Ontem uma avião da Gol vindo de Manaus e que faria escala no Rio de Janeiro caiu. Foi um acidente, se chocou com uma outra aeronave e o fato é que agora mais de 150 pessoas, entre tripulantes e passageiros, estão desaparecidas.
Imaginava que em um caso desses, como foi uma questão interestadual- o avião veio de Manaus, caiu nas proximidades do Pará e faria várias escalas- o Presdente da República devesse se pronunciar. Inquieto com as buscas e o que poderia estar acontecendo com as vítimas. Vivas? Mortas? Precisando de socorros? E suas famílias? Precisando de um alento? De um conforto em saber que o país sente e está cuidando de encontrar essas pessoas?
Enfim, estamos em vésperas de eleições e qualquer atitude parece sofrer essa influencia. Vai que o presidente e seus assessores pensem- não vamos falar nada por que pode parecer estratégia eleitoreira- como se uma autoridade desse tamanho, com um problema dessa natureza, do vÔo que fez uma centena e meia de vítimas, devesse se importar com isso. Mas é tudo tão sem sentido que,ontem por exemplo, o rapaz que matou a mãe foi liberado por questões elitorais. Não entendi direito. Quando alguém asssassina não pode ser preso por que é eleitor? Preciso entender melhor esta situação.
Voltando a questão do vôo, imaginava que num caso de um acidente assim, sendo interestadual ou não, tendo 150 brasileiros que estão desaparecidos , as autoridades começassem a demosntrar sua preocupação e interesse. Se o avião estivesse preso no Iraque, refém de algum sequestro, seria caso internacional e aí o presidente estaria muito preocupado, o país ofendido, todo mundo tomando providencias.
Mas o caso foi aqui, o avião desapareceu aqui. Será que então, essa lista de desaparecidos passa a não ter a menor importancia?
30 setembro 2006
29 setembro 2006
Postagens com sinusite.
-É isso. Este blog esteve um dias fora de combate, por conta da minha sinusite, que ia melhorando graças a receita de uma de nossas amigas bloggeiras, até o dia em que fui a um lançamento de livro, num dia friézimo, numa "balada"que durou até tarde. Era meio ao ar livre e aí dancei de vez: 10 dias de antibiotico, 7 dias de cortizona. E muito cansaço.
-Mais que isso, tentei postar outro dia, mesmo mole de todo, e não consegui. A página saiu do ar e perdi todo o meu texto. Fiquei chateada. No UOL me queixava á equipe técnica que já não adiantava muito. Esse aqui que é grátis, me queixo a quem? Grátis é modo de dizer. Nós é que estamos criando, com nossos blogs, conteúdo grátis para para este provedor. E isso vale muiiiiiiito dinheiro para a empresa dele, então temos direito a reinvindicar sim, só nçao sei a quem. Vocês sabem?
Assim que eu puder visito a todos. Já, já.
-Mais que isso, tentei postar outro dia, mesmo mole de todo, e não consegui. A página saiu do ar e perdi todo o meu texto. Fiquei chateada. No UOL me queixava á equipe técnica que já não adiantava muito. Esse aqui que é grátis, me queixo a quem? Grátis é modo de dizer. Nós é que estamos criando, com nossos blogs, conteúdo grátis para para este provedor. E isso vale muiiiiiiito dinheiro para a empresa dele, então temos direito a reinvindicar sim, só nçao sei a quem. Vocês sabem?
Assim que eu puder visito a todos. Já, já.
24 setembro 2006
A sua liberdade vai até aonde começa a do outro.
Este post faz parte da bloggagem coletiva, mais uma vez proposta por nossa amiga Laura. Desta vez o tema é ÉTICA, uma das questões mais envolventes que a gente possa pensar em comentar. A ética varia de cultura para cultura. Os códigos de ética tem relação estreita com os códigos da lei, do Direito. E existe a ética pessoal de cada um, que faz parte da educação e da formação do caráter de cada indivíduo.
Acredito que a frase "a sua liberdade vai até onde começa a do outro", sendo entendida como: você tem liberdade desde que não moleste, não interfira no sentido de agredir ou prejudicar a vida de outra pessoa, seja um exemplo bem claro de ética pessoal
Sendo assim, se tomássemos esta frase como uma lei, um código de ética e fizéssemos uma varredura em quem já o infringiu pelo menos uma vez na vida, quem sobraria? Política provavelmente deixaria de existir até como palavra no dicionário. E nós? Da mesma forma que perguntei na outra bloggagem, pergunto agora: nós somos éticos conosco, com nossas famílias, com as pessoas que convivem com a gente, 100% e o tempo todo?
Se formos, parabéns para nós. Se não formos, façamos agora uma reflexão. Por que é difícil não atingir o território alheio em todos os sentidos. Mas precisamos aprender. Todos, sem exceção, precisamos evoluir cada vez mais no sentido dessa ética pessoal, do caráter reto, para chegarmos lá. Vamos tentar? Vamos conseguir. É assim que o mundo muda. Começando por nós.
Acredito que a frase "a sua liberdade vai até onde começa a do outro", sendo entendida como: você tem liberdade desde que não moleste, não interfira no sentido de agredir ou prejudicar a vida de outra pessoa, seja um exemplo bem claro de ética pessoal
Sendo assim, se tomássemos esta frase como uma lei, um código de ética e fizéssemos uma varredura em quem já o infringiu pelo menos uma vez na vida, quem sobraria? Política provavelmente deixaria de existir até como palavra no dicionário. E nós? Da mesma forma que perguntei na outra bloggagem, pergunto agora: nós somos éticos conosco, com nossas famílias, com as pessoas que convivem com a gente, 100% e o tempo todo?
Se formos, parabéns para nós. Se não formos, façamos agora uma reflexão. Por que é difícil não atingir o território alheio em todos os sentidos. Mas precisamos aprender. Todos, sem exceção, precisamos evoluir cada vez mais no sentido dessa ética pessoal, do caráter reto, para chegarmos lá. Vamos tentar? Vamos conseguir. É assim que o mundo muda. Começando por nós.
22 setembro 2006
O diabo veste Prada, e como se veste bem.
Acabei de voltar do cinema, sim minha sinusite melhorou bastante com a receita que a amiga Luci deixou aqui- soro fisiologico morno aos montes. Valeu, Luci! Muito obrigada- enfim, fui ao cinema ver a tradução do livro homonimo que eu já tinha lido. Sim, eu tinha lido esta trash literature, conhecida como "chick lit". Este tipo de livro meio depoimento escrito por mulheres sobre as mais diversas experiencias de vida e que está vendendo aos montes nos EUA, tem até site com comentários sobre os melhores.
Sempre fico pensando que poderia escrever um livrinho desses e ganhar uma nota, mas acabo não conseguindo sentar para nada além de uma página de blog. Mas eu chego lá. Ou talvez, espero, vá além disso.
Vale a pena ver o filme. Pelas roupas, pela beleza de angulos especiais de NY que são mostrados, pela Paris iluminada como sempre e mais linda do que nunca que também é cenário. Meryl Streep está maravilhosa no papel da chefe "diaba", dizem inspirado na editora americana da Vogue. Eu sei lá, pouco conheço desse mundo milionário da moda. Mas a cabeça de uma redatora não oficial é como uma lata de lixo, aceita tudo, mistura tudo. Já dizia meu ex- analista que o inconsciente é uma lata de lixo. Quando voce diz "nunca pensei", não afirme essa besteira. Mas deixe isso para lá. Voltando ao assunto da Prada, os figurinos Chanel que vestem o personagem de Anne Hathaway ( nao sei se é assim que escreve) assistente de MIranda Presley, a diaba, são lindooooos! Dá vontade no minimo de se produzir mais, emagrecer mais, fazer mais ginásitca , usar mais batom , de preferencia "rouge Chanel" e não ter medo de ser fútil nem ser feliz. Se é que uma besteira dessas traz felicidade. Mas um pouquinho traz sim. Vivemos nessa cultura capitalista que nos faz acreditar que certos luxos fazem bem. Qualquer coisa difernte disso, mudemos para a Sibéria, por que essa crença meio patricinha já está no nosso sangue, queira você ou não.
Um brinde a besteira, como o post abaixo brindava as loucuras da Cicareli. Mais um refresco para a mente, vamos lá. As eleições vem aí. A gente merece um pouco de circo. Por que o pão está duro de roer. Veja o filme.
Sempre fico pensando que poderia escrever um livrinho desses e ganhar uma nota, mas acabo não conseguindo sentar para nada além de uma página de blog. Mas eu chego lá. Ou talvez, espero, vá além disso.
Vale a pena ver o filme. Pelas roupas, pela beleza de angulos especiais de NY que são mostrados, pela Paris iluminada como sempre e mais linda do que nunca que também é cenário. Meryl Streep está maravilhosa no papel da chefe "diaba", dizem inspirado na editora americana da Vogue. Eu sei lá, pouco conheço desse mundo milionário da moda. Mas a cabeça de uma redatora não oficial é como uma lata de lixo, aceita tudo, mistura tudo. Já dizia meu ex- analista que o inconsciente é uma lata de lixo. Quando voce diz "nunca pensei", não afirme essa besteira. Mas deixe isso para lá. Voltando ao assunto da Prada, os figurinos Chanel que vestem o personagem de Anne Hathaway ( nao sei se é assim que escreve) assistente de MIranda Presley, a diaba, são lindooooos! Dá vontade no minimo de se produzir mais, emagrecer mais, fazer mais ginásitca , usar mais batom , de preferencia "rouge Chanel" e não ter medo de ser fútil nem ser feliz. Se é que uma besteira dessas traz felicidade. Mas um pouquinho traz sim. Vivemos nessa cultura capitalista que nos faz acreditar que certos luxos fazem bem. Qualquer coisa difernte disso, mudemos para a Sibéria, por que essa crença meio patricinha já está no nosso sangue, queira você ou não.
Um brinde a besteira, como o post abaixo brindava as loucuras da Cicareli. Mais um refresco para a mente, vamos lá. As eleições vem aí. A gente merece um pouco de circo. Por que o pão está duro de roer. Veja o filme.
16 setembro 2006
Boas mudanças à vista.
Acho que foi em 2003 que comecei meu blog. Talvez tenha sido em 2002. Não lembro, deletei tudo. E escrevi outro e depois voltei a ter esse, com o mesmo nome do primeiro.
Conheci pessoas fantásticas nessa trajetória de "bloggeira" e ainda venho conhecendo. E hoje, arrumando pela primeira vez as coisas, para minha mudança de casa, comecei a lembrar com carinho de algumas dessas pessoas que convivi -via net- quase diariamente. Onde trocávamos idéias sobre tudo, todas as coisas de nosso cotidiano.
Então lembro quando Great Gatzby do "Abadia", blog que virou livro e nem existe mais, escolheu comigo a cor do meu quarto deste apt aqui: laranja-ficou decidido. Aí passei a lembrar do João Paulo que me escreveu uma linda homenagem, uma poesia. Da Selina-gata que me passava assuntos de bruxa por e-mail quando eu ficava com medo de mau-olhado. Da Neuma, quando nasceu sua primeira filhota, a "fofucha". Do Molina quando resolveu criar o blog depois de muita insistencia e agora adora. Da Satine que me enviava lindos e-mails além dos comments, falando da vida dela na Espanha e da vontade de arrumar um namorado. Das blogagens coletivas, das declarações coletivas também, do concurso de redação sobre o melhor brinquedo da infancia, das pesquisas loucas que eu fazia e todo mundo respondia. Da fantastica entrevista com o mundo de "Rô" que teve um significado muito especial para mim. Da Tathy me dizendo qual o melhor cachorro para eu comprar para as crianças( nenhum por que eu ia ter que cuidar, hehehe). Da Martinha do Jardim quando descobriu que estava dodói e abriu para todo mundo de uma forma super corajosa. Tenho a maior saudade de tudo isso. E claro, de quando todos me ajudaram a decidir se era melhor mudar para uma casa ou para um outro apt. Ganhou o apt e agora vou para essa nova aventura.
Mas vou levando lembranças de muitas coisas que já fiz na vida. Que estão na minha cabeça, nos objetos de viagem, nas coisinhas que fazem parte do universo do meu lar. O que inclui o computador e meus amigos de blog. Todos vocês que me visitam hoje e que eu visito também. Obrigada amigos novos e antigos. Adoro entrar em contato com vocês sempre que posso.
Beijos da Camille
Acabo de descobrir que hoje é o aniversário da Laura do "Laura Vive".
Que viva feliz, Laura!
Parabéns e um super beijo!
Conheci pessoas fantásticas nessa trajetória de "bloggeira" e ainda venho conhecendo. E hoje, arrumando pela primeira vez as coisas, para minha mudança de casa, comecei a lembrar com carinho de algumas dessas pessoas que convivi -via net- quase diariamente. Onde trocávamos idéias sobre tudo, todas as coisas de nosso cotidiano.
Então lembro quando Great Gatzby do "Abadia", blog que virou livro e nem existe mais, escolheu comigo a cor do meu quarto deste apt aqui: laranja-ficou decidido. Aí passei a lembrar do João Paulo que me escreveu uma linda homenagem, uma poesia. Da Selina-gata que me passava assuntos de bruxa por e-mail quando eu ficava com medo de mau-olhado. Da Neuma, quando nasceu sua primeira filhota, a "fofucha". Do Molina quando resolveu criar o blog depois de muita insistencia e agora adora. Da Satine que me enviava lindos e-mails além dos comments, falando da vida dela na Espanha e da vontade de arrumar um namorado. Das blogagens coletivas, das declarações coletivas também, do concurso de redação sobre o melhor brinquedo da infancia, das pesquisas loucas que eu fazia e todo mundo respondia. Da fantastica entrevista com o mundo de "Rô" que teve um significado muito especial para mim. Da Tathy me dizendo qual o melhor cachorro para eu comprar para as crianças( nenhum por que eu ia ter que cuidar, hehehe). Da Martinha do Jardim quando descobriu que estava dodói e abriu para todo mundo de uma forma super corajosa. Tenho a maior saudade de tudo isso. E claro, de quando todos me ajudaram a decidir se era melhor mudar para uma casa ou para um outro apt. Ganhou o apt e agora vou para essa nova aventura.
Mas vou levando lembranças de muitas coisas que já fiz na vida. Que estão na minha cabeça, nos objetos de viagem, nas coisinhas que fazem parte do universo do meu lar. O que inclui o computador e meus amigos de blog. Todos vocês que me visitam hoje e que eu visito também. Obrigada amigos novos e antigos. Adoro entrar em contato com vocês sempre que posso.
Beijos da Camille
Acabo de descobrir que hoje é o aniversário da Laura do "Laura Vive".
Que viva feliz, Laura!
Parabéns e um super beijo!
09 setembro 2006
Voo 93 UNITED
Estou chegandodo cinema, para variar. Fui ver o Voo 93. Uma parte dos episódios que mudaram o mundo em 11 de setembro. Quase todo o filme é romanceado em cima do fato de que o avião sequestrado caiu fora do alvo. Não há, a não ser por depoimentos de familiares que receberam telefonemas de despedida durante o vôo, como saber o que de fato ocorreu. Sabemos que as pessoas em momentos críticos são capazes de incríveis atos de bravura. Mas não sei se há provas contudentes de que os caças americanos não derrubaram o tal avião. É possível que sim. A ética ocidental manda que, diante de situações inusitadas como essas que se tente preservar o maior numero de pessoas. Derrubar o avião teria sido uma tentativa válida de não matar mais gente ainda.
Enfim, seja lá o que aconteceu, não minimiza o sofrimento dos que estiveram neste vôo. Nem nos outros que atravessaram as torres. Nem o sofrimento dos parentes dessas pessoas, que perderam seus entes queridos. Também não deixa de manter em evidência o que o fanatismo pode fazer com o ser humano. Transfoma-lo num nada, numa não identidade, num instrumento de uma "causa", que pode ser uma causa não pensada, idiota. Ou no mínimo com meios muito errados de defendê-la. Lamento por tudo, pela humanidade estar tão perdida. Pelos tempos serem tão incertos.
Quem dera que aparecesse uma luz, um disco voador, alguma coisa inusitada e boa que desfisesse mistérios, guerras, ilusões e proclamasse um novo tempo, sem fanatismos, sem loucuras, com mais pé no chão, coração genuíno e futuro para todos nós.
Enfim, seja lá o que aconteceu, não minimiza o sofrimento dos que estiveram neste vôo. Nem nos outros que atravessaram as torres. Nem o sofrimento dos parentes dessas pessoas, que perderam seus entes queridos. Também não deixa de manter em evidência o que o fanatismo pode fazer com o ser humano. Transfoma-lo num nada, numa não identidade, num instrumento de uma "causa", que pode ser uma causa não pensada, idiota. Ou no mínimo com meios muito errados de defendê-la. Lamento por tudo, pela humanidade estar tão perdida. Pelos tempos serem tão incertos.
Quem dera que aparecesse uma luz, um disco voador, alguma coisa inusitada e boa que desfisesse mistérios, guerras, ilusões e proclamasse um novo tempo, sem fanatismos, sem loucuras, com mais pé no chão, coração genuíno e futuro para todos nós.
07 setembro 2006
Assisti Click. E acho que vou ser roteirista quando eu crescer
Ontem fui ver um filme- Click. E saí do cinema com a sensação de que se tivesse feito um teste vocacional teria sido melhor para minha vida. Eu poderia ser roteirista numa boa, e quem sabe até estar ganhando uma nota em Hollywood. Primeiro por que adoro cinema, depois por que nada me parece muito dificil e principalmente, por que existe pouca concorrencia. Verdade. O que se vê de filme igualzinho, é uma falta de imaginação inacreditavel. Como é que ses gasta milhões de dólares para colocar uma coisa para rodar sem a menor originalidade?
Outro dia estava lendo a Veja sobre a demissão de Tom Cruise( que eu detesto especialmente, com aquela boca sempre semi-aberta mostrando os dentinhos). Mostrava os cachês exorbitantes dos artistas e dizia que isso era uma discrepancia por que pelas contas dos produtores, um ator que ganha 25 milhões só rende 3 milhões para o filme. Acho que o sujeito estava distraído ao fazer essas continhas. A maior parte dos filmes só se sustenta com bons atores e as vezes, com grandes estrelas. Por isso eles vão continuar pedindo o que quiserem.
Este filme Click por exemplo. Conta a historia de um cara de uns 30 anos, casado e com dois filhinhos, que trabalha 24 horas e não tem tempo para a familia. Até que ele entra na loja ( merchadising explicita, pra variar) Bed, Bath e Beyond, que era a unica aberta 24 h e tenta comprar um controle remoto universal, daqueles que serve para tudo. Como está exausto, dorme na primeira "bed" que surge na loja e sonha que foi para o "beyond" e ali ganha um controle remoto que tudo controla. Entao ele cala a boca da mulher, faz as coisas acontecerem no ritmo que deseja, ultrapassa o tempo e se encontra velho e presidente da empresa, mas com uma vida desgraçada. Aí ele acorda! Ah que alegria -vista, revista e reciclada em milhares de filmes- e decide se dedicar mais aos filhos, partindo para terminar a casinha na árvore- tão americaninha- que está parada há dois meses.
Seria bom se eu já não tivesse visto umas 2 dezenas, no mínimo, de filmes iguais a esse. Um exemplo é um filme com Nicholas Cage, quando ele entra num carro, num dia de stress como presidente de uma empresa, e vai dar na vida que teria tido se tivesse ficado com a namorada que abandonou por causa de uma conveniencia de trabalho. Aí... aparece a vida familiar, o casal de filhos, etc igual, etc igual. Ok que a vida seja isso mesmo. Mas para ver o banal a gente vê nas novelas surreais que tem na televisão. Gostaria de ir ao cinema para ver coisas que dessem mais idéia para o banal ser menos banal, que abrissem a cabeça.
Gostei do filminho? Ah gostei. Amanhã já esqueci. Mas por que gostei um pouco que seja? Por que o ator principal era o Adam Sandler, que é otimo. Ainda não ganhou um Oscar para ter cachê mais elevado. E portanto, em 9 entre dez 10 filminhos desse tipo, lá esta ele levantando a bilheteria. Viva o sucesso dos atores. E roteiristas, voem para Hollywood. Tem vaga.
Outro dia estava lendo a Veja sobre a demissão de Tom Cruise( que eu detesto especialmente, com aquela boca sempre semi-aberta mostrando os dentinhos). Mostrava os cachês exorbitantes dos artistas e dizia que isso era uma discrepancia por que pelas contas dos produtores, um ator que ganha 25 milhões só rende 3 milhões para o filme. Acho que o sujeito estava distraído ao fazer essas continhas. A maior parte dos filmes só se sustenta com bons atores e as vezes, com grandes estrelas. Por isso eles vão continuar pedindo o que quiserem.
Este filme Click por exemplo. Conta a historia de um cara de uns 30 anos, casado e com dois filhinhos, que trabalha 24 horas e não tem tempo para a familia. Até que ele entra na loja ( merchadising explicita, pra variar) Bed, Bath e Beyond, que era a unica aberta 24 h e tenta comprar um controle remoto universal, daqueles que serve para tudo. Como está exausto, dorme na primeira "bed" que surge na loja e sonha que foi para o "beyond" e ali ganha um controle remoto que tudo controla. Entao ele cala a boca da mulher, faz as coisas acontecerem no ritmo que deseja, ultrapassa o tempo e se encontra velho e presidente da empresa, mas com uma vida desgraçada. Aí ele acorda! Ah que alegria -vista, revista e reciclada em milhares de filmes- e decide se dedicar mais aos filhos, partindo para terminar a casinha na árvore- tão americaninha- que está parada há dois meses.
Seria bom se eu já não tivesse visto umas 2 dezenas, no mínimo, de filmes iguais a esse. Um exemplo é um filme com Nicholas Cage, quando ele entra num carro, num dia de stress como presidente de uma empresa, e vai dar na vida que teria tido se tivesse ficado com a namorada que abandonou por causa de uma conveniencia de trabalho. Aí... aparece a vida familiar, o casal de filhos, etc igual, etc igual. Ok que a vida seja isso mesmo. Mas para ver o banal a gente vê nas novelas surreais que tem na televisão. Gostaria de ir ao cinema para ver coisas que dessem mais idéia para o banal ser menos banal, que abrissem a cabeça.
Gostei do filminho? Ah gostei. Amanhã já esqueci. Mas por que gostei um pouco que seja? Por que o ator principal era o Adam Sandler, que é otimo. Ainda não ganhou um Oscar para ter cachê mais elevado. E portanto, em 9 entre dez 10 filminhos desse tipo, lá esta ele levantando a bilheteria. Viva o sucesso dos atores. E roteiristas, voem para Hollywood. Tem vaga.
03 setembro 2006
"A BAIXA-ESTIMA, ALIMENTO DO PODER
Vivemos tão obsecados com nossa VISÃO EMPOBRECIDA SOBRE NÓS MESMOS, que não paramos para observar e constatar que o outro seguramente vive o mesmo que nós.
Descobri, através do tempo, que a baixa-estima ou a auto-invalidação é um sentimento comum a todos nós.
As máscaras de proteção que usamos variam em suas côres: a segurança, o esnobismo, o orgulho, a timidez, a cara fechada e a antipatia nada mais são que nuances nos disfarces do sentimento de inferioridade que nos atinge a todos.
E por que isso? Uma doença generalizada que machuca o coração, a alma, o corpo, causando infelicidade e destruição, contaminando a todos, independente da criação familiar, religiosa, cultural ou do meio social a que pertençemos... ?
Tenho diagnosticado essa doença, em todos os meus alunos, não apenas aqui do Brasil, o que poderia ser considerada a síndrome do terceiro mundo, mas também em americanos e europeus.
Recebemos maciçamente, desde que nascemos, informações diretas ou indiretas de que somos pequenos, menores, imperfeitos, pecadores!
Permanentemente manipulados pelo PODER, para que ele possa subsistir, através da CULPA de não correspondermos ao que seria esperado de nós.
Em casa a mensagem é:
- Por que você não é igual à mim ( ao seu irmão, ao filho da vizinha, ao fulano)?
- Você é frágil, precisa de mim para te proteger.
- Contente-se com o que tem; já é mais do que merece.
- Me sacrifiquei a vida inteira por você...
Na religião:
- Você pecou!
- Você tem que ser melhor do que é.
- Cristo morreu na cruz para te salvar. Arrependa-se dos seus desejos!
Do estado:
- Você não pagou os impostos como devia.
- Aí estão os pobres passando fome.
- Rico é ladrão; empresário é explorador.
- Divida o que ganhou, com os outros.
- Cuidado com a fiscalização.
Social/Cultural:
- Somos sub-desenvolvidos.
- Pertencemos ao terceiro mundo.
- Tudo que é estrangeiro é melhor.
- Lá sim, eles sabem o que fazem!
- Produto nacional é uma merda!
Somos permanentemente bombardeados com milhares de informações que querem nos dizer a mesma coisa:
- VOCÊ É MENOS!
Dessa forma passamos a vida inteira nos escondendo com medo de que descubram que não somos o que pensam que somos: muito inferiores ao "outro"!
O que não imaginamos é que o "outro" está sentindo e fazendo a mesma coisa, ou seja, tentando manter-nos "embaixo" para que possam sentir-se "em cima".
Vítimas do "sistema", nos relacionamos através das máscaras, sempre representando para o "outro", tentando convencê-lo que "também somos"; fossilizados em nossa inferioridade.
Culpa!
De sermos o que somos...e incrívelmente iguais! "
(Do livro RESGATE DE UM CASAMENTO Edit. Rocco - ANNA SHARP)
Descobri, através do tempo, que a baixa-estima ou a auto-invalidação é um sentimento comum a todos nós.
As máscaras de proteção que usamos variam em suas côres: a segurança, o esnobismo, o orgulho, a timidez, a cara fechada e a antipatia nada mais são que nuances nos disfarces do sentimento de inferioridade que nos atinge a todos.
E por que isso? Uma doença generalizada que machuca o coração, a alma, o corpo, causando infelicidade e destruição, contaminando a todos, independente da criação familiar, religiosa, cultural ou do meio social a que pertençemos... ?
Tenho diagnosticado essa doença, em todos os meus alunos, não apenas aqui do Brasil, o que poderia ser considerada a síndrome do terceiro mundo, mas também em americanos e europeus.
Recebemos maciçamente, desde que nascemos, informações diretas ou indiretas de que somos pequenos, menores, imperfeitos, pecadores!
Permanentemente manipulados pelo PODER, para que ele possa subsistir, através da CULPA de não correspondermos ao que seria esperado de nós.
Em casa a mensagem é:
- Por que você não é igual à mim ( ao seu irmão, ao filho da vizinha, ao fulano)?
- Você é frágil, precisa de mim para te proteger.
- Contente-se com o que tem; já é mais do que merece.
- Me sacrifiquei a vida inteira por você...
Na religião:
- Você pecou!
- Você tem que ser melhor do que é.
- Cristo morreu na cruz para te salvar. Arrependa-se dos seus desejos!
Do estado:
- Você não pagou os impostos como devia.
- Aí estão os pobres passando fome.
- Rico é ladrão; empresário é explorador.
- Divida o que ganhou, com os outros.
- Cuidado com a fiscalização.
Social/Cultural:
- Somos sub-desenvolvidos.
- Pertencemos ao terceiro mundo.
- Tudo que é estrangeiro é melhor.
- Lá sim, eles sabem o que fazem!
- Produto nacional é uma merda!
Somos permanentemente bombardeados com milhares de informações que querem nos dizer a mesma coisa:
- VOCÊ É MENOS!
Dessa forma passamos a vida inteira nos escondendo com medo de que descubram que não somos o que pensam que somos: muito inferiores ao "outro"!
O que não imaginamos é que o "outro" está sentindo e fazendo a mesma coisa, ou seja, tentando manter-nos "embaixo" para que possam sentir-se "em cima".
Vítimas do "sistema", nos relacionamos através das máscaras, sempre representando para o "outro", tentando convencê-lo que "também somos"; fossilizados em nossa inferioridade.
Culpa!
De sermos o que somos...e incrívelmente iguais! "
(Do livro RESGATE DE UM CASAMENTO Edit. Rocco - ANNA SHARP)
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