23 janeiro 2017

Quando a gente quer dizer e não sai: "seu gatinho caiu do meu telhado"...

   Faz pouco tempo, escrevi um post que perguntava quem nunca ficou sem palavras diante de uma situação, de um sentimento , de um não saber se dizer? Hoje lendo o trabalho de uma colega e amiga, sobre quando é preciso se preocupar com a fala ou a  não fala de uma criança, voltei a pensar na fala do adulto.

As vezes esperamos uma palavra que não vem. Não queremos o silêncio que incomoda. E tentamos de alguma forma quebrar esse quebranto que é a vida quando emperra, mesmo querendo dar certo. É estranho. Amor correspondido não existe, Sabe por que? As pessoas são tão diferentes que mesmo com algumas semelhanças a nós, somadas com algumas idealizações que fizemos, jamais corresponderão ao ideal.  Por que essa é mesmo uma ideia, Nunca real,

Quando se trata de gente principalmente. Você pode dizer que esse carro é o "ideal" para uma família X. Mas esse conceito sempre será provisório: a familia ganha um novo membro, apertou um pouquinho. Os filhos crescem e o tal carro perde o sentido.  Ou qualquer outra coisa, vai pelo mesmo caminho.

Nos acostumar com a perenidade de cada coisa já é complicado. Da vida então, é bem difícil. Deveria ser tão natural entender que servimos para um par de sapatos, ou aquele outro fica melhor em nós. Que uns machucam os pés, apesar de lindos. E outros tão confortáveis, são feinhos de doer.Mas quem se importa quando está exausta?  Outros ainda, nem bonitos nem confortáveis, apenas baratos. Essa realmente não deveria ser uma qualidade.

E repetindo, quando se trata de gente, principalmnete.  Tem gente tão fácil de lidar, de comunicar, de ser alegre e gostar de tudo. Já outras são baratas por que tem cara de que vão durar pouco na vida da gente. Ai que horror dizer isso. Outras, por que de tão oferecidas parecem baratas.  Vê, comparar gente a objetos,  a mercadoria, cara ou barata, não dá certo.

Gente é o bem mais precioso do mundo, Nossos filhos, nossos amigos, nossas familias , disfuncionais ou não. Nossos amores, nossos colegas de trabalho. As populações do mundo. São todos companheiros dessa viagem. Que tanta gente já comparou brilhantemente, com a vida.

Como lidar então? Com esse serzinho tantas vezes impertinente que habita em nós?  Com aquelas feras que precisam de uma mansidão e não sabemos o que fazer para que isso aconteça? Qual o melhor jeito de educar nossos filhos? Ou ainda a pergunta que origina esse texto: como dizer aquilo que nos incomoda sem ferir. Sem criar um caso, sem fechar uma porta. Sem destruir uma pequena ou grande construção?

Descobri que o melhor jeito é a palavra justa: dizer assim, como a gente sente. De forma serena. Sem criar muita figura de linguagem, para não dar margem a múltiplos sentidos. Está certo que tem gente que não gosta de ouvir tin tin por tin tin que seu jeito de sentir as coisas, ver e viver é diferente do dela. Nem gosta de ouvir também que a própria se julga mais sensível que o restante da humanidade e portanto pode ferir, por que os que estão em volta são meio anestesiados, mas se sente suceptivel a qualquer palavrinha...

E vamos aprendendo a nos comunicar. Com as crianças , com os que precisam de uma comunicação clara. Seguindo em frente. Observando mais nossos sentimentos e nossa forma de expressa-los.

Sorte para você na próxima vez que tiver que dizer algo dificil de expressar.. Fale com calma, claramente, o mais simples possível. Não precisa dizer que o gatinho caiu seja la de que telhado for. Deixemos o gato no seu cantinho. Miau.


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