.

    Enfim, a paz...Adorei o seu texto. O da LUma, também, que é uma pessoa generosa com a vida e com ela mesma. Isso é raro!
    O meu deseo de paz, Camille, sempre é dirigdo à Africa e ás criancas vitimas da guerra insana...
    Ambos os posts...seu e de LUma, sao SEM COMENTARIOS!!!!NADA A ACRESCENTAR.APENAS AOPLAUDIR.
    BJS E DIAS FELIZES NAS DUAS

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  2. Vc acredita q hj acordei e lembrei de vc ainda na cama? e abro aqui os comentarios e está vc?
    sintonia, minha qrda- pensei q gosto de saber como está e não tenho vindo- não vou mais em quase nenhum blog- ando tão cansada- velhice :)
    Bjs e tudo de bom p vcs
    Já li alguns livros mais de uma vez- Fragmentos de um discurso leio sempre.Amo.

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  3. Não vi o filme, mas a história me parece interessante e atual. Muito corriqueira, no mundo individualista de hoje, mesmo entre os casais. Sei lá, para chegar a esse ponto em contratar uma pessoa para servir de isca, ou armadilha, pressupõe que a relação acabou.
    O mundo não é cor de rosa, mas um pouco de esforço para se ter um pouco de harmonia e paz, não custa nada.

    Boa semana Cam

    bj

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  4. Ah, já vi o caso da loja da Pamplona, esse que passo todo dia, é um prédio na Oscar Freire, na esquina de casa, onde uma pessoa comprou todos os apartamentos, exceto um. Ai começa a briga

    bj

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  5. Essas desesperanças da vida, quebram o coração...

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  6. Não vi o filme, só o trailer e parece interessante. Big Beijos

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  7. Nãovou assistir este filme,vc sabe que sou do tipo comédia romântica,ou filmes europeus,argentinos, e com Edward Cullen,mas dramas de amor ja me bastam os meus.
    Beijos e saudades minha lindona!

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  8. Desde 'Garota Infernal', em que contracena com a maravilhosa :9 Megan Fox, essa loirinha ta ganhando muita visibilidade.

    Não ando mais achando nem Homunculus por aqui, sinto falta de ler ):
    Mas Death Note acho em todo lugar, eu to sabendo que é meio antigo, mas como faz muito sucesso, pelo menos por aqui é fácil encontrar.
    Não conhecia esses saraus de anime, é uma iniciativa interessante, aqui no Rio de vez enquando tem eventos cosplay que são mto divertidos, e tem em outros lugares tb...
    conhece?

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  9. Eu vi o informe desse filme lá no Conjunto Nacional e me lembrei de Possessão. Não tem nada a ver as histórias, mas a traição está em evidência, como de costume. Eu não entendo muito esse tema porque pra mim sempre há motivação por trás disso e o pior é aquela pergunta "você perdoaria?". Pra mim é uma pergunta sem lógica já que não há o que perdoar. Muito pelo contrário, há apenas o que salvar disso tudo e jogar fora porque quem faz uma, faz duas e quem perdoa uma faz da própria vida um inferno. Mas esse conceito é meu, claro.
    E quanto ao filme, vou tentar ver, sério porque não ando com disposição para sair de casa. Comprei dúzias de livros no final de semana e estamos organizando leituras aqui em casa. rs
    Bacio carissima

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