
Vou falar de filmes e vou falar de amor. Alguém se lembra dessa linda canção de Milton Nascimento: "pena que pena, que coisa bonita, qual a palavra que nunca foi dita? Qualquer maneira de amor vale a pena..." O que no título coloquei como uma pergunta, Milton coloca como uma afirmação: "qualquer maneira de amor valerá..."
Assisti 3 filmes, histórias de amor, seguidinhos: "One Day" com Anne Hathaway e Jim Sturgess, "Like Crazy" com Anton Yelchin e Felicity Jones e "Toda Forma de Amor" com Ewan Mc Greggor, Christopher Plummer e Melanie Laurent. Tanto os titulos em Ingles quanto o que está em Português não tenho noção de como se chamarão nos cinemas nacionais. Mas, pelos atores dá para ter uma idéia quando entrarem em cartaz. Que seja logo. Por que são bons. Meio comédia, meio drama, uma mistura interessante em muitos sentidos. Parece uma tendencia atual e muito saudável mesclar atores de diferentes nacionalidades ou diferentes cenários: em One Day, os dois personagens são ingleses, mas o filme se passa entre Londres e Paris. em Like Crazy, é uma inglesa e um americano, tb Londres e Los Angeles. Em Toda Forma de Amor, Inglaterra e França e ainda aparece NY de pontinha.
Essa diversidade traz uma riqueza não somente ao conteúdo da história, mas as diversas maneiras de interpretar. O ator europeu parece sempre construir seus personagens de um jeito mais artezanal. O que ajuda à totalidade do elenco. Ainda mais em histórias que poderiam ser absolutamente banais. O que elas tem de importante mesmo, é a excelente interpretação de seus atores. E para ser justa, alguns personagens bem estruturados pelo roteiro e uma boa direção. Todo mundo sabe o que está fazendo. Christopher Plummer, o eterno Capitão von Trapp da "Noviça Rebelde" faz um cativante pai de família gay que resolve sair do armário quando sua mulher morre. Dá para divertir e emocionar.
E para não contar os filmes, ainda proponho um desafio:
Alguém assistiu ou conhece a história de Romeu e Julieta? Um par de adolescentes que se ama, mas são filhos de familias inimigas, o que torna tudo dificil quase impossivel. Um combustível para o amor romatico- a dificuldade, os impedimentos. E por fim, a morte enterniza esse amor. Já pensou se os dois fizessem bodas de prata? Talvez não fosse tão lindo assim. O tempo desgasta, o convívio intenso e diário anula preciosidades de cada personalidade. Morrer , sumir, cria uma idealização.
E Tristão e Isolda, alguém leu pelo menos em parte, ou comentários sobre esse livro que tem montes de versões? Pois bem, essa é uma história interessantíssima, que vou tentar resumir e pegar apenas o principal: Isolda era a noiva prometida para o tio de Tristão. Mas é ele quem vai busca-la em um reino além mar. Os dois de imediato sentem uma grande afinidade um pelo outro. E levam no barco, na viagem de volta, uma poção mágica que faz as pessoas se apaixonarem. Era para o tio e Isolda beberem. Mas são os dois, ela e Tristão que bebem antecipadamente poção. Que como todo remédio, e toda paixão, tem prazo de validade.
O que acontece? Isolda torna-se amante de Tristão, mesmo tendo se casado com o tio dele. Diante dos encontros furtivos, escondidos, é uma excitação, uma paixão só. Mas em um determinado momento, decidem fugir e vão morar na floresta. É ali, convivendo todos os dias que Tristão e Isolda percebem "que o efeito da poção mágica passou"... Isolda decide voltar para o marido. E é assim que ela e Tristão voltam a ser amantes pegando fogo, até o fim.
Estranho esse jeito de ser de nós humanos? É, de perto ninguém é normal. De longe, cada um sabe o calo que lhe aperta. Por isso quero propor uma reflexão sobre os filmes que eu vi e que vocês já estão com as dicas para assistirem também: descubram pontos em comum entre Romeu e Julieta e Tristão e Isolda, nesses 3 filmes. E percebam também se outros filmes tem alguma coisa desses dois romances eternizados. Quem sabe na vida, já viram coisa parecida? Vocês me contam depois o resultado?
(imagem de divulgação de "One Day" encontrada no Google)





