28 outubro 2011

Já pensou se por um dia eu vivesse a sua vida e você a minha?

(postagem de 22 de outubro- rascunho)
Acordei as 3 da manhã. E eu sem vontade de ler um dos pelo menos 10 livros que estão espalhados sobre a minha cama. Estou estudando. Feliz com isso. E de ontem para hoje- talvez por ter me dado esse espaço de estudo- comecei a me olhar e ver. Novamente, com meus bons olhos de sempre, mas que estavam míopes para minha própria realidade. Sou ótima, cheia de defeitos, mas ótima. Preciso arrumar umas coisas por aqui.
Bom, vou fazer uma lista kaisens para ser feliz. Sabe o que é kaisen? São aquelas pequenas vitórias, superações que os orientais (será que são os japoneses?) comemoram em seu dia-a -dia. Nós ocidentais, pensamos "grande", só comemoramos coisas apoteóticas. O quem em geral resulta em frustração por nao termos chegado la, no topo do mundo, com uma tocha olímpica acesa nas mãos. Precisa tudo isso? Somos severos, exigentes, ao invés de nos agradar um pouco. Mas com algum condicionamento- ufa- faltei o pilates na quinta por preguiça- mas já faço há um ano e meu corpitcho responde muito bem. Como eu dizia, com algum condicionamento mental e emocional, conseguiremos fazer nossos kaisens. Nossas pequenas grandes vitórias do dia- a- dia.
Acabei de assistir o tal filme. Uma comédia bem bobinha. Não ia ver filme de terror essa hora. Nem nunca, raros os bons, uns 3 ou 4? Por aí.
A comédia propunha o que já assisti em umas 10, estilo "se eu fosse você". O tema é recorrente. Trocar de vida com alguém por algum tempo e sob o ponto de vista do outro, conseguir fazer as proprias coisas muito melhor. Por que é alguém de fora, nada envolvido na situação que pode ver os buraquinhos mesmo que mínimos que deixamos nas paredes. A gaveta bagunçada que já nem reparamos que precisa arrumar. E todo o resto de confusões que fazemos: comer demais, exercicios de menos, olhar demais para o próprio umbigo, mentir desavergonhadamente, não criar laços por medo, ter medo do chefe, não ter chefe por não lidar bem com autoridades, se achar horrível só por que não é a/o modelo da capa de revista. Sim, podemos ser nós mesmos, o melhor possível. E quando isso acontece ou vier a acontecer, é felicidade garantida.
Proponho um jogo: MODELAGEM. ( coisas de programação neuroliguistica)
É assim: você escolhe uma pessoa que admira, para modelar. Fazer as suas próprias coisas do jeito que supõe que ela faria. Ou por exemplo, se é uma pessoa alegre, o que ela faz para ser assim? Observe-a. Se não for um idolo, artista de cinema, se for uma pessoa próxima, peça ajuda . Faça perguntas sobre o método "dela". Proponha até uma troca por um dia, no sentido do olhar, do perceber você e o seu modelo.
Você vai descobrir que pelo ponto de vista do outro, fica mais fácil. Tudo é mais simples, por que ele não é você e o seu calcanhar de Aquiles provavelmente não é problema para essa outra pessoa. Que pode tirar de letra a sua inibição, seu medo de amar e se aproximar da pessoa X por panico de rejeiçao. Pode redecorar seu apartamento de forma mais arrojada, se vestir diferente, olhar e ver o mundo com novos olhos de fato. E perceber o quanto você é genial, como sua vida é facil e prazerosa, quantas oportunidades de ser feliz tem pela frente. E que disposição extraordinária por tomar novos caminhos, itinerários para fazer as velhas coisas se tornarem mais vivas.
É isso. Vamos experimentar? Com quem você gostaria de trocar? Ou quem você quer modelar? ( foto de busca no Google)

25 outubro 2011

Melancholia de Lars von Trier é um planeta ou um meteoro. Mas com certeza é uma metáfora interessante.


Melancolia está muito perto e parece que tudo vai destruir. É surrealista demais, mas o que você faria se soubesse que o mundo está para acabar e tudo, absolutamente tudo que você sonhou, pensou, sentiu, almejou, desprezou, idealizou, quis, não fará mais o menor sentido? Nem seus medos, seus pavores, suas vergonhas, seus vexames, suas mesquinharias, suas vaidades, suas covardias, sua popularidade, seu conhecimento, suas canalhices, seus talentos, seus estudos, seus méritos, suas humanidades em todos os sentidos para o "bem" ou para o "mal" não terão mais a menor relevância diante do fato de que nada sobrará como testemunha ou para contar história?
Esse é o drama de Melancholia de Lars von Trier, linda fotografia, bons atores. Dificil ver um filme assim. Com a coragem de propor um surrealismo tão real. Uma hipótese tão plausível quanto o fim, que todos sabemos que existe, mas não sabemos como é e nem se há um lado de lá para onde correr.
O filme mostra duas maneiras de lidar: fingindo que não vê, como a irmã mais velha, ou tentando cair de boca como a irmã noiva que casa e descasa. Existe ainda uma outra que o filme não mostra: fazer psicanálise e se acostumar com a idéia. A melancolia vai acontecer, mas pelo menos vai poder revirar em outra coisa, ainda em tempo de dar umas boas risadas com o que o mundo tem a oferecer.
Por que entre o haver e o não haver existe a nossa vida para viver. Vai deixar melancolia colidir com a sua? (foto de divulgaçao encontrada no Google)

20 outubro 2011

D. Pedro II e seus Amigos Judeus. Dia 31 de Outubro em São Paulo.


Queridos Amigos,
A pedido da escritora, aí está o convite para a comunidade blogueira.
O livro foi lançado no Rio de Janeiro com enorme sucesso de público e vendas. O que significa que o brasileiro anda lendo e querendo conhecer sua História.
Isso é maravilhoso.
Eu vou a esse lançamento com muita honra. Sei que o livro é bom, por que li o de Joaquim Nabuco, da mesma autora.
Agora já imaginou? Como viviam os Judeus, esse povo de cultura fantástica, no tempo da Corte? Tema muito interessante.
Os livros de Sonia Sales são como uma conversa com os leitores. Sem aquele ranço e aquele monte de notas de "pé de página" tão comum em livros de História.
Esse jeito de escrever e se comunicar, dá mais vontade de ler. Recomendo mesmo.
E espero encontrar vocês por lá.
Beijos da Cam

17 outubro 2011

Tem horas que a gente olha assim e fica zen, fazer o que?


Perder aquela matrícula foi importante para mim. Mas na hora doeu tanto que eu entrei naquele "pensamento mágico" da criança: ah, sou tão sortuda e poderosa, que algo de muito especial vai acontecer no lugar disso. Ou, vou me livrar de um grande perigo.... Hehehehe, da única coisa que me livrei foi de fazer uma belíssima viagem, esperada com alguma antecedência. Perdi? Ganhei em tempo para ficar com a minha filha, ganhei a possbilidade de encontrar um excelente orientador, com mais calma, de refazer meu projeto e aprender muito. De ficar zen. E não ser acometida por uma crise de qualquer coisa que seja, por frustração. Nada é tão importante. A saúde é fundamental. E que todos nós tenhamos muita para desfrutar das perdas e ganhos que a vida proporciona, por que assim é pra cada um, na sua proporção, de acordo com diversas circunstâncias.
No mais é amar o próximo ( ou seja lá o verbo que você quiser utilizar) como a ti mesmo, porque de outro jeito não dá. Isso como eu falo sempre, não é bem um mandamento, é uma constatação. Beijinhos e ÔMMMMMMM!!!! hehehehehhe. (foto encontrada em banco de imagens- busca google)

16 outubro 2011

Aonde eu também colho margaridas: nos textos da Anna Sharp.


Medo é Desejo

A única coisa que queremos é amar e sermos amados. É o desejo por... trás de todas as nossas ações e também das reações. Queremos o amor, mas atacamos(nos defendemos) por medo. "O medo é sempre um sinal de tensão, surgindo todas as vezes em que o que queres conflita com o que fazes."(Curso em milagres) Creio que os medos fazem parte dos grandes obstáculos a uma vida plena ou à realização de nossos sonhos; são os grandes responsáveis por nossa infelicidade, pois estimulam reações extremamente negativas de pseudodefesa. É uma barreira que construímos para antecipar o que não queremos que nos aconteça, sem perceber que buscamos inconscientemente a confirmação de nosso julgamento; é o "vence perdendo". Em verdade, o medo é o oposto do amor. Em estado de amor existe a entrega, a união, a confiança, a liberdade e a alegria. No medo, a posse, a separação, a solidão, a prisão e a tristeza. No medo estamos fora da vida e da realidade, ou no passado, baseados em experiências nas quais foram cometidos erros, interpretados como pecado ou culpa, ou no futuro, em antecipações ou expectativas de punição. A emoção do medo libera vários tipos de reações físicas e químicas extremamente danosas: jatos de adrenalina percorrem o organismo, causando mal estar, o plexo solar se contrai , produzindo angústia, tremor e suores, taquicardia e aumento da pressão arterial; além de um obscurecimento da razão, o que conduz a reações emocionais indesejadas de agressão ou paralisia. Tudo vibra e está em constante movimento, e o mesmo se dá com o pensamento. Ao darmos vida ao pensamento e ao medo desejo, criamos a matéria; se a mente aceita uma situação como presente, ela começa a tomar forma no mundo tridimensional, já que a nossa mente se estende e influencia todo o ambiente: aí está o perigo dos medos-desejos. Medos recorrentes tornam-se realidade sem que percebamos que fomos nós os criadores. Observe quantos dos seus medos j´s se realizaram. Em uma conferencia em São Francisco, em Junho de 1995, o dr. Deepak Chopra disse: " Os pesquisadores de DNA descobriram em estudos realizados há quinze anos que, aonde vai um pensamento, uma molécula vai junto. Os pensamentos são pulsos de energia transformando-se a si mesmo em moléculas; essas moléculas chamadas de "mensageiras do espaço"(neuropeptídeos)mostram que a verdadeira comunicação não é verbal, mas hormonal ou energética." ANNA SHARP ( amanhã, 17 de outubro é aniversário dela. Parabéns querida Anna, por seu aniversário e por toda a sua obra maravilhosa.)


Queridos, minha família dorme enquanto eu tenho que estudar. Não resisti a deixar esse texto para vocês. Muiiiiiiiiito bom. Não é Psicanálise nem Psicologia. É sabedoria de vida, antes de tudo. Leia também o texto da semana do psicanalista Rubens Molina: http://rubensmolina.blog.uol.com.br/ O desse domingo mata a cobra e mostra o pau.
Beijos e boa semana. ( foto encontrada em busca no Google)

11 outubro 2011

Meus armários novos trouxeram antigas e lindas recordações.

Ao Jorge Luiz do São Vicente.


Outro dia minha prima Marcella postou uma foto de nossa avó, a irmã dela e mais uma velhinha "agregada", a Gelice, que morava em outro andar, mas fazia todas as refeições na casa da vovó. Emocionda a prima dizia: nossa, em mudança a gente acha tudo!!!! E escreveu na foto: familia.
Hoje finalmente os armários do meu quarto ficaram prontos. Ia dizer, meu quarto de solteira. Mas não é bem essa a minha condição. Até hoje eu durmo em um lado da cama, não ocupei a cama inteira não. Mas hei de ocupar. É só uma questão de tempo, para me espalhar. Além do mais, ser solteira é bem diferente de ser divorciada, ou viúva, com filhos para criar e dar conta. Enfim é outra situação, ainda bem. Gosto da minha, e me sentiria um tanto vazia sem ela. Estou numa idade boa para ter uma família muito especial, como eu tenho.

O que eu ia contar aqui de mais interessante é que para trocar os armários, a gente tem que tirar umas quinquilharias do baú mesmo. E eu tinha caixas aqui em casa, que não eram abertas desde a minha mudança, por que não havia lugar para guardar. Agora abrimos e achamos coisas que tinhamos dado como perdidas, nós as duas peregrinas, eu e Anna.

E nisso também achei uma foto muito emocionante, do Jorge Luiz, coordenador do colégio em que eu estudei, o São Vicente de Paula. Ele era tão especial que me falta inspiração hoje para falar dessa pessoa. Mas é uma foto que eu olho e penso como minha prima- familia, é da família. Ele além de ser o coordenador do 2 grau, era vizinho do meu padrasto numa ruinha linda no Jardim Botânico. A casa do meu padrasto inclusive, tinha pertencido ao Manoel Bandeira. Não é gente bacana demais? Eta vizinhança bonita. E que escola linda que eu estudei. Linda por dentro, linda de caráter, linda em Educação. Em Ensino com letra maiúscula.

Mas não coloquei meu filho mais velho para estudar lá. O Jorge Luiz, aquela grande alma da escola, ja tinha morrido e tudo já não era mais a mesma coisa. Será que se tudo não era mais a mesma coisa, nós também não somos mais os mesmos? Não posso acreditar. Alguma semente ficou. E quando eu olho um simples e-mail que tem o nome dos meus colegas, me emociono. Somos nós, aquela fraternidade do Jorge Luiz, o melhor educador de quem eu já ouvi falar. O melhor educador que eu pude conviver. Conheci Paulo Freire. Ouvir suas histórias em Genebra, sobre seu trabalho na África e suas saudades de Recife, foram momentos bem emocionantes de uma tenra idade e já engajada. Mas não convivi com ele.

O Jorge Luiz foi diferente. Foi ele quem me mostrou que eu tirava zero em Física por que ficava nervosa. Fiz uma prova na sala dos professores e tirei 8,5, numa coisa que eu dizia que "jamais" conseguiria aprender. Não precisava. Já sabia, só precisava de ajuda para colocar para fora. Foi ele também quem nos ensinou "Viola Enluarada", sua música preferida e "hino" da "nossa" escola.

E é assim que eu quero que continuem sendo essas lembranças: a escola melhor do mundo, com os colegas-irmãos, os melhores do mundo. Meus queridos, meus amigos, as pessoas mais confiáveis que se pode pensar em estar perto. A quem eu só quero bem.

Foi com o Jorge Luiz que nós aprendemos que não há diferenças, somos todos humanos. Podemos olhar a realidade e simplesmente ver. O mundo é isso, a política, a ciência, o idioma. Olhar e ver. Sem imaginário doido. Olhar e ver. É isso. Obrigada Jorge Luis, por me abrir o caminho de olhar e ver. Que todos nós possamos mesmo olhar e ver, quem somos, no que nos tornamos, e no que ainda temos de nossa essencia primordial. Cheia de amor, de idealismo, de correção, de ética, de respeito. Olhar e ver . Essa é a sua imagem. Bonita. É olhar e ver.

09 outubro 2011

"Somos todos cúmplices" diz Suketu Mehta e eu concordo.


" ...somos todos cúmplices. Um homem que ganhou dinheiro de modo desonesto é mais respeitado do que um que ganhou dinheiro trabalhando, por que a ética é a da ascenção rápida e a fraude é um atalho".
Lembra algum lugar? Estou lendo "Bombaim Cidade Máxima". O escritor/jornalista mostra desde o início que tem uma pegada ágil. E é uma pessoa reflexiva. Assim, o livro já começa com algumas frases lapidares( não a de cima) o que demonstra humor e inteligencia. E lamentavelmente a descrição da atual Mumbai, a São Paulo de um país chamado India, bate com um tal de Brasil, conhecem? Muito contraste socio-economico, miséria braba em alguns lugares, desenvolvimento confuso em outros e claro, muita corrupção.
Suketu Mehta narra seu retorno a Bombaim, já a grande Mumbai, e sua dificuldade de se instalar na cidade do "país do não" por meios lícitos. E assim logo de cara chega a essa conclusão: "somos todos cúmplices". Como nós aqui diante do que vivemos. O livro interessa a quem gosta de conhecer um pouco mais sobre desenvolvimento capenga e sem planejamento. Uma India bem mais caótica do que uma porção de asrams e meditantes. É isso aí. Ácido.
Puro fel também é o livro que acabei de ler: "Axilas e Outras Histórias Indecorosas" de Rubem Fonseca, não deixaria de comprar um livro dele. Mas esse me fez por o pé no freio a principio, quando eu estava um pouco mais zen. Rubem está com 86 anos e parece mais amargo com a vida. Ao invés de entrar naquela fase Jorge Luis Borges na poesia "Instantes", "se eu pudesse viver novamente a minha vida cometeria mais erros", no sentido de mais sorvetes e menos lentilhas, Rubem sái matando. Literalmente. São diversos contos bem perversos, no sentido psi do termo. Muito assassinato e uso do próximo como objeto e descartável. Mas como todos nós temos um pouco mais , um pouco menos ou muito mais de um certa perversão, é um livro recomendável para momentos em que o leitor esteja furioso da vida. Aí combina bem. Faz aquela cartarse básica lendo as fabulas de Rubem Fonseca, léguas de distancia de um conto da carochinha.
Outro que passei os olhos em alguns textos mas deixei de lado por enquanto é "A Via Crucis do Corpo". Alguma coisa ali não me bateu bem. Clarice Lispector é tudo de bom. Tem uma capacidade indiscútivel de colocar as nossas humanidades expostas sem pudor desde sua estréia " Em Perto de um Coração Selvagem". Esse "Via Crucis" ela mesma qualificou de "indecente". Nada em termos de fatos que não se veja com mais baixaria em uma novela das oito. Mesmo assim, não consegui completar a leitura no momento. Achei que não era "Clarice". Mas é claro que é. Já já vou gostar desse também.
Estou em um momento decisivo. Tenho uma viagem maravilhosa e cheia de conquistas para realizar daqui a dois dias. E um fato estilo "país do não" de abuso do "pequeno poder", desses que deixam a gente mais para Rubem do que para Borges, está me impedindo de ir. Assim preciso escolher entre jogar a toalha e sair por ai. E ainda me divertir. Ou ficar e arrumar um outro jeito de tocar para frente um projeto tão importante. Provavelmente vou ficar. Mas até o ultimo minutinho de cancelar tudo, ainda estou aqui "assobiando" e fingindo que o assunto é com o vizinho.
Nesse momento minha querida irmã que mora fora está numa exposição de fotografias com a minha filha. E eu estou aqui, destilando os minutos para ir até a loja da TAM...
Dias melhores virão. Com certeza. Ainda bem que tenho sempre a maior fé nas possibilidades. E espero, poder fazer como Clarice seja qual for a decisão. Escrever da vida um belo texto.

08 outubro 2011

Yom Kipur. Dia do perdão.

Bom se pudermos aproveitar uma data assim, para pensarmos em nos perdoar. Tantas vezes nos culpamos por besteirinhas de nada. Vamos pegar carona nessa data tão bonita? Mas condecendencia, vai. Menos tensão e mais proximidade com as pessoas que gostamos. Afrouxemos as amarras e nos deixemos amar por nós mesmos. Olha só! Que pessoa tão legal que você é! Beijos para todos,
Cam

03 outubro 2011

Projetos e mais projetos.


Queridos Amigos de blog,
Agradeço a todos que tem vindo sempre aqui. E olha que venho escrevendo bastante. Essa semana tenho um projeto importante para entregar que deveria já estar pronto hoje, mas o prazo vai até quarta-feira. Depois disso estou na maior dúvida se viajo ou não, mas provavelmente sim, está tudo organizado para isso. Então não sei quando volto a escrever aqui. Um super beijo para vocês e muito obrigada pelo companheirismo "virtual", pela amizade de tantos anos. E torçam por mim.
( vou retirar o post abaixo. Beijos para Tina do Blue Moon, muita folga minha não é? Por mais que a poesia seja bonita, como so a Tina saberia escolher, fui "leitora entusiasmada, mas preguiçosa", no caso)
Um beijo,
Camille
ps: descobri que os endereços de vocês estão todos guardados dentro do blog. E as pessoas escolhem expor ou não. Ah, mais uma que aprendi. Então alguns vão ficar ali, como guardados no meu "coração", e vou poder acompanhá-los. Agora não da tempo de mudá-los de lugar. (foto de stock image encontrada no Google)

01 outubro 2011

Como deixar de ser um equilibrista de pratos , quando se aprendeu a fazer isso tão bem?



Quando alguém me surge com um problema, procuro encontrar uma solução. Sempre fui assim. Na publicidade: como vender mais, fazer mais sucesso, expor mais um produto, um serviço. Era pensar e encontrar uma resposta.
Hoje as pessoas me procuram por que tem um sofrimento e buscam em mim, talvez em alguma coisa a mais do que eu mesma, como um saber que querem ter e que imaginam que eu domine: "você sabe de mim mais do que eu mesmo".
Essa suposição não é verdadeira, a princípio e por princípio, cada um sabe de si, por mais capenga que seja esse saber. Como deixar de equilibrar pratos, parece simples. Pensem bem. Muito simples. Nem que seja deixar todos cairem no chão e virarem caquinhos. Os pratos sim, o equilibrista não. Identificar-se com os pratos é o problema. Ter equilíbrio é a solução. Conhecer a si é a única saída. Aprender a se escutar (e esse aprender muitas vezes requer a busca de ajuda). Não "vozes", mas a si genuinamente. Por um bom motivo: deixar de ser dominado pelo inconsciente. Uma pessoa sem consciencia de si, é sim dominada por seu inconsciente. E na hora do vamos ver o comando pode ser ruim, incompetente, sabotador.
Assim descobrir como deixar de equilibrar pratos é simples e tem mais de uma solução. Desapegar dessa "expertise" tão arduamente aprendida perguntando-se: para que mesmo ela é necessária?
Conhece- te a ti mesmo, para não ser devorado por aquilo que poderia ser teu grande aliado.
Always it is up to you, caro leitor. Bons dias.

A eutanásia da cachorra. O quarto ao lado. A morte nas cores de Almodóvar.

          Se teve uma situação que me comoveu muitíssimo, me entristeceu e também me tranquilizou, foi quando durante a pandemia, minha fil...