07 dezembro 2009

Trocar ou não de escola? Dê a sua opinião.

Eu já não sou muito fã da escola da minha filha. É uma escola elitista, sem muita criatividade, pouco jogo de cintura, e com valores meio me inclua fora dessa.
Minha idéia: tirar logo, antes que o estrago aconteça. Deixar minha filha contaminada por crianças que se gabam das 50 vezes que foram a Disney, por que o pai tem o carro tal, elas tem jogo eletronico tal e tal. Quando eu era pequena entrava e saia de escolas desse naipe e sofria muito, mesmo sendo riquinha como as coleguinhas. Eu não tinha aqueles valores -roupa de griffe desde que nasceu- qual é seu sobrenome? Seus pais são famosos na sua profissão? Fala sério, o fim da picada.
Meus pais não entendiam do que eu estava me queixando, para eles estava tudo lindo. Foi bom por que minha primeira sessão de psicanalise se deu aos 12 anos. Não, não fui colega de Woody Allen. Ele é um "pouquinho" mais idoso, já tinha mais horas de estrada que eu. Mas enfim, minha redenção foi quando entrei para um colegio católico no RJ, muito, mas muito especial. Os padres eram maravilhosos. O ensino moderno, arejado, atual. Ali eu aprendi a crescer, a ser gente.
Não encontrei um exemplar semelhante a essa escola do Rio aqui em SP. Aqui as católicas tem ranço de antiguidade, que não gosto.
Aqui até onde eu saiba SP tem muito menos escolha de escolas espetaculares do que no Rio de Janeiro. Mas, depois da festa do pijama, que foi tão legal aqui em casa, comecei ate a elaborar um trabalho comunitario para fazer com as mães, para que pudessemos dar uma evoluida naquele cenário. Uma verdadeira catequese para que pais e filhos abram a cabeça.
Mas heis que hoje tive confirmado o que Anna Luiza ja vinha anunciando: a maioria das coleguinhas vão estudar de manhã. Ela vai ficar com duas a tarde, e vão entrar alguns novos riquinhos ainda desconhecidos. Essas duas,uma é meio paradona, fruto de pais paradões, acomodados num nivel patologico eu diria. A outra prefiro nem comentar, mas não é realmente a melhor das crianças para ser amiga.
A turma da tarde vai ter 7 crianças ao invés de 10. Fala sério. Criança vai a escola também para se sociabilizar. Já eram 10 meninas e eu achava pouco. Agora sao sete, conta de mentiroso. Vai ver, sao seis. Ai a psicologa dela diz- ah ela precisa de estabilidade. Claro, claro, depois desse divórcio estrebuchante, concordo. E vou voando para minha analista que diz: e é essa estabilidade que você quer dar a sua filha? Não,né não.
Faço o que?Mais uma vez me vejo num final de ano com uma noticia surpresa. Dessa vez, da mudança total da classe.
Por isso jogo o tema na roda e peço ajuda de vocês. TIro da escola esse ano, tiro no final do ano que vem, tento suprir deficiencias no curriculo, com aulas fora da escola como o Teatro? Não sei. Por que de novo, estou num final de ano, ondeas vagas ja estao preenchidas e existem listas de espera nas escolas.
Se voce é de SP capital, tem alguma sugestão? E se é de fora, tem alguma opinião a respeito?
Agradeço de coração por esse pequeno debate.
Beijos da Cam

8 comentários:

  1. Acho que td tem seu lugar; realidades diferentes, talvez, excesso de futilidades... Há demanda para cada tipo de escola; há todo o tipo (vazio) de gente!

    Agora, vamos ao que interessa. Passo por igual reflexão: onde matricular os pequenos... Eis a questão!

    Atualmente estou fugindo daqueles ensinos tradicionais e engessados, buscando escolas "construtivistas". Acho que será bom para os meus... Talvez esteja cansado por haver estudado por um bom tempo em colégio de padre!

    Chegando a uma conclusão, conte-nos!

    Boa sorte!

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  2. Cam, consultei uma amiga que mora em SP. Ela recomendou um método que é o mesmo das escolas de minhas netas em Floripa. O Método Waldorf. Te informa.
    te repasso o email dela:
    "Moro em Sao Paulo, para onde mudei em 1973 com meu filho mais velho entao com 11 meses. Passei pelo mesmo dilema e meus filhos estiveram em algumas escolas. Acabei optando pelo Santo Americo, que me pareceu mais "equilibrada", com valores mais parecidos com os meus.Mas quando minha filha mais nova ja estava com 17 anos, descobri a Waldorf. E fiquei encantada e furiosa comigo mesma por nao te-la descoberto quando eles eram pequenos.Se eu tivesse filhos pequenos hoje, seria esta minha escolha, sem nenhum tipo de hesitacao. E uma escola totalmente "naturalista" e que respeita cada crianca do jeito que ela e, sem impor aquilo que ela nao gosta ou nao consegue fazer."

    bjs

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  3. continuação do email de minha amiga sobre Escola Waldorf:
    "Em SAO só tem uma. Fica no Alto da Boa Vista (acho que e este o bairro), uma travessa da Vereador Jose Diniz, continuacao da Av. Ibirapuera. Fica no meio de um terreno imenso, as criancas fazem pao, plantam, a escola pede aos pais para nao permitirem TV em casa. Os filhos do pediatra de meus netos estudam la e ele adora. Alias, toda a orientacao dele como pediatra segue a mesma linha, totalmente natural.
    Criancas com inclinacao para musica, artes, tem este lado mais valorizado, mais estimulado. As que gostam mais de ciencias, sao levadas a desenvolver este lado .
    Quem estuda la nao fica alienado do mundo, como dizem alguns, mas sao pessoas super equilibradas e bem sucedidas. E nada de consumismo, grifes e afins."

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  4. te enviei email.
    abr.

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  5. Então. Proibir televisão? Daqui a pouco é videogame, internet... isto também não é alienação?

    Não sei a idade da sua filha, se a escola que está possui todas as séries até a formatura, etc.. Mas já que não está satisfeita e a maioria das coleguinhas não farão companhia, converse com sua filha. Ela é a pessoa mais indicada em saber se está sendo reprimida ou não. Diga o porque quer tirá-la da escola, para no futuro não haver controversa.

    Se me falar a idade, posso perguntar para as pessoas que conheço, ok?

    *Estou aqui lendo as postagens antigas, como postou esses dias! Está hiperativa? (rs*)

    Boa semana! Beijus,

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  6. Oi Camille.
    É complicado opinar sobre um assunto como este, mas como o convite partiu de você, me atrevo a entrar. Pessoalmente, nunca tive problemas desta natureza, sempre me adaptei ao convívio com as diversas tribos, mas posso relatar, sucintamente, dois episódios protagonizados por minha herdeira. O primeiro ocorreu após a sua transferência de uma escola particular para um estabelecimento público. Tão logo começou o ano escolar, sentiu-se, triste, deslocada não apenas por estar afastada dos amigos de ontem, e muito menos por estar numa escola pública da periferia. O problema era de mentalidade, a visão de mundo dos seus novos colegas nada tinha a ver com o que ela aprendera (e estava aprendendo) a pensar. Eram por demais limitados nas ambições existenciais, simplórios na avaliação das próprias potencialidades, incapazes de querer muita coisa além das exigências dos instintos primários. Quando minha filha comunicou a decisão de deixar a escola, fiquei chocado, mas aceitei. Entendi que era melhor perder 1 ano do que adubar um canteiro de infelicidade capaz de afetar negativamente toda a sua vida. Voltou no ano seguinte para um colégio igualmente estadual, mas mais contemporâneo, digamos assim. Lá foi feliz e concluiu o 2° grau. Na faculdade, depois de 2 semestre abandonou a Unisinos para se encontrar na PUC, onde se formou em jornalismo em agosto último. Nestes dois últimos casos, os estabelecimentos eram particulares.
    Em todas as situações, o fator determinante para o seu bem-estar foi o sentimento de estar entre iguais, seres humanos da mesma geração, com gostos, dúvidas, inquietações, aspirações e sonhos semelhantes. Em termos financeiros havia diferenças sensíveis. Mas, aparentemente, este não era um problema que preocupasse seus colegas de aula. Aliás, quando estudei na PUC a grana também nunca foi fator impeditivo para a formação de amizade e integração (com as exceções de praxe, naturalmente).
    Bom, o que eu quero dizer com tudo isto?
    Não tenho a mínima ideia. Ou melhor, não quero dizer nada. Numa situação assim tão delicada o máximo que a honestidade me deixa fazer é partilhar uma vivência pessoal, sem a mínima pretensão de servir de exemplo. Na vida, por mais que se queira, sabedoria e experiência não se transmitem – são coisas que aprendemos com o nosso próprio andar. Pessoais e intransferíveis.
    Tua preocupação, a coragem em expôr dúvidas publicamente, são indícios da tua dura e sofrida jornada na trilha do discernimento.
    Confio que vais seguir no rumo certo, ouvindo a voz do coração e a opinião de quem mais importa - tua filha.
    (Enquanto isto, me permito cantarolar uma música antiga do Belchior: "nós soms e vivemos como nossos pais").

    Beijo.

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  7. Cam, olha eu nao posso decidir por você. Vc poderá colher as nossas opinioes, mas a decisao partirá de você. É vc a incomodada ou é a sua filha? Se ela nao percebe nada demais na coisa...

    Eu posso te contar minha experiência a que tive no Jardim com a Viviane. Ela nao estava desenvolvendo o que precisava desenvolver na idade dela. Isso é grave. Ela nao estava feliz naquele Jardim, mais um motivo. Esperar um ano? Jamais.

    A troca foi na hora. Corri a visitar outros Jardins. Esse onde ela está nao é nada chique e nem bonito como o outro era, super moderno. Esse é um casarao antigo, rs. Mas olha, ela pinta o 8 por lá. Está viva, vivendo horrores nas peripécias com as criancas mais normais dessa terra. Criancas cheias de vida, levadas da breca, aprontando mil e uma e eu todos os dias tenho fico feliz da vida de ver o quanto ela cresceu, se desenvolveu e está esperta.

    A decisao é sua meu bem. Assim como foi somente m inha trocá-la de jardim.

    Um grande abraco

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  8. Vou responder aqui para a Luma. Não é o caso de proibir... é oferecer outro tipo de material para a criança, para não robotizá-la, para que ela possa desenvolver suas potencialidades. A criança precisa ter acesso a informação e quem a fornece é o adulto... ele deve saber guiá-la nos primeiros passos.
    bjs

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