30 novembro 2006

Cade o post que estava aqui?

Vou reescrever, esse ficou muito chato. Falta de inspiração. Era sobre a brincadeira proposta pela Lou, mas ando muito cansada, outro dia escrevo melhor.
Beijos

26 novembro 2006

Ajuda de todo o lado

De uns tempos para cá comecei a achar que as pessoas me pediam muita ajuda mas nunca se ofereciam para me ajudar em nada. Como o ser humano não apenas pensa, mas também reflete, já diria o meu novo querido, o Heidegger( ressalva para lance nazi que ja vimos aqui), comecei a refletir sobre a questão. E também a pedir algumas ajudas em momentos de necessidade. Talvez só para testar, mas estava precisando mesmo.
Ai passei a ver com muita clareza, não só que as pessoas ao meu redor estão disponiveis para me ajudar a qualquer momento, como tem o maior prazer nisso, sem querer nada em troca. Pelo menos nada de imediato e explicito. Uma vez que o mais abnegado dos seres sempre quer alguma coisa em troca, nem que seja gratidão, reconhecimento.
Assim, neste momento em que me mudei, uma mãe da escolinha antiga da minha filha, vendo a minha total falta de tempo e vontade de cumprir com várias coisas, se ofereceu para ir a 25 de março comprar lembrancinhas para a festa de aniversario da minha pequena. Não só comprou, como empacotou montes de saquinhos no maior capricho e beleza. Assim só para ajudar.
Sabado agora, para dar um exemplo mais recente, eu estava aqui as voltas com um estudo bastante complexo. Liguei para uma amiga que conhece mais o assunto do que eu. Ela se dispos a escrever páginas e páginas ( digita com mais dificuldade) para esclarecer minhas duvidas e foi me mandando tudo isso de tanto em tanto tempo via fax, madrugada afora.
Esses são pequenos exemplos. Mas são do tamanho das minhas solicitações. Em outros momentos da vida precisei de outro tipo de ajuda- dinheiro, conselhos dificeis, apoio, e sempre tive quem me desse a mão.
Hoje procuro ajudar sim, quando posso e como posso aos meus queridos amigos. E agora vejo mais clara a situação. Continuam todos a disposição do que eu precisar. Graças a Deus tenho precisado menos. E já posso estar no lugar de ajudar. Isso é muito bom mesmo. Agredeço a toda a ajuda que recebi até hoje. Isso fez de mim uma pessoa melhor, mais confiante e mais feliz. E você, como se relaciona com o tema ajudar e ser ajudado em suas necessidades quaisquer que sejam? Boa semana.

24 novembro 2006

Philipe Noiret, A-Deus

Ontem morreu Philipe Noiret, o maravilhoso ator de Cinema Paradiso e de O Carteiro e o Poeta. Eu estava tão atarefada que nem me dei conta dessa grande perda para a humanidade. Toda aquela sensibilidade ajudava a preencher esse enorme vazio de sentimentos que o mundo vem se tornando, nessa era de tanta banalização.
Mas hoje, ouvindo o programa de rádio de Salomão Swartzman- já ouviram esse programa?- ele fazia uma homenagem linda ao Noiret. Contando coisas belíssimas de sua extensa carreira que eu nem sabia que era tão grande. Atribuia importancia máxima a carreira de ator de Philipe Noiret pelos dois filmes já citados que tanto marcaram minha vida. O Carteiro por exemplo, foi lançado no Brasil na mesma época em que eu me mudei para São Paulo. Lembro de ter ido assistir por recomendação da minha mãe. Ela me disse: a crítica foi horrivel, deram duas estrelinhas no jornal para um filme tão sensível, imperdível. E la fui eu conferir, sozinha, num desses cinemas da Paulista, o Belas Artes se não me engano. E realmente, vi o filme mais lindo de todos. Desses que eu guardo em DVD como a preciosidade que é. Pronto para ser assistido milhares de vezes para o resto da vida. Feito um música clássica perfeita, daquelas que a gente nunca se cansa de ouvir e admira cada vez mais. Isso graças principalmente a interpretação de Philipe Noiret, que de tão boa chega a ser autoral- ele reescrevia seus personagens com cada olhar, com cada fala. E neste filme especialmente, contracena com o talentosíssimo Massimo Troisi, que estava doente do coração durante as filmagens e morreu um dia depois do filme concluído, como se estivesse esperando só aquele tempo para deixar uma marca importante, um inesquecível registro de sua passagem por essa Terra.
Quanto ao nosso poeta, Philipe Noiret, pelo que aprendi com o programa do Swartzman, deixou muitas outras obras maravilhosas. Como por exemplo "A Comilança", uma comédia rascante, onde participaram também os talentos de Marcello Matroiani e de Ugo Tognazzi.
O programa de rádio para deixar a homenagem ainda mais tocante, colocou aquele tango que no filme do Carteiro, Pablo Neruda( Noiret) dança com sua mulher. Um cena memorável, no cenário estonteante da encosta da Itália, onde Neruda permaneceu alguns anos, exilado. Chorei muito, muito, enquanto me dirigia de carro ao meu destino matutino. Pensando que certas coisas não podem passar em branco, como a despedida de um ator tão brilhante, que tanto deu de si para tornar as nossas vidas mais interessantes e cheias de novos sentidos. Com todo carinho, digo adeus a Philipe Noiret. Que se divirta muito com seus amigos e colegas de profissão, num outro plano de existencia, caso exista. Que descanse em paz, por seu papel cumprido como ser humano.

20 novembro 2006

ACM,o Maquiavel brasileiro, nas páginas amarelas da Veja

Esse é a história do Brasil que a gente conhece, personificada. Maquiavélica, como aliás ressalta a entrevista, comparando-o com o famoso escritor de "O Principe", não o "Pequeno Príncipe", mas aquele, o manual dos poderosos, que ensina: ao fazer uma mudança, faça logo tudo de uma vez, doa a quem doer, por que se fizer aos poucos vai doer homeopaticamente, mas as pessoas vão chamar você de fraco ou de tirano, por muito mais tempo- Quer dizer, estou falando assim de memória, mas o livro diz coisas desse gênero.
E ACM também. Diz que prefere ser respeitado do que ser simpático. Elege Geisel como o presidente que melhor sabia mandar, diz que Figueiredo ( quem se lembra do bordão "prendo e arrebento", bem ao gosto de humoristicos de baixo nível?) não sabia mandar e que Lula é mandado pelo partido, que não tem mando nenhum. Que bonzinho ele, quer dizer que Lula é inocentinho, pau mandado, apenas obedece ordens e talvez não "saiba de nada" mesmo? Depois da visita de José Dirceu logo depois de "deposto", essa velha raposa tem a dizer isso de Lula. Saiu pela tangente sempre deixando uma brecha de gentileza sutil para quem está no poder. Isso é ser um político.
E continua, declarando que a sigla ACM foi a única que pegou depois de JK. Se esqueceu de FHC, imagino. Afirma que não mensiona o nome de seus inimigos, que estes devem ser esquecidos, mas que isso não significa que um dia não se vingará deles.
Fala do filho que morreu, da filha que se suicidou. E no meio da entrevista ainda dá um tranco na jornalista, que não chega se intimidar, parece. De toda maneira, ela é muito suave com seu entrevistado, dá o que pensar. Ou foi seduzida por aquele poder todo, ou abduzida.
O que mais me impressionou foi o que não está dito, mas está implicitamente explicito: em nenhum momento ACM se refere a ditadura militar, a abertura politica, enfim a esse processo violento e compressor que nosso país sofreu e ainda sofre as consequencias com nossos governos sempre corruptos e imaturos, fruto de mais de 20 anos de atraso politico. Para ele tudo isso é nada. Importante são as pessoas, os nomes poderosos, os estadistas talentosos e os não. Isso é o gosto exagerado pelo poder em termos absolutos. Quase instinto. Como uma cobra naja. Pior que Napoleão. Leiam. Não chega nem a dar raiva, dá até uma certa admiração pela coragem e cara de pau maior do que a de Jack Nicholson nos seus papéis mal-caráter. Isso é a cara do Brasil. Saber que nosso proximo presidente vai ser o Aecinho também. Faz parrrte, já diria o Bam-bam do Big Brother.
E para lembrar o que escrevi no post abaixo:
Acabei de ler nos comments, hoje, segunda-feira as 17:10, que a Equipe Blogueiros da Gazeta dos Blogueiros indicou meu blog como um dos melhores da semana. Fiquei muito contente com o reconhecimento. Como não conheço esses mecanismos, se é por indicação de vocês, por observação deles ou as duas coisas, agradeço duplamente a menção e a consideração. Super beijo e boa semana para todos nós, Camille

18 novembro 2006

Os Infiltrados

Fui ver Os Infiltrados, de Scorceze. Não sei se é assim que escreve o nome do diretor e tenho preguiça de ir olhar no jornal. Muito divertido, bem feito, instigante. Mostra também a podridão humana. Mas não a de todos. É filme americano! Então mostra uma parcela da população muito paticular: marginais de suburbio, polícia, traficantes, mafiosos. É aí que mora o desespero, no resto dos EUA provavelmente é tudo lindo. Enfim é diversão, não é arte como é Almodóvar. Mas é diversão garantida. Jack Nicholson está ótimo no seu papel de sempre- o sinistro/bizarro/engraçado apesar de mau caráter pra valer. Matt D ( nao vou tentar escrever ,está legal tb). E Leonardo di Caprio está virando ator. Está muito bom também, num papel cheio de nuances. Provavelmente a melhor interpretação dele. Também não li a critica. Mas vou até procurar para ver se estes "críticos" tem a mesma opinião que eu do "Leo". E você viu? Prefere que tipo de filme? E por que? Conte um pouco para mim, vou adorar saber. Bom feriadão e se puder, vá ao cinema.
Acabei de ler nos comments, hoje, segunda-feira as 17:10, que a Equipe Blogueiros da Gazeta dos Blogueiros indicou meu blog como um dos melhores da semana. Fiquei muito contente com o reconhecimento. Como não conheço esses mecanismos, se é por indicação de vocês, por observação deles ou as duas coisas, agradeço duplamente a menção e a consideração. Super beijo e boa semana para todos nós,
Camille

12 novembro 2006

Aproveite enquanto não vira cyborg

A Veja dessa semana veio com a entrevista de Raymond Kuzweil nas páginas amarelas. Ele é um inventor estilo "professor pardal moderno", e como é de costume nessas entrevistas que tem como função principal vender mais livros de algum autor, traz um tema polêmico. Eu gosto do estilo por que pelo menos vemos coisas diferntes do comum do cotidiano. Briga de marido e mulher como no post abaixo, não entra neste espaço. Vamos ao tema.
O cientista afirma que por volta de 2030 um computador comum será mil vezes mais poderoso que o cérebro humano. Diz que o homem vai se fundir com a máquina. Com a tecnologia. Que teremos milhões de computadores no cérebro, hibridos de inteligencia biológica e não biologica, Um cyborg que ainda se considerará humano. Isso para resumir a entrevista, aproveitando os leads destacados pela jornalista.
Quer dizer, a realidade será algo como um livro de Azimov, ou um filme como Robocop. Que horror, esse filme é muito triste. Principalmente por que a criatura é única e se lembra de sua vida passada. Para quem acha que ainda falta muito tempo e que esses cientistas tem mania de prever coisas que a tecnologia só alcançará daqui a mil anos, ele diz que todas as suas previsões anteriores aconteceram antes do previsto, como o advento de uma rede de informação mundial, a internet.
Então é isso. Vamos aproveitar enquanto ainda somos inteiramente humanos. Será que somos? Para vivermos a plenitude desse momento passageiro. Por que 2030 está logo ali. O tempo passa num piscar. E nós estaremos vivos para presenciar todas essas novidades. Nossos filhos então, viverão essa época com naturalidade. Eu quero ver. Mas tambem quero aproveitar a vida enquanto sou só gente. Boa semana para vocês. Câmbio. Registro.

11 novembro 2006

Você diria para sua amiga que o marido dela é um galinha?

Conversando com uma pessoa conhecida, daquelas que não chegam a ser amigas mas que a gente sabe da vida, ela me confidenciava que preferia ter uma marido bem mais velho do que o dela, que é da mesma idade, porque se sentia insegura dele arrumar alguma menininha muito mais nova.
Eu apenas respondi- ilusão sua achar que um cara mais velho vai resolver a questão quando o assunto é infidelidade e falta de confiança. Tem homens que quanto mais velhos ficam,mais inseguros, maior a necessidade de afirmarem que são machos e que tudo ainda podem. E ai vão trair ate por vaidade. Com menininhas ou meninonas.
A questão, quando se trata de casamento, fica muito mais embaixo. Fidelidade faz parte do contrato de quem faz esse contrato. Eu por exemplo sou a favor. Mas tem pessoas que parecem que se casam para entrar numa disputa permanente de quem é mais capaz de seduzir que o outro. Com qualquer idade.
Ontem mesmo presenciei uma cena esdrúxula: fui com um grupo assistir um sarau de poesias. Um casal de amigos estava sentado de frente para mim. Eu estava de frente para o palquinho onde as poesias aconteciam. Eles de costas e além de mim, de frente para um outro cenário atrás de mim. A mulher para ver os poetas, tinha que virar a cabeça. O marido dela idem, mas parecia que estava gostando muito do que se passava nas minhas costas.
Ele saíram e foram embora antes de acabar. As pessoas da outra mesa- a do cenário cujo meu amigo parecia estar fixo, também sairam. Ainda deu para ouvir uma discussão, ao longe a voz da minha amiga. Quando cheguei em casa, já tinha recado dela. Queria saber se eu havia reparado no fato do marido dela ter olhado a noite inteira para outra mulher, acompanhada de um homem e ainda com uma criança. (Detalhe- o meu casal de amigos tem uma diferença de idade de uns 15 anos. Ela é mais nova.)
Liguei para ela. Mas que eu podia dizer? -Não sei, não reparei. Mas reparei sim, o cara estava de costas para a apresentação todo o tempo. Achei que não estava gostando. Ela me confidenciou que ao saírem, o maridão ?bacana? ainda foi lá perto da moça a pretexto de elogiar a criança: ?que menina comportada, é sua filha?? E a mulher- segundo a minha amiga, fazendo pose por estar sendo admirada- ?Não, é minha enteada?. Enfim, parece que o cara não se conteve. Só faltou pedir o telefone da outra na cara da minha amiga.
Exageros a parte, como julgar uma historia dessas? Não tenho idéia. Segundo minha amiga o marido tem um histórico longo de galinhagens em um primeiro casamento. Eu sei disso. Mas não tenho certeza se as pessoas se repetem sempre no mesmo padrão, ou dependendo de com quem estão.
Eu poderia ajudá-la a racionalizar a situação. Mas sinceramente eu acho que o marido dela é um sujeito inseguro, que assim como chifrou, levou vários chifres da primeira mulher e não agüenta a beleza e a juventude da minha amiga. ( não vou dizer isso para ela, por que ele também é meu amigo. Gosto mais dela que dele, de qualquer maneira é dificílimo meter o bedelho.) Se ele se repete, ela que teria que mudar de atitude. Se gostar mais. E caso descubra que seu marido é incapaz de amar de verdade ou deixar de ser um galinha inveterado, procurar um que a satisfaça. Fácil falar... Enfim, enfim, não sou boa nessa área de conselhos matrimoniais. Não sou a favor de casamento aberto, swings ou galinhagens. Não sei o que faria se vivesse com um cara desses.
Ainda bem que meus amigos em geral não sabem que tenho esse blog. Por isso também faço questão de preservar a minha identidade. É para ter a liberdade de dizer o que eu quiser sobre qualquer coisa. E você, tem alguma opinião pessoal sobre esse tipo de assunto? Psicanalítica não vale. Teorizar nos afasta de nossos sentimentos mais particulares.

08 novembro 2006

Arrumando a casa

Taí um verbo que deve estar sempre no gerúndio. Quando é que arrumação de casa acaba? Quando você tem uma depressão, quando você não está mais nem aí para nada ou quando você morre. Antes disso é bom, como manda o Feng Shui, manter as coisas bonitinhas e agradáveis de viver dentro. Neste momento estou encantada com essa atividade: acabei de me mudar e é a primeira vez que eu e meu marido nos permitimos colocar tudo, ou quase tudo novinho, do jeito que gente gosta e quer. Não com aquela cara, que também é boa, de ficar com aquilo que me dão, tentar se virar assim. E o que também é bom: agora tenho mais espaço. Sempre trabalhei muito em casa e dividir um escritório era bastante confuso e com criança entrando por achar que era um espaço comum a familia, mais complicado ainda. Agora tenho um escritório só meu.
Todas essas novidades mudaram até minha maneira de ver a cidade: parece que estou num novo país- a minha casa nova- e quando saio me sinto mais em casa do que me sentia antes, na cidade em que vivo. Parece que só agora migrei para cá de verdade.
Mais que isso: me sinto hóspede de um hotel muito bonito, apesar de me sentir em casa. Mas tenho a certeza de que nada é definitivo, estamos aqui de passagem, tudo é temporário, mesmo que esteja escrito num papel- é seu. Nada é de ninguém. A vida é que é sua. E essa ninguém te tira, nem a morte. Seus feitos ficarão para sempre impressos na atmosfera dessa Terra. Bem-vindos amigos, a esta casa blog. Hoje até aqui me sinto mais em casa.

02 novembro 2006

Bom feriado à moda de Heidegger

Era Heidegger, filósofo alemão, quem dizia que o homem incosnciente não tem existência. E propunha que as pessoas se olhassem por dentro para se transformarem. Parece coisa de analista não é? Pois eu acho que a análise do ser humano comum- não doente- teve inspiração por ai. O tal do Heidegger era controvertido. Teve gente até o acusando de nazista, por algumas evidencias que não cabe enumerar essa hora da manhã. Mas a maior parte dos teóricos nega isso. E ele também negava. Caso contrario nem passearia por este blog. O senhor Heidegger tinha idéias geniais. E essa me parece a melhor de todas: tomar consciencia de si para exisitir de fato. É o que me proponho. Inclusive nos feriados. Estou sempre de olho em mim, o ser humano não é fácil. Fiquem ligados em vocês, vocês também. Quem fizer isso, vai se surpreender encontrado coisa inusitadas e super legais nessa figura aí que você vê no espelho quando escova os dentes. E use Colgate 12, os dentistas dizem que é a melhor. Beijim.

A eutanásia da cachorra. O quarto ao lado. A morte nas cores de Almodóvar.

          Se teve uma situação que me comoveu muitíssimo, me entristeceu e também me tranquilizou, foi quando durante a pandemia, minha fil...