Por muitas razões adorei a maneira como esse DVD veio parar na minha mão hoje.
E adorei o filme, ou o comercial de 120 minutos ou quase. Li que o filme foi encomendado ao Woody Allen, para fazer uma propaganda da cidade de Barcelona. Como se Barcelona precisasse de publicidade. Vai ver precisa. Sempre mais.
Então, o cenário é lindo e bem explorado, pelo excelente publicitário Woody, que continua sendo um cineasta no mínimo gostosinho de assistir. Quando parece que vai cair na chatice total, ele dá uma revirada e renasce numa boa, levinho, soltinho, menos neurotiquinho e sempre talentoso. Com sua atual musa, a bela Scarlet, que enfeita ainda mais Barcelona. E com a dupla Javier e Penélope, que além de pareja na “vida real,” fazem um “matrimonio” beeem interessante, maluco e um tanto realista para muita gente. Ela mereceu seu Oscar político para variar, mas está ótima no papel. E todo o elenco se destaca brilhantemente o que me faz deduzir o que já disse, que o velho Woody continua em forma. Sair de NY para outros ares lhe fez muito bem a inspiração e provavelmente ao bolso também.
Mas fora essas elocubraçõezinhas, o filme mexeu muito comigo. Amo a Espanha em muitas instancias. Tenho ótimas recordações de Barcelona. E uma intimidade adquirida no país por falar o idioma que eu adoro, e também por muitas horas percorridas a pé por seus maravilhosos caminhos de alegria.
Bom, não sei se você vai gostar tanto quanto eu, que vi tudo com tanta paixão , emoção, recordação, admiração. Mesmo assim vale a pena assistir. Li tb que o próximo comercial gigante de Woody Allen vai ser no Rio de Janeiro. Boa combinação. Vamos ver no que dá.
( Agradeço a todos pela força nos comentários do post abaixo. Muitas informações importantes voces me proporcionaram)
29 março 2009
25 março 2009
Sobre brothers,obesos e links. Help!
1- Desculpe a minha falta de cultura televisiva, mas, alguém sabe se aquela votação apresentada no programa Big Brother é submetida a uma auditoria? Hoje mais cedo eu li no Uol: veja quem vai ganhar no "paredão": Milena ou Max. Eu havia assitido um capitulo no sabado ou no domingo, não me lembro. E saquei tudo: Max e um outro rapaz são os unicos homens que sobram na casa. Dá um equilibrio que é necessario para dar graça ao programa, nas festas, nas fofocas, nos namoricos, etc. Max namora com desprezo uma participante de lá que estava vestida como uma estupida com chupeta na boca, por alguma razão do programa. Ali também tem um conflito que dá ibope. Milena não sei exatamente que apito toca, mas antes de ler o resultado da votação sabia que o mais votado para ficar seria o tal Max, por pura lógica de marketing, de audiência, de equilibrio. Aí eu me pergunto: se posso "adivinhar" resultados, mesmo contrariando meu bom senso com relação ao ser humano- esse tal Max parece ser apenas um jogador e mais nada, sem muitos sentimentos expostos como gostaria o público votante. Quase um sociopatazinho naquele mundinho, e por isso deveria sair. Mas eu adivinho que ele vai ficar. E ele fica. Suspeito. Então pergunto: vocês sabem, só por uma curiosidade mórbida de alguem que exausta como eu, ainda assim, não conseguiu pegar no sono:
EXISTE AUDITORIA NO PROGRAMA OU TUDO NÃO PASSA DE CONTO DA CAROCHINHA entremeado por discursos as vezes mais inspirados e sempre tão previsiveis de Pedro Bial? Tb conhecido em outras esferas por Pedro Miau?
2- Existe algum médico no recinto, nutricionista ou apenas amante da boa mesa? Quero saber até que nível a ansiedade e apenas a ansiedade pode provocar um disturbio alimentar que faça uma criança de 4 anos, ficar 34 kilos acima de seu peso. Quer dizer, descartando qualquer questão fisiologica dado o relato dos pais de que os exames dão sempre negativos. Alguém pode me responder?
Agradeço pelas respostas. As colocarei aqui na tela, uma por uma, caso surjam.
3- Pergunta mais desperada: fui atualizar o link da Grace O. e de repente me dei conta de que apaguei todos os links do blog. Alguém sabe o que fiz de errado e o que posso fazer para consertar?
Beijos,
Cam
É amigos, perdi todos os links sim. E o mais besta é que tb perdi o link que linkava os links. Estou esperando a Julia, Rainha dos Lay-outs passar aqui para me ajudar. Por favor deixe seu link por escrito e mais de algumas pessoas bacanas que faziam parte da minha lista, se puderem. Muito obrigada, sniff!
EXISTE AUDITORIA NO PROGRAMA OU TUDO NÃO PASSA DE CONTO DA CAROCHINHA entremeado por discursos as vezes mais inspirados e sempre tão previsiveis de Pedro Bial? Tb conhecido em outras esferas por Pedro Miau?
2- Existe algum médico no recinto, nutricionista ou apenas amante da boa mesa? Quero saber até que nível a ansiedade e apenas a ansiedade pode provocar um disturbio alimentar que faça uma criança de 4 anos, ficar 34 kilos acima de seu peso. Quer dizer, descartando qualquer questão fisiologica dado o relato dos pais de que os exames dão sempre negativos. Alguém pode me responder?
Agradeço pelas respostas. As colocarei aqui na tela, uma por uma, caso surjam.
3- Pergunta mais desperada: fui atualizar o link da Grace O. e de repente me dei conta de que apaguei todos os links do blog. Alguém sabe o que fiz de errado e o que posso fazer para consertar?
Beijos,
Cam
É amigos, perdi todos os links sim. E o mais besta é que tb perdi o link que linkava os links. Estou esperando a Julia, Rainha dos Lay-outs passar aqui para me ajudar. Por favor deixe seu link por escrito e mais de algumas pessoas bacanas que faziam parte da minha lista, se puderem. Muito obrigada, sniff!
22 março 2009
O que gostei e o que não gostei de Quem quer ser um Milionário?
Fui ver esse filme, apenas sabendo que “é lindo” e que ganhou o Oscar em muitas categorias, incluindo “melhor filme”. Mais nada.Nem que se passa na Índia, ou tem enredo x,y.z.
Me emocionei e me envolvi com a história triste no inicio. No meio estava já comparando com a realidade brasileira e muitos pixotes da vida. Com a desgraça social de “Cidade de Deus” e outros dos nossos filmes. As similaridades são muitas.
Também passei a lembrar de um filme francês mais antigo e bem parecido, com Daniel Auteil no papel principal, sendo o contexto outro. Um taxista na França se torna amigo de um homem sem amigos , mas se desentende com ele. E por varias circunstancias acaba ganhando o premio máximo em um programa de televisão do tipo Show do Milhão que conhecemos aqui como coisa mais próxima, a atração do SBT, sucesso com Silvio Santos e suas “colegas de trabalho”. Ao final, para atingir o prêmio, o taxista deve fazer uma pergunta por telefone, que por coincidencia tem extremo valor sentimental na relação com o tal amigo e entra em contato com ele, reatando a amizade.
Roteiro chupado, moça bonita, miséria braba, cenário exótico, língua Inglesa, parece ser uma formula bem sucedida para se ganhar Oscars.
No final do filme não vi sentido em tanta premiação. E cheguei a conclusão que o Oscar é mesmo uma churumelice.
Não descartando entretanto o respeito ao povo indiano e a sua realidade de contrastes brutais. O Brasil não é o único a viver essa vergonhosa tristeza. No mais, prefiro o Benjamin Button. Mais consistente como filme/"sétima"arte, para o meu gosto pessoal. Mas não sou critica da coisa. Adoro cinema, só isso.
Me emocionei e me envolvi com a história triste no inicio. No meio estava já comparando com a realidade brasileira e muitos pixotes da vida. Com a desgraça social de “Cidade de Deus” e outros dos nossos filmes. As similaridades são muitas.
Também passei a lembrar de um filme francês mais antigo e bem parecido, com Daniel Auteil no papel principal, sendo o contexto outro. Um taxista na França se torna amigo de um homem sem amigos , mas se desentende com ele. E por varias circunstancias acaba ganhando o premio máximo em um programa de televisão do tipo Show do Milhão que conhecemos aqui como coisa mais próxima, a atração do SBT, sucesso com Silvio Santos e suas “colegas de trabalho”. Ao final, para atingir o prêmio, o taxista deve fazer uma pergunta por telefone, que por coincidencia tem extremo valor sentimental na relação com o tal amigo e entra em contato com ele, reatando a amizade.
Roteiro chupado, moça bonita, miséria braba, cenário exótico, língua Inglesa, parece ser uma formula bem sucedida para se ganhar Oscars.
No final do filme não vi sentido em tanta premiação. E cheguei a conclusão que o Oscar é mesmo uma churumelice.
Não descartando entretanto o respeito ao povo indiano e a sua realidade de contrastes brutais. O Brasil não é o único a viver essa vergonhosa tristeza. No mais, prefiro o Benjamin Button. Mais consistente como filme/"sétima"arte, para o meu gosto pessoal. Mas não sou critica da coisa. Adoro cinema, só isso.
17 março 2009
Ribeirão Preto e a casa da amiga
Querida Amiga Lena,
Adorei passar esses dias na sua casa, quer dizer, na sua mansão com cara de chácara, por que só você mesma para tornar um casarão uma casinha tão acolhedora, com cara inegável de lar. Com paçocas na despensa. Mesa comprida na sala, com toalha todo o tempo, como se sempre fosse a hora de servir mais uma refeição, chegar mais um , conversar mais um pouco em volta. Adorei ver teus filhotes crescidos, as orelhas também, mas como disse JP, que não está a fim de operar, não tem importancia, os meninos da escola que inventem o apelido que quiserem. Adorei ele fazendo voz grossa para impressionar a minha pequena. Deu certo, ela achou o piá de 7 o máximo, do alto dos seus requisitados 8 aninhos.
Seus gráficos de radioestesia já estão em local adequado protegendo a minha casa e os meus negócios, meus chakras estão alinhados. E eu com uma sensação renovada de que tudo vai dar certo. Ter amigos é um bem para quem tem. Agora, ter uma fada como você como amiga já é assim um privilégio, um presente de Deus, quase um dom. Muito obrigada por tudo.
Beijos da Cam e de sua cria.
Adorei passar esses dias na sua casa, quer dizer, na sua mansão com cara de chácara, por que só você mesma para tornar um casarão uma casinha tão acolhedora, com cara inegável de lar. Com paçocas na despensa. Mesa comprida na sala, com toalha todo o tempo, como se sempre fosse a hora de servir mais uma refeição, chegar mais um , conversar mais um pouco em volta. Adorei ver teus filhotes crescidos, as orelhas também, mas como disse JP, que não está a fim de operar, não tem importancia, os meninos da escola que inventem o apelido que quiserem. Adorei ele fazendo voz grossa para impressionar a minha pequena. Deu certo, ela achou o piá de 7 o máximo, do alto dos seus requisitados 8 aninhos.
Seus gráficos de radioestesia já estão em local adequado protegendo a minha casa e os meus negócios, meus chakras estão alinhados. E eu com uma sensação renovada de que tudo vai dar certo. Ter amigos é um bem para quem tem. Agora, ter uma fada como você como amiga já é assim um privilégio, um presente de Deus, quase um dom. Muito obrigada por tudo.
Beijos da Cam e de sua cria.
08 março 2009
O selinho da Jan
A Janine L` Amour, que por incrivel que pareça se chama assim mesmo, não é nick de internet( e diga-se de passagem, combina bem com ela que é um amor de pessoa), me dedicou ou me destinou um selinho la no blog dela. A anta aqui não conseguiu copiar o selinho de jeito nenhum, nem passando o cursor, nem copiando no meu computador, portanto peço um help a quem saiba fazer isso - alguém prestativo e inteligente como a Luma, ela sempre me ajuda quando preciso. Então eu vou aqui cumprir as regras do selinho e depois passar adiante para algumas pessoas. Acho que é minha estréia em selinhos e em passar adiante. Vamos lá. Hum, confesso que sou meio timida, não gosto, não quero e nem me dou ao direito de me mostrar muito explicitamente aqui na internet, por mais que eu escreva e tal. Vou tentar. Preciso falar seis coisas sobre mim. Tá. E obrigada pelo selinho, adorei ser escolhida pela Jan.
1- Não me entendo muito com tecnologias da internet. Mas por incrivel que pareça, já trabalhei com conteúdo de internet. Já ganhei até um prêmio com a criação do conteúdo de um site e faz tempo isso. Que vergonha não conseguir nem colar um selinho.
2- Adoro chocolate.
3-Sou timida, como eu disse, embora disfarce bem. Foi um aprendizado. Eu era daquelas que quando o professor lia meu nome na chamada do colégio, (ou colejo, como se diz em carioquês)ficava vermelha. Criança sofre, ai!
4-Passei o Dia Internacional da Mulher, hoje, com minha filha e quatro amiguinhas dela, numa "esticada" de uma "festinha do pijama"- delas- no dia anterior e sobrevivi sem ajudantes. As mais novas eram gêmeas de 6 anos, e a mais velha, minha filha com oito. Foi tudo ótimo, sem nenhum estresse.
5-Estou super feliz atendendo meus primeiros pacientes adultos e não psicóticos. Trabalhei há anos atras em um hospital psiquiátrico, por isso faço essa distinção com relação aos psicóticos. E vou dizer, adorei trabalhar com psicóticos. Aprendi muito sobre todos nós. Eles são os neuróticos, com lente de aumento, é como os vejo. E agradeço a todos, os ensinamentos que me proporcionaram. Ano passado comecei a atender crianças. Foi também um emocionante aprendizado. Acho que foi mais que isso. Foi um divisor de águas para mim.
6-Adoro ler, ver filmes( no cinema principalmente, em dvd e na televisão tb serve), os blogs e a existencia da internet em muitos sentidos. ( Tirando fora os hackers, o grampo, a falta de privacidade, a pornografia, de resto é uma das mais bacanas e revolucionárias invenções da nossa cultura). Esse item 6 é uma "novidade" incrivel para quem conhece este blog não é? Sou timida...
Bom, vou passar adiante o selinho que como vocês não estão vendo, não está mesmo aqui, para a Luma e a Aninha Pontes, se já não tiverem feito( elas gostam dessas coisas e acho que já vi no blog delas) e também a Edna, ao Zeca, ao Jens e a Beti que conheci hoje e quero saber mais, idem, idem. Pronto seis pessoas tudo de bom. Se uma delas der continuidade a essa obra prima de post, já será a glória.
1- Não me entendo muito com tecnologias da internet. Mas por incrivel que pareça, já trabalhei com conteúdo de internet. Já ganhei até um prêmio com a criação do conteúdo de um site e faz tempo isso. Que vergonha não conseguir nem colar um selinho.
2- Adoro chocolate.
3-Sou timida, como eu disse, embora disfarce bem. Foi um aprendizado. Eu era daquelas que quando o professor lia meu nome na chamada do colégio, (ou colejo, como se diz em carioquês)ficava vermelha. Criança sofre, ai!
4-Passei o Dia Internacional da Mulher, hoje, com minha filha e quatro amiguinhas dela, numa "esticada" de uma "festinha do pijama"- delas- no dia anterior e sobrevivi sem ajudantes. As mais novas eram gêmeas de 6 anos, e a mais velha, minha filha com oito. Foi tudo ótimo, sem nenhum estresse.
5-Estou super feliz atendendo meus primeiros pacientes adultos e não psicóticos. Trabalhei há anos atras em um hospital psiquiátrico, por isso faço essa distinção com relação aos psicóticos. E vou dizer, adorei trabalhar com psicóticos. Aprendi muito sobre todos nós. Eles são os neuróticos, com lente de aumento, é como os vejo. E agradeço a todos, os ensinamentos que me proporcionaram. Ano passado comecei a atender crianças. Foi também um emocionante aprendizado. Acho que foi mais que isso. Foi um divisor de águas para mim.
6-Adoro ler, ver filmes( no cinema principalmente, em dvd e na televisão tb serve), os blogs e a existencia da internet em muitos sentidos. ( Tirando fora os hackers, o grampo, a falta de privacidade, a pornografia, de resto é uma das mais bacanas e revolucionárias invenções da nossa cultura). Esse item 6 é uma "novidade" incrivel para quem conhece este blog não é? Sou timida...
Bom, vou passar adiante o selinho que como vocês não estão vendo, não está mesmo aqui, para a Luma e a Aninha Pontes, se já não tiverem feito( elas gostam dessas coisas e acho que já vi no blog delas) e também a Edna, ao Zeca, ao Jens e a Beti que conheci hoje e quero saber mais, idem, idem. Pronto seis pessoas tudo de bom. Se uma delas der continuidade a essa obra prima de post, já será a glória.
03 março 2009
OS JUDEUS E A FAMÍLIA IMPERIAL BRASILEIRA
Esse é um texto e pesquisa da escritora Sonia Sales, publicado em outubro de 2008 no Jornal de Letras. E tão interessante seu conteúdo que acabou rodando pela internet com as mais diversas "autorias". Criança pequena quando gosta de uma coisa, rabisca em cima. Adulto, pelo visto, se apropria. Mas direito autoral é coisa séria. Por isso mesmo estou publicando o texto de Sonia Sales. Além de histórico e curioso, amplia nossos horizontes com relação a personalidade de Dom Pedro II. Mais interessante que a filha de Caroline de Monaco de biquine, é uma personalidade real, cheia de contrastes e sutilezas, que Sonia busca aqui mostrar. E vamos devolver sua devida autoria. Ai está: Os Judeus e a Familia Imperial Brasileira, de Sonia Sales.
Injustamente os judeus tiveram um longo percurso, na história, de constrangimentos e perseguições. Com a chegada da Corte portuguesa ao Brasil, país hospitaleiro por excelência, processaram-se diversas e rápidas mudanças e uma grande modernização na cultura estabelecida da época.
Desde o início do século XIX, tais mudanças já vinham sendo observadas e viriam a favorecer os imigrantes de diferentes religiões, proibidas ou mal recebidas até então.
Em 1810, foi assinado o Tratado de Aliança e Amizade com o Reino Unido, maior parceiro comercial de Portugal, para favorecer os súditos ingleses que professavam a religião protestante.
No artigo XII do decreto rezava que:
-A religião católica apostólica romana continuará a ser a religião do Império. -Os vassalos de sua Magestade Britânica não serão molestados por causa de sua religião.
-Todas as religiões serão permitidas, em casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior de Templo e semelhantes a casas de habitação.
-Ninguém pode ser perseguido por motivo de religião, uma vez que respeite o Estado, e não ofenda a moral pública.
Se desde 1808, judeus marroquinos, fugindo de humilhações e até de confisco de bens, já haviam começado a se estabelecer na Amazônia, o novo decreto, veio incentivar a vinda de mais e mais imigrantes judeus de várias nacionalidades, principalmente ingleses e franceses.
Além de Samuel& Philips, firma inglesa cujos proprietários judeus faziam parte de um grupo de elite, composto por industriais, profissionais liberais e comerciantes, Bernard Wallerstein, o mais famoso deles, fundou na Rua do Ouvidor, uma elegante casa de moda feminina que vendia desde calçados, a jóias de grande valor, tornando-se o maior fornecedor da Casa Imperial, por isso mesmo festejado e admirado.
Pouco a pouco os judeus foram ocupando o seu lugar na sociedade, sendo que em 1824 e com a independência do Império do Brasil, e a nova Constituição, que garantia total liberdade religiosa, abriram-se as possibilidades aos imigrantes de se estabelecerem definitivamente na nova pátria.
No segundo Império, D. Pedro de Alcântara Imperador do Brasil, estudioso de línguas e grande admirador da cultura judaica, cultivava várias amizades entre os judeus. Poliglota, além do hebraico (que dizia ser sua língua preferida), falava francês, inglês, italiano, grego, árabe e conhecia o sânscrito e a língua tupi.
Consta que o seu interesse pelo hebraico, veio por acaso, quando encontrou num banco do Jardim do Palácio São Cristóvão, uma gramática hebraica esquecida por um missionário sueco, que sendo convocado ao Palácio, aceitou iniciá-lo na língua. Porém o seu primeiro professor de hebraico foi o judeu sueco Aker Blom, por volta de 1860.
Fazendo progressos extraordinários, costumava dizer que, dedicava-se ao estudo do hebraico para melhor conhecer a história, a literatura judaica e os livros dos Profetas.
Em 15 de novembro de 1873, foi agraciado com o Grande Diploma de Honra por seus trabalhos, por intermédio do Grão- rabino Benjamim Mossé, Oficial da Instituição Pública Francesa de Avignon, que o considerava um filósofo e um sábio. Mossé e o Barão do Rio Branco, mais tarde, foram autores de uma de suas biografias.
Em 1887, recebeu no Palácio, com uma bela recepção, uma delegação de judeus da Alsácia – Lorena. Na ocasião o Imperador surpreendeu a comitiva, falando-lhes em hebraico clássico, que nem todos conheciam.
Visitou a Palestina, esteve em Jerusalém três vezes, e escrevendo a amigos, assim a descreveu:
- Jerusalém, Jerusalém, pela sua posição elevada, domina quase toda a terra Santa e produz o efeito mais surpreendente, qualquer que seja o lado pelo qual se lhe aproxima.
Anotando também em seu diário:
-Vou ao Monte das Oliveiras, ver os judeus orando junto à Muralha do Templo.
D. Pedro foi o precursor dos estudos hebraicos no Brasil e mesmo depois de abdicar, continuou suas pesquisas.
Fez versões de Camões para o hebraico e traduziu parte do Velho Testamento para o latim, dentre elas o Cântico dos Cânticos, Isaías, Lamentações e Jó. Em 1891 publicou um livro com versões de poesias judaicas. No Museu Imperial de Petrópolis, existe um excelente acervo de documentos, trabalhos manuscritos com versões do Hebraico para o grego, inglês, português e outras tantas línguas, e registros em seu diário, contando das grandes amizades que cultivava nos meios judaicos.
O Imperador viajava sempre que possível e em todos os lugares por onde passava procurava conhecer e visitar as sinagogas, fazendo anotações e assistindo ao Shabat. Conta-se que, em uma dessas sinagogas, na América do Norte, quando abriram a Torá, ele não só a leu com desenvoltura, como traduziu o texto do livro de Moisés, e com tanto desembaraço que surpreendeu a todos.
A morte de D. Pedro em 5 de dezembro de 1891 provocou um momento de tristeza para muitos judeus de todo o mundo, com os quais se correspondia e tinha como amigos.
Dele falou o rabino Mossé:
- D. Pedro foi uma das mais admiráveis figuras de nossa época moderna... Ele não somente amava nossa língua, mas nos amava, elogiava as virtudes do nosso povo e indignava-se com o anti-semitismo.
E assim, a história de D. Pedro II é mesclada à história dos judeus no Brasil do século XIX, e como muitos deles teve que morrer longe de sua terra natal.
Injustamente os judeus tiveram um longo percurso, na história, de constrangimentos e perseguições. Com a chegada da Corte portuguesa ao Brasil, país hospitaleiro por excelência, processaram-se diversas e rápidas mudanças e uma grande modernização na cultura estabelecida da época.
Desde o início do século XIX, tais mudanças já vinham sendo observadas e viriam a favorecer os imigrantes de diferentes religiões, proibidas ou mal recebidas até então.
Em 1810, foi assinado o Tratado de Aliança e Amizade com o Reino Unido, maior parceiro comercial de Portugal, para favorecer os súditos ingleses que professavam a religião protestante.
No artigo XII do decreto rezava que:
-A religião católica apostólica romana continuará a ser a religião do Império. -Os vassalos de sua Magestade Britânica não serão molestados por causa de sua religião.
-Todas as religiões serão permitidas, em casas para isso destinadas, sem forma alguma exterior de Templo e semelhantes a casas de habitação.
-Ninguém pode ser perseguido por motivo de religião, uma vez que respeite o Estado, e não ofenda a moral pública.
Se desde 1808, judeus marroquinos, fugindo de humilhações e até de confisco de bens, já haviam começado a se estabelecer na Amazônia, o novo decreto, veio incentivar a vinda de mais e mais imigrantes judeus de várias nacionalidades, principalmente ingleses e franceses.
Além de Samuel& Philips, firma inglesa cujos proprietários judeus faziam parte de um grupo de elite, composto por industriais, profissionais liberais e comerciantes, Bernard Wallerstein, o mais famoso deles, fundou na Rua do Ouvidor, uma elegante casa de moda feminina que vendia desde calçados, a jóias de grande valor, tornando-se o maior fornecedor da Casa Imperial, por isso mesmo festejado e admirado.
Pouco a pouco os judeus foram ocupando o seu lugar na sociedade, sendo que em 1824 e com a independência do Império do Brasil, e a nova Constituição, que garantia total liberdade religiosa, abriram-se as possibilidades aos imigrantes de se estabelecerem definitivamente na nova pátria.
No segundo Império, D. Pedro de Alcântara Imperador do Brasil, estudioso de línguas e grande admirador da cultura judaica, cultivava várias amizades entre os judeus. Poliglota, além do hebraico (que dizia ser sua língua preferida), falava francês, inglês, italiano, grego, árabe e conhecia o sânscrito e a língua tupi.
Consta que o seu interesse pelo hebraico, veio por acaso, quando encontrou num banco do Jardim do Palácio São Cristóvão, uma gramática hebraica esquecida por um missionário sueco, que sendo convocado ao Palácio, aceitou iniciá-lo na língua. Porém o seu primeiro professor de hebraico foi o judeu sueco Aker Blom, por volta de 1860.
Fazendo progressos extraordinários, costumava dizer que, dedicava-se ao estudo do hebraico para melhor conhecer a história, a literatura judaica e os livros dos Profetas.
Em 15 de novembro de 1873, foi agraciado com o Grande Diploma de Honra por seus trabalhos, por intermédio do Grão- rabino Benjamim Mossé, Oficial da Instituição Pública Francesa de Avignon, que o considerava um filósofo e um sábio. Mossé e o Barão do Rio Branco, mais tarde, foram autores de uma de suas biografias.
Em 1887, recebeu no Palácio, com uma bela recepção, uma delegação de judeus da Alsácia – Lorena. Na ocasião o Imperador surpreendeu a comitiva, falando-lhes em hebraico clássico, que nem todos conheciam.
Visitou a Palestina, esteve em Jerusalém três vezes, e escrevendo a amigos, assim a descreveu:
- Jerusalém, Jerusalém, pela sua posição elevada, domina quase toda a terra Santa e produz o efeito mais surpreendente, qualquer que seja o lado pelo qual se lhe aproxima.
Anotando também em seu diário:
-Vou ao Monte das Oliveiras, ver os judeus orando junto à Muralha do Templo.
D. Pedro foi o precursor dos estudos hebraicos no Brasil e mesmo depois de abdicar, continuou suas pesquisas.
Fez versões de Camões para o hebraico e traduziu parte do Velho Testamento para o latim, dentre elas o Cântico dos Cânticos, Isaías, Lamentações e Jó. Em 1891 publicou um livro com versões de poesias judaicas. No Museu Imperial de Petrópolis, existe um excelente acervo de documentos, trabalhos manuscritos com versões do Hebraico para o grego, inglês, português e outras tantas línguas, e registros em seu diário, contando das grandes amizades que cultivava nos meios judaicos.
O Imperador viajava sempre que possível e em todos os lugares por onde passava procurava conhecer e visitar as sinagogas, fazendo anotações e assistindo ao Shabat. Conta-se que, em uma dessas sinagogas, na América do Norte, quando abriram a Torá, ele não só a leu com desenvoltura, como traduziu o texto do livro de Moisés, e com tanto desembaraço que surpreendeu a todos.
A morte de D. Pedro em 5 de dezembro de 1891 provocou um momento de tristeza para muitos judeus de todo o mundo, com os quais se correspondia e tinha como amigos.
Dele falou o rabino Mossé:
- D. Pedro foi uma das mais admiráveis figuras de nossa época moderna... Ele não somente amava nossa língua, mas nos amava, elogiava as virtudes do nosso povo e indignava-se com o anti-semitismo.
E assim, a história de D. Pedro II é mesclada à história dos judeus no Brasil do século XIX, e como muitos deles teve que morrer longe de sua terra natal.
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