31 março 2011

Lá onde tudo parece perfeitamente bem em seus lugares: "Mil Dias na Toscana" , últimas páginas.

Quem aqui já não leu mais de um livro de uma vez? Se não for um desses trash books, para ler e passar o tempo de uma viagem de avião, de uma noite de insõnia, pode contar que eu estou lendo alguns livros. Por isso mesmo que os Mil Dias na Toscana, se tornaram quase as 1001 noites, sem Sherazade, mas com a autora, seu marido e alguns personagens profundamente humanos, singelos, especiais, para tornar a Toscana um lugar ainda mais aprasivel, interessante, cheio de encanto por sua simplicidade.

Fui adiando o final da leitura por muito tempo. Criei alguns subterfúgios para fugir da última página: passou a ser a "leitura do balé". Quando levo minha filha ao balé leio esse livro e só nessa hora. O balé são dois dias na semana, por uma hora. E assim foi.


Agora já estou com "Um Certo Verão na Sicilia" comprado. Esperando uma vaguinha na minha pilha de leituras e no meu coração. Não tenho idéia se vou gostar tanto quanto do primeiro( para mim). Mil Dias na Toscana tem uma série de temperos: a autora foi chef de cozinha por muitos anos. Chef talvez não seja a palavra mais adequada. Talvez cozinheira profissional, crítica de gastronomia, gastronoma e tal.


No livro anterior a esse, "Mil dias em Veneza", provavelmente ela conta com mais detalhes, como conheceu seu marido veneziano e como decidiram os dois viver em uma aldeia da Toscana. O que estou terminando de ler tem receitas bonitas, daquelas que não são o "macarrão da mamma", nada daquilo do que tem em uma "cantina do Bixiga". Nada para turistas e tudo muito regional, local e cheio de tradição. A autora Marlena de Blasi, já está ali com seu marido, procurando uma vida com o mínimo possivel, de pertences, de frescuras, de ambiguidades, de horarios, de obrigaçoes- de problemas!!!! Um lugar sem problemas parece o paraíso. E da primeira a quase última página é essa a sensação.
Estar por inteiro e sem problemas.

Já estou de malas prontas!!! Brincadeirinha. Mas fiquei de fato tomada pela Toscana. E confesso que o livro de Marlena foi o grande empurrãozinho que faltava, mas toda vez que entra Toscana no meio, fico muito emocionada( ressalva para a ultima novela das nove, cujo ambiente era ...Toscana, e da qual não assisti nenhum capítulo- não sou muito chegada em novelas "italianas" com os mesmos de sempre fazendo sotaque esquisito, enfim.



Tem descrições de Marlena assim: só vejo roseiras, mato, ovelhas pastando, totalmente atemporal, poderia ser 50 ou 200 anos atrás. Mais ou menos essas palavras dizia a autora, para falar de um desses mil dias. Certamente ela arrumou um belo de um filão, o livro vende como água, todo mundo quer o paraíso, a calma que enfim vai nos redimir sem nem precisar passar dessa pra melhor no sentido "bater as botas". Mas Marlena além de vender livros de montão consegue passar de sua vida americana para uma muito melhor. A mulher tem um vidão. Quem tiver coragem, que experimente fazer em casa.


(foto de divulgação do livro encontrada no Google)

27 março 2011

A Luma esteve aqui. Obrigada Amiga.

Meu blog voltou a funcionar perfeitamente bem. Graças a quem? A super-perfeita da blogosfera, nossa querida Luma. Sempre cuidando desse mundo virtual como quem rega uma flor ou escuta um coração. Esse blog foi feito por ela e é ela quem conserta quando eu apronto e não sei me virar sozinha. Pelo que entendi deletei todos os links. E a Luma me deixou então alguns novos, que gostei da sugestão. Te agradeço por isso tb Lumitcha.
Um beijão para você. E boa semana para todos nós.
POR FAVOR DEIXE SEU LINK PARA EU COPIAR.
Luma, voce ainda esta por aquiiii? Heeeeelllp!!! ( não conseguui colocar imagem nem aumentar o tamanho da fonte....)

26 março 2011

Esse mundo ainda é de maravilhar-se.

Queridos Amigos,

No fim de semana passado, vivi uma experiência muito especial, com uma celebração da vida e uma oração pela paz do mundo, pelo equilibrio da natureza, pela recuperação do Japão, das pessoas enfermas, das carentes de tudo, das vítimas da região serrana do Rio de Janeiro.

Foi também a primeira vez que vi um ORB ou vários ORBS, que até então eu nem sabia da existência. São bolas de luz de diferentes tamanhos, cores e luminosidade e que se consegue ve numa noite escura quando bate a luz do flash de uma câmera.

Existe uma grande controversia do que vem a ser estes ORBS. Desde sujeira numa câmera fotográfica (quando fotografado ou visto através de suas lentes) até energia em movimento, condensando vamos dizer assim, a mente ou muitas mentes de pessoas que já se foram. Ou ainda, nossa própria energia vinda do futuro para nos comprender melhor através do passado que é o nosso presente atual.
Eu vi a olho nú. Diversos, todos bem luminosos e de uma única cor- branca e de tamanhos diversos.

A visão da lua linda e enorme, a noite escura e os ORBS tornou-se para mim uma verdadeira epifania. Um momento de felicidade em que consegui entender melhor meus familiares, amigos, parentes que já se foram. E meus filhos que estão bem e aqui encarnados, graças a Deus.


Outros fenômenos interessantes aconteceram aquela noite. Coisas que vem confirmar que a telepatia é uma realidade indiscutível. Tema que para mim não causou tanta extasiamento, por já conheço o fenômeno de longa data.


A melhor parte foi olhar e ver. Estar presente, íntegra e compartilhar com diversas pessoas, que ali também estavam, cada qual na sua busca. Lembrei com muito carinho do meu pediatra, já famoso nesse blog, Dr Silvio Lago, de quem ouvi desde pequena muitas histórias ligadas a paranormalidade, que ele chamava de "normalidade". E depois de adulta tb tive a oportunidade de conviver com Dr Silvio, já num novo nível de vínculo. Sempre curiosa, atrás do fantastico ser humano que ele foi, com uma riqueza de conhecimento, pesquisa e sabedoria como poucos.

Com essas lembranças, pude relacionar o que ele dizia sobre a mente consciente e os ORBS. Com certeza, depois desse final de semana passado, minha vida não será a mesma. Subi um degrauzinho que seja na escala do conhecimento.














Na volta, já em São Paulo tive a triste notícia do falecimento de sua neta Isabella Lago. Com quem eu brincava, junto com o irmão dela e também junto com meu irmão, por causa da afinidade que havia entre nossas famílias. Dr Silvio já se foi faz um bom tempo que não consigo precisar. E muito antes disso eu já não tinha contato algum com Isabella. Crianças vão se tornando adultos e seguindo seus próprios caminhos de amizades, nem sempre calha de ser com os filhos e netos dos amigos dos pais. Ocorre que tenho uma grande amiga, cineasta, que também era grande amiga da Isabella, igualmente cineasta. E foi através dela, que agora está na India, que eu soube da notícia, sem muitos detalhes. O fato principal não muda: a passagem prematura, pelo menos no meu entender, dessa moça.

Quando saí para o final de semana enluarado, estava muito triste com a situação do Japão. Mas lá, naquele ambiente mágico, compreendi que a Terra está passando por um momento de transição sim, onde devemos estar atentos a essas mudanças que também acontecem no nosso interior. Grande momento de rupturas, que promovem em nós umas brechinhas para que possamos liberar nosso eu real. Aquele mais autêntico, feliz simplesmente por existir e viver o aqui e agora.

Assim faço um convite a vocês: vivamos já, presentes, conscientes, serenos. Ainda da para mudar essa cena de destruição. É tempo de reconstruir, já numa oitava acima. Recomendo o blog da Jeanne, onde há uma evangelização pelo Espiritismo. Recomendo também o site de Anna Sharp ( facinho no Google) e o blog do Rubens Molina, também alcansável no Google. Mais do que religiosidade estabelecida, oficial, é tempo de um religar-se a uma espiritualidade que normalmente deixamos um tanto anestesiada. É tempo de aprender a encantarmonos com o momento presente, buscando cada vez mais presença. Não sabemos o que o futuro nos aguarda.

Um tsunami como o do Japão, pode destruir todas as nossas esperanças quanto ao futuro dessa Terra. Mas também pode fazer o milagre de nos acordar para que vivamos esse nosso tempo, bem, com cuidado para podermos refazer o que desse planeta já foi destruido. Abracemos uma boa causa. Qualquer que seja já é um bom movimento, uma saída da inércia. E sejamos presentes para aproveitar melhor o céu azul, o perfume do verde das árvores, o contato com as outras pessoas, as vozes, os pensamentos, a convivência com nossas crianças que estarão aqui depois de nós. No mundo que deixarmos para elas.

Enfim queridos, busquei uma música que dissesse bem desse momento qu estou vivendo. Estamos, todos nós. Gosto muitíssimo da voz de Stacey Kent interpretando, mas não achei gravação boa dela no Youtube, cantando What a Wonderful Word. Então peguei a clássica, na voz encantadora de Louis Armstrong, o primeiro a gravar essa canção, em 1967. Letra e música de Bob Thiele e George David Weiss(segundo dados da Wikpédia)

Copiei a letra, que canto de cor, para que possamos ver o sentido, frase por frase. Ai vai. Bom final de semana para todos nós que estamos vivos e temos o privilégio de poder sentir tudo que nossa Terrinha oferece tão abundantemente e as vezes passa batido:

WHAT A WONDERFUL WORLD!

I see trees of green

Red Roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself
What a wonderful world

I see skies of blue
And clouds of white
The bright blessed day

The dark secret night

And I think to myself

What a wonderfull world

The colours of the rainbow so pretty in the sky
Are also on the face of people going by

I see friends shaking hands
Sayng How do you do?
They are really saying I love you

I hear babies cry
I watch them grow

They will learn much more
Then I will ever know

And I think to myself
What a wonderful world
Yes, I think to myself What a WONDERFUL WORLD.

Endereço da interpretação de Louis Armstrong no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=m5TwT69i1lU

Dedico esse post ao Dr Silvio Lago e sua neta Isabella. E também a Anna Sharp com quem aprendi tanta coisa. Dedico aos meus filhos queridos. Aos meus tios bacanas que me trouxeram segurança na vida prática, para que eu possa ter momentos de tranquilidade e apreciar o maravilhoso mundo do . Obrigada Bagé. E a vocês, companheiros de blog. Nós. Sempre dispostos a compartilhar idéias. Posso dizer sem constrangimento, que tenho um imenso carinho por todos vocês. Beijos e bom findi para todos nós. Camille (foto do Rio Amazonas do blog Verdejava. Imgem de criança encontrada no Google. )

24 março 2011

Você já ouviu falar em ORBS?


Depois do nascimento dos meus filhos, acho que foi a coisa mais emocionante e cheia de esperança que já vi. Se você ja tiver visto ou souber alguma coisa a respeito, conte aqui. Eu agradeço. ( foto encontrada em busca no Google)

20 março 2011

Lua Cheia e sua energia feminina.

Desejo que essa Lua cheia de ciclos, de magia, de maternidade, da Deusa e um tanto de simbolismos nutridores, tenha trazido a força da serenidade para todos nós. Um caminho de perdão, de compreenção para a humanidade.
Ou pelo menos uma linda noite, cheia de alegria.
Boa semana para todos nós.

14 março 2011

Raw Food- Crudismo. Um jeito interessante de estocar no final dos tempos?


Fiz um curso de três dias com a americana Kristin Slaby. Dessa vez buscava dietas que curam, respostas positivas para males diversos e não propriamente um novo caminho da gastronomia. Ao contrário, estava um pouco resistente a essas aulas por que sabia que a nova aprendizagem colocaria por terra ou pelo menos em questão tudo que eu havia aprendido anteriormente sobre a gastronomia francesa e mesmo a gastronomia global, contemporânea. Mas tomei coragem e fui.
Como também já fui bem mais fundo inclusive na Macrobiótica. Dieta pela qual tenho o maior respeito e levo em alta consideração. Até por que já experimentei esse estilo de vida de forma radical em um momento bastante crítico de saúde. E sei o quanto se fica bem disposto, confiante e tranquilo com a macrô.
Vou explicar o que entendi: a comida crua, crudeísmo ou raw food, é uma dieta bastante estrita, mas também saborosa. Grande parte dos alimentos não é cozida nem crua- é desidratada em um aparelhinho que gasta pouca energia elétrica ( o equivalente a uma lampada de 60 watts pesquisou uma colega) pastas feitas com um mix bem nutritivo de alimentos processados como- pimentões, alho, tamaras, brotos de grãos e muito mais, que ficam desidratando por mais de oito horas. Claro que perguntei se não seria possível obter o mesmo resultado com a energia solar. Possível é. Mas a professora não havia feito ainda essa experiência.
Kristin contou que começou a se interessar por esse tipo de alimentação quando seus pais envelheceram e ficaram doentes. Ela foi atrás da cura. E encontrou um estilo de vida completo: sua apostila sugere que aprendamos a respirar bem, a fazer yoga, a sermos mais suaves, a caminharmos mais. A nos preocuparmos com a ecologia do mundo. Nossa ecologia interna depende completamente da ecologia do mundo.
Saí dali mais atenta e mais preocupada com o mundo inteiro. Percebendo o quanto fui desligada a maior parte do tempo. Se tivéssemos de fato a dimenção do quanto o mundo está na corda bamba por nossa total responsabilidade, abraçaríamos minimamente que fosse, alguma causa para tentar preservá-lo.
Quero estar mais atenta por exemplo, a questão da fome mundial. O quanto desperdiçamos de alimentos, agua, recursos naturais de todo tipo. Até o oxigenio está sendo negligenciado por nós. Precisamos comer carne? Não precisamos. Os brotos que germinam dos grãos são mais fortes do que qualquer filé mignon. Fora o fato de que por que comemos tantos bifinhos, temos cada vez menos florestas que são abatidas para fazer pastos.
Well, well...hell? Talvez cheguemos lá rapidinho graças a nossa própria displicência com esse planeta chamado Terra. "Por mais distante, o errante navegante"...
Hoje fiz um jantar delicioso para minha filha e eu. Sopa de lentilha com cenoura, arroz integral, beringela, brócolis e cebola grelhados, com molho de gengibre, mel, azeite balsamico e choyo reduzidos. Como a raw food? Não, bem diferente, também consciente e saboroso. A comida crua ou desidratada pode ser aquecida até no máximo 42 graus. Um calor maior destrói as enzimas. Ou seja, tira aquilo que de fato é o mais importante para o organismo. Como diz uma amiga minha genial, a Silvia, " o cérebro é capaz de contabilizar enzimas, mas não é capaz de contabilizar calorias. Ou seja: se você comer 3 fatias de bolo com sorvete e calda, com 800 calorias cada porção, dali a meia hora vai estar com fome novamente. Ao passo que, se comer uma única barrinha com as enzimas em boa combinação, vai saciar seu apetite por muitas horas. Interessante? Vocês não imaginam o quanto.
Aprendi que esses sucos que eu e Anna Luiza temos tomado, são alimentos cheios de vida. Frutas estão em permanente transformação e renascem delas mesmas, de suas sementes. Planta um pão com manteiga para ver o que vai brotar...Está bem, fui cruel: quem não ama um pãozinho saído do forno com uma manteiga da boa?
Mas chega um momento que é preciso abrir mão de velhos hábitos e ter uma nova atitude consigo mesmo e com o mundo. Como disse o Alê, nosso amigo blogueiro que vive no Japão ( blog Lost in Japan, lindo , sensível e extremamente bem cuidado, como um bonsai): parece que 2012 chegou.
Parece mesmo. Antes minha visão de holocausto era Anne Frank escondida com a família, comendo alface podre, como ela conta em seu emocionante diário. Uma jóia preciosa aquela criatura. Mas hoje, com as imagens da serra do Rio de Janeiro ainda na cabeça e todo o noticiário- e vejam bem que sorte a nossa, brasileiros- no noticiário. Por enquanto o terremoto e o tsunami, só do outro lado do planeta. Naquele país que vai dormir na hora que a gente levanta e que tanta contribuição deu ao mundo. Só para citar uma: a Macrobiótica se originou na China, mas se tornou um método alimentar perfeito, no Japão.
Enfim, parece que estamos chegando ao fim do túnel. E pode ser que aquela luzinha que a gente avista seja simplesmente uma explosão nuclear. Vamos abrir os olhos. Eu pelo menos, estou passada de verdade.
Agradeço por existir por mais um dia. E sugiro que todos nós possamos nos alimentar segundo princípios mais ecológicos. Corpo mais capaz. Mundo mais equilibrado. E certamente, maior robustez na alma. ( na foto Kristin Slaby -com um biscoito de gengibre- delicioso. Clicada pelo Camélia de Pedra)

08 março 2011

Cadê meus links?

Caros amigos,
Ha uns tres dias resolvi deletar alguns links que eu mantinha no blog. Não passei do segundo. Cliquei alguma coisa por engano e todos desapareceram. Quem passar por aqui por favor deixe o link. E apelo para Luuuumaaaaaa!!! ( a Super Poderosa blogueira genial) Será que voce pode me dar um help mais uma vez? Quem sabe você encontra uma célebre lista de ilustres blogueiros perdida no meu espaço? Agradeço desde já.
Informo que acho que estou com dengue e súbito: de repente fiquei com dores no corpo, enjôo, cansaço. E não foi por carnaval, nem pensar. Aqui onde eu moro tem muito mosquito e já ouvi falar de ser uma área de foco. E olha que é bairro "bacana". Já pensou a situação de uma área de favela, agua em poças e tal? Saúde Pública, ACORDA!
No mais, hoje assisti alguns momentos de um canal aberto de televisão. Tendo a concordar com Althusser- de fato é um aparelho ideológico de Estado. E a concordar tb com quem discorda dele: mais que isso- é um aparelho repressivo de Estado. E ainda, concordo com quem nunca ouviu falar nessas teorias, mas tem um aparelho- de televisão e o mantém desligado, ou se liga no canal pago ou em um DVD. Qualquer coisa diferente da novela das 9, da edição 11 do BBB( aliás bota edição nisso, é o que tem de minimamente inovador a cada ano , o restante, e infelizmente o restante é gente gritando u-hu no mesmo tom de sempre, que triste. ). Boa semana!
obs de quarta: Debora Secco dando um show em "Bruna Surfistinha". Independente de qualquer coisa ela é uma atriz de valor, se tivesse nascido em outro país iam leva-la mais a sério. E não estou com dengue. é gripe e alergia a mudança de tempo e poluição...

06 março 2011

Além da vida, o filme, pergunta: existe vida após a morte? Existe morte após a vida?


Além da Vida, a peça de Teatro brasileira, completou 25 anos em 2009. São textos espíritas compilados, com uma excelente carga dramática, continuamente encenados por bons atores espíritas, como o saudoso e muito engraçado também, Felipe Carone. O Brasil com sua pluralidade de crenças coexistindo pacificamente, encara os fatos da vida e para além dessa vida, com uma naturalidade maior que os outros países, penso eu. Assim é que no mesmo ano em que circula o "nosso" "Nosso Lar", também roda o mundo "Além da Vida" de Clint Eastwood. Um roteiro que conta a história de um menino que perdeu o irmão gêmeo, uma jornalista francesa que quase morreu no Tsunami da Indonésia e assim chegou até o lado de lá e pode retornar e contar. E um paranormal, capaz de se conectar, de fazer uma ponte entre esse lugar além e o aqui e agora. Bonito o filme, enxuto, sem firulas e dando conta do recado a ser dado. Cara do Clint mesmo. É ai que a gente vê a grande diferença de maturidade pessoal, ao assistir "Além da Vida" e "Chico Xavier ", dirigido por Daniel Filho. Não gostei do dedo do Daniel e já expressei aqui. Sem comentários a mais.
Mas posso me alongar nessa conversa interessante.
Até meu pediatra era parapsicólogo e falar de Espiritismo, poder da mente, viagem astral, mundos paralelos e outros tantos temas correlacionados, era coisa comum na minha infância. Uma vez que meu pediatra era tb amigo de meus pais, super interessados no assunto. E nem sei quantas vezes, passei noites no meu quarto, escutando histórias fantásticas vindas da sala de jantar, curiosa e tranquilamente.
Quanto mais o medo e o preconceito, mais frescura se acopla ao tema, por isso tem tanto filme de "terror" idiota. Existe ou não morte apos a vida? Existe vida após a morte? Veja que são perguntas distintas embora pareçam a mesma coisa. A primeira pressupõe que, tudo é uma grande continuidade. A segunda, que a vida finda sim, e que poderá haver uma outra vida após a morte. Conceitos bem diferentes. Meu pediatra acreditava na imortalidade da mente, vamos dizer assim. Dizia ele que, uma mente forte, desenvolvida, poderia num outro plano de existencia ter vontade própria, memória, se locomover e se comunicar sem ter que ser necessáriamente uma "alma penada" presa a essa vida de carne e osso aqui por "apego".
Enfim, existem muitas teorias. Mas todas elas vão desaguar num mesmo ponto: o que há para o "lado de lá" que daqui não conseguimos enxergar?
Chico Xavier chamava de "Nosso Lar". E que coisa poética aquele filme que mata a cobra e mostra o pau, de fato. Assume até as ultimas consequencias aquilo em que se acredita. Um filme cheio de certezas.
Já o filme de Clint é investigativo, embora afirme a existência de um outro plano, na maior parte do tempo. Estamos evoluindo no sentido de olhar e ver. Está bem na hora mesmo. Talvez na última hora. Mas com otimismo, estamos em tempo.
Por falar em evolução, hoje levei minha filha, ou fui levada por ela, para ver uma nova versão de "Os Saltimbancos", com uma mistura boa de algumas trilhas sonoras de Chico Buarque e Edu Lobo. A evoluçao está no fato de que vi, 8 atores, quatro mulheres e quatro homens, cantando e bem. Com aquele vozeirão que a gente pensa que só os atores da Broadway tem. E dançando tb, alguns deles. Boa. Chega de coreografiazinha de fundo de quintal, criança merece respeito. E essa troupe mostrou que sabe disso. No mais, só sei que nada sei. Mas continuo procurando aprender. ( poster de divulgaçao do filme encontrado no Google)

01 março 2011

Você pode ser capitão do seu destino.


Quem disse isso foi a Dra Nise Yamagushi, oncologista entrevistada por Marilia Gabriela no GNT. Ela falou sobre a possibilidade de cura quando a doença é detectada precocemente. Da importancia da familia e dos amigos no tratamento, com apoio, carinho, presença. Da necessidade de um tempo que muitos pacientes precisam para se acostumarem com a idéia, e poderem redefinir suas prioridades. Falou da inteligencia das células num exame de sangue, da inteligencia do Universo e do quanto se maravilha estudando sempre. Falou de sua origem: pai de uma linhagem de samurais e mãe, já brasileira, com tese sobre Noel Rosa. Muito bacana. Se existem pessoas tão inteligentes e compreensivas com o mundo como a Dra Nise ("xará"de outra Dra Nise genial, a criadora do Museu de Imagens do Inconsciente), que possamos ter, nós também, a capacidade mínima de entender as necessidades, anseios e prioridades de nossos parentes, amigos, conjuges, que estejam ou tenham estado enfermos. Apoio é a base de toda cura. E acreditar em si, no própriio futuro, "ser capitão do seu destino" é o caminho certo para toda cura.

A eutanásia da cachorra. O quarto ao lado. A morte nas cores de Almodóvar.

          Se teve uma situação que me comoveu muitíssimo, me entristeceu e também me tranquilizou, foi quando durante a pandemia, minha fil...