29 agosto 2009

Bach + Pixinguinha. Lindo espetáculo do Maestro João Carlos Martins

Foi lindo,

especial,

imperdivel quando estiver na sua cidade.

Aqui em SP foi quinta e sexta.

Vou falar sobre isso daqui a algumas horas.

Agora vou dormir, feliz.

28 agosto 2009

De tudo que um blog tem

De tudo que um blog tem, a coisa que eu mais gosto é ver o que as pessoas escrevem com regularidade. Essa colcha de retalhos de assuntos, que vão surgindo, de um, de outro, e vão compondo a vida dessa comunidade que a gente consegue enxergar pelas coisas que são contadas. Esses quadradinhos que a Luma colocou ali ao lado, com o começo dos textos posts de cada um, para mim são como uma vitrine de doces deliciosos. Estou fazendo regime? Siiiiiiimmmm. Talvez por isso a comparação. Mas não estou de dieta de palavras e nem de idéias. Assim, ao invés de comer um chocolate, dois ou tres, eu leio.

Beijos e bom final de semana.

26 agosto 2009

Menino, de Anita MIlek



Hoje foi a Missa de Sétimo Dia de Ana Gertrudes Prista Milek. Não pude ir ao Rio de Janeiro me reunir com todos. Meu jeito de homenageá-la é mostrando aqui uma de suas telas. A do Menino. Escolhida e enviada por seu filho George.

Anita acompanhou durante um bom tempo, o trabalho social que sua filha Valéria fazia em Petropolis e do qual ela também participava. Talvez esse menino triste fosse uma das crianças do projeto. De toda maneira, ele tem a força viva dos quadros de Anita Milek. É parte de um acervo lindo que a eternizará como pintora e retratista. Além de sua família bem constituida, de suas lembranças bacanas, ela também deixa essa sua marca no nosso mundo. E que esteja em paz, feliz, num outro plano de existencia. Amém.

25 agosto 2009

Vou mudar de canal

Com o final do reality show, suponho que a Record já esteja sem a audiência recem conquistada. Bom, já sentiram o gostinho e terão de caprichar, por que a concorrencia é grande. Haja visto, hare baba, o sucesso da novela das 9.00h da tv Globo, Caminho das Indias, comandada pela genuina sucessora de Janete Clair, a mirabolante autora Gloria Perez.

Me lembro dela há anos atrás, comprando roupas na Company ( loja do Rio que já não existe mais) com sua filha Daniela. Lá pensei: que menina bonita, já a vi em algum lugar. Era o começo da fama da atriz, suponho. A mãe já devia ser famosa, mas eu não sabia ainda quem era, ou não ligava o nome a pessoa. Mas guardei seu rosto, para reconhecê-la depois.

Comecei a ver essa novela hare baba, por causa da minha mãe. Por minha conta, mudava de canal cada vez que via Tony Ramos vestido com uma roupa colorida e comprida, falando com um sotaque estranho. Parecia teatro infantil na televisão. Mas ela, minha mãe, me convenceu que a trama era muito boa e que aquilo era mesmo uma novela para o povão. Por isso era engraçada, sem compromisso com a realidade, cheia de "licenças poéticas", como o idioma Português- Esperanto, a lingua que todos falam na India, no Brasil, na Inglaterra, e todo mundo se entende sem precisar de tradução.

Gloria Perez compõe suas histórias com um estilo próprio e forte, fácil de detectar: um lugar exótico, um tema polêmico e outro científico. Assim temos, para citar uma bem antiga: a dos transplantes de coração- Bruna Lombardi morria e seu coração era doado a Juma Marrua, (Cristiana Oliveira que ao meu ver só fez bem o papel de onça e com ele ficou conhecida) que com isso herdava também a memória afetiva da falecida e se apaixonava por Tarcicio Meira. Hum...O lugar exótico não me lembro qual era, mas tinha. Temos também, a do Marrocos, que o tema cientifico era clonagem humana e o tema polemico, crianças desaparecidas. Assim Gloria Perez chama atenção para questões importantes, talvez sua forma de contribuir para um país mehor. Na época dessa novela todos os dias eram vistos na televisão, em cadeia nacional e em horário nobre, fotografias de rostos de desaparecidos. Era apelação? Sim. claro, como não. Tv Globo,plim,plim. Mas devia ser útil.

Todas as novelas dessa autora, são também recheadas com muita dança, sempre a dança, paixão de sua filha Daniela. E hoje com certeza, homenagem a ela. Assim, já é a segunda de suas histórias, que percebo o foco em uma menininha boa dançarina. Na do Marrocos era uma lourinha e agora é a moreninha, filha de Suria, a "naja" do folhetim.

Por que estou falando nisso? Por que assisti a um capitulo agora a pouco e achei bonito e bem atuado o diálogo entre o já assimilado Tony Ramos com sotaque, seu filho e sua nora brasileira: ele dizia que a moça não devia mais fugir ao menor sinal de problema, por que o casamento na India é sagrado, uma construção feita com cuidado e paciência para ser sólida, e não um nó que se desfaz com qualquer brisa ou coisa assim, por a autora é cheia de metáforas. Nem tão brilhantes, mas capazes de comunicar sentimentos simples, com clareza. Mas por que, de verdade, estou falando na novela das firangues estrangeiras? Acho que é por que a realidade brasileira continua um lixo, e eu me propus a escrever sobre um tema que conheço muito bem, o das famílias que deixam suas crianças em abrigos, por não terem dinheiro para criá-las. E a gente ainda tem coragem de chamar essas instituições de "orfanatos". Vou falar disso outro dia. Vou falar disso sempre. E penso nisso de forma recorrente. Tik.

24 agosto 2009

Dado, a cara do Brasil.

O programa pelo que entendi tinha já as cartas marcadas. Foi puro marketing. Teve gente dizendo que a mãe do agressor de namoradas alugou um call center e uma lan house para colocar gente o dia inteiro para votar no filhinho. Mas não era necessário, ele já estava escolhido pela produçao do programa A Fazenda. Nos proximos, ninguem mais acreditará no resultado. Mas enfim, amanhã escreverei sobre as familias orfãs de governo para criar seus filhos. Assunto muito mais importante do que um dado mutretado, numa casa de jogo qualquer.

21 agosto 2009

O Finalista de A Fazenda bate em mulher

Hoje na Record faz o maior sucesso o reality show - A Fazenda. Eram 14 componentes e hoje sobraram dois: uma moça Dani Carlos, que demosntra ser boa gente, e Dado Dolabela que demonstra ser dissimulado, derruba as pessoas e diz "que não fez por mal" e assim vai se fazendo de vitima, enganando o povo e ficando para a final.

Recentemente saiu na midia que ele agrediu fisicamente a namorada Luana Piovanni e ainda, uma camareira do teatro, por que estava nervosinho. Seja qual foi o motivo, nenhum motivo é motivo. Ele dormiu um dia na Polinter pelo que li e responde a processo pela Lei Maria da Penha. E agora que, essa lei vem salvando a vida e a dignidade de tantas mulheres no Brasil, uma luz no fim do tunel com relação a violência doméstica, não faz sentido que um Dado que por ser bom jogador, engana bem, seja, depois de agredir e se dar bem, seja premiado.

Por isso sugiro a todos, na defesa da LEI MARIA DA PENHA que votem contra ele na Fazenda (entrar no Google e escrever A FAZENDA RECORD) que aparece o endereço do site http://diversao.terra.com.br/afazenda/cod_keyword=11774761&network=Search. Votar contra ele significa votar a favor da sua oponente.

Enfim, é isso. Escrevi este post, abaixo com tanto carinho, mas passei esse agora na frente, por que quero dar força a Lei Maria da Penha, por que é necessario. A evolução desse país depende do esforço de todos nós.


(Li hoje-sabado- que a Lei Maria da Penha completou no dia 6 de agosto de 2009, 3 anos. A comemoração dessa conquista não pode ser a visibilidade de um dado dolabela. Votem contra no programa A Fazenda)

17 agosto 2009

Anita querida Amiga- 16-08-2009

Ana Gertrudes foi uma menina sensível, as vezes assustada, pensativa, introspectiva. Filha de portugueses, numa família numerosa, com tantos irmãos e irmãs que ficava difícil expor suas idéias, impor suas vontades. Ela era uma das mais novinhas da casa. E passava horas sonhando, elocubrando, desvendando seus mistérios.

Jovenzinha ela conheceu em Petrópolis, Jorge, polaco, o amor de sua vida. Órfão de mãe, pai ocupado, menino em colégio interno, ele queria muito construir suas própria família, ter um lar, um ninho de amor. Ela também.

E que moça mais linda Ana Gertrudes tinha se tornado. A Anita. Todo mundo dizia que era o retrato de Ava Gardner. Ela sabia disso, mas não se valia da beleza, era só coração.

Casaram, viveram o “sonho americano”, tiveram a primeira filha, Martha, lá na terra do tio Sam, e mesmo de volta ao Brasil, continuaram falando Inglês entre eles, ele gostando de filmes de guerra e colecionando coisas da primasia americana na segunda grande guerra. Ela menos americana, teve a segunda filha, Valéria, a menina mais linda da cidade, e o caçula, George, um garoto sensível como a mãe e bonito na mistura de polonês louro, com a pele morena da Ava Gardner. E Ana Gertrudes Prista Milek criou a todos com um jeitinho bem brasileiro.

Os filhos cresceram e os pais continuaram com seu ideal de união e a família, sempre a família. Jorge cedo desistiu de ser médico para ter mais tempo para seu ninho. Foi vendedor, e que grande marketeiro ele era. Anita, uma talentosa pintora, retratista das melhores, preferia cuidar das crianças, primeiro os filhos e depois os netos, do que expor ao mercado todo o seu talento.

Logo depois de completar 60, Jorge se foi, com um câncer fulminante que ele procurou esconder da família até quase o ultimo minuto. Me lembro do dia em que ele morreu. Triste no hospital, por estar indo embora. Mas ficando até Anita se convencer que era a hora dele, e fazer uma prece pela boa morte, para que o espírito do marido, finalmente se desprendesse. Assim foi entendido por todos,na época. Jorge esperou a autorização de Anita.

Ela viveu mais 20 anos, viúva. Não que lhe faltassem pretendentes. Um cunhado viúvo há mais tempo, veio de Portugal pedir-lhe a mão. E claro que ela em cogitou. Da mesma forma, um bonitão, amigo da família. Jorge não estava presente, mas ela continuava casada.

Como disse Leonardo Boff, na missa de sétimo dia de Jorge, o casal era de almas gêmeas. Daquelas que passaram muito tempo se procurando. Como numa lenda grega que ele contou, e que ninguém nunca esqueceu.

Fiquei uma longa temporada sem ver Anita, apesar dela ser avó do meu filho mais velho. Nos visitou durante um tempo aqui em São Paulo, eu já no meu segundo casamento. Acolheu minha filhinha como sua neta. E depois adoeceu, e suas viagens ficaram mais esparsas.

Há uns dois anos atrás fomos almoçar juntos no Rio, Anita, meu filho e eu.
Já me surpreendeu ver que Ava Gardner tinha ficado muito velhinha, pelos anos que se passaram, mas também por problemas no coração, e também uma espécie de Parkinson. Fiquei triste de vê-la assim, convidei-a várias vezes para vir a São Paulo, mas ela já tinha medo de viajar.

Há uns três meses ela foi operada, um grande tumor no útero- há sete anos não ia ao ginecologista e ninguém se deu conta disso. Nem ela.
Pela biopsia, deu negativo. Mas a biopsia estava enganada. A metástase já tinha invadido seu corpo.

Ontem fui visitá-la no hospital, e Anita estava absolutamente lúcida. Consciente do que estava lhe acontecendo. A menina assustada deu lugar a uma mulher valente, lutadora, amiga, agregadora. Se despediu de todos, feliz de ter seus filhos , netos e bisnetos por perto. Me disse com um restinho de voz: estou muito cansada. Mas ainda conversou, ouviu interessada o que eu tinha para contar, na minha tentativa de criar um momento alegre e me acostumar com a sua partida.

Hoje as 6h da manhã ela se foi. Quem estava com ela, era seu filho, meu primeiro marido, George. Ele descreveu esse final como muito bonito, sereno. Disse que as quatro da manhã ela o chamou para ficar mais perto. Alguns momentos depois chamou por sua mãe- como todo ser humano, quando vai voltar as origens. Sua respiração foi se espaçando, até parar. Tranquila. Uma alma corajosa, crescida, de alguém que soube ser especial. A-DEUS ANITA. Foi bom ter conhecido e convivido com você. Agradeço a oportunidade de me despedir de você e de compartilhar com sua família, a serenidade de sua partida.

11 agosto 2009

Adivinha quem fez esse blog lindo maravilhoso para mim?!

Acertou, foi a Luuuuummmmaaaa, nossa multimidia, multi-talentosa. Muito sensivel e criativa, capaz de ouvir o que sentimos e interpretar de um jeito, como direi... bingo! Um jeito bingo! Em cima do lance.

Primeiro eu perguntei quem fez o dela, que eu queria fazer o lay-out com a mesma pessoa, por que gosto desse jeito clean, ao mesmo tempo cheio de novidades que é o blog da Luma (não estamos falando de conteúdo, por que aquilo não é só um blog, é uma revista muito bem escrita, de conteúdo sério, vasto e variado) Estou falando da forma.

A Lumitcha me disse que ela fez o dela. Nãooooo?!!!! Além de tudo você SABE fazer lay-outs? Sim, e posso fazer o seu. Fiquei muito animada e comecei a imaginar o que eu queria: um rio passando por várias pedras em Visconde de Mauá, alem do mais um horizonte la na frente... Colorido? Não, pode ser em PB, mas põe cor assim.. A Luma me arrumou uma foto que tinha tudo, precisamente: rio , pedras, horizonte. Ai me dei conta de que não era aquilo que eu queria, que não representava de fato o que eu estava sentindo. Então ela me mostrou uma infinidade de lay-outs e eu dizendo os que eu mais gostava.

De repente ela tirou da cartola, ou melhor de suas lembranças de infancia e de adolescencia: a figura de uma menininha linda, que a pricipio pensei tratar-se de uma foto. Eu disse: é isso, é exatamente isso que eu quero. Essa leveza, essa luz. E era Luz de Luma, por que a "foto" era uma tela que a Luma pintou há anos atrás. E teve a generosidade de me ceder a imagem para colocar no meu blog, para representar meus sentimentos. De liberdade, de recomeço, de consciencia de felicidade, de um tempo bom, ensolarado. Sim, para mim, tudo está resumido ali.

Mas tinha um problema: a menina era loura e minha filha, grande passeadora por esse blog é morena, e se queixa de que todo mundo prefere as louras, as bonecas são louras, os anuncios preferem crianças louras. Ah! A Luma ficou meio assim, mexer na pintura. Mas topou, mudou a cor do cabelo da menina e agradou muito a Anna Luiza, a princesa-fada que habita o meu coração e a minha vida. Assim temos ai, um blog querido. Sem o peso da pedra cinza do Camelia anterior, que tambem me representava bem. Cada coisa em seu momento. Espero que vocês gostem e agradeço cada visita, cada carinho, cada amigo que tenho feito nesse espaço transitório e em movimento. Um beijo para vocês. Um beijo especial para Luma e o meu muito obrigada sincero e entusiasmado. Cam

A eutanásia da cachorra. O quarto ao lado. A morte nas cores de Almodóvar.

          Se teve uma situação que me comoveu muitíssimo, me entristeceu e também me tranquilizou, foi quando durante a pandemia, minha fil...