28 outubro 2006

O que vai continuar sendo esse país a partir de amanhã?

Lula diz que quer dar continuidade. É de extremecer ao mais zen dos brasileiros. Continuidade a tudo que vemacontecendo em seu governo?! Corrupção descarada e desenfreada, vista grossa, quase cega. Programas paliativos de salvação da pobreza desesperada e não esse investimento realmente consequente na Educação que ele diz querer fazer, mas não faz. Desmatamento da Amazonia de um jeito cruel. O que será disso aqui? Que preguiça de ir votar com esses dois candidatos como opção. Com essa midia dando estatistica a todo momento. Que Deus proteja nosso país e faça por ele a possibilidade de uma realidade mais digna de cada um de nós, brasileiros.

25 outubro 2006

Carolina Dieckerman- a lindinha das novelas

Ah, estava louca para tirar esse clima pesado do post abaixo. Então li uma reportagem sobre Carolina DIeckerman no UOL e resolvi colocar aqui algumas impressões. Ela é linda e quem disse ao contrário está com inveja. É baixinha, mas no Brasil, quem não é? Acompanho a vida dela faz algum tempo. Primeiro quando era desconhecida ainda, mas era amiga da minha prima querida. Depois prestei mais atenção nela num periodo que eu tinha perdido um bebê e ela logo depois passou pelo mesmo problema( não o que aconteceu com ela agora, foi antes de ter o filhinho que ela já tem). E então passei a olhá-la com olhos de quem já viveu uma dor parecida, o que aproxima.
Mas quando a achei realmente bonita, carismática, boa atriz e pessoa interessante, foi quando se separou de Marcos Frota. Abriu uma loja de roupas diferentes no shopping da Gávea mostrando que tinha alguma independencia do maridão mais velho e meio pai( não sei se fechou), emagreceu, mudou. Começou a namorar um cara da idade dela, filho do Diduche, um personagem famoso do Rio de Janeiro, que eu conhecia de ouvir falar- mas de pessoas bem próximas- e achava um sujeito muito diferente, genial no seu modo de ver e viver a vida. Assim imagino que o namorado da Carolina tb deve ser por tabela uma pessoa meio diferente do comum. Possivelmente mais especial como companhia do que o Marcos Frota (eta ator chato), que já carregava uma história complicada de perdas. Com filhos adultos( hoje) e quase da idade da Carolina.
Assim vendo essa moça bem resolvida, aceitando suas vaidades- diz que faz coleção de bolsas de griffe sem constragimento e porque teria? Ela ganha bem pelo trabalho dela e tem o democratico direito de comprar o que quiser- concordo com o que diz, que para muita gente ela é um modelo de pessoa: boa mãe, boa namorada, carreira deslanchada, adorada pelo público. linda, magrinha, depois de ter sido gordinha. Um mulherão, apesar do tamaninho. Gostei da reportagem. E mais ainda, de limpar o astral da minha telinha. Como a história da Cicarelli, um refresco das notícias. Um pouco de sonho, beleza e alegria não faz mal a niguém. Só faz bem. Bom dia!

23 outubro 2006

O crime, o acusado e a lei. A vítima, que vítima?

Vou tentar escrever direto, sem passar pelo word como estava fazendo ultimamente, por que o blogspot andou apagando minhas postagens na ultima hora. Vamos ver se tenho sorte.
Eu estava vendo hoje cedo na televisão o assunto do réu confesso do assassinato de 30 meninos( ele nega a morte de outros 12 no Pará). A televisão anunciava que, se ficar provado que ele matou de fato- tem gente que confessa o que não fez não é?- o assassino poderá pegar até 28 ou 30 anos de prisão, não lembro agora. E a primeira coisa que me passou pela cabeça foi : só isso? E com grande indignação.
Ao mesmo tempo se pensarmos nas condições de carceragem no Brasil, de que adianta deixar um delinquente dessa natureza preso por trinta anos, ele vai se regenerar? Vão dar a ele condições de se regenerar? Ele é regenerável ou deveria estar num manicômio? Isso não sei. Não consigo ter o mínimo de simpatia, no sentido de pensar no lado desse réu. Ao mesmo tempo em que considero animalesca a maneira com que os presos comuns são tratados. Vide a incomum Susane, tratada feito uima princesa para os padrões. Vide também esse tal de Guilherme de Pádua, preso por ter assassinado brutalmente a Daniela Peres e solto depois de alguns anos por ter "cometido bobagens na vida", nas palavras dele à Folha de São Paulo.
Morei num prédio no Rio , onde aconteceu um crime bastante previsivel. Um rapaz que batia costumeiramente na mãe condescendente, no pai alcoólatra e na irmã inconformada, matou uma menina de 13 anos, numa orgia sexual em plena luz do dia, junto com um outro rapaz -modelo cheio de networking- e muita cocaína. Vi a menina morta, sendo levada por um rabecão. Esse tal rapaz assassino, que morava no prédio, foi preso e dizem que o mataram na cadeia como aliás é destino de estuprador. Mas o outro, o modelo, era amante de um"figurão" da política e também do dono de uma boutique muito famosa na época. Um michesão né? Colecionava costas quentes, no sentido literal inclusive. Esse nunca foi preso: o caso rolou pra cá e pra lá, o sujeito sumiu, mas deve estar por ai com algum bacana, gozando a vida nas Bahamas ou sei lá o que.
Portanto, a desgraça é muita quando se trata de justiça. Por que a vida não é justa. Que dirá a justiça dos homens. Preciso aprender mais de Direito. Quero entender como funcionam essas leis. Mas principalmente quero entender como a vida se banaliza de uma tal forma, em todos os sentidos. Desde os clones, até as "bobabens" de Pádua, somos meros bonequinhos ao sabor da sorte. E eu, tenho aspirações de continuar sendo sujeito da minha própria história. Portanto, sei que tenho que estar de olhos bem atentos para cada nuance da vida. Para cada coisa que se apresenta. Você também. Observe, compreenda, ninguém fará isso por nós. Só nós. Detalhe, estou aqui escrevendo e o debate da Record com os "presidenciáves" está rolando. Cansei de vê-los, já sei o que dirão e quanto a isso me sinto impotente. Alguma coisa há de acontecer na politica para que o Brasil volte a ter esperanças. Ponto.

20 outubro 2006

Não é cinema, é a vida.

Existem pessoas maravilhosas, capazes de atos absolutamente belos e surpreendentes para a nossa raça, existem também aquelas que nos surpreendem pela constância no seu equilíbrio, na sua honestidade, na ética, no bom humor, em um mundo tão cheio de altos e baixos.
Morei em um prédio, que o zelador era assim, um lorde, em termos de caráter. E com todo seu QI emocional criou 5 filhos dentro de um quarto e sala, todos fizeram universidade, se casaram, lhe deram netos. E ele continua ali, tendo construído uma casinha no interior para sua aposentadoria. Seu C. tem o que chamo de berço. Foi criado por gente de bem, de um jeito sólido, e gente de bem se tornou.
Eu tinha uma professora que dizia: ?o humano precisa do humano para se tornar humano?. Nosso caráter, palavra que hoje vem sendo substituída na literatura -até na científica- por ?personalidade?( veja a sutileza do emprego do idioma) não é assim uma ?geração espontânea? não.
Acho que estou falando sobre isso para compensar coisas como o debate de ontem. A política é de um cinismo que não surpreende mas ainda me choca. E não mais me fascina. Eu poderia estar ?encantada? com o fato político que está acontecendo. A maneira como Lula tal e qual um Forrest Gump, só que cheio de malícia, é capaz de arrebatar as massas com tanta mentira e seu adversário, mesmo apontando para a realidade se torna invisível, até por que além de ser o tal ?picolé de chuchu?, é de um partido com origem e tradição de ?politicagens? e não sabe falar diretamente com o povo. Não leva jeito. Então a cada debate, em que novamente é exposta uma lista imensa de maracutaias, Lula mesmo afirmando sempre que ?nada sabe?, diz que seu governo é o único capaz de apurar os fatos e por isso mesmo as denúncias se tornam denúncias. É de um surrealismo isso, que só mesmo a nossa racinha é capaz de produzir. Na floresta existe a lei do mais apto e o mais apto não é aquele que rebola melhor, mas é aquele mais capaz de sobreviver e ponto. Prefiro a selva.
Estou triste também por razões mesquinhas e pessoais: como falei aqui estou mudando de casa. Encomendei uns móveis numa fabriqueta- que fica em outro Estado- de uma pessoa mais ou menos amiga. Só que ela também resolveu se mudar. E aí todo o esforço produtivo se voltou para os móveis dela. Os meus foram entregues ontem, com atraso e tudo errado. Vão ajeitar, mas eu continuo na espera, atrasando planos. Quem se importa? A dona da fabriqueta vai se mudar em tempo. O consumidor que se dane mais uma vez. A amizade, que amizade? Negócios (e mal-feitos) à parte. Não me surpreende. É o ser humano. Mas ainda me choca sim. Ainda me estresso. Ainda sonho com um mundo melhor.
Recado para o blog Luz de Luma: não consigo entrar no seu blog. Não consigo encontrar o lugar de clicar para entrar, que em geral tem o nome do blog. Como fazer? Beijos para todos.

15 outubro 2006

Pintar ou fazer amor?

Estou vindo de onde? Do cinema, que novidade! Assisti ( Peintre ou faire l?amour) com Daniel Auteil, que é o Gerard Depardieu da vez: 9 entre 10 filmes franceses que tenho visto, incluindo o terrivelmente chato Caché, e o muito engraçado Closed são estrelados por ele, que por sinal é mesmo um excelente ator. Mas só dá ele? Estou cansando já.
Contar alguma coisa desse filme é contar quase toda a história. Assino um jornal de internet que tem um critico de cinema que não sabe ser crítico, e portanto, é literal- ele conta a história toda. E caso você tenha a paciência de ler as quatro páginas de texto em média, com todos os detalhes do filme, não tem mais a menor vontade de assistir, por que já sabe tudo que vai acontecer e pela ótica daquele estraga prazeres. Nesse momento me sinto como ele. Imatura para dar qualquer depoimento mais firme que adentre as entranhas daquele roteiro, cheio de entranhas por sinal. O cenário é uma bela casa nos pirineus. Os personagens protagonistas formam um casal: Auteil que acabou de se aposentar e sua mulher, a atriz Sabine Azema , que faz uma pintora. Eles são vizinhos de um outro casal, um prefeito cego- e o começo da história ensaia uma certa discussão sobre o que é a cegueira interior e a fisiológica mesmo. Velha discussão, mas sempre atual, embora realmente batidinha para meu gosto. E o flamejante do enredo começa nessa relação desses dois casais.
Para não contar a história toda, digo apenas que não sei falar sobre este tema. Se disser o que estou pensando posso achar de mim mesma que sou preconceituosa, que preciso fazer mais análise, ou até que , já tendo feito tantos anos de análise, conheço meus limites que podem não ser os mesmos que os seus. Como eu costumo dizer, a virgem da Lapa eu não sou. Mas ainda assim, tem coisas que não sei se experimentarei nessa vida. Veja você o que te parece. De qualquer maneira o filme mexeu comigo. Não tenho uma opinião formada sobre ele. O que é já uma grande vantagem, para uma pessoa criticada como ?opiniosa? como eu. Assista e me diga o que sentiu. Melhor assim.

Amigos ainda não aprendi como se responde a comentarios neste blogspot. Já vasculhei tudo por aqui e não consegui entender. Quem souber, me dá uma dica, por favor. Por exemplo, gostaria de responder a "poemusicas", que não sei por que aparece um sinal de deficiencia fisica ao postar comentarios, como perguntou. Nao sabia que tinha no meu blog, mas já vi no de outras pessoas. Beijos!

10 outubro 2006

'Não sou feliz mas tenho marido" e "Instinto Selvagem 2"

Sexta fui assistir a peça -Não sou feliz, mas tenho marido-, um monólogo interpretado e muito bem, por Zezé Polessa. No mesmo dia, quando cheguei em casa, assisti Instinto Selvagem 2 com a Sharon Stone.
Adoro ver relação entre uma coisa e outra. E escrevi um texto, que sumiu do post por algum mecanismo que não compreendo, restando apenas o título. Até que foi interessante por que duas pessoas comentaram e colocaram ai alguma semelhança entre as duas atrizes: faixa etária. E acho que vai parando por aí. Na verdade eu nem queria comparar pessoas, mas personagens. O que é meio difícil, a gente acaba embolando. Agora vou resumir, escrever de novo um post é demais de ruim:
A peça com a Zezé é longa, 1h50. Quer dizer, é meio chata, senão eu não sentiria o tempo passar. O texto fala de uma mulher de 50 anos. Mas o tipo de problema vivido parece ser, o de 50 anos nos anos 50. Aquela coisa de abdicar de uma profissão, cuidar do marido barrigudo que não beijà na boca, reclama da comida e no final das contas ainda a troca por uma ?ninfeta?. Zezé consegue fazer graça de qualquer coisa. Mas do jeito que a platéia ria de dobrar, imaginei que esse tipo de drama ainda é coisa bem presente, mesmo numa cidade que se pensa tão cosmopolita como São Paulo.
Instinto Selvagem 2, como o título sugere, já é um filme de ?segunda? mesmo. Mas tem ainda alguma coisa interessante, como o conflito ético de um psicanalista ( traduzido insistentemente como psiquiatra) quanto a revelar ou não segredos do divã. Segredos graves, crimes. Como se pode esperar o profissional mas nem tanto, fica refém de seus pacientes. Ok. Lamentável é o diretor do filme exigir da cinquentona e lindézima Sharon Stone, caras e bocas ?sexies? como se ela precisasse desse recurso mas do que antes quando era mais jovem e igualmente bela. Na primeira produção a atriz está bem mais natural e isso faz a graça toda. Você não sabe se ela é bandida, mocinha, ou o que. Neste filme você também fica sem saber, mas por que o roteiro é confuso e a direção é péssima, do que por ser de alguma forma instigante.
De qualquer maneira, não deixei de imaginar o talento de Zezé Polessa ? capaz de ir do humor escrachado a mais fina melancolia num piscar- numa Broadway ou numa Hollywood. Ela daria um show em filmes de Woody Allen por exemplo. E Sharon Stone? Com essa carreira de bela e sexy antes de mais nada, se tivesse no Brasil, talvez fosse a Vera Fisher 2 ou conseguisse o mesmo feito que Rita Cadillac: ser a rainha do Carandiru. Que Deus abençoe nossos atores, tão esforçados nesse país também sem oportunidades para eles, que mesmo assim tiram leite de pedra. Amém.

Comentário meu sobre os comentários: acho esse tema legal sim, e tambem sei que Sharon Stone é hiper inteligente, superdotada até. A questão é que as pessoas carimbam em cima: loura,sexy. E os personagens giram por ai. A vantagem é que em torno dos 50, quando os papéis começam a ficar raros nos EUA e as atrizes reclamam muito, a maravilhosa Sharon ainda tem filmes para fazer como a gostosona do pedaço. Supera um outro preconceito, o da idade. Beijos para todos vocês.
Mais sobre a poderosa Stone: ( 12/10- deu no UOL)
A atriz americana Sharon Stone, 48, será mestre de cerimônias nas festividades do tradicional concerto de 11 de dezembro em Oslo, em homenagem ao ganhador do Prêmio Nobel da Paz. "Ela é famosa e está muito comprometida com os assuntos políticos e humanitários", disse Geir Lundestad, diretor da Fundação Nobel Nobel.
Mais uma coisa que nossa talentosa Zezé só teria acesso pela televisão...

01 outubro 2006

Urubus e Aspirinas. Um Brasil que comia e ainda come calango.

Ontem fui ver Urubus e Aspirinas. Sertãozão brasileiro, aquele da seca, da fome e da miséria mais braba, é o cenário. Um Brasil que a gente da cidade grande-como eu- não faz a menor idéia de como funciona ou como sobrevive. Ali onde o tempo parece inalterado, parado. E onde ainda assim se fica velho quase ao nascer. Na desesperança, na falta literal de horizontes, na falta de água que vira seca até para chorar e cria veios profundos nos rostos de quem vive lá.
Pois bem, o filme lindo. Não por que mostra essa miséria toda. Mas por focar com grande ênfase da câmera inclusive que está o tempo todo em cima dos personagens, a história de amizade entre um alemão fugido da guerra, uma pessoa que não quer lutar junto com os nazistas e um nordestino que nunca tinha saído de seu lugarejo natal, a cidade de "Bonanza" com "cinco casas e uma cruz" como ele a descreve. A relação humana transcende tudo. A cultura diferente, o cenário inóspito, os valores. O filme além de todos os outros, tem esse grande mérito, de mostrar a afetividade de que o ser humano é capaz de criar. É para assistir, impossível perder este filme. Não espere virar DVD, assista na telona, para ver melhor o enquadramento que o diretor escolheu, que é maravilhoso. Um super talento. Os atores ( estou sem a ficha técnica aqui, são muito muito muito bons- tanto o alemão , tão bonito , quanto o nordestino- esse então compõe o personagem como poucas vezes eu vi alguem fazer. Você pensa quase que é documentario de tanta veracidade que o cara passa. Parabéns para todos eles.
Com relação ao nosso país e nossos governantes, o filme se passa em 1942, em plena segunda guerra. Naquela época no nordeste, se comia calango para sobreviver a fome total. Hoje se come calango para sobreviver a fome total. O cenário continuao mesmo. A corrupção do páis que é que se expandiu ainda mais, de forma inimaginável.
Diante disso, aproveito para dizer: vamos tentar ter um segundo turno. Vote em alguém que você acredite que possa ajudar a imperar uma democracia mais consciente aqui. Para presidente, qualquer pessoa de bem que dê a chance ao Brasil de chegar ao segundo turno. Eu vou votar no PV como legenda e em Cristovão Buarque do PDT para presidente, com essa intenção. Poderia ser outra pessoa. A idéia é chegarmos a ter um segundo turno com candidato em segundo lugar mais votado para haver mais tempo de debate ético e avaliação do que está acontecendo.
Boa semana.

A eutanásia da cachorra. O quarto ao lado. A morte nas cores de Almodóvar.

          Se teve uma situação que me comoveu muitíssimo, me entristeceu e também me tranquilizou, foi quando durante a pandemia, minha fil...