30 outubro 2009

Cinquentinha: fenômeno interessante.

Agora que Pedro Paulo Rangel, grande ator de Teatro e televisão e ainda por cima blogueiro( dos que escrevem bem) no Blog Soppa de Letras, disse que eu poderia ser crítica de televisão-tem razão Tina, você viu primeiro e sempre falou sim, que eu era sua "personal" de cinema. Diante disso, como diz a Jan, minha personal para livros, "estou me achando". E aproveitando a deixa vou só fazer um comentário sobre uma minissérie da Tv Globo, que vai entrar no ar. Não, não é nenhuma fonte de informação privilegiada que passei a ter desde o comentário do PP. Acabei de ver no UOL mesmo: é uma minissérie sobre quatro mulheres de 50 anos. Só que, três delas, Betty Lago deve estar próxima ou já passou dos sessenta. Marília Gabriela já passou beem dos sessenta e Susana Vieira tem quase setenta. O fato é que elas parecem ótimas, mais jovens do que as mulheres que tinham 40 há algumas décadas atras.

Há uns dois anos saiu na capa da Veja, metade o rosto da Cristiane Torloni que tem confessos um pouco mais de cinquenta, e metade o rosto de sua mãe quando tinha cinquenta. A mãe de Cristiane aos cinquenta parecia avó de Cristiane aos cinquenta, que aparenta menos de quarenta. Esse ano ainda, saiu novamente a mesma capa, dividida ao meio, só que dessa vez eram os rostos da modelo Daniela Sarahiba, que deve ter uns vinte e tantos e o de sua mãe que deve ter uns quarenta e lá vai, a menos que tenha tido a filha com 15, pode ser também. O fato é que o leitor não distingue bem a idade de uma e de outra, mas certamente não diz tratar-se de mãe e filha.

Quer dizer, ao que parece, e parece mesmo, as mulheres estão rejuvenescendo. Benza Deus. E por isso mesmo, o fenômeno agora ocorre ao contrário. Para dar veracidade ao personagem, para empatar com a imagem que o público faz de uma mulher de cinquenta, colocam uma de quase setenta para interpretá-lo. Isso vislumbra um excelente algúrio. Principalmente para nós meninas. Claro que o responsável por esse fenômeno nao deve ser o poder benéfico do ar poluído de São Paulo e nem do sol tórrido do também poluido Rio de Janeiro, habitats de estrelas de televisão. Mas, aos cuidados e aos tratamentos disponíveis hoje no Brasil e há muito tempo nas clinicas estéticas dos EUA. Assim como, a disposição das mulheres de correrem atrás de uma beleza externa equilibrada( socorro Donatella Versace não é? Aquela que aumentou a boca e chegou a ficar bizarro o resultado) e de uma saúde de ferro, para manter a jovialidade. E certamente, a um estado de espírito, uma moral elevada, uma descrença nos preconceitos que ainda vestem uma mulher de sessenta de vovozinha, como se esse fosse o único espaço a ser ocupado.

Está la também na mesma página do UOL de hoje, a lindézima Demi Moore, de quase cinquenta, com seu rosto perfeito, seu corpinho de 30 e seu marido de 25, para nos inspirar. Ela deve passar fome? Provavel. Mas isso a Carolina Diekerman já confessou que também passa e só agora fez trinta. Enfim, com fome ou sem fome, com plástica ou não, cada uma escolhe seu futuro e isso é muito bom . Antigamente não tinha escolha e desde que nasci, a imagem de minha avó na minha cabeça, sempre foi a de uma velhiiiinha e ela não era, só estava no posto: cinquentinha, sessentinha e minha vovozinha. E no atual momento, botox+ academia+ dieta+ ausencia de preconceito contra a própria idade + ( sei lá mais o que, mas vou descobrir no tempo certo)= mulher de cinquenta com cara de trinta e mulher de sessenta com cara de quarenta. Gostei da conta. E olha que não sou boa em matemática. ( foto: Demi Mooore, busca no Google)

23 outubro 2009

Também me sinto uma Helena.

Quando começou a novela "Viver a Vida" de Manoel Carlos, apareceu a protagonista Helena na beleza extasiante de Tais Araújo, mas ainda era cedo para ver muitas nuances na personagem. Assim, todas as mulheres que apareciam na tela, me pareciam um complemento especial de Helena. Como se, na exposição de suas heroínas sempre com o mesmo nome- Helena- Manoel Carlos estivesse na busca da mulher ideal, desconstruindo um "tipo ideal" weberiano.

Explico: Max Weber, o sociólogo tinha um método de pesquisa simples de entender. Para compreender uma realidade, ele construia um objeto que tivesse diversas caracteristicas bem pontuais. Por exemplo, a população de uma cidade do interior- tem fazendeiros, tem lojinhas de artezanato, tem gente jovem que estuda na cidade grande e visita os parentes no final de semana, enfim, Weber somava caracteristicas para dizer:o tipo ideal- como no exemplo de cidade do interior- é assim. E ao comparar a cidade do interior " tipo" com outras, ele ressaltava aquilo que fugia ao quadro traçado- ah essa aqui tem trafico de drogas. Já a outra ali tem uma cadeia de fast-food que prospera mesmo que os habitantes tenham o hábito de almoçar em casa. Deu pra entender? Estou complicando o simples? Só queria dizer que, ao meu ver, todas as personagens femininas da novela somadas, poderiam ser Helena, uma mulher realmente tridimencional, como a realidade que percebemos. Com uma enorme riqueza interior, como a médica loura ( não guardo nomes mesmo), como a mulher que na pele de Lilian Cabral, abandona a carreira pelo "bem" do casamento e é abandonada pelo marido galinha. Todas, todas mesmo, são parte de um mesmo arco-iris.

Mas agora que a novela já está há um tempinho no ar, parece que Helena começa a conquistar seu espaço gente de verdade dentro da trama. Um indivíduo, com tantas caracteristicas interessantes, que vendo-a como um ser humano, consigo me identificar em uma porção de coisas. Ela é modelo, mas não é só isso. Eu não sou modelo e continuo me sentindo uma Helena, ou parecida com essa Helena. Ela se casou intempestivamente pela força da paixão, sem se perguntar quem era de fato aquele homem e se ele teria condições de faze-la feliz. Se jogou na relação". E só não está em vias de se esborrachar por que sua profissão a preenche muito, é feliz ali. O personagem do marido tão prematuramente já mostra que aquela frase de botequim é bem verdadeira:

"você pode ser a mulher certa, mas o homem errado será sempre o homem errado". Então Helena que observasse o que ele era com as outras, para entender o que poderia ser com ela. Mas não viu.

Helena é uma mulher traída, talvez intua, mas ainda não sabe. Ainda está pensando em largar tudo que conquistou e que a deixa feliz, mas não totalmente, pelo seu "compromisso" com o marido. A quem ela atribuiu em algum momento o poder de deixa-la esse sim, completamente realizada. O que claro, é uma fantasia. Mesmo que o sujeito fosse outro, não existe essa completude em nada ou em ninguém. (Que peninha não é? Eu também acho.)

Mas também não é só isso. Helena quer ser amada e não apenas por seu marido. Ela tenta agregar e conquistar a filha dele, quase da idade dela, para isso não medindo sacrifícios. Como abrir mão de seu cachê de modelo internacional para viabilizar a viagem da enteada futil, mesquinha, mimada, e aspirante a modelo famosa, mas sem muita vontade de pegar no pesado.

Helena certamente começa a ver, através da educação superficial e egoísta da enteada Luciana, o que está por tras da fachada romântica de seu marido tolo. E remói uma tristeza, num momento em que ainda poderia ser "uma lua de mel", mas já tem o gosto amargo da decepção. Um gosto tão ruim de sentir, que faz com que Helena insista na besteira, como se fosse bala de hortelã.

E se negue, até o capítulo atual, a viver os recentes apelos do acaso glamouroso da sua profissão: como cruzar com o Thiago Lacerda, fotografo "aventureiro" talentoso, lindo e interessado nela. Até por que Helena não quer aventuras. Livre do jeito que sempre foi , ela busca um companheiro, uma alma gêmea. Um homem para chamar de seu. Mas definitivamente, não vai encontrar em José Mayer. ( não guardei o nome do personagem). Talvez por que José Mayer dê tanta veracidade aos seus personagens que "se acham" sem ter por que, e muitas Helenas de muitas tramas acreditem nesse tudo de bom que ele não é, passei a detestar o ator. Não é de agora, embora nessa novela, sua cara de galã latino me incomode mais. Physique du role + sua competência para encarnar repetidas vezes um novo "Wando" sem beiçola( pelo menos isso)= horror da minha parte. Feio, baixinho, inteligencia mediana , muito mais velho do que a linda e sensível mulher, mesmo assim o cara se dá ao direito de não ser capaz de amá-la. Embora amar não seja uma questão de direito, mas de capacidade. Tem gente que não faz vínculo. E essa dificuldade tem nominho próprio que não vem ao caso aqui.

Tudo isso misturado, dá no que eu disse logo de início. Me sinto uma Helena em muitos momentos. Graças a capacidade de observação e escrita de Manoel Carlos, cheia de humanidade, até nos seus clichês. E claro, graças ao fato de eu adorar televisão e novelas. Senão estaria me comparando a algum filme francês. Pourquoi pas? ( foto retirada de "O Fuxico"- portal Terra.com.br)

17 outubro 2009

Suavidade.

São 7.40h da manhã e passa um carro com alto falante: "alô galera de cowboy, alô galera de peão". Hoje é sabado e acordei bem antes do barulhão com outros barulhinhos que permeiam a vida nesse lugar para o qual retornei após a separação. Para este apartamento que voltei a chamar de lar.

Aqui, nos próximos parágrafos eu escreveria sobre uma lista de problemas, mazelas, lamentos, perdas. Vou pular essa parte. Estou cansada até do cansaço que tudo isso me causou. Então vou direito ao que interessa: a suavidade.

Dizer que a vida em geral é fácil, tranquila e extremanente divertida não seria verdade não. É só olhar nos jornais. É só estar desperto que se percebe justo o contrário. Mas é possivel tentar e até conseguir, driblar a confusão. Com a força da suavidade.

Há quase dois anos, quando viemos para cá, tive essa conversa com minha filha que já vai fazer nove anos. Ela foi um bebê bravo, daqueles que choram e berram quando querem alguma coisa e são contrariados. Uma menininha pequena, daquelas espoletas que dão um canseira no melhor dos atletas. Mas ao crescer foi se suavisando. Nem tanto. Tinha umas discussões comigo, daquelas de irritar muito. E acabava levando grandes broncas. Até o dia em que percebi que a melhor palavra para definir um estado de espírito mais gratificante para nós duas, é a suavidade. Comecei a falar sobre isso com ela, sobre a capacidade que temos de falar calmamente o que queremos. Saber conversar, saber ouvir, saber calar. Respeitar. Respeitar-se.

Tomar banho com calma e relaxar, vestir uma roupinha gostosa, curtir o ficar cheirosinha. Brincar sem pressa, como se tivesse que daqui a pouco fazer outra coisa. E tantas outras maneiras de driblar a ansiedade.

Sim, foi o que percebi, que diante do caos do mundo, é preciso cuidado, preservação. A vida tinha acabado de nos dar uma surra. E precisavamos ainda de mais cautela para não cairmos de boca no frenesi que acontece em cada esquina. Saber nos juntar a tribo que quer a mesma coisa que passamos novamente a buscar.

Penso que, mesmo de volta ao apt barulhento e poluído. Sinusites frequentes e necessidade de mudança a parte, estamos conseguindo. Tivemos que deletar algumas pessoas e temas da nossa vida. Tirar muitos excessos de brinquedos, roupas, questões, para caber de novo aqui. Tirar problemas, para sobreviver bem. Deixar o barco mais leve, para que não afundasse.

Hoje eu e minha filha não levantamos mais a voz uma com a outra, nosso carinho ficou mais evidente. Ficamos suaves entre nós. E percebo que ela ampliou essa suavidade aos seus amigos e colegas da escola. Sabe olhar com muita precisão a gangorra emocional de algumas meninas da turma. Brincamos sobre a "fila" do Dr "Castanho". Um personagem psiquiatra da novela Caminho das Indias.

Estamos no furacão que é a vida. Mas estamos aprendendo, eu e ela, a reerguer a "Fortaleza de Salomão", uma metáfora que considero boa como qualidade de vida e como lembrança constante de que um ambiente equilibrado, uma convivencia boa consigo mesma e com quem nos cerca é importante e fundamental. É isso, que não chama fraqueza e nem censura, mas estratégia de sobrevivência.

Aqui na blogosfera, eu olho para os blogues Saia Justa e o Luz do Sol na Suécia, e percebo essa força nas suas donas. Uma mora na Alemanha e a outra na Suécia. Ah, lá parece mais fácil? Com certeza. Mas elas encontraram o canto delas. Ali souberam construir o que lhes faz bem. Desconheço suas guerras internas, por que ninguém disse aqui que o ser humano vive em paz. Isso já é um patamar talvez para monges. Vivemos em luta, mas o importante é que alguma coisa benéfica à nossa saúde mental e física sempre vença, ou na maior parte do tempo, vença.

Intuo que no blogue Meu Jeito de Ser também se esteja buscando, com persistencia, essa força. E se digo o nome dos blogues e não o de suas donas´, é para vocês poderem dar uma clicada ali ao lado. Fora do que para mim é virtual, no meu mundo real, também encontro pessoas assim, famílias, amigos. Ainda bem. Escolho esse caminho. E que sigamos em frente.

Beijos e bom final de semana para todos nós.

15 outubro 2009

O Juiz e o caso do "solene corno".

Tem até uma frase "linda", "nobre" e "fina" que diz : "de bunda de criança e de cabeça de juiz, pode sair qualquer coisa". E por falar nisso, hoje dei muita risada, ao ler o caso do homem que processou o amante de sua esposa, por danos morais.

Entenderam bem? Sim, por que eu custei a entender, li umas três vezes. O cara não estava divorciando da mulher, nem processando a mulher, ele estava processando o amante da mulher por danos morais. Ou seja, ele estava processando o sujeito por violação da propriedade alheia, por violação de sua posse, sua propriedade , sua mulher.

Meu avô quando era vivo, um "ilustre causidico" gostava de assistir televisão e de vez em quando remomorava um programa do Flávio Cavalcanti, apresentador polemico que morreu faz muitos anos. Uma vez dizia ele, um homem foi ao programa propondo trocar sua mulher por uma vaca leiteira. Sim, exatamente isso. Está pau a pau, com a noticia acima, de hoje, que li no UOL.

Assim, diante dessa aberração( tão comum que dá dó da nossa cultura), o juiz deu uma sentença desfavoravel ao reclamante, mas muito favorável a chamá-lo a realidade: disse tudo isso no texto- que a mulher não é propriedade do sujeito, que não via por parte do cidadão que a xyzeu nenhum ato de difamação ou imoralidade e terminou dizendo que o reclamante era um "solene corno".

Gente, juizes, advogados e afins não são minhas predileções para amigos. Nem para trocar uma idéia no botequim mais próximo. Mas confesso que adorei o que esse juiz fez. Por que afinal de contas, que pouca vergonha desse senhor, policial, tratar a esposa como coisa sua. Merece o chifre o solene corno? Bom , em briga de marido e mulher ninguém mete a colher...ele que fique com sua "Norminha". O que é do gosto, regala a alma.

E o que saiu como foco da noticia foi que "juiz dá sentença com palavras de baixo calão". Fala sério, o juiz so escreveu "corno" e falou sério. Sério mesmo.
foto da revista Contigo retirada de pesquisa no Google: atriz Dira Paes e "Seu" Abel

14 outubro 2009

Não há porta de saída, só de entrada. E já que não dá para gritar: pare o mundo que eu quero saltar, assistam as aulas do Rubens Molina.

Sabe aquela conversa de outro dia, sobre estar vivendo a Matrix antes do apocalipse? Pois, continuo torcendo para que possamos fazer algo de bem interessante com essa ferramenta espetacular que é a internet, ao invés de trazermos para esse lugar, para essa experiência, nossa velha mochila de peregrinos, cheia de badulaques que não servem mais. "Não existe nada mais antigo, do que cowboy que dá cem tiros de uma vez... a avó da gente deve ter saudades do zig-pow, do cinto de inutilidades"... Alguém se lembra dessa musiquinha que precedia os novos, hoje velhos desenhos animados moderninhos, onde os super-herois eram menos do bem ou do mal?

E ao falar sobre excelentes oportunidades na internet, além de nos divertir, é claro, vou citar, recomendar e dizer: vá logo antes que não tenha mais vagas. Acabo de sair de uma aula on-line, do sábio Rubens Molina, que de tão sábio que é, reconhece que a nossa sabedoria e informação é bem pequenininha diante da imensidão que desconhecemos. Nada de arrogância pois, pois. E ainda, nos dá a sua leitura, o seu olhar, seu ponto de vista, sobre livros dele e de outros autores- genios vivos, como o Codigus Universalis, texto esse que o grupo começou a ler agora ( eu ainda não, portanto não sei se é assim que se escreve) e que aponta a Psicanálise como a via para a capacidade de cada um de revirar, virar ao avesso cada conceito, coisa, vida, situação- uma chave para entender o mundo, qualquer coisa, tudo e até o nada, que não podemos alcançar.

O que essa aula faz definitivamente é dar um polimento nos neurônios. Pelo menos nos meus dá. Antigamente, quando eu assistia essas aulas ao vivo no Rio de Janeiro, ficava calada, por que era muito guria, tinha pouca vivencia e esperava, ouvindo, o dia de entender. Esse dia chegou lá e isso é muito bom. Agora continuo assistindo com uma alegria interior, como se estivesse me alimentando, tomando gazolina, ou uma espécie de elixir que torna a vida mais simples e ao mesmo tempo, muito mais interessante. Por que vista de um angulo que não é angulo, é abrangência. Uma abrangência que vai tocar você. Como diria o Faustão, "quem sabe faz ao vivo". E o Rubens Molina sabe dar o recado, em tempo real, de modo que todos possam entender se quiserem. Eu , você, ela do blog ali ao lado.

Bom, eu recomendo e quando você começar a escutar e ouvir, vai perceber o que estou dizendo. Experimente, o seu, como o meu cérebro agradecem . Além do mais, como dizem o Molina e o Magno, precisamos ser mais"Amazonicos", permitir que muitos afluentes possam desembocar em nós. A internet nos dá esse privilégio. De receber toda a diversidade de informações que queremos. De ampliar nossa curiosidade e acesso a qualquer assunto. E até de entrar em contato com nossa inteligência mais capaz de um produzir um pensamento bem refinado. É só clicar ali ao lado no blog do Rubens Molina ou escrever para rubensmolina@uol.com.br e se inscrever, se ele permitir, é claro.

Obrigada pelos comentários no post abaixo. Acho que agora meu computador pegou no tranco e vou poder de novo, ter o prazer de visitar vocês.
BEIJOS!

04 outubro 2009

Gracias a La Vida y a una Hermana Muy Hermosa que se Llama Liberdad

Registros e reflexões para a semana:

- Que bom que o Rio de Janeiro será sede das Olimpiadas de 2016. Isso significa muitos momentos de alegria, emoção, confraternização de países, torcida pelos jogos e atletas e principalmente nossa torcida por um Rio de Janeiro menos violento, mais civilizado.

Novas oportunidades de trabalho vão surgir, empregos, muito capital circulando, renda, prosperidade. Que deve ser aproveitada da melhor maneira.

Para isso é importante que haja uma educação para o turismo, para que o carioca saiba receber bem aqueles que chegam. Dar boas-vindas não é só um sorriso na cara e um sambinha no pé. Mas a capacidade de abrir as portas da cidade e garantir a segurança de quem vem, estar disponivel para dar informações corretas, ter a cidade muito bem sinalizada, não usar de oportunismo para com quem chega, em bom Português, não engambelar turistas e atletas. Está mais do que na hora do Rio chegar lá. Que seja antes de 2016.

Autoridades, municipais, estaduais e federais, acordem que agora é pegar ou largar. Não é nem uma questão de "justiça social" que muitos de vocês parecem não estar interessados nessa "idéia". É uma questão de não passar vergonha perante o mundo e afundar como cidade turistica de uma vez. A hora de melhorar é essa, de mostrar que o Rio pode brilhar.

- Deixo registrado também o que Mercedes Sosa, cantora argentina que morreu ontem dia 4 de outubro, cantora do mundo, representou para mim. Sua voz poderososa, calorosa, forte, chegou a corações e mentes nos quatro cantos do planeta. Seu repertorio incluia canções belíssimas como Gracias a La Vida, e ainda canções de cunho politico, sempre com letras contundentes, como um texto aberto a reflexão.

Penso que ja tive a oportunidade de contar aqui que no tempo em que trabalhei na clinica psiquiatrica em NY, a primeira clinica bilingue Espanhol/Ingles para consumidores de Psiquiatria naquele Estado, fui alertada para jamais falar ou cantar com os pacientes musicas de conteudo "forte". Embora aquela clinica fosse muito moderna e diferenciada, ainda tinha uma cultura muito arragaida em preconceitos com relaçao ao paciente.

Mas além de tudo o mais, eu tinha estudado um ano de Musicoterapia no Conservatorio Brasileiro de Musica e lá aprendi dentre outras muitas coisas o "principio de ISO", conceito criado pelo medico argentino Rolando Benenzon, em que se procurava encontrar o som condizente com o momento inteno do paciente, ISO de igual. Algo como: se alguem esta deprimido não adiantará colocar uma musica de carnaval que a pessoa não sairá pulando. Ao contrario, poderá se fechar cada vez mais. Ao passo que se ouvir Debussy, ou Eric Satie, enfim sugestões de compositores que tem músicas que me parecem melancolicas, apesar de lindas e sempre muito profundas, a pessoa deprimida poderá se identificar com aquele som, criando com ele um espaço interno de tranquilidade e conforto. Se a música tem letra, que tenha palavras que falem ao seu coraçao de acordo com o momento vivido.

Assim, pude verificar como as músicas cantadas por Mercedes Sosa, de conteúdo "forte", faziam um enorme bem aos pacientes, ao inves de lhes causar qualquer constrangimento, como opr exemplo, La Cigarra :

"Quantas veces me mataran, quantas veces me morri, sin embargo estoy aqui ressuscitando. Gracias doy a la desgracia y a la mano con punal por que me mato tan mal, y seguir cantando"...

Quem já viveu e já morreu tantas vezes como um paciente que tenha passado por uma "carreira de loucura", gosta de saber que está sendo ouvido e compreendido. E era o que essas canções de Mercedes Sosa proporcionavam ali, compreensão de si, aceitação de si, dialogo. Elementos fundamentais para qualquer um de nós estar preparado para dar gracias a la vida..

Por isso e por tudo agradeço a Mercedes Sosa. Por ter alegrado a minha vida com sua voz, por ter me ajudado com suas canções, desde o inicio de minha adolescencia, a me conscientizar de que somos seres politicos e que não querer tomar parte ou tomar partido, já é uma posição tomada, a da omissão. E depois, por ter "partilhado" comigo de momentos tão intensos naquela clinica, em que pude comunicar sentimentos importantes com suas letras tão claras e sua voz tão especial.

Ela foi uma pessoa que me pareceu inteira, grandona, gorda, com aqueles xales coloridos que gostava de usar, alguém querido pronto a abraçar. Pode ter sido apenas uma fantasia minha, que seja. Mas sempre estará guardada na minha memória, como parte do meu crescimento como um ser que olha e vê o mundo, seu vozeirão cantando:

'yo tengo tantos hermanos, que no los posso contar, y una hermana muy hermosa que se llama liberdad."...

Ou seja, una estrella que continuará brilhando, pelo menos para mim, e acredito que para muitos mais.

Boa semana para todos nós.

02 outubro 2009

Entrega do Prêmio Oprah para a Prenda Clarice Gê e o Bagual Jens

Vocês sabiam que os dois primeiros colocados no Concurso Nada Para Fazer num Domingo Com Gripe, e assim ganhadores do Prêmio Oprah, Clarice Gê e Jens Gaudério, vivem em Porto Alegre? Isso significa que , além de produzir, sapatos tipo exportação, as melhores uvas do país , as mulheres mais bonitas do Brasil (dizem) e apresentadoras de programa infantil como XUXA, o Rio Grande do Sul também produz blogueiros vencedores de prêmios Oprah. E muito mais que isso, pessoas bacanas, inteligentes, amigas e super talentosas. Vide seus blogs.

Assim tenho inenarrável prazer de avisar aos vencedores, Clarice Gê e Jens que chegarão amanhã em seus endereços, suas balinhas 7Belo + a surpresa ( não, não é um kinder ovo não. Hum... Pelo menos a supresa é no capricho. O que? Animalzinho vivo? Hamster? Não, eu até tentei uma calopsita mansa, mas não é permitido por cedex... Enfim, aguardem esse momento " apogeu" como diria Aldir Blanc no Miss Suéter, AMANHÃ, SÁBADO.

Os demais premiados receberão notificação por e-mail (Chique hein, parece linguagem de logística).

Beijos e bom final de semana para todos nós,

Cam

ps: Clarice Gê e Jens, por favor avisem quando receberem esse magnifico prêmio para eu saber se o correio de SP funciona. E que tal chuparem umas 7 Belo juntos, já que todos , Jens, família e Clarice vivem em Porto Alegre? Fica aí a sugestão. Bjos

ps2- VOCES TEM NOTICIAS DA CLARINHA?

A eutanásia da cachorra. O quarto ao lado. A morte nas cores de Almodóvar.

          Se teve uma situação que me comoveu muitíssimo, me entristeceu e também me tranquilizou, foi quando durante a pandemia, minha fil...