(postagem de 22 de outubro- rascunho)Acordei as 3 da manhã. E eu sem vontade de ler um dos pelo menos 10 livros que estão espalhados sobre a minha cama. Estou estudando. Feliz com isso. E de ontem para hoje- talvez por ter me dado esse espaço de estudo- comecei a me olhar e ver. Novamente, com meus bons olhos de sempre, mas que estavam míopes para minha própria realidade. Sou ótima, cheia de defeitos, mas ótima. Preciso arrumar umas coisas por aqui.
Bom, vou fazer uma lista kaisens para ser feliz. Sabe o que é kaisen? São aquelas pequenas vitórias, superações que os orientais (será que são os japoneses?) comemoram em seu dia-a -dia. Nós ocidentais, pensamos "grande", só comemoramos coisas apoteóticas. O quem em geral resulta em frustração por nao termos chegado la, no topo do mundo, com uma tocha olímpica acesa nas mãos. Precisa tudo isso? Somos severos, exigentes, ao invés de nos agradar um pouco. Mas com algum condicionamento- ufa- faltei o pilates na quinta por preguiça- mas já faço há um ano e meu corpitcho responde muito bem. Como eu dizia, com algum condicionamento mental e emocional, conseguiremos fazer nossos kaisens. Nossas pequenas grandes vitórias do dia- a- dia.
Acabei de assistir o tal filme. Uma comédia bem bobinha. Não ia ver filme de terror essa hora. Nem nunca, raros os bons, uns 3 ou 4? Por aí.
A comédia propunha o que já assisti em umas 10, estilo "se eu fosse você". O tema é recorrente. Trocar de vida com alguém por algum tempo e sob o ponto de vista do outro, conseguir fazer as proprias coisas muito melhor. Por que é alguém de fora, nada envolvido na situação que pode ver os buraquinhos mesmo que mínimos que deixamos nas paredes. A gaveta bagunçada que já nem reparamos que precisa arrumar. E todo o resto de confusões que fazemos: comer demais, exercicios de menos, olhar demais para o próprio umbigo, mentir desavergonhadamente, não criar laços por medo, ter medo do chefe, não ter chefe por não lidar bem com autoridades, se achar horrível só por que não é a/o modelo da capa de revista. Sim, podemos ser nós mesmos, o melhor possível. E quando isso acontece ou vier a acontecer, é felicidade garantida.
Proponho um jogo: MODELAGEM. ( coisas de programação neuroliguistica)
É assim: você escolhe uma pessoa que admira, para modelar. Fazer as suas próprias coisas do jeito que supõe que ela faria. Ou por exemplo, se é uma pessoa alegre, o que ela faz para ser assim? Observe-a. Se não for um idolo, artista de cinema, se for uma pessoa próxima, peça ajuda . Faça perguntas sobre o método "dela". Proponha até uma troca por um dia, no sentido do olhar, do perceber você e o seu modelo.
Você vai descobrir que pelo ponto de vista do outro, fica mais fácil. Tudo é mais simples, por que ele não é você e o seu calcanhar de Aquiles provavelmente não é problema para essa outra pessoa. Que pode tirar de letra a sua inibição, seu medo de amar e se aproximar da pessoa X por panico de rejeiçao. Pode redecorar seu apartamento de forma mais arrojada, se vestir diferente, olhar e ver o mundo com novos olhos de fato. E perceber o quanto você é genial, como sua vida é facil e prazerosa, quantas oportunidades de ser feliz tem pela frente. E que disposição extraordinária por tomar novos caminhos, itinerários para fazer as velhas coisas se tornarem mais vivas.
É isso. Vamos experimentar? Com quem você gostaria de trocar? Ou quem você quer modelar? ( foto de busca no Google)





