Domingo passado fui assistir “Coração Vagabundo”, filme documentário que tem o mesmo título de uma canção que Caetano Veloso interpreta: “meu coração não se cansa, de ter esperança”....
O filme mostra Caetano nos bastidores de algumas viagens: Londres, Nova York , Madri e algumas cidades do Japão. Vale a pena, é diversão garantida. Minha filha de oito anos também gostou. Sinal de que tem alguma graça, senão criança não agüenta.
Só de ver o Caetano cantar para mim já está valendo. Mas o documentário tem mais que isso, como o depoimento de Almodóvar, os japoneses cantando canções de Caetano, e um Caetano que eu não conhecia por que não o conheço mesmo, de certa forma modesto e franco.
Ele vai dizendo coisas, como se estivesse respondendo a uma entrevista de um interlocutor que a gente não vê e se não me engano, também não escuta. Então é como se fossem reflexões sobre uma série de assuntos, alguns engraçados, outros polêmicos. Como quando rebate a declaração de que o Brasil teria a melhor musica do mundo. Ele contesta dizendo que não, que a melhor música está nos EUA. Por que são muitos anos de desenvolvimento e músicos incríveis como Cole Porter e George Gershwin. Isso despertou a ira de Hermeto Paschoal, que então chama Caetano de “musiquinho”. Ele diz que realmente é um “musiquinho” e que isso atesta mais uma vez sua opinião, de que os grandes músicos, que não poderiam jamais ser chamados de “musiquinhos” estão nos EUA.
Eu gosto muito de Caetano Veloso, e sempre o vejo como a gente pode ver Michael Jackson, tipo bizarrices à parte , que não tenho nada que ver com a vida dele. E que eu saiba Caetano nunca viveu em Neverland, ao contrário, fez uma “Oração ao Tempo” que lida com a nossa passagem pelo tempo, como gente grande. E é uma das letras/musica mais lindas que eu conheço.
Ele é profundo, como eu entendo que o ser humano pode e tem mais é que ser. Por isso mesmo é melancólico, por que sendo tão profundo diante da existência, não dá para rir a toa não. Enxergo nele os muitos anos de análise com o mesmo analista que eu. O já citado, “Menino do Rio”, Rubens Molina, o verdadeiro muso dessa letra.
Mas principalmente, quando escuto as músicas de Caetano Veloso, a quem considero um gênio musical sim senhor, um superdotado e uma grande sensibilidade, eu fico feliz. Como fico feliz ao escutar o que Tom Jobim tinha a declarar à vida, com suas letras e notas. E a essa felicidade genuína, que preenche meu coração vagabundo ou não, eu agradeço a esses talentos, que traduzem tão lindamente em poesia pura, essa estranheza que é ser humano.
O filme mostra Caetano nos bastidores de algumas viagens: Londres, Nova York , Madri e algumas cidades do Japão. Vale a pena, é diversão garantida. Minha filha de oito anos também gostou. Sinal de que tem alguma graça, senão criança não agüenta.
Só de ver o Caetano cantar para mim já está valendo. Mas o documentário tem mais que isso, como o depoimento de Almodóvar, os japoneses cantando canções de Caetano, e um Caetano que eu não conhecia por que não o conheço mesmo, de certa forma modesto e franco.
Ele vai dizendo coisas, como se estivesse respondendo a uma entrevista de um interlocutor que a gente não vê e se não me engano, também não escuta. Então é como se fossem reflexões sobre uma série de assuntos, alguns engraçados, outros polêmicos. Como quando rebate a declaração de que o Brasil teria a melhor musica do mundo. Ele contesta dizendo que não, que a melhor música está nos EUA. Por que são muitos anos de desenvolvimento e músicos incríveis como Cole Porter e George Gershwin. Isso despertou a ira de Hermeto Paschoal, que então chama Caetano de “musiquinho”. Ele diz que realmente é um “musiquinho” e que isso atesta mais uma vez sua opinião, de que os grandes músicos, que não poderiam jamais ser chamados de “musiquinhos” estão nos EUA.
Eu gosto muito de Caetano Veloso, e sempre o vejo como a gente pode ver Michael Jackson, tipo bizarrices à parte , que não tenho nada que ver com a vida dele. E que eu saiba Caetano nunca viveu em Neverland, ao contrário, fez uma “Oração ao Tempo” que lida com a nossa passagem pelo tempo, como gente grande. E é uma das letras/musica mais lindas que eu conheço.
Ele é profundo, como eu entendo que o ser humano pode e tem mais é que ser. Por isso mesmo é melancólico, por que sendo tão profundo diante da existência, não dá para rir a toa não. Enxergo nele os muitos anos de análise com o mesmo analista que eu. O já citado, “Menino do Rio”, Rubens Molina, o verdadeiro muso dessa letra.
Mas principalmente, quando escuto as músicas de Caetano Veloso, a quem considero um gênio musical sim senhor, um superdotado e uma grande sensibilidade, eu fico feliz. Como fico feliz ao escutar o que Tom Jobim tinha a declarar à vida, com suas letras e notas. E a essa felicidade genuína, que preenche meu coração vagabundo ou não, eu agradeço a esses talentos, que traduzem tão lindamente em poesia pura, essa estranheza que é ser humano.