27 setembro 2008

Paul Newman, o mais bonito do cinema

Blog é um memorial que a gente tem. Guarda e expõe aqui os nossos sentidos, sentimentos, como se fosse um diário, um livrinho de confidências. Bom, para mim é. Assim deixo registrado que fiquei triste com a morte de Paul Newman. Ele era o homem mais bonito do cinema, jovem ou idoso, um tipo de beleza que ia além da propria beleza. Acho que era o talento, que falta a muitos bonitos e ai fica aquela coisa vazia. Paul Newman preenchia a tela. E a vida dele de cidadão era também exposta ao público de um jeito muito bacana. Sofrimentos a parte, que todo mundo tem, era bonito ver, num mundo tão efemero e cheio de vaidades, o casamento duradouro dele e da esposa também atriz. Nada de trocá-la por uma jovenzinha que na certa, o cercava aos montes. Paul Newman parecia feliz com a mulher, ambos sabendo envelhecer com dignidade, como a vida tem que ser, seguir o curso natural. Quando fui morar em NY, há uns 15 anos atrás, adorava comprar a "limonada do Paul Newman". Por que além de muito gostosa, era um trabalho que ele fazia para a caridade. Tinha as plantações e ainda emprestava seu nome e seu rosto para vender mais. Valeu. Fica na história do cinema como sua mais bela estampa, em todos os sentidos, ao meu ver. E na memória de quem gosta de cinema, como eu, como um personagem completo, um ser humano real e não apenas uma imagem chapada na tela. Adeus Paul Newman.


20 setembro 2008

Mulher melancia, mulher samambaia e o que mais?

Dei uma olhada rapidinha no UOL e vi uma tal de mulher "filé". Tem um mês ou mais que estava fazendo os pés numa especialista, ou seja, um lugar onde vão homens e mulheres, e numa mesinha estratégica jazia uma playboy ou afim, com uma tal de mulher melancia. Interessante, um tipo que antigamente se chamaria de "gorda". E que hoje como antes, com a magreza sempre em alta pelo menos no que diz respeito as modelos, também seria "gorda". A podóloga me disse que a tal estava fazendo um grande sucesso e se eu não teria visto na televisão. Não, não vi. Vejo pouquíssima televisão ultimamente. Até por que estou sem uma uma TV por assinatura e detesto os canais abertos. Assim, vivo de surpresas, como essas mulheres frutas, plantas. Coisas estranhas e cada vez mais coisificando as mulheres. Isso é beeeeemmmm mais sério do que as gracinhas que se faz a respeito, podem demonstrar. Estamos num país regredido demais.
Enfim, boa semana moraguinhos, cerejinhas, quem sabe, pessoas bolos de chocolate com trufas. Realmente, as frutas, prefiro chocolate.

16 setembro 2008

Seus links estão ali ao lado?


Caros amigos bloggeiros. Finalmente, graças a Luma do Luz de Luma e a Julia ( dos templates, vejam lá embaixo, o selinho de portfolio dela) troquei para o novo blogspot, bem mais fácil de mexer. Assim, consegui linkar todos vocês. Peço a cada pessoa que costuma vir aqui, que verifique se o seu link está ali ao lado e se está correto. Se você estiver faltando na lista, diga. Agora sim, tenho a sensação de que estes amigos de tantos anos e outros mais recentes, estão todos bem acomodados. Sintam-se em casa. E torçam por mim. Beijos da Cam.
PS: também aprendi a colocar imagens. Estou evoluindo. Acho que mais aberta a aprender muitas outras coisas que vão melhorar a minha existência. Amém.

14 setembro 2008

Flávia, estamos com você

Exercer a cidadania é também, ou principalmente, se solidarizar com causas como essa. A mãe de Flávia pede justiça e a Justiça faz de conta que é um caso qualquer que pode burocraticamente, esperar. A vida não espera, continua. E a vida de Flávia continua interrompida-e sem a reparação das pessoas que a vitimaram. Pela falta de cuidado e de respeito que de tantas formas é regra no Brasil, falta de auto-estima desse país que põe em risco a vida de seus filhos. Pátria amada Brasil, diz o hino. Mas para isso, antes de tudo é preciso amar-se como pátria, como já diria o mandamento. Amar ao próximo como a ti mesmo. Isso também se aplica a um país. Vamos nos unir a Odele, mãe de Flávia, para cobrar justiça para sua filha. Para que num futuro próximo, numa construção conjunta, numa luta contínua, possamos chamar a nossa pátria de "mãe gentil" ao invés desse imenso covil que vemos a cada dia. Entre no blog da Luci Lacey , http://hippopotamo.blogspot.com/ e no blog de Odele, http://flaviavivendoemcoma.blogspot.com/e saiba mais. Justiça para a menina Flávia que cresceu e se tornou uma mocinha, em coma. Já imaginou a dor e a luta de sua mãe? Sua causa merece o apoio de todos.

10 setembro 2008

Antes de interromper seu blog, por favor, me dê aviso prévio.

Acabei de ver um DVD, sim continuo entre filmes e livros. E sair de casa para uma balada? Nada. Nunca gostei e nesse momento de fato, me encasulei. Provavelmente como uma borboleta, se Deus quiser, como uma linda borboleta e não simplesmente virei caracol, crônico na sua casinha dura, que ele leva para onde vai, sem se permitir novas aventuras. Será que não? Sei lá, nunca estudei a vida dos caracóis. Bom eu vi “The Savages”, com Philip Seymour- aquele que ganhou o Oscar por "Capote" ( tks PP) e Laura Linney, aquela maravilhosa que a gente nunca guarda o nome mas que engrandece tantos filmes geniais, ou apenas bons como a Lula e Baleia.
Neste que assisti hoje, ela e o Seymour são dois irmãos, intelectuais de pouca ventura, daqueles que estudam, escrevem, lecionam, mas nunca conseguem uma bolsa no Guggenheim por exemplo, para se dedicarem a sua,quem sabe, obra prima. Eles se vêem diante de um pai que está morrendo. Mas não um pai querido. Eles são filhos de uma mãe alcoólatra que os abandona quando são pequenos e um pai que provavelmente desiste e foge- para o deserto alias- em busca de alguma novidade. O filme começa com a morte da velhinha namorada do pai e por ai vai, mostrando a tragédia humana com requintes de realidade. Não assista Tina, (a do belo Blue Moon), para que sofrer com um drama que so existe na tela e que não é assim nenhum brastemp. De toda maneira, com aquele luto todo e mais este que vivo no momento, lembrei de blogs que se foram.
Sim, por que não pensar nisso também? Nas “baixas” que temos na net? Tem blogs tão bacanas que se tornam quase uma instituição. Tem luz e linguagem próprias. Imagem, dialogação. Pois eu sinto muita falta do blog Great Gatsby. O menino que escrevia era genial. Tinha um humor ferino, inligente o bichano. Falava de artes plásticas e de literatura, falava de si, brigava com uns e outros, enfim, fazia um belo retrato dele mesmo na telinha, sem que talvez tivesse consciência disso. Era um blog antes de tudo, para ele. Também sinto falta do blog Trocando Figurinhas. A menina largou. Só lembro que ela é judia, mora na Florida, tem uma filha pequena e gostava de falar de suas coisas, com uma certa parcimônia é claro, na net. E eu gostava de acompanhar a vida dela. Como ia de um post a outro. A associação de idéias que as pessoas fazem, adoro isso.

De muitos sinto falta. Como o da Lou Salomé. E outros eu precisaria de uma preparação prévia para viver sem, como o da Tathy Viana. Quase ninguém deixa lá comentários, ela não faz muita propaganda, mas veja ali ao lado, Faxina Mental. É um primor aquela cabeça, um talento. E muitos mais, que vocês sabem tão bem quanto eu, que são muito bons. Aqueles cheios de visitantes. Por que além de escreverem ,visitam, se inserem.
Se quiser matar seu blog, me diga muito antes, por favor, para que eu não leve um susto. Meu coração se afeiçoou aos escritos de vocês. Sou boa leitora e portanto mereço aviso prévio. Beijos queridos blogueiros todos. Vocês são amigos, vocês são geniais na capacidade de comunicar dia a dia, o dia a dia de vocês. ( Como disse o Zeca de um comentário meu, eu digo de uma visita ao blog do Lino. Um post dele sobre blogar, me fez pensar no assunto e em parte inspirou esse- estais a ver como estamos todos ligados por essa blogosfera.)

06 setembro 2008

Dias muito especiais

Neste sábado Vivi chega a França com um contrato de dois anos, advogada firme do alto dos seus vinte e poucos anos. E Jotabê participa de uma maratona na Suiça, uma maratona diferente, onde correrá montanha acima. Para isso ele treinou subindo o Pão de Açucar algumas vezes, além de correr todos os dias. Ontem sexta, minha filha conseguiu pela primeira vez e espontaneamente, ver no calendário o dia do aniversário dela. Por ter uma pequena dificuldade auditiva, ela aprendeu a ler e a escrever normalmente, mas tem uma leve complicação para guardar dias, horas, datas. Faz parte do quadro que , graças a Deus e ao seu esforço e competencia, supera a cada dia. Ontem também iniciei uma nova e emocionante etapa da minha vida profissional. Agradeço a vocês por compartilharem comigo das minhas experiências, sensações e sentimentos. Bom final de semana para todos nós. E torço de todo coração pelos meus queridos.

A eutanásia da cachorra. O quarto ao lado. A morte nas cores de Almodóvar.

          Se teve uma situação que me comoveu muitíssimo, me entristeceu e também me tranquilizou, foi quando durante a pandemia, minha fil...