Fim de semana bom demais, lá na montanha. Antigamente se você me perguntasse: praia ou montanha? Eu diria sem nem piscar- praia. Quem nasceu no Rio de Janeiro tem a praia grudada em si. Mas, como me mudei de lá várias vezes, e há mais de quinze anos moro em São Paulo, essa dependencia foi passando.
Embora eu continue amando uma praia bonita, de preferência agreste. Pouco ou nada frequentada. Como já foi Búzios "da Brigitte Bardot". Aquelas praias lendárias que eu já conheci como quase muvuca. Como já foi Trindade em Paraty, que lugar lindo, mágico, santuário e ... palco de tanta complicação. Não sei como está hoje, espero que esteja preservada. É, não vou dizer não a praia. Ainda amo. Mas confesso que estou totalmente apaixonada pela montanha. Uma paixão que já cultivo há alguns anos. Comecei com Visconde de Mauá uma descoberta independente dos meus pais. Quando eu era pequena ia para a Posse, cidadezinha ao lado de Petrópolis onde minha avó tinha um lindo sítio. Ou para Friburgo onde meus pais tinham uma bela casa de campo, com a criação de coelhos que eu adorava. Mas aquilo era férias ou fim de semana. Meu dia-a-dia era praia. O ar do mar fazia parte da minha respiração.
Esse final de semana me peguei pensando, ou melhor, sonhando, em morar na montanha, como tem feito alguns amigos meus. Abandonaram a cidade. Olhando assim, parece perfeito. Mas, tenho uma filha para criar. Mas- a tal palavra limitadora. Poderia suprimi-la e dar um jeito? Acho que sim. Inventar uma escola. Já pensou?
Vou pensar. Amadurecer essa idéia. Nem sei se a montanha vai ser nesse país aqui. Ih, já estou viajando, viajando. Mas é assim mesmo, minha natureza é meio nômade. Minhas raízes estão onde estiverem meus pés, minha curiosidade, minha vontade de seguir em frente.
Já vou começar a desejar boas festas: que vocês tenham um Natal bonito, em família, com amigos, com você. Chanucah já passou? Nossa, estou desligada. Que tenhamos uma passagem de ano alegre. E principalmente um ano novinho em folha, como a de um caderno, onde possamos escrever com a nossa letra mais caprichada uma história feliz em 2012. Sem sustos, nem finais de mundo. Mas com a consciência de que o planeta está mudando sim. 2012 vai ser um ano importante nesse sentido. Uma renovação. Como a águia que bate com o bico no tronco da árvore, para quebrá-lo e fazer nascer um novo. Mais forte, mais capaz de suportar a sua natureza. Então é isso. Nada como subir a montanha e olhar lá do alto para relativizar qualquer coisa. Para respirar fundo e sentir a calma da Terra. Que como nós tem tantos estados de espírito. Não vi fadas nem doendes nas florestas da Mata Atlântica. Mas vi novas perspetivas para todos nós. Beijão.





