27 junho 2007

Serenata de Amor Light é mais caro.

Você já comeu o bombom Serenata de Amor na versão light? Aquele de papel prateado e que os nutricionistas deixam quem está de dieta comer um por dia. Só que quem está de dieta e com TPM come todos os que tiver comprado, sem limites. Mas o que eu quero perguntar é: será que custa muito mais caro fabricar alguma coisa com menos teor de gordura e açúcar? E se for assim, ja imaginou por que tem tanta comida porcaria para vender por ai- é mais barato com gordura de sobra? Talvez essa seja uma pergunta que Roseane, nossa Nutriane, saberá responder. O fato é que fiquei encantada de encontrar esse bom-bom light. Mas estou intrigada de por que o light custa 1,00 Real e o normal- o amarelinho- custa 55 centavos. Quase o dobro. Alguém pode me responder a tão importante questão?

23 junho 2007

Mulher, seja mais você.

Fico extremamente contente de perceber que conseguimos manter um diálogo uns com os outros, bloggeiros, com nossas visitas e comments de posts de amigos. E por isso mesmo, decidi escrever este post sobre os comentários do post abaixo. Sobre o que compreendi do que foi dito por quem comentou e pelo que eu mesma escrevi.
Quando falei da peça "Os Homens São de Marte e é pra lá que eu vou", deu para imaginar que eu estava surpresa com a atitude e os sentimentos da personagem, desesperada por arrumar um relacionamento firme com algum homem. Indo atrás de "qualquer coisa que se mexa", como diria meu irmão. E assim, recebi diversas explicações interessantes sobre a solidão, a necessidade de companhia, o desespero que algumas mulheres- e homens-vivem, em busca de uma afirmação profissional por exemplo, deixando escapar o que a vida tem de melhor, como disse por exemplo a Luma. Ela tem razão, eu sei disso. Antes de me casar pela segunda vez, fiquei solteira por um tempo. E antes de me casar pela primeira vez, também era solteira. Só que aí, muito , muito jovem. O que não me livrava do sofrimento.
Penso que nós mulheres estamos sempre correndo atrás de encontrarmos alguém que nos ame e de preferencia, muito. Alguém que nos complete, todo sujeito quer, independente do gênero. Mas vamos nos ater as mulheres. Para conseguir esse ser amado e que nos ame com tudo que tem direito a gente luta, e muitas vezes se adultera profundamente, na tentativa de agradar, de parecer perfeita aos olhos do outro. Ou parecer perfeitamente encaixada com o outro, no pensar dele. E aí a coisa dana. Por que nem sabemos direito o que o nosso pretenso par de fato é , de fato quer e de fato pensa. E acabamos sabendo menos ainda de nós mesmas. Vamos mudando tanto, tentando nos moldar de tal maneira que do começo ao fim da linha, o camelo virou avestruz. E ai como voltar a sermos nós? E como sermos amadas pelo que somos se já não somos nós?
É isso que a peça mostra muito bem. E ao final a personagem consegue estabelecer uma relação duradoura com seu namorado, depois de muita terapia e da possibilidade de compreender que ela poderia fazer suas próprias escolhas( usando as palavras dela) e não apenas ser a escolhida ou a não escolhida. É uma baita diferença.
Por que se nos trairmos tanto, nos tornando mesmo adúlteras de nossa propria história, personalidade, desejo, que confiança teremos para criar laços com alguém? Se não gostarmos de nós primeiramente, quem vai gostar? É disso que se trata a tal comédia.
E adorei os comentários de vocês. A gente pensa junto, pensa melhor. E que nossos blogs sejam mais um caminho de reflexão e estima. Beijos e boa semana. Camille

16 junho 2007

Os homens são de Marte. Será que é pra lá que eu vou?

Ontem fui assistir a peça "Os Homens São de Marte, é pra lá que eu vou!". Engraçada e desgraçada ao mesmo tempo. Engraçada por que a atriz é boa - lembra a Ingrid Guimares( aquela do Sob Nova Direção, programa da Globo0- na interpretação, sendo que a Ingrid está no mercado das comédias com poucos atores e texto prórpio há mais tempo, apesar de ser mais jovem, acho que Marte teve um inspiração Ingrid ai.)
É a história de uma mulher de 35 anos, que nunca se casou e sua aspiração máxima, apesar de ter carreira e vida propria, é arrumar um marido. Ela vai se jogando na mão de todos os que passam e sonhando com uma relação duradoura logo na primeira noite que sempre acontece no primeiro encontro. O engraçado é ver muito bem demosntrado o desespero de muitas mulheres, inclusive as sozinhas da platéia e quem sabe de algumas acompanhadas também, de suprir a solidão com uma esmola qualquer de atenção. Como a personagem diz " se um homem abre a porta do elevador e deixa eu passar primeiro, apaixono". Quer dizer, está tudo na mão do outro. Desgraça pura.
No final da história a personagem, depois de muitas frustrações e muita terapia, arruma um namorado e vai morar com ele. Antes perde sua imensa e desesperada necessidade de vinculo afetivo com homem e diz que está aprendendo a escolher.
A melhor parte sem dúvida fica com o fato de se saber que a atriz e escritora, antes uma pessoa inexpressiva no meio, talvez por falta de oportunidade, cria sua oportunidade, ao montar um espetáculo de autoria, faz o maior sucesso, aproveitando a brincadeira com um título de livro. É preciso só um pouquinho de criatividade, garra e vontade para conquistar um lugar ao sol. Para conquistar alguém para te chamar de "amor da minha vida", ou te colocar nesse lugar, sem precisar declarar( declarando é melhor) é preciso menos, apenas ser, sem maiores expectativas com relação ao outro. Cada pessoa é uma biografia linda e original. E se não se adulterar demais para agradar terceiros, certamente ficará mais interessante para atraí-los. Boa sorte!

A eutanásia da cachorra. O quarto ao lado. A morte nas cores de Almodóvar.

          Se teve uma situação que me comoveu muitíssimo, me entristeceu e também me tranquilizou, foi quando durante a pandemia, minha fil...