30 agosto 2011

Tédio já? Ou será cansaço genuino?


Estou cansada dessas pessoas que confundem um estilo totalmente low-profile com falta de valor ou excesso de modéstia. Também estou cansada das pessoas que acreditam naquilo que veem rodar na culturinha do mundinho e pensam que isso é A verdade. Estou cansada demais. Exausta. Fiz tantas coisas hoje e ontem que parece que a semana já acabou. Pois devia, de certa forma.
E realmente tem alguma coisa no ar, não sei se densidade ou o que , que de fato, está me deixando mais fisicamente cansada do que eu deveria ficar, mesmo das pessoas cansativas que acabo por lidar. Você sabe o que é?

23 agosto 2011

E nas batidas do meu coração...


Por mais que o mundo muitas vezes pareça um bolo solado, de uma receita que foi copiada errado, é delicioso quando por algum bom motivo temos a sensação de que o melhor da festa ainda está por vir. Para nós, nada menos do que sempre o melhor.
(imagem do blog claudiaroma.blogspot.com)

21 agosto 2011

Cartão fidelidade é para a vida toda?


Sexta-feira recebi uma mensagem do meu cartão de crédito. Uau! Uma dobra, 4 cores frente e verso. Papel couché de gramatura alta. Verniz. Tudo chiquérrimo, caríssimo. Como sou "exclusiva" não é? Não precisava de ter nada escrito. Mas tinha uma daquelas frases manjadérrimas para dizer que vão me dar um presentinho.
Hoje é domingo e chegaram as amigas da minha filha para brincar. Assim eu tenho o privilégio de ficar com ela entretida e feliz e ao mesmo tempo, desfruto de um momento só para mim. Até o ano passado, as coisas não funcionavam desse jeito. Eu trabalhava sábados e domingos impreterivelmente, estressada, sem nenhum outro descanço na semana, para substituir. E assim desde sempre. Teve época em que eu achava isso o máximo. Me considerava muito importante por ter tanta importancia dentro das empresas, que me tornava insubstituível. Com meus altos salários, comissões por produtividade. E nenhum tempo para me olhar e ver. Pouco percebia que escolha mais estranha eu estava fazendo. Nem onde isso podia dar.
Volto ao cartão de crédito. Há uns 10 anos atrás peguei "carona" na Universidade de Harvard, em umas palestras sobre marketing, marketing direto/ de relacionamento, com um dos mega-papas no assunto. Sem citar nenhum nome de nada, vou contar uma historinha: o Sr Marketeiro que era consultor de uma grande cadeia de hotéis, explicava que, apenas 2% dos clientes se atém a brindes e faz qualquer esforço para buscá-los. Por essa descoberta, começaram a implantar anos antes, o sistema de pontuação, como milhagens das CIAs aéreas. Mas que não havia dúvidas, a coisa que fidelizava mesmo, era... o atendimento. Ou seja, nem adiantaria o marketing direto se esfolar de ser bom em relacionamento, o marketing dar prêmio e até pontuação, se os tais hotéis não pensassem minuciosamente em como acolher o hóspede, para deixar boas lembranças.
Se transpusermos o que deveria ser básico no marketing, para a vida: você gostaria de passar a sua existência com um parceiro que maltratasse você, mas desse belos presentes? Dar e ganhar presentes pode ser bom. Mas jamais, para substituir a atenção, o carinho, o companheirismo. E tudo o mais que se espera de um relacionamento. O bom marketing também tem que saber se renovar, oferecer novos serviços e mostrar que você de fato é um cliente exclusivo sem precisar dizer nada. Como diria Vinicios, nosso poeta diplomata: "saber ser cortês sem cortesia" em "Para Viver um Grande Amor".
Recentemente estive numa clínica. E ali, além de pacientes, somos clientes. Consumidores. Soube que lá, há dois funcionários muito bem treinados e atenciosos, para cada paciente/cliente. Mais do que o padrão em um hotel 5 estrelas. Então você se sente confiante, feliz, revigorada, especial.
Na saída, ganhei simplesmente uma maçã. E achei o gesto lindo. Uma super lembrança bacana, para quem ficou 5 dias comendo com horário rigidamente marcado.
Como diria meu avô sobre sua profissão: "o Direito é bom senso". O verdadeiro marketing também. E nossos relacionamentos? Como precisam desse ingrediente.
Vou deixar que meu brinde do cartão de crédito se transforme em doação para instituições carentes, como eles também sugerem nesse faz de conta que somos amigos.
E desejar que tenhamos uma semana 5 estrelas. No melhor sentido. ( foto de banco de imagem gratuito encontrado em busca no Google)

19 agosto 2011

O que pode ser mais perigoso: o sujeito ou os instrumentos que utiliza?


Ontem li um comentário interessante sobre facebook: uma pessoa reclamando que ali se deletam pessoas, excluem, bloqueiam, etc. Como se a "erva daninha" da vida fosse esse instrumento de comunicação. E pensei: o facebook, como diria Nelson Rodrigues, é a vida como ela é. Em se tratando do mundo adulto. Para crianças, sem a moderação dos pais, considero mesmo uma erva daninha.
Todo instrumento depende do usuário, isso já é lugar comum. A mesma faca que serve para operar e salvar uma vida, também serve para ferir e matar. E tudo o mais. Se o sujeito é compulsivo, vai ser no facebook e onde mais enfie o nariz. Se é sociopata, vai se esconder bem por um tempo, talvez por muito tempo até, num meio desses. E um belo dia mostrará o que de fato é ou não é. Até la pode ter feito vítimas? Sim, a vida como ela é...
De toda forma me parece que qualquer instrumento de comunicação e "relacionamentos" só é interessante se servir para ampliar o leque de relações, contatos profissionais e pessoais, etc. E não para substituir contatos presenciais, carne e osso. Claro que algumas coisas podem ser muito práticas: minha irmã por exemplo. Mora na França e faz análise com uma Psicanalista brasileira via internet. Nada melhor do que poder falar na lingua-pátria para exprimir o que se sente mais profundamente. Aí sim é motivo de substituição, de utilização exclusiva do meio de comunicação.
Agora, esperar que seu amiguinho virtual se torne seu melhor amigo, é complicado. Dificil. Até por que como já falei antes, relacionamentos se fazem... se relacionando. É o tempo, a troca de informação, a gentileza, a transparência e o respeito de todas as partes, que vão construindo uma relação, seja de que nível for. Temos amigos aqui? Sim, de muitos anos. Somos blogueiros ha quanto tempo? Muito, muito tempo. Então ja podemos ter um mínimo de confiança e carinho por algumas pessoas que muitas vezes acabamos conhecendo pessoalmente, outras vezes não. Já crianças e adolescentes, tem outro dicernimento. Caem no conto do mentiroso, do ardiloso, da canalhice, com muita facilidade. Por isso, todo cuidado com nossos filhotes, para que não fiquem presos na rede, como armadilha.
Mesmo com essa advertencia já tão batida, mas no fundo pouco refletida: vamos vivendo a pressão social e não dá para controlar tudo que a criançada faz. Fica ainda mais uma preocupação: a internet realmente não é a unica vilã para nossos futuros adolescentes. Há anos atrás, fazia eu um trabalho de faculdade sobre adolescencia e entrevistei uma moçadinha de 13 anos. Já havia: competição para quem beijava mais bocas na "balada", de com quantos "caras" se ficava numa noite. Uma divisão de tribos- as patricias, os emos, os darks(era outro o nome), em uma idade em que é importante se individualizar e aprender a respeitar as diferenças e não segregar ou se distanciar daquilo que "não é espelho". Mas teve mais conteúdo a entrevista: uma das amigas- que não estava presente- tinha ficado grávida, numa transa dentro de um banheiro de shopping. Quer dizer, barra pesada para a menina e para a toda a família numa situação dessas. Não sei qual foi o desfecho, mas deve ter sido doloroso e cheio de consequencias para arcar numa idade em que se está começandinho a viver.
E naquela tchurma de entrevistados, o velho e fantasioso romantismo de achar um príncipe encantado ainda persistia. A incumbência do menino de "escolher" a quem dar um "anel de compromisso" ( eta coisa mais fora de moda) também persistia e era e -ainda é- almejada por meninas. Então cadê a liberação feminina? É uma beijação de boca e uma espera por um "anel" para criar uma aliança? Enfim, não dá para ser muito conclusivo nesse espacinho de escrita, sem nos tornar longos e chatos. Por isso paro por aqui. E deixo essa repetida vontade de refletir sobre o que fazer para conduzir da melhor maneira a educação de nossos filhos.
Não estou para dar conselhos. Dona Camille, aqui, não tem profissão. É só uma mãe de filha de 10 anos pensando no futuro, no presente e nos caminhos onde as nossas escolhas nos levam e podem levar junto, os nossos filhos. Atenção para todos nós.
(foto de banco de imagens, busca no Google)

15 agosto 2011

Dever ou Lição de Casa?


Tem gente que chama de lição. De fato é o exercício de aprender. Outros de dever, sim é obrigação, o trabalho do estudante. A palavra que menos gosto é "tarefa". Me parece que serve para designar coisas menos específicas. Mas esta é a só a minha opinião.
Hoje o dever de casa de minha filha era de Lingua Portuguesa. E junto com textos sobre deuses da mitologia grega, vinha também e como sempre, gramática. Agora o X é a questão: você sabia que quase todas as palavras que começam com ME, se tiver que escolher entre X e CH, a resposta certa será...X? Menos...MECHA! A única exceção. Por que? Não sei, você sabe? Mesmo sem saber, fica o registro, dessa lingua tão rica e também cheia de exceções e singularidade plural.
Antes do dever, lição, tarefa que seja, vai, contei para a A. sobre as filhas de uma ex-colega de trabalho, que estão morando no mar- eu só soube na semana passada, por que conheci sua mãe, por sinal uma pessoa muito rica em experiências de vida também, muito vivaz. Deve ter sido uma boa influência para essa filha tão curiosa e destemida. Mas então, a familia da amiga: ela, o marido e as filhas, moram num barco e as meninas estudam nessa "escola flutuante", como chamou a moça. Vimos as fotos delas na internet. E entrei em contato com a Sandra, essa pessoa que eu nao via ha tantos anos e nem sabia dela.
Realmente,a vida no mar é uma escola de vida. Onde os deveres de casa, são também os deveres de mar. Uma vida cheia de tarefas, como ficar acordado de noite revesando, pois um barco nunca pode ficar a deriva. São todos igualmente marujos de cada jornada. Bela lição de vida. ( imagem encontrada no site globo.com)

06 agosto 2011

Emma, Nicolelis e Lobão. Quer trilogia mais inusitada?


Estou lendo "Emma", de Jane Austin. Ao ler esse livro penso na minha mãe, na Janine Lamour, em pessoas que gostam de ler boa literatura e ainda por cima conservam um tanto de romantismo. O enredo é sempre meio bobinho, se eu contar para você. Mas é extremamente humano e universal. Dá para tirar o cenário da carruagem e colocar em um cenário atual, que tudo bem. O ser humano mudou bem pouco daquela época para cá. E Jane Austin é uma observadora implacável e uma escritora de muito talento. O que dá um grande prazer de ler, são os diálogos maravilhosos. Perfeitos, dinâmicos e pra lá de bem escritos.
Também comecei a ler o livro do cientista Miguel Nicolelis , "Muito Além do Nosso Eu", influenciada por meu querido mestre Rubens Molina. Eu sempre gostei de ficção científica e agora ela se torna real. Como sempre, aliás. Se a ficção é boa, cabe na realidade. Em alguma época surgirá. Ele fala de suas pesquisas e dos avanços da neurociencia. De um jeito bom de ler. Escreve como fala, como um publicitário é capaz de fazer, o que torna uma leitura que poderia ser pesada e difícil, agradável. Estou no começo. Jane Austen está ganhando disparada na frente. Mas a "introdução" é fofa, ainda mais se tratando de um sujeito que a gente supõe ser 2+2=4. Não é. Se fosse não seria um inventor? Talvez não. Chega na frente quem faz boas perguntas e não quem sempre acerta as respostas...Curiosidade é um grande talento. Enfim, dá para ler, se informar, sem tomar susto.
Comprei a "biografia" do Lobão. Penso que diferente do Justin Bieber, ele já tem idade para ter uma biografia, uma vida para contar. Mesmo assim, começa chaterezímo: a morte de um amigo, ele e o Cazuza cheirando uma carreirinha de cocaína em cima do caixão em homenagem ao morto. Quem poderia gostar de ler isso? Eu não gosto. O que não significa que o livro é de todo mal. Passando esse começo desesperador, suponho que o Lobão que sempre foi uma pessoa sensível e polemica de um jeito engraçado, corajoso e até simpático, tenha boas coisas para contar.
Bom, são algumas dicas. Qualquer hora conto mais um pouco.
Semana que vem é aniversário da minha mãe e desejo a ela muita felicidade, vida longa e a compreensão de que o amor das pessoas é demonstrado de maneiras diferentes. Cada um tem o seu jeito. Enfim, ela é um grande talento em todas as artes. Parabéns para você mãe, por seu aniversário e por tudo.
A partir de segunda-feira estarei em uma clínica por motivos de saúde e bem-estar. Quero ver se meu colesterol baixa de vez e fica baixiniho sem eu precisar continuar tomando remedio cada vez mais forte. Dietá já e continuamente. Vou ficar com saudades da minha filha, não me lembro de já ter passado uma semana inteira longe dela. Mas vou voltar melhorada. Revista e atualizada.
Bom final de semana. E boa semana para todos nós.
Quero agradecer a Georgia que passou quase o dia todo dedicada a fazer um template para uma pessoa muito querida. Logo vocês conhecerão. Beijos Georgia, você realmente foi o máximo e o blog ficou lindo.

A eutanásia da cachorra. O quarto ao lado. A morte nas cores de Almodóvar.

          Se teve uma situação que me comoveu muitíssimo, me entristeceu e também me tranquilizou, foi quando durante a pandemia, minha fil...