Acabei de ler neste instante, Persuasão de Jane Austen. E minha vontade é telefonar para todas as pessoas que amo e dizer o quanto este livro é bom e elas deveriam ler. Não é a toa que fui ser publicitária. Gosto de alardear para o mundo aquilo que considero especial. E como agora está tarde já para tais telefonemas, escrevo no blog, para que vocês saibam- tanta gente aqui já leu-que o livro é maravilhoso. É o primeiro livro que leio de Jane Austen. Perdi meu tempo por não ter lido antes, no lugar de ter gastado preciosas horas vendo um programa qualquer na televisão, ou fazendo alguma outra coisa menos interessante ainda. Livro é pura diversão, para mim é. Detesto ler por obrigação, por que é chique, moderno, ou se deve ler. Assim como filmes. Primeiro precisa me entreter de verdade. E os livros de Jane Austen pelo visto cumprem essa função. Mas fazem muito mais que isso. Persuasão é uma verdadeira aula sobre a capacidade de observar e delinear o carater humano. Na maior tranquilidade de quem realmente sabe o que está fazendo, com o maior talento. Li que Jane Austen não se casou e viveu sempre bastante recolhida. Não sei de onde ela tirou tanta sabedoria e a quem observava, além de si mesma, para criar seus personagens. Persuasão conta a história de um casal apaixonado que por causa da interferencia e da pressão familiar, acaba por não ficar junto. Eles se reencontram anos depois e a gente já pode imaginar o que vai acontecer só pela sinopse. A questão é que ela vai muito além do enredo previsivel. Os fatos são menos importantes do que você se deliciar com a capacidade da autora em descrever comportamentos, reações, além de estratagemas da alma e dos pensamentos de cada envolvido na trama. Ela é muito moderna sim. Seu trabalho é atemporal. Não dá para dizer que é do romantismo do seculo XIX e ponto. Por que quando se mexe de fato com a estrutura do ser humano, isso não muda. Continuamos com os mesmos mecanismos neuróticos ainda hoje. A civilização continua a exercer em nós a pressão amedrontadora de dois séculos atrás. Então o livro é vivo, pulsante e não uma peça de museu para ser apreciada. Li também que Austen é considerada a segunda melhor escritora da Inglaterra depois de Shakespeare. Chique demais.
Acho que devo ler todos os outros, por que gostei muito mesmo. E declaro aqui, a partir de agora, meu amor incondicional por Jane Austen.
31 agosto 2008
26 agosto 2008
Projeto Quixote e a realidade das crianças que se drogam nas ruas.
Hoje através de uma palestra, tomei contato com o projeto Quixote, sediado em São Paulo, na rua dos Ingleses. Ali se desenvolve um trabalho multidisciplinar, onde, no dizer dos palestrantes, independente de profissão ou cargo, todos são educadores, dos psicólogos a moça que serve o lanche. Onde cada qual se questiona profundamente do seu papel social e como exerce-lo de forma a ajudar crianças e adolescentes que vivem nas ruas se drogando a encontrar um rumo. Foi bonita a forma deles falarem e se situarem, os palestrantes. Um falava por metáforas: da pele, dos muros, do tempo, para mostrar fronteiras, barreiras, entre o eu e o outro. Apresentou fotos do Carandiru, onde fizeram um belíssimo trabalho de pintar ao mesmo tempo a comunidade, , os muros por fora, e os presos, por dentro. Mostrou os diversos auto-retratos de Rembrandt em fases distintas de sua vida, dando a perceber quantas pessoas o tempo fez com que ele se tornasse. Têm repertório esses moços. A outra, falou da maternagem que é preciso exercer diante de mães que espancam, por que nunca tiveram elas mesmas, noção do que seja amor. Falou também da necessidade de se sentir parte, pertencer, antes de se dar ao direito, a oportunidade de desejar. Tudo isso era o olhar de pessoas que trabalham naquele projeto especifico, o projeto Quixote. Mas gostei de embarcar por algumas poucas horas naqueles pontos de vista. É bom conhecer gente que está botando a mão na massa para ter um mundo melhor. Fazendo a sua parte, como diria o Betinho, numa remota campanha contra a fome no Rio de Janeiro, onde também usava uma metáfora, a do beija-flor que tenta apagar o incêndio. Fiquei com saudades de uma época que eu tinha tempo, me disponibilizava ao trabalho voluntário, por puro idealismo, ah nem tanto. Também por vontade de conhecer. Termino aqui essa história sem fim, dizendo que Ivaldo Bertazzo, o grande coreógrafo, também esta nesse projeto Quixote, ensinando que todo mundo pode encontrar seu ritmo, sua dança. Acho sensacionais pessoas como ele, como Ilo Krugli, que sempre fizeram a sua arte se mesclar com as necessidades da comunidade. Tiro meu chapéu para este espetáculo que é cada projeto, cada vontade, cada um que dá um pouco de si para o todo. Aplaudo comovida.
25 agosto 2008
Obrigada Julia e Luma
Gente, depois de dias exilada do meu blog, com a ajuda da Julia dos templates e da Luma do Luz de Luma, estou de volta. Hoje, a essa hora não conseguirei escrever nada. Estou meio caidinha da silva, dores para todos os lados. Mas amanhã quem sabe.
Agradeço a todos que me visitaram, que postaram, que me ofereceram ajuda para consertar o blog, ao que me visitaram pelo prazer de visitar, aos que me enviaram e-mails. A todos de coração eu agradeço. E especialmente a Julia e a Luma que solucionaram a questão.
Beijos a todos,
Cam
Agradeço a todos que me visitaram, que postaram, que me ofereceram ajuda para consertar o blog, ao que me visitaram pelo prazer de visitar, aos que me enviaram e-mails. A todos de coração eu agradeço. E especialmente a Julia e a Luma que solucionaram a questão.
Beijos a todos,
Cam
14 agosto 2008
A TPM e a cara nova do blogger
Hoje eu abri o blog para escrever sobre um assunto determinado: a reportagem discriminatória, vexaminosa que a Veja escreveu sobre a TPM e o comportamento de mulheres que sofrem dessa sindrome. Está bem, eu já sei o que vocês vão dizer- a Veja é um lixo, por que você continua a ler essa m. desclassificada? Já ouvi esses conselhos de abandono da revistinha infeliz desde aquela vez em que escrevi sobre Antonio Carlos Magalhães sendo comparado a Maquiavel e achei a entrevista uma afronta a população do país, mas ainda assim, interessante, sobre o fenomeno do politico odiado/amado. Odeio a Veja desde antes da morte de Cazuza quando, ele de luto com a enfermidade já num estado muito avançado, não conseguia ainda dizer publicamente o que tinha, e a Veja publicou na capa uma foto de Cazuza. Com a desculpa de falar sobre o lançamento de seu disco, vasculhou em off sua vida e colocou ali a sua intimidade, como uma bofetada na cara dele, que inclusive passou muito mal ao se ver nesse nivel de exposição. Dizem que não foi culpa da reporter, mas do editor. Que trapaceou e pegou coisas confidenciais da gravação que supostamente seriam arquivadas a pedido do Cazuza e colocou na reportagem, a revelia da reporter. E agora, de quem foi a culpa da matéria sobre a TPM, dizendo que as mulheres mudam no trabalho, em casa, etc? Que não se consegue ter uma chefe com TPM, que a profissional perde a concentração. Enfim, uma matéria nazista, mentirosa e que tenta dar um chega pra lá nas mulheres que estão ai conquistando seu espaço. Muitos e muitos anos sustentei a familia, a casa, o marido desempregado, mesmo com as minhas TPMs. E sempre fui um talento na arte de negociar as situações empresariais mais delicadas, ou criar as campanhas mais pertinentes e vencedoras, com TPM ou não. O que acontece é que interiormente fica-se com uma tolerancia menor para aquilo que não deve ser tolerado mesmo, principalmente nas questões mais pessoais. Mas dá para contornar externamente e viver, produzir, etc. A mulher é um ser extremamente capaz, com TPM, com gestação, com menopausa, com tudo aquilo que um homem não seria capaz de suportar por que não foi talhado para isso. Só para falar bem pouco sobre o assunto. Por que o fato é que eu abri o blog com garfo e faca na mão para fazer um banquete daquela reportagem, mas minha atenção foi desviada para a seguinte coisa: mesmo colocando minha senha, dei de cara com uma página de perfil do meu blog. Como na maioria das vezes não consigo entrar nos blogs do blogger quando aparece uma pagina com perfil, suponho que dentro em breve não conseguirei entrar no meu proprio blog. Caso eu desapareça vocês ja sabem: reclamem por favor no blogger, no blogspot.com por que provavelmente eu estarei por ai sequestrada entre um clique e uma página de perfil. Socorro! O ultimo a sair apague a luz.
09 agosto 2008
O que mais gosto nos blogs
Tenho visto blogs por ai. E o que mais gosto neles, é quando seus autores gostam de escrever. Seja lá sobre o que for, mas quando se encontra uma autoria ali, uma opiniaõ, um ponto de vista. Um relato, uma foto da família, mas uma coisa própria. Um talento, uma forma especial de ver a vida. Acho chatérrimo quando encontro um blog que tem apenas- digo apenas- por que vez ou outra é bacana tirar um texto, uma reportagem daqui ou dali e colocar no blog. Mas quando tem só isso: poesias de alguém que não é você, longos textos retirados de uma reportagem não sei o que, eu prefiro ler outra coisa. Por que o blog para mim é uma dinamica muito especial, cheia de trocas de idéias, uma oportunidade impar de ganhar um espaço para manisfestar o que se pensa e ser lido por outras pessoas. Não entendo como se disperdiça essa chance, preenchendo a tela apenas com uma cópia, uma colagem. Mas, o que é do gosto regala a alma. E nada melhor do que a liberdade de fazer o que quiser. Nesse caso, que cada continue fazendo o seu blog do jeito que achar melhor. E a gente escolhe o que prefere ler. Por falar nisso, não estou conseguindo localizar a Julia dos templates. Perdi o e-mail dela, e agora preciso muito de sua ajuda para mudar meu lay-out e também para incluir na minha lista os links para os blogs que voces me indicaram e que eu eu tanto gostei. Quem souber, deixe aqui o contato dela. Beijos e me diga você, o que acha mais interessante de ler nos blogs que conhece, está bem?
Lendo os comentários de vocês cheguei a várias conclusões: uma é de que me fascina a autoria. Não importa que seja escrita ou ilustrada. O blog da Edna por exemplo, tem mais fotos- maravilhosas- que ela mesma tira, seleciona e ilustra com uma frase linda. É poesia pura e dela. Outra coisa, nunca tinha pensado no fator timidez, que leva uma pessoa a não escrever o dela. Pode ser que isso aconteça. E nunca pensei também que alguém adore ser reporter. Fazendo uma colagem daquilo que lhe interessa nas notícias. Viu como é bom a gente postar o que der na veneta? Acaba aprendendo um bocado de coisas. Minha intenção foi apenas expor minhas preferencias e não as não preferencias. Prefiro vocês, disparado, que qualquer outra coisa na net. Muitos beijos e o carinho da Cam
Lendo os comentários de vocês cheguei a várias conclusões: uma é de que me fascina a autoria. Não importa que seja escrita ou ilustrada. O blog da Edna por exemplo, tem mais fotos- maravilhosas- que ela mesma tira, seleciona e ilustra com uma frase linda. É poesia pura e dela. Outra coisa, nunca tinha pensado no fator timidez, que leva uma pessoa a não escrever o dela. Pode ser que isso aconteça. E nunca pensei também que alguém adore ser reporter. Fazendo uma colagem daquilo que lhe interessa nas notícias. Viu como é bom a gente postar o que der na veneta? Acaba aprendendo um bocado de coisas. Minha intenção foi apenas expor minhas preferencias e não as não preferencias. Prefiro vocês, disparado, que qualquer outra coisa na net. Muitos beijos e o carinho da Cam
07 agosto 2008
Minha irmã chegou de Paris
Eu sei que é tres chic dizer isso. Mas é muito mais que chique. É extremamente feliz o fato de agora eu ter uma irmã. Já contei como ela surgiu na minha vida, ha pouco mais de um ano. Ela e eu somos filhas do mesmo pai e tivemos a alegria de nos permitir esse grande encontro que nos tornou mais do que irmãs biológicas. Este ano ela foi transferida para Paris. Tem 28 anos, é advogada e trabalha numa grande multinacional. Está em Paris faz so alguns meses, mas já é de casa. Tem muitos amigos, sai todos os dias depois do trabalho - haja energia- e tem um lindo namorado grego. Mas linda mesmo, é ela. Visita exposições, conhece de tudo. Fora isso, dança, canta, é pianista, é excelente fotógrafa, ja fez ate exposição. Uma menina multi-midia. Tenho o maior orgulho de ter essa irmã. Sinto um enorme conforto por ter essa irmã e por ela estar tão presente na minha vida. Realmente é um presente. Como os meus filhos. Um presente de Deus. Um beijo para você Vivi.
05 agosto 2008
Assalto no Sushimar
Foi uma hora da tarde. Deixei minha filha na escola e no caminho de volta pensei: vou dar uma paradinha e fazer um "relax" num restaurante que conheço ha anos, tem comida boa e sempre fresquinha , alem de preço honesto. Sushimar. Como está sempre cheio na hora do almoço, não me atrevi por causa do sol, a ficar numa mesinha que sobrava do lado de fora. Amém. Pedi uma mesa no segunda andar. Onde uma tropa de executivos comemorava um aniversario numa mesa bem grande. E eu sozinha, tudo bem, so para fazer uma horinha. De repente,uma barulheira de vidros quebrando. Parecia briga de filme. Sabe quando um empurra o outro para um bar e quebram-se todos os copos? Era um bar com copos quebrando sim, mas era um... assalto. Panico. O grupo de executivos se levanta e vai a toda em direção a uma porta fechada. Pensei que era saida de emergencia, mas era o quarto de descanso dos funcionarios. Muito bem arumadinho e limpo por sinal.( Nessas horas a gente vê esses detalhes também não é?) Enfim, peguei meu celular quase sem bateria e liguei para que alguem chamasse a policia. Foi a conta, o celular apagou. Fora isso, assisti ao fenomeno de grupo acontecendo ali, na minha frente. Quanto psicologo não daria um bombom para estar ali no meu lugar: o grupo de amigos sentou tão apertadinho um do lado do outro, como se formassem uma massa unica. Eu fiquei espremida entre eles, que não abriam espaço nem para que eu me levantasse. Eu estava no vão da parede e ali tinha uma fresta de um final de armario. As mulheres me gritavam: atocha a minha bolsa ai! E eu dizia: bom se um ladrão entrar aqui vai levar o que quiser, não cabe mais bolsa nenhuma e as que couberam estão visiveis. Mas as pessoas estavam alteradas. E eu era a unica estranha naquele ninho. Coisa que eu so vim a perceber na hora em que a porta se abriu e o assalto se desfez: os dois ladrões armados, tinham seguido um funcionario do restaurante que foi ao banco com certeza, pegar troco. Vieram seguindo-o de moto e causaram o maior tumulto ao entrarem restaurante adentro na perseguição: quem estava no térreo se enfiou debaixo das mesas. Pessoas cairam no sushi bar e dai a louça e os vidros quebrados. Uma mulher gravida caiu de costas, mas não se machucou, ainda bem. E na saida do quartinho é que me deparei de novo com o grupo do aniversario ja sentado e de novo sorrindo, me pedindo desculpas pelas grosserias causadas pelo panico, enfim voltando cada um a ser a sua propria pessoa individualizada. Por que em um pequeno fenomeno de massa como esse já da para dar um idéia do quando um grupo em panico é capaz de massacrar. Imagina uma cidade, um povo, uma guerra. Um episódio para se pensar. Sem mortos nem feridos.
Outro assunto: outro dia vi 'Ao Entardecer" com Vanessa Readgraves e Claire Danes. Super vale a pena. E acabei de ler Jane Eyre, também é um primor. A capacidade dela de descrever o ser humano, nem Freud teria esse requinte, ora, não teria mesmo. Taí uma sugestão boa.
Outro assunto: outro dia vi 'Ao Entardecer" com Vanessa Readgraves e Claire Danes. Super vale a pena. E acabei de ler Jane Eyre, também é um primor. A capacidade dela de descrever o ser humano, nem Freud teria esse requinte, ora, não teria mesmo. Taí uma sugestão boa.
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