Quando comecei a escrever meu primero blog Camélia de Pedra”, há mais ou menos uns 5 anos atrás, minha motivação foi um crime que aconteceu num condomínio, na Barra da Tijuca, quando foi assassinado um casal. O marido, um alto executivo da Shell. Nada na casa havia sido aparentemente roubado, por que encontraram o relógio do homem na cabeceira e dinheiro dentro de uma valise. Como se esse fosse o único interesse para um roubo na casa de um executivo de multinacional que provavelmente conhece segredos da empresa, estratégias de mercado contra a concorrência, etc. Me espantou na época, com que facilidade o então governador Antony Garotinho acusou os três filhos do casal: um de 13, um de 10 e um de 4 anos, do crime. E não deixou essas crianças partirem ao encontro de seus parentes nos Estados Unidos, antes do assassinato ser esclarecido. Me lembro que a menina pequena acordou a noite e com os pais já mortos, deitou ao lado deles, numa “lama marrom” Levantou de manhã a pequena banhada em sangue enquanto seus pais “continuavam dormindo”. E isso pareceu uma atitude muito suspeita para as “autoridades”. Na época eu dizia que a segurança púlbica sofria de “rigidez cadavérica” e que se chamasse o Gilberto Braga, no ar com uma novela e um assassinato de grande ibope, para desvendar o crime. Daí me ocorreu esse nome, Camélia, pela sensibilidade da flor que escurece a um simples toque. E de pedra, em contraposição a tanta sensibilidade, a dureza da vida.
Hoje olho para esse caso da menina Isabela, que aparentemente foi assassinada pelo pai e a madrasta e mesmo com tantas evidencias, não se consegue ainda desvendar o crime. Parece até que a própria cultura, a sociedade, a policia, precisam de um tempo para “repetir e elaborar”. Dá para entender. E não se pode condenar alguém sem ter toda a certeza. Quem sabe um E.T. baixou ali e maltratou aquela criança até a morte? Quem gritava pára papai, pára papai! Que os vizinhos escutaram e contaram nos primeiros depoimentos? Será que era a menina ainda viva, ou irmãozinho de 3 anos, idade em que a criança já compreende, ou pelo menos intui, quando a brutalidade acontece a sua frente?
Há 18 anos atrás, quando comecei na publicidade, minha primeira campanha, ainda durante o estágio numa mega importante agencia de São Paulo, foi sobre violência domestica contra crianças, li muito a respeito. De como as pessoas de classe AA também fazem parte desse grupo de pais que espancam e maltratam. E pedia a denuncia, sempre que se escutasse ou visse qualquer movimento suspeito. Pena que era só um estágio e aquilo era um exercício. Devia ter lutado por essa causa.
No ano passado,tive que fazer uma aula- para completar o currriculo de Psicologia- de Psicologia em Saúde, com os alunos de Fisioterapia e Enfermagem. O professor ensinava a reconhecer os casos de violência contra criança e como agir em consultório. Contou a história por exemplo de uma menininha de 5 anos, que não queria tirar a meia calça para ser examinada, de jeito nenhum e sua mãe nada fazia para ajudar. Ele então pega um copo de suco e joga nas pernas da menina, obrigando a mãe a tomar providencias. Ao tirar finalmente a meia calça molhada, ele viu as marcas fortes de ferro quente de passar roupa,”tatuados” nas duas perninhas. Todo mundo chorou.
É o caso de se levantar uma bandeira, pela não violência doméstica de jeito nenhum. Contra crianças, pior ainda. Eu sei o que é ser abusada. Descobri isso na minha vida adulta, meus pais jamais me bateram. E uma criança não tem como se defender, pedir ajuda, fazer B.O. , se precaver, sair de casa, denunciar. Vamos blogueiros, ao invés de uma blogagem coletiva que dure um dia apenas. Vamos fazer uma campanha de longo prazo? Aceito adesões e sugestões.
E que o espírito dessa menina Isabela, esteja em paz.
Boa semana,
Cam
27 abril 2008
25 abril 2008
Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz...
...O que que a vida fez da nossa vida? Hoje estive numa massagista de drenagem linfática. Depois da primeira meia hora em que eu quase dormi de tão exausta que estava, ela começou a falar comigo além de fazer muito bem a massagem. Disse que eu devia andar com uma figa no pescoço ou galho de arruda, ou o que quer que eu acreditasse para tirar mal-olhado. Disse que as vezes não é por mal, que por eu ser muito bonita( bondade dela), as vezes so de olhar a pessoa já te lasca um olho grande. Me surpreendi com aquela conversa, apesar de que naquele ambiente todo esoterico, e a moça com cara de fadinha, não podia dar uma coisa muito diferente. Mas o fato é que nos ultimos meses sofri com a inveja alheia sim, uma coisa muito destrutiva e grave. Um dia li sobre isso no blog da Luma. E falei um monte de coisas, já nem me lembro o que. Mas acho que não escancarei o fato de ter sentido a inveja dos outros em cima de mim, tão densa que quase dava para pegar nela.
No dia do aniversario da minha filha, ainda no outro apt que eu estava morando, fiz de tudo para agradar a quem foi lá prestigiar a festinha que burramente foi em casa ao invés de num buffezinho por ai. Quando todos foram embora, minha filha me disse: mãe a menina tal disse que você "se acha". Ou seja, esse tipo de comentário so pode vir de um adulto, da mãe dela, que eu estava crentissima que gostava genuinamente de mim. Quando eu mudei para cá essa pessoa fez também uma observação estranha, tão estranha, que pude ver o tamanho do rancor que as pessoas tem por almejarem a vida da gente ou alguma coisa que a gente tem. Dá menos trabalho construir a sua propria vida nos moldes que se quer. Eu conheço uma terapeuta que diz que a inveja é uma ponte para a gente chegar aonde quer. Uma espécie de inspiração. Vai ver que é mesmo. Ninguem está livre disso. As vezes é involutario como algumas pessoas contam, que fulana foi a sua casa e as plantas murcharam. Ao inves de murchar plantas por que não plantam as próprias sementes?Enfim, estou com TPM. Mas também com muita vontade de me preservar cada vez mais. A gente não quer so comida, diversao ou arte. A gente quer a felicidade, não é não? E isso cada um pode ter do jeito que achar melhor. O que for felicidade para mim não necessariamente será para fulana, beltrano ou sicrano.
Cruz credo bangalo tres vezes. Xõ!!!!!!! Que a vida continue com Luz, Paz e Amor.
Ah, só para clarear o ambiente: hoje 25 de Abril é dia da Revolução dos Cravos, quando se comemora a libertação de um governo autoritário em Portugal, num lindo movimento que aconteceu em 1974. " Somos um povo que serra fileiras, parte à conquista do pão e da paz. Somos livres, somos livres, não voltaremos atrás" Nossa, isso me emociona de verdade.
No dia do aniversario da minha filha, ainda no outro apt que eu estava morando, fiz de tudo para agradar a quem foi lá prestigiar a festinha que burramente foi em casa ao invés de num buffezinho por ai. Quando todos foram embora, minha filha me disse: mãe a menina tal disse que você "se acha". Ou seja, esse tipo de comentário so pode vir de um adulto, da mãe dela, que eu estava crentissima que gostava genuinamente de mim. Quando eu mudei para cá essa pessoa fez também uma observação estranha, tão estranha, que pude ver o tamanho do rancor que as pessoas tem por almejarem a vida da gente ou alguma coisa que a gente tem. Dá menos trabalho construir a sua propria vida nos moldes que se quer. Eu conheço uma terapeuta que diz que a inveja é uma ponte para a gente chegar aonde quer. Uma espécie de inspiração. Vai ver que é mesmo. Ninguem está livre disso. As vezes é involutario como algumas pessoas contam, que fulana foi a sua casa e as plantas murcharam. Ao inves de murchar plantas por que não plantam as próprias sementes?Enfim, estou com TPM. Mas também com muita vontade de me preservar cada vez mais. A gente não quer so comida, diversao ou arte. A gente quer a felicidade, não é não? E isso cada um pode ter do jeito que achar melhor. O que for felicidade para mim não necessariamente será para fulana, beltrano ou sicrano.
Cruz credo bangalo tres vezes. Xõ!!!!!!! Que a vida continue com Luz, Paz e Amor.
Ah, só para clarear o ambiente: hoje 25 de Abril é dia da Revolução dos Cravos, quando se comemora a libertação de um governo autoritário em Portugal, num lindo movimento que aconteceu em 1974. " Somos um povo que serra fileiras, parte à conquista do pão e da paz. Somos livres, somos livres, não voltaremos atrás" Nossa, isso me emociona de verdade.
20 abril 2008
Aprender a ler para escrever a própria história
Eu pensei que não tinha o que escrever sobre o analfabetismo no Brasil, por que como não estou no momento fazendo nada para combate-lo, só escreveria o que todo mundo já sabe. Mas, lendo alguns posts de vocês, me lembrei de uma coisa interessante para contar: no curso de Psicologia tivemos que fazer dois estágios sobre "Escala Wechler de Inteligencia". É um teste que se originou na França e se "aperfeiçou" nos EUA e que pretende medir a inteligencia de crianças e adultos.
Ao ler o teste pela primeira vez, tive um choque: as perguntas são tão burguesas e elitistas que pressupõe que por tras daquela criança que vai responder existem pais no minimo alfabetizados, com uma excelente cultura e que puderam proporcionar o melhor aos seus filhos. Já eliminaria a maior parcela da nossa população. O mais lamentavel ainda, mas que não deixa de ser interessante é que esse teste foi "traduzido" da cultura americana para a cultura brasileira.
Como assim? Onde se perguntaria: quem foi Lewis Carol, entra a pergunta- quem foi Monteiro Lobato? Onde se perguntaria quem é Bill Clinton, se pergunta- quem é Fernando Henrique Cardoso, enfim um presidente já fora de mandato, para ver se a criança assimilou nossa historia e tal.
Ai eu pergunto a professora: nos Estado Unidos as crianças de famílias pouco abastadas conseguem responder isso? Ah claro que sim, é o minimo, ela responde. E eu digo: duvido que uma criança de familia de baixa renda, seja capaz de responder a qualquer dessas perguntas.
E fomos para a prática: uma criança da favela de Heliopolis, com o consentimento da mãe vem ser a nossa "cobaiazinha". Somos obrigadas a perguntar a sequencia toda, do genero: "cite tres moedas internacionais". O menino diz: "moeda e nota de dinheiro". Mostramos uma ilustração de uma banheira e perguntamos: o que falta aqui? Ele responde: " agua". Resposta errada, o certo seria responder que o que falta é o ralo da banheira. Será que esse menino algum dia viu uma banheira? Outra ilustração: uma treliça com parreiras de uvas, faltando uma ripa de madeira. O que falta aqui? Ele responde: "não falta nada. " Ou seja, tem o QI emocional para contestar a pergunta do teste. Mas está errado: deveria ter senso estético suficiente para saber que falta a tal ripa de madeira. O que seria muiiiiiiito dificil de perceber, mesmo que tivesse uma plantação de uva la na favela. Quem foi Monteiro Lobato? "Presidente do Brasil".
Depois de muitos “erros” assim, o menino que já chegou com pré-diagnostico de deficiencia mental, fica carimbado como pouco inteligente pela taxativa escala e é encaminhado para uma "classe especial". Imagina o que pode ser uma classe especial numa escola nas proximidades da favela de Heliopolis. E o menino era esperto, fez alguns quebra-cabeças muito mais rápido do que nos as aprendizes de psicologia. Mas não passou no crivo da falta de cultura do brasileiro.
O que quero dizer com isso? Que nos EUA se essa escala funciona, signifca que a pobreza já está apartada da ignorancia, da falta de cultura, do não acesso a escolaridade. As escolas publicas ensinam e há vagas, merenda, transporte, auxilio a familia, etc. Aqui estamos na miséria mais assustadora e no analfabetismo total.
É tudo injusto, inclusive a avaliação de uma criança que teria tudo para se dar bem na vida, mas é culpabilizada, achatada pela cultura que não tem. O mesmo se pode dizer da evasão escolar. O menino fica de saco cheio de “não aprender” e foge. A alfabrtização é fundamental. Mas acredito que ela funcionará no Brasil com o método de Paulo Freire, o autor da frase que é título desse post. Utilizando o meio ambiente daquela criança como material didático, com as “palavras geradoras”. Por que ai ela se insere. Longe das parreiras de uva e das banheiras. Perto das poças e das mandiocas. Enfim, daquilo que se conhece. E para isso é preciso alfabetizar nossos políticos.
Por que Paulo Freire não foi ministro da Educação no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso?( Depois ele morreu). A única explicação é manter o tal “ exercito industrial de reserva” que ele tanto criticava quando era apenas sociólogo. Ou seja, tem que deixar uma massa ignorante para os salários permanecerem baixos Sempre terá alguém desempregado a fim de ocupar o seu lugar, ouviu operário? Então trabalhe por pouco e dê graças a Deus. O que de EFETIVO o Lula esta fazendo pela nossa Educação? Enfim, é isso. E parabéns a vocês que tantas coisas fazem para acabar com o analfabetismo no Brasil
ps: só agora me dei conta que a postagem coletiva foi dia 18. Mas com certeza, vale para todos os dias.
Ao ler o teste pela primeira vez, tive um choque: as perguntas são tão burguesas e elitistas que pressupõe que por tras daquela criança que vai responder existem pais no minimo alfabetizados, com uma excelente cultura e que puderam proporcionar o melhor aos seus filhos. Já eliminaria a maior parcela da nossa população. O mais lamentavel ainda, mas que não deixa de ser interessante é que esse teste foi "traduzido" da cultura americana para a cultura brasileira.
Como assim? Onde se perguntaria: quem foi Lewis Carol, entra a pergunta- quem foi Monteiro Lobato? Onde se perguntaria quem é Bill Clinton, se pergunta- quem é Fernando Henrique Cardoso, enfim um presidente já fora de mandato, para ver se a criança assimilou nossa historia e tal.
Ai eu pergunto a professora: nos Estado Unidos as crianças de famílias pouco abastadas conseguem responder isso? Ah claro que sim, é o minimo, ela responde. E eu digo: duvido que uma criança de familia de baixa renda, seja capaz de responder a qualquer dessas perguntas.
E fomos para a prática: uma criança da favela de Heliopolis, com o consentimento da mãe vem ser a nossa "cobaiazinha". Somos obrigadas a perguntar a sequencia toda, do genero: "cite tres moedas internacionais". O menino diz: "moeda e nota de dinheiro". Mostramos uma ilustração de uma banheira e perguntamos: o que falta aqui? Ele responde: " agua". Resposta errada, o certo seria responder que o que falta é o ralo da banheira. Será que esse menino algum dia viu uma banheira? Outra ilustração: uma treliça com parreiras de uvas, faltando uma ripa de madeira. O que falta aqui? Ele responde: "não falta nada. " Ou seja, tem o QI emocional para contestar a pergunta do teste. Mas está errado: deveria ter senso estético suficiente para saber que falta a tal ripa de madeira. O que seria muiiiiiiito dificil de perceber, mesmo que tivesse uma plantação de uva la na favela. Quem foi Monteiro Lobato? "Presidente do Brasil".
Depois de muitos “erros” assim, o menino que já chegou com pré-diagnostico de deficiencia mental, fica carimbado como pouco inteligente pela taxativa escala e é encaminhado para uma "classe especial". Imagina o que pode ser uma classe especial numa escola nas proximidades da favela de Heliopolis. E o menino era esperto, fez alguns quebra-cabeças muito mais rápido do que nos as aprendizes de psicologia. Mas não passou no crivo da falta de cultura do brasileiro.
O que quero dizer com isso? Que nos EUA se essa escala funciona, signifca que a pobreza já está apartada da ignorancia, da falta de cultura, do não acesso a escolaridade. As escolas publicas ensinam e há vagas, merenda, transporte, auxilio a familia, etc. Aqui estamos na miséria mais assustadora e no analfabetismo total.
É tudo injusto, inclusive a avaliação de uma criança que teria tudo para se dar bem na vida, mas é culpabilizada, achatada pela cultura que não tem. O mesmo se pode dizer da evasão escolar. O menino fica de saco cheio de “não aprender” e foge. A alfabrtização é fundamental. Mas acredito que ela funcionará no Brasil com o método de Paulo Freire, o autor da frase que é título desse post. Utilizando o meio ambiente daquela criança como material didático, com as “palavras geradoras”. Por que ai ela se insere. Longe das parreiras de uva e das banheiras. Perto das poças e das mandiocas. Enfim, daquilo que se conhece. E para isso é preciso alfabetizar nossos políticos.
Por que Paulo Freire não foi ministro da Educação no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso?( Depois ele morreu). A única explicação é manter o tal “ exercito industrial de reserva” que ele tanto criticava quando era apenas sociólogo. Ou seja, tem que deixar uma massa ignorante para os salários permanecerem baixos Sempre terá alguém desempregado a fim de ocupar o seu lugar, ouviu operário? Então trabalhe por pouco e dê graças a Deus. O que de EFETIVO o Lula esta fazendo pela nossa Educação? Enfim, é isso. E parabéns a vocês que tantas coisas fazem para acabar com o analfabetismo no Brasil
ps: só agora me dei conta que a postagem coletiva foi dia 18. Mas com certeza, vale para todos os dias.
14 abril 2008
Kaisen
Felizmente essa palavra está vindo e voltando em meus pensamentos a toda hora: Kaisen. A palavra que os orientais tem e que nós nem nominamos. A possibilidade de a cada dia marcar um ponto, um pontinho que seja pelos nossos ideais, sem esperar que o resultado final, total, apareça de imediato. Isso tem muito de sabedoria, de paciencia e de disciplina dos orientais. Penso que dessa forma é mais fácil perseverar, do que a afobação de ser um campeão logo na largada. Como aquele garoto do Karatê Kid que primeiro aprende a pegar a mosca com dois palitinhos, no ar. Para depois de muito treino sim, ser um faixa preta, preciso, certeiro e justo.
Para mim esse conceito, Kaisen, tem sido um alento extremamente importante, vital. Esse ano já começou de forma brutal para mim. Precisei mudar todos os meus planos, trancar minha faculdade que eu estava tão feliz por que ia concluir no final do ano. Eu tirei 10 na monografia. Meus professores disseram que parecia uma tese de mestrado. Me convidaram para escrever artigos e ficou mesmo um trabalho dedicado, importante, pelo menos para mim. Mesmo assim, um ciclone atravessou a minha vida e me fez parar. Assim como ao meu curso de pós-graduação, de Psicanálise Hospitalar ( Diferente de Psicologia Hospitalar). Mas isso foi realmente o mínimo que me aconteceu. E olha que nos anos passados, lutei e fui vitoriosa contra muitas coisas que teriam arriado o mais valentão dos mortais. Tudo bem. Kaisen está ai para me provar que cada dia é um dia e eu levanto e ando. Que a cada dia vocês realizem um pequeno passo que seja em direção aos seus sonhos, as suas aspirações, as suas verdades. Beijos, Camille
PS: também não entendo nada de passarinhos, mas agradeço a boa vontade que tiveram em me dar opinião a respeito do assunto.
Para mim esse conceito, Kaisen, tem sido um alento extremamente importante, vital. Esse ano já começou de forma brutal para mim. Precisei mudar todos os meus planos, trancar minha faculdade que eu estava tão feliz por que ia concluir no final do ano. Eu tirei 10 na monografia. Meus professores disseram que parecia uma tese de mestrado. Me convidaram para escrever artigos e ficou mesmo um trabalho dedicado, importante, pelo menos para mim. Mesmo assim, um ciclone atravessou a minha vida e me fez parar. Assim como ao meu curso de pós-graduação, de Psicanálise Hospitalar ( Diferente de Psicologia Hospitalar). Mas isso foi realmente o mínimo que me aconteceu. E olha que nos anos passados, lutei e fui vitoriosa contra muitas coisas que teriam arriado o mais valentão dos mortais. Tudo bem. Kaisen está ai para me provar que cada dia é um dia e eu levanto e ando. Que a cada dia vocês realizem um pequeno passo que seja em direção aos seus sonhos, as suas aspirações, as suas verdades. Beijos, Camille
PS: também não entendo nada de passarinhos, mas agradeço a boa vontade que tiveram em me dar opinião a respeito do assunto.
07 abril 2008
Um homem com duas mulheres? Não podia dar certo.
As duas periquitas estavam indo bem juntas. Aí como já contei, consegui finalmente comprar o macho Pascoal. Quando ele chegou um fenomeno interessante aconteceu: eles passaram a dormir os três bem grudadinhos. Antes só com as duas o "grude" não era tanto. O fato é que ontem saí e deixei os periquitos na varanda. O tempo esfriou e choveu. Grande novidade para São Paulo que tem as quatro estações todos os dias, como diz o povo. A noite, os periquitos já estavam novamente no seu lugar reservado na casa, mas os achei bem estranhos. O Pascoal estava muito paradinho e uma das periquitas estava deitada em cima dele. Pensei que ela o estava protegendo ( Freud explica meu pensamento. E como explica) por que ele estaria doente, carente ou morrendo. Fiquei com essa impressão. De manhã cedo chega a empregada e sem a menor sutileza, escuto-a dizendo para minha filha: você já viu os periquitos? Um morreu. Pergunto lá do meu quarto: foi o verde/azul?( o macho). Não, foi a amarela. A primeira vez que minha filha perde um bichinho. Chorou bastante. Mas eu já havia explicado que periquitos não são como cachorrinhos, são bichinhos mais frágeis. Já tinha prevenido logo que comprei, sobre a morte prematura de algum. Fiquei na maior culpa achando que tinha sido o meu passeio e os bichos na varanda. Perguntei ao zelador que tem vários passarinhos. Ele disse que não, que tem passarinhos que passam dia e noite na varanda e nada acontece. Que o da vizinha do quinto andar tinha sido inclusive comido por um gavião( nossa! em plena SãoPaulo capital?!!!!) . Acho então que ela morreu de tristeza. Não aguentou viver essa relação triangular... ( estou me espelhando nas passarinhas? Eu?! Não, não... Heheheheh) Daqui um tempo compro um outro, agora um macho, vão ser dois machos e uma femea. Ou então uma gaiola maior para ficarem dois casaizinhos. O que te parece?
05 abril 2008
Lembrei das minhas metas. E jamais esqueceria as de vocês.
Deixei o assunto da metas para 2008 esquecido por um bom tempo. A única vantagem de que isso tem é que poderemos conferir o que já começamos a fazer.
Pra ser muito sincera, ainda não provei nenhuma daquelas frutas, em compensação já tive que cumprir de urgência uma nova série de metas que surgiram de emergência.
Mas vamos a de alguns de vocês que deixaram aqui seus desejos para 2008:
Márcia Clarinha: “ coragem para aproveitar essa liberdade e viver intensamente meu presente”. Bom liberdade já é um grande presente e viver o presente, um presente maior ainda. Clarinha parece estar na sua meta, até um novo blog já criou.
Cláudia Perotti diz que fez uma imensa lista e irá cumprir. Éta mulher determinada! Vivi quer dirigir sem medo, acreditar em si como profissional, ver um por-do-sol no Arpoador. Aí pelas metas da Vivi, lembro de um livro que eu estava lendo outro dia:
“A Qualidade Começa em Mim” de Tom Chung. Ele diz que os ocidentais só consideram o objetivo cumprido quando se chega ao final da meta estabelecida. Já os orientais ensinam que há um espaço entre a sua determinação e inicio e a sua meta final. E que cada coisinha, cada progresso que você consegue fazer, é um grande passo. A isso dão o nome de KAISEN.
Foi lendo isso que levantei e fui preparar um café da manhã ultra-light, para começar minha dieta sempre adiada por motivos realmente justos. Mas não existe coisa melhor do que beneficiarmos a nos mesmos, nos tratando nem que seja um pouquinhozinho bem.
Assim, posso imaginar que Vivi já tenha pelo menos chegado perto do Arpoador. Se não chegou. Vá lá amanhã amiga, e pense em todos nós. Estaremos torcendo por você. Dirigir é só uma questão de atenção e concentração no começo, depois é piloto automático. Quanto a ter mais confiança em si, te garanto que todas as pessoas são muito inseguras, as que não confessam e as que tem a segurança em si para dizer essa verdade, por que se aceitam, se conhecem. Assim, tenho certeza que seu trabalho deve ser maravilhoso. As coisas que você escreve sobre ele são muito bacanas.
Continuando, são grandes metas: Paulo Outi quer ler mais e voltar a nadar. Que bacana! Paulo tem uma capacidade maravilhosa de lidar com as palavras, faz verdadeiros quebra-cabeças mentais e fica lindo. Nada melhor do que também trabalhar o corpo, para dar uma equilibrada. Força na braçada Paulo! Janine quer ir para Paris ( não disse, mas falou em “viagem dos sonhos” e Paris é cara da Jan) Espero que você vá querida. E que seja muito feliz em todos os lugares que conhecer. Bruna quer terminar a faculdade. Ponto. Eu também. Sorte para nós. Marcos disse: “que venham as realizações! “Boa, para todos nós. Tathy Viana escreveu 68 metas, e começa com o verbo doar( essa é a Tathy): doar sangue, deixar o cabelo crescer, fazer um quebra-cabeças, ir mais a praia. – Quem sabe você encontra a Vivi no Arpoador numa dessas. Tati Campos que fazer natação, tocar violão e ter um cabelão. Edna quer voltar para a meditação. Ah se o mundo inteiro meditasse, seria outro. Ela tb quer doar livros, organzar, sem deixar para o ano que vem. Luma quer desacelerar, delegar responsabilidades. Tomara que você consiga Luminha, carregar o piano nas costas é muito cansativo. Joaquim apareceu para felicitar os blogueiros. Obrigada. Roseane conta que já começou a se desvencilhar das “quinquilharias”. Já pensou fazer montoeira de coisas lá em Heidelberg? Depois voltou para saber se eu tinha já provado alguma fruta. Socorro! Mas juro que estou comendo mamão papaya de manhã. A Roseane é mesmo uma Nutriane, muito linda essa preocupação com o alimento do mundo inteiro. Luci comentou minhas metas e saiu de fininho. Deve estar elaborando as dela, “sem querer”, querendo. Até as últimas notícias as metas de Lou Salomé estavam uma “confusão danada”.
É confuso. Mas começar pode ser fácil se lembrarmos do tal
do kaisen. Ao invés de esperar por grandes e imediatos resultados, nos parabenizar pelos feitos, dia a dia. Então parabenizo a vocês pelo que já fizeram e pelo que ainda vão fazer. Seguir em frente, com saúde, equilíbrio e alegria é o que desejo para todos nós.
Pra ser muito sincera, ainda não provei nenhuma daquelas frutas, em compensação já tive que cumprir de urgência uma nova série de metas que surgiram de emergência.
Mas vamos a de alguns de vocês que deixaram aqui seus desejos para 2008:
Márcia Clarinha: “ coragem para aproveitar essa liberdade e viver intensamente meu presente”. Bom liberdade já é um grande presente e viver o presente, um presente maior ainda. Clarinha parece estar na sua meta, até um novo blog já criou.
Cláudia Perotti diz que fez uma imensa lista e irá cumprir. Éta mulher determinada! Vivi quer dirigir sem medo, acreditar em si como profissional, ver um por-do-sol no Arpoador. Aí pelas metas da Vivi, lembro de um livro que eu estava lendo outro dia:
“A Qualidade Começa em Mim” de Tom Chung. Ele diz que os ocidentais só consideram o objetivo cumprido quando se chega ao final da meta estabelecida. Já os orientais ensinam que há um espaço entre a sua determinação e inicio e a sua meta final. E que cada coisinha, cada progresso que você consegue fazer, é um grande passo. A isso dão o nome de KAISEN.
Foi lendo isso que levantei e fui preparar um café da manhã ultra-light, para começar minha dieta sempre adiada por motivos realmente justos. Mas não existe coisa melhor do que beneficiarmos a nos mesmos, nos tratando nem que seja um pouquinhozinho bem.
Assim, posso imaginar que Vivi já tenha pelo menos chegado perto do Arpoador. Se não chegou. Vá lá amanhã amiga, e pense em todos nós. Estaremos torcendo por você. Dirigir é só uma questão de atenção e concentração no começo, depois é piloto automático. Quanto a ter mais confiança em si, te garanto que todas as pessoas são muito inseguras, as que não confessam e as que tem a segurança em si para dizer essa verdade, por que se aceitam, se conhecem. Assim, tenho certeza que seu trabalho deve ser maravilhoso. As coisas que você escreve sobre ele são muito bacanas.
Continuando, são grandes metas: Paulo Outi quer ler mais e voltar a nadar. Que bacana! Paulo tem uma capacidade maravilhosa de lidar com as palavras, faz verdadeiros quebra-cabeças mentais e fica lindo. Nada melhor do que também trabalhar o corpo, para dar uma equilibrada. Força na braçada Paulo! Janine quer ir para Paris ( não disse, mas falou em “viagem dos sonhos” e Paris é cara da Jan) Espero que você vá querida. E que seja muito feliz em todos os lugares que conhecer. Bruna quer terminar a faculdade. Ponto. Eu também. Sorte para nós. Marcos disse: “que venham as realizações! “Boa, para todos nós. Tathy Viana escreveu 68 metas, e começa com o verbo doar( essa é a Tathy): doar sangue, deixar o cabelo crescer, fazer um quebra-cabeças, ir mais a praia. – Quem sabe você encontra a Vivi no Arpoador numa dessas. Tati Campos que fazer natação, tocar violão e ter um cabelão. Edna quer voltar para a meditação. Ah se o mundo inteiro meditasse, seria outro. Ela tb quer doar livros, organzar, sem deixar para o ano que vem. Luma quer desacelerar, delegar responsabilidades. Tomara que você consiga Luminha, carregar o piano nas costas é muito cansativo. Joaquim apareceu para felicitar os blogueiros. Obrigada. Roseane conta que já começou a se desvencilhar das “quinquilharias”. Já pensou fazer montoeira de coisas lá em Heidelberg? Depois voltou para saber se eu tinha já provado alguma fruta. Socorro! Mas juro que estou comendo mamão papaya de manhã. A Roseane é mesmo uma Nutriane, muito linda essa preocupação com o alimento do mundo inteiro. Luci comentou minhas metas e saiu de fininho. Deve estar elaborando as dela, “sem querer”, querendo. Até as últimas notícias as metas de Lou Salomé estavam uma “confusão danada”.
É confuso. Mas começar pode ser fácil se lembrarmos do tal
do kaisen. Ao invés de esperar por grandes e imediatos resultados, nos parabenizar pelos feitos, dia a dia. Então parabenizo a vocês pelo que já fizeram e pelo que ainda vão fazer. Seguir em frente, com saúde, equilíbrio e alegria é o que desejo para todos nós.
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